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História Viajante - Capítulo 6


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Capítulo 6 - O Laboratório Fleender.


Fanfic / Fanfiction Viajante - Capítulo 6 - O Laboratório Fleender.

Aurora ficou sozinha, naquele casarão onde havia passado momentos insuportáveis, por causa da evolução dos poderes e momentos realmente bons, por causa dos amigos que acabaram falecendo, se ela também envelhecesse, teria trinta e dois anos. Era 1899 agora, o tempo passou tão rápido mas a aparência dela não mudava, ela não se sentia incomodada com isso, mas além das preocupações pelas asas (que não voltaram a crescer) que acabaram depois de cortar, logo veio a preocupação por causa da aparência.

Na sala principal, Aurora sentada no sofá agora começara a olhar para o próprio retrato, que havia sido feito antes de John morrer, Isabelle e ele a realmente amavam. Como uma filha e uma amiga. Dessa vez, ela não chorou por saudades ou remorso de algo que fez antes, pois sentiu como se o retrato desse força para ela. Aquele quadro era uma pequena prova de que ela era realmente amada e especial por alguém.

Depois de um momento de reflexão por sobre o quadro, Aurora tomou um susto como telefone, ao atender uma voz nenhum pouco familiar começou a falar:

- Dra. Isabelle Suh? Aqui é o Isaque Fleender, gostaria de falar com a senhora.

- Fleender? - lembrou dos meninos no qual ela cuidou por causa do Jorge.

- Sim, filho do Jorge Fleender, o cientista.

- Isaque, quem está falando sou eu, a Aurora!

- AURORAA! Que saudades! Como está? 

- Estou muito bem, pelo menos agora, e como vocês estão?

- Como assim agora? 

- Bom, a Isabelle acabou de falecer...

- Meus sentimentos... Eu queria falar com ela sobre o assunto do laboratório, mas se não está disponível, posso falar com você mesmo.

- Laboratório?

- Meu pai sabotou os documentos do Thiago, seu pai. O chefe do laboratório seria a Isabelle Suh, mas por ser uma mulher... - ao dizer isso, Aurora ficou em um tremendo silêncio. - Aurora? Ainda está aí?

- Estou...

- Posso prosseguir?

- Claro... Pode sim!...

- O meu pai só seria o chefe, se adotasse você. Foi isso que estava no testamento dos seus pais, eles sabiam que algo iria acontecer, porém não sabiam com qual dos cientistas competentes deixaria o laboratório.

- Dos cientistas competentes, você diz...

- Jorge Fleender e Isabelle Suh.

- Meu Deus...

- Eu passei alguns anos na faculdade para descobrir isso, sempre achei estranho. O que me deixou mais desconfiado foi quando despediu a Dra. Isabelle, mas a culpa do acidente não foi dela.

- Sim... Ela e as outras mulheres do laboratório lutavam para que tivessem mais respeito e direitos.

- Não é o fim, no testamento diz que quando você fosse maior de idade, o laboratório seria legalmente seu.

- Isaque...

- Não estou mentindo. Pedirei para um amigo advogado te ligar mais tarde, não se preocupe com o que meu pai fará, ele faleceu dois anos atrás e minha mãe acabou indo para o hospício.

- A Sra. Rebecca? O que aconteceu?

- Dizia que você era na verdade um demônio em forma de gente, e que meu pai nunca deveria ter deixado ela entrar em nossa casa para viver conosco. O acidente na verdade era uma armadilha feita por você para nos engolir no inferno!

- Ela enlouqueceu...

- Certamente.

- Como estão seus irmãos?

- Beatriz foi estudar na Europa, foi aprender o francês e Pedro acabou se casando e foi morar no Japão. Eu continuo aqui no Brasil, para poder fazer justiça para o nome Fleender.

- Isaque como você cresceu!

- Se você fala de mente, cresci sim. Podemos nos encontrar amanhã se quiser para discutir sobre o testamento, quero mostrar os documentos e deixar com a verdadeira dona.

- Ok, tudo bem!



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