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História VICENT SEMPER - DRAMIONE - Capítulo 4


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Notas do Autor


Lista de links necessários nas notas finais.

Capítulo 4 - Capítulo 3


Harry Potter cambaleou no momento em que seus pais tocaram o solo a sua frente. Ele não conseguiu deixar de escancarar a boca no momento em que seus olhos se adaptaram a clara visão, em um momento estava na elegante sala de Hermione no subsolo de Londres e no outro estava defronte a uma imponente mansão vitoriana. Harry procurou enxergar além, mas tudo o que via era a sinuosa casa, ladeada por um jardim incrivelmente verde. Era enorme, simétrica e, com certeza, cara. No fundo ele pode ver uma cadeia de pequenas montanhas que davam um efeito ainda mais sublime, no que poderia ser uma clara pintura vitoriana, feita por aclamados pintores bruxos.

Quanto mais andavam, mais ele ficava encantado com o lugar. A entrada era ladeada por um corredor que os faziam chegar em uma porta branca, onde foram recebidos por uma enorme sala em mármore incrivelmente branco. A partir dali a casa parecia se abrir em todos os lados, era mais do que seus olhos poderiam enxergar e assimilar. Chegaram em uma sala onde toda a decoração parecia se encaixar nos detalhes, ele notou o mármore branco, assim como as paredes, a divisória de ambiente em ouro e uma escada tão alta que poderia chegar ao céu.

Ele parou quando Hermione indicou a ele uma das poltronas em pérola ao lado de uma lareira moderna onde, logo acima, tinha uma imagem da amiga sentada em uma poltrona antiga, com um longo vestido vinho que parecia deslizar em seu corpo. Os cabelos estavam presos de uma forma sofisticada e ostentava um colar de turmalina perfeitamente encaixado em sua clavícula. Ela estava tão radiante na foto que parecia uma deusa qualquer.

— Você mora aqui? — Harry perguntou, sentindo-se bobo assim que terminou de proferir aquelas palavras.

Hermione deu de ombros, entregando a ele um copo de whisky de fogo.

— Harry, eu precisava conversar com você fora do Ministério.

— Hermione, você irá fugir de minhas perguntas até quando? Desde que voltou tudo o que faz é ser essa pessoa profissional, séria e fria. Sequer nos procurou, por anos, abandonou a nós que éramos sua família, seus amigos. Mas daí você volta, vestida assim, com essa casa, casada e em silêncio e quer que a gente simplesmente aceite.

A castanha o encarou, rodando o líquido âmbar no copo.

— Eu sei das coisas que fiz Harry, mas no momento oportuno você saberá também.

— E porque esse momento não pode ser agora?

— Porque temos mais coisas a se resolver, coisas mais urgentes do que eu fiz nos últimos anos.

Harry a encarou, os olhos ficaram escuros.

— Foram sete anos, Hermione. Sete anos que você, simplesmente, desapareceu.

— Eu estava trabalhando, Harry.

— E se casando, aparentemente.

Hermione puxou o ar, segurando ele por segundos no peito antes de soltar a respiração, a face ficando ainda mais fria.

— Meu casamento não tem nada a ver com isso, meu sobrenome ou qualquer coisa que eu tive depois disso, importa. Eu te chamei aqui para resolvermos questões de trabalho, segurança nacional, que você como Chefe dos Aurores deveria se preocupar também.

— E porque não pode ser no Ministério?

— Porque estamos sendo monitorados.

Harry encarou a amiga, preocupado.

— Monitorados? Hermione, tem certeza?

— Plantamos algumas informações no Ministério e demos a localização de um artefato mágico que acreditamos que eles possam ter interesse e esperamos. A duas noites atrás eles foram até o local onde informamos, obviamente, não havia nada lá.

 Harry parou, olhando para a enorme janela no fundo da sala que dava a vista para um impressionante lago.

— E vocês gravaram um alvo em nossas costas.

— O alvo sempre esteve em nossas costas, Harry.

O amigo a olhou, os olhos verdes demostravam a confusão.

— Temos o que nenhum outro ministério tem, algo tão poderoso que faz o nosso sangue vibrar ao passar pelas portas. As alas mais profunda do Ministério, o Departamento de Mistérios, Harry. Ali tem coisa que jamais foi estudada por qualquer bruxo, artefatos, runas, história, objetos e até a magia pura, viva.  E é só isso que eles precisam para ser piores que Voldemort.

— Eu nunca acreditei que pudéssemos canalizar a magia de objetos, sempre imaginei que isso pudesse ser uma história bruxa antiga. Muito menos potencializar nossos poderes.

Hermione riu, tomando o ultimo gole em seu copo.

— É difícil, Harry. Mas, é completamente possível. O mapa que eu criei, a magia dele é canalizada no véu.

— O véu? O véu em que ....

—Sim.

— E como você fez isso.

Os olhos castanhos da amiga divagaram, encontrando o quadro ricamente emoldurado acima da lareira.

— Eu estudei isso enquanto me especializava, tinha uma matéria sobre projeção mágica e meu professor viu potencial em mim e trabalhamos juntos. Por fim, em uma conversa com Blásio, eu mapeei todo o Ministério e projetei o mapa através do véu. A meses eu estava infiltrada no ministério trabalhando nisso.

Harry a encarou surpreso.

— Não chegou no dia em que foi apresentada?

— Blásio só vazou para o Profeta Diário a minha confirmação no novo quadro de funcionários, quando eu realmente aceitei em ficar após ter finalizado e feito todos os testes. Eu iria voltar de qualquer forma, então decidi adiantar toda essa enrolação.

— Então você estava a todo esse tempo no Ministério?

Hermione balançou a cabeça em confirmação.

— Eu nunca sai do Ministério, Harry. Sempre tive em contato com Kingsley ou Blásio, sempre tive reuniões periódicas a eles e se me permite dizer, algumas das novas mudanças de Blásio, se devem a mim.

Harry franziu o cenho para a castanha a sua frente enquanto se levantava e andava em direção a lareira.

— É com ele que se casou, Blásio?

Ele perguntou, pegando um porta retrato em prata que estava repousado próximo a lareira. Hermione estava de branco e em suas mãos havia um buque de peônias roxas.

— Não.

Hary olhou para o enorme anel de esmeraldas em seu dedo, estreitando os olhos.

— Mas você se parece bastante confortável ao lado dele.

— Trabalhamos juntos por muito tempo, criamos laços e hoje somos amigos.

Ela pegou um porta retrato que estava ao lado de um enorme vaso de rosas brancas e estendeu a ele. Na foto, estava Hermione ladeada de Blásio, Theodore Nott, Zacharias Smith.

— Esses são seus amigos?

— Não, são minha família.

Harry a olhou incrédulo, a frase proferida pelos lábios rosado da amiga fez seus cabelos arrepiarem.

— Essas pessoas te trataram mal a vida inteira, você lutou contra eles em uma guerra. Eles eram Comensais da Morte, tinham a marca de Voldemort no braço.

— Se fossemos nos apegar em coisas do passado, não teríamos o melhor Ministro da Magia de todos os tempos.

— Blásio é um merda, mas um merda inteligente. Soube fazer toda a comunidade bruxa ir em favor dele e tem ótimos cérebros atrás das investidas dele, por isso todos os amam. Mas não passa de um ex-comensal pagando sua pena eterna com a sociedade. E você me diz que eles são sua família?

— Sim, eles são.

— E nós o que somos, Hermione? Você foi comprada, comprada por essa casa cara e esse visual luxuoso que tem agora. É amiga de ex-comensais, isso se não for casada com um. Quem é o seu marido, Hermione? Quem é a pessoa com a qual você não pode dizer? Isso tudo é vergonha de se assumir uma traidora?

No segundo seguinte, Hermione estava de pé, os olhos tão frios que pareciam pedras. Por um momento, ela fez Harry se lembrar de Draco Malfoy.

 — Não sou uma traidora, eu lutei ao seu lado por anos. Mas as coisas mudaram, eu mudei. Vocês permanecem sendo minha família, mas hoje eu tenho algo maior.

— Imagino o tamanho das pilhas no Gringotes, afinal, nenhuma dessas famílias são pobres.

Hermione revirou os olhos para ele, outro gesto desconhecido para ele.

— Isso não tem nada a ver com dinheiro, Harry. Você tem a sua família, sabe o quão precioso é isso.

— E eles são preciosos para você?

— Sim, eles são.

Harry a encarou, colocando o copo sob o aparador de bebidas.

— Eu pensava que poderia te reconhecer, entender o que se passa na sua cabeça, mesmo depois de tantos anos. Mas vejo que a Hermione que eu conhecia realmente mudou.

— É bom que reconhece isso.

— Eu tenho que ir, o Ministério precisa de mim.

— Sim, precisa.

Hermione tocou em um livro, fazendo com que uma chave de portal se abrisse.

— Só peço que não passe a informação que te dei a ninguém.

Assim que Harry foi sugado pela intensa luz azul, a castanha se virou, ficando de frente para a enorme lareira do outro lado da sala, seus olhos fixos na pintura que se transformava magicamente, assim como todos os outros quadros da casa. Ao lado de Hermione e seu fluído vestido, a imagem de Draco Malfoy apareceu.  


Notas Finais




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