História Viajantes - Capítulo 3


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Categorias Histórias Originais
Tags Luta, Originais, Romance, Tempo
Visualizações 6
Palavras 1.117
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Luta, Mistério, Romance e Novela, Saga
Avisos: Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Estou escrevendo essa história e me divertindo muito! Tenho muitas ideias pra continuação... muitas aventuras!

Capítulo 3 - Rápida fuga...


Fanfic / Fanfiction Viajantes - Capítulo 3 - Rápida fuga...

Naquele dia, quando eu saí do banheiro feminino sendo escoltada por Otávio, não fazia a menor ideia dos perigos que eu correria nos momentos seguintes.

 

Saímos do banheiro, deixando uma Giovana inconsciente e um Otávio extremamente preocupado ao meu lado, os motivos por trás disso me apavoravam. Eu queria lhe perguntar o que de fato estava acontecendo, porém sabia que seria inútil enquanto seus ombros não relaxassem e o olhar alarmante desaparecesse.

          - NINA!

 

Jônatas estava com suas veias saltando do pescoço quando gritou pelo meu nome do outro lado do pátio. Instintivamente ele agarrou meu braço e me puxou para trás de si, fazendo parecer que Otávio era uma ameaça.

Otávio levantou os braços em sua defesa, como se fosse inocente do quer que a acusação se tratasse.

- Eu estou aqui par-

- O que estão fazendo no pátio em horário de aula, alunos?!

A inspetora apareceu nos lançando palavras agudas e um olhar zangado.

- Droga! – Jonatas esbravejou

A mulher de cabelos pretos curtos, vestindo um terninho cinza com o emblema da escola se aproximou. Sua face estava tensa e seus passos eram apressados em nossa direção, suas narinas pareciam dilatadas e seus olhos estavam se tornando cada vez mais alaranjados. De repente, a inspetora Rose se lançou com um salto sobre Jônatas.

Jônatas desviou do ataque dela me suspendendo em seus braços e saltando na mesma velocidade para longe de suas garras. Ele me colocou no chão e então, de maneira que meus olhos mal podiam acompanhar, voltou velozmente para dar um chute no estômago da nossa inspetora. Ela voou há quatro passos dele com a força do golpe.

         Então ele se virou e disse:

- Nina, nós precisamos sair daqui!

- Jônatas, me escute. – Era Otávio quem pedia atenção. - Eu quero protege-la tanto quanto você, apenas me deixe ajuda-los, ok?

Eu queria dizer alguma coisa também, mas eu não tinha nada a dizer, nenhuma palavra vinha a minha mente. Aquilo tudo parecia irreal demais, eu estava num estoque de choque mental.

 Jônatas não parecia disposto a aceitar qualquer ajuda de Otávio, novamente ele segurou minha mão e me guiou até a parte gramada do pátio. Otávio nos seguia também.

         - Nina... - Jônatas segurou meu rosto com suas mãos, ele olhava profundamente dentro dos meus olhos. – Nós vamos sair daqui e eu vou explicar tudo a você, tudo bem? Pode confiar em mim?

- Jônatas... eu estou com medo. – E eu estava. – Eu não sei o que está acontecendo, e você é meu amigo desde a infância, eu achava que sabíamos tudo um sobre o outro. E agora parece que você tem superpoderes! E... há pessoas com olhos laranjas...! – Foi quando eu terminei de falar que percebi o quanto eu segurava a respiração esse tempo todo.

         Jônatas me abraçou.

- Vai ficar tudo bem... eu vou cuidar de você.

Enquanto os braços dele me envolviam, eu senti as pontas dos meus pés formigarem, a pele do meu corpo começou a se repuxar, parecia que meu corpo inteiro sofria uma sucção violenta. No entanto, antes de desaparecermos, Otávio segurou em Jônatas.

 

         Após uma arfada exasperada dos meus pulmões buscando por ar, meus pés estavam novamente sobre o chão. Eu fiquei tonta e enjoada, antes de terminar a segunda respiração meu estômago reagiu, eu me virei para o lado e vomitei tudo o que não tinha no meu órgão.

A paisagem em nossa volta era escura, as estrelas cintilavam pelo céu, como glitter prata numa cartolina azul... não, na verdade era muito melhor do que isso, era um céu tão límpido e brilhante, eu fiquei estarrecida. Um vento fresco soprou sobre meu rosto, parecia estar enviando energia para meu corpo. Minhas pernas não reagiam muito bem aos cinco passos que dei para retomar as forças, antes de novamente, alguém agarrar minha camiseta. E eu agradeci a Deus por isso, percebi que estávamos há uns 30 metros do solo. Nós estávamos no meio do deserto, em cima de uma pirâmide.

Mas o pouco espaço e a altura do lugar não impediu Jônatas de reagir ao notar a presença de Otávio. Ele agarrou a camiseta do adversário e socou seu rosto antes de despejar as palavras contidas minutos antes de pularmos o espaço-temporal (eu autodenominei assim pois parecia que era isso que tinha acontecido).

- Você acha mesmo que eu vou confiar em você?! O que pensa que está fazendo aqui?!

Otávio balançou a cabeça para espantar a dor do impacto, uma gota de sangue escorreu pela sua boca. Mas ele se levantou e encarou Jônatas.

- Eu sou um desertor cara! Se eu não achasse Nina minutos antes de você aparecer, ela provavelmente estaria com eles agora! – Otávio se aproximou, surpreendeu Jônatas devolvendo-lhe o soco, que caiu e agora, ambos tinham sangue na boca. Meu amigo se levantou e agarrou Otávio pela gola da camisa, que fez o mesmo com ele.

         - PAREM! – Eu gritei. Minha voz teve um efeito sonoro alto sobre a paisagem silenciosa. Nenhum dos dois virou em minha direção, porém não se moveram agressivamente como antes, apenas se encararam. Otávio rompeu o silencio com um suspiro e palavras num tom pacificador.   

 - Admito que você é bom em se esconder. Eu não teria percebido se não tivesse agido no pátio da escola... – Ele soltou a gola de Jônatas, que ainda a mantinha agarrada à dele. - Porém só isso não basta para fugir deles, uma vez que você foi detectado, sabe que vão te notar a qualquer abertura que você dê. Você sabe muito bem disso.

         Finalmente minhas pernas cederam, provavelmente eu não conseguiria levantar agora. Meu estômago estava vazio, a sede era incontestável e essa mudança de lugar parece ter drenado a energia do meu corpo. Minha visão embaçou novamente e então, tudo ficou escuro.

 

Era difícil discernir, como se fossem lembranças embaçadas pela falta de memória. Mas havia uma mulher com longos cabelos castanhos escuros, seus olhos pareciam duas amêndoas brilhantes, porém sua face era tomada de pavor. A mulher corria enquanto o cenário a sua volta mudava a cada 20 segundos, no entanto meu ângulo de visão permitia apenas notar a mudança de cores e climas. Verdes, desérticas, brancas, frias, quentes, úmidas, uma constante viajem aos mais variados lugares. Finalmente o som de sua respiração ofegante foi substituído por uma voz cálida, mas não menos hostil.

 - Desista, Noêmia. Você não pode viajar para sempre, sabe que posso rastreá-la aonde quer que vá. Eu irei pegá-la, e quando o fizer, estará acabado.

 Apesar das palavras ameaçadoras, o esboço de um sorriso nos lábios da mulher sugeria o quão sério ela as havia julgado.  

 - Pois então, tente.

Senti braços firmes envolvendo-me, e tudo se tornou apenas escuridão. 


Notas Finais


Tchau!


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