História Victor(ia) - Neagle - Capítulo 15


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Categorias 5 Seconds Of Summer, Meghan Trainor, Neagle, One Direction, The Wanted, Zayn Malik
Personagens Ashton Irwin, Calum Hood, Gabriel "Neox" Soares, Harry Styles, Jay Mcguiness, Liam Payne, Louis Tomlinson, Luke Hemmings, Max George, Meghan Trainor, Michael Clifford, Nathan Sykes, Niall Horan, Personagens Originais, Siva Kaneswaran, Tom Parker, Victor "Eagle" Trindade, Zayn Malik
Visualizações 60
Palavras 1.809
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Festa, Ficção Adolescente, LGBT, Romance e Novela, Slash, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Estupro, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 15 - Uma carona, por favor?


Neox POV

Uma música qualquer do Iron Maiden estourava os meus tímpanos enquanto eu batucava com meus lápis a sua melodia na minha escrivaninha. Eu tinha acabado de terminar os meus exercícios de matemática então comecei a ouvir musica.

Hoje era um dos poucos dias que eu estava sóbrio. No dia em que eu fui ao shopping com o Zayn tudo no lugar me lembrava do Eagle e eu ficava resmungando o quanto aquelas camisetas de listras lembravam Eagle, então ele me levou até um bar, doze bebidas depois eu não lembrava nem meu nome. Beber me fazia esquecer Eagle, me fazia esquecer tudo, mas no dia seguinte além de uma bela ressaca eu ganhava de presente todas as lembranças possíveis que eu tinha com Eagle. Por esse motivo que eu fazia questão de ficar bêbado pelo maior tempo possível.

Minha mãe e minha irmã diziam que eu estava ficando louco por causa da bebida, mas eu não estava nem ai. Eu sempre fui louco, só que agora eu sou um louco que bebe.

Senti o meu celular vibrar sobre a escrivaninha e logo o nome Zayn aparece na tela. Tiro os meus fones e atendo a ligação.

- Fala prostituta do GTA.

- E ae vaca punheteira – ele falou animado, era possível ouvir o barulho de gente gritando ao fundo.

- O que você quer? – perguntei calmamente.

- Eu estou numa nova boate, The coaste, já ouviu falar? – perguntou.

- Acho que já – falei e ele riu sobre alguma coisa que alguém disse pra ele.

- Vem pra cá. Caso você não saiba o endereço é perto da estrada 118, depois é só seguir os bêbados caídos na estrada – falou e logo em seguida encerrou a ligação.

Sinto que isso não foi um convite e sim uma intimação. Me arrastei até o meu guarda-roupa e me troquei preguiçosamente. Assim que eu desci as escadas e peguei a chave do meu carro a minha mãe brotou do chão.

- Meu Deus mãe você me assustou – falei colocando a mão no peito.

- Aonde você pensa que vai? – ela perguntou cruzando os braços no peito.

Geralmente eu sempre falo pra minha mãe aonde eu vou, mas pela cara dela se eu falar que eu vou numa boate ela vai arrancar meu fígado com os dentes.

- Eu vou fazer no Ashton, vamos fazer um campeonato de video game – menti. Minha mãe já tinha conhecido o Ashton, ela dizia "Ele é um bom garoto. Você devia seguir ele de exemplo"... E uma pena dela não saber que semana retrasada ele quase matou o Gonçalo porque ele falou que não gostava de Toy Story.

Se vocês me perguntarem "Você tirou ele de cima do Gonçalo?" a minha resposta seria "Não". Eu não movi nem um dedo, deixei o Ashton matando o Gonçalo, foda-se eu não gosto daquele garoto. Era engraçado porque o badboy da escola perdeu para o Ashton, que tem carinha de filhote. Também o Ashton luta Boxe e Capoeira, se ele quisesse ele podia ter dado uns paranauês pra deixar ele sem as pernas, mas ele não fez isso porque ele é um cara muito legal.

- Pro Ashton? As 22:00? – ela perguntou desconfiada. A mentira não tá colando Soares.

- É que ele estava ajudando o avô dele, aí só deu pra mim ir agora – menti de novo. Que mentira deslavada.

- Tudo bem, contanto que você volte antes das 3:00 da manhã – ela falou suspirando e me dando um beijo na bochecha.

Wow! Consegui me livrar dessa. Entrei logo no carro e dei partida, deixei o rádio ligado. Fui pra parte Oeste da cidade, lá ficava a estrada 118. Vejo uma placa que dizia "Estrada 118 a 200m". Eu não estava nem na metade dos 200 metros quando aparece uma placa apontando para uma estradinha de terra "Estrada 118", tinha algumas plantas cobrindo uma parte da placa, inclusive uma parte do oito. Pensei que ia demorar mais um pouquinho, mas já que está ai, Vamos nessa.

Eu entrei na estradinha de terra. Já era 00:00 e estava tudo escuro, eu só conseguia ver a estrada graças aos poucos postes, já que a porcaria do farol estava quebrado. Que merda! Quer saber quando a estrada ficar um pouco mais larga eu dou meia volta e vou embora. Continuei a seguir pela estrada.

Eu já estava pensando em voltar todo aquele caminho de ré, quando do lado direito da pista eu vejo um garoto andando com o braço esticado e o polegar pra cima. Típico sinal de quem quer carona. Eu não conseguia ver seu rosto, apenas as suas costas, que estavam sujas de terra e com alguns arranhões, ele usava apenas uma calça jeans suja e surrada.

Qual é? Dar uma carona pro cara não vai me matar. Eu já cheguei aqui, pelo menos eu volto fazendo uma boa ação.

Buzinei e ele, sem se virar, abaixou o braço e suspirou. Parei o carro ao lado dele e ele virou o corpo dele para a porta Seu peito estava cheio de cicatrizes, hematomas, sangue e terra. Liguei a luz de dentro do carro e abri o vidro. Quando eu ia falar alguma coisa ele se abaixou e eu pude ver seu rosto.

- Eagle? – meu coração falhou e minha respiração engatou. Não pode ser.

- Neox? – ele falou com os olhos brilhando.

Eu só posso estar drogado, aquele bolo que eu comi hoje da manhã era de haxixe? Eu to bêbado? Eu morri e nem sabia?

- Neox – ele falou sorrindo com os olhos marejados.

- Não p-pode você... Eu vi... Vo-você estava m-morto – falei com os olhos arregalados.

- Eu não estou – falou chegando mais perto da porta.

- Não pode ser. Não pode. Você é um espirito? – perguntei assustado. Única explicação dele estar aqui. Eu tremia.

- Não, eu estou aqui, acredite em mim – implorou se segurando no vidro.

- Mas você estava... – ele me interrompeu.

- Por favor, Neox – pediu derramando algumas lágrimas e abaixando a cabeça.

Ainda assustado eu abri a porta do carro e ele entrou. Eu não conseguia mexer nenhum músculo, ele apenas me encarava com suas grandes orbes castanhas claras. Ele tocou a minha mão e sorriu. Ele estava ali, não era um espirito, não era um holograma, muito menos coisa da minha cabeça.

- Vic? – chamei e ele assentiu.

Pulei em cima dele e o abracei o mais apertado que eu consegui. Ele estava ali, era de verdade, eu não podia acreditar. Eu chorava e ele também. Depois de uns 20 minutos de abraço ele se separou de mim.

- Vamos embora daqui. O mais rápido possível, por favor – ele pediu ainda entre lágrimas. Eu apenas assenti e comecei a dar ré no carro. Ele colocou o cinto, enquanto eu arranjava um jeito de dar meia volta. Logo eu já tinha voltado a mesma placa que indicava, olhei para ela direito e lá estava na verdade escrito "Estrada 113". Comecei a dirigir de volta pra casa.

- Por que você achou que eu estava morto? – ele perguntou. Uma coisa desde que nós saímos da estrada 113 ele não soltava o meu braço. Eu estava adorando isso.

- Os policiais a umas duas semanas foram na sua casa e disseram que tinham achado um você morto numa estrada na parte Sudeste da cidade – falei e ele suspirou pesado.

- O corpo era tão parecido comigo assim? – ele perguntou.

- Na verdade o corpo estava mutilado, não consegui reconhecer de primeiro momento, mas aparentemente sim – falei calmamente olhando para a rua.

- Oh – suspirou.

- Eu virei uma espécie de cobaia de laboratório. Fizeram umas experiências comigo... Até abriram meu corpo. Podemos mudar de assunto? Eu não quero falar sobre isso agora – ele falou sem humor.

- Tudo bem Vic – falei e eu pude ver ele de soslaio sorrindo.

- Neox eu tô com fome – ele falou e eu ri.

- Já estamos na rua de casa. Eu preparo um lanche pra você – falei e ele sorriu.

Em menos de cinco minutos nós já estávamos parados em frente de casa. Ele olhou para a casa branca do lado e suspirou aliviado. Sabia exatamente o que ele estava pensando... Casa. Eu e ele sabíamos que a essa hora todos em sua casa estariam dormindo.

Saímos do carro e entramos na minha casa pela porta dos fundos. Acendi a luz da cozinha e logo ele suspirou novamente.

- Quer comer o que? – sussurrei. Se eu acordasse a minha mãe e ela visse o Eagle ela ia ter um infarto.

- Eu comeria um boi – falou se sentando a mesa. Abri a geladeira e olhei lá dentro.

- Não, nós não temos boi... Mas eu posso fazer mistos quentes e suco de pozinho – falei e ele riu abafado.

- Já que não tem boi né? Fazer o que? Pode ser – falou e eu ri abafado pegando as coisas pra fazer os mistos quentes e o suco.

Logo os mistos quentes e o suco estavam prontos. Coloquei-os em cima da mesa e quando o Eagle já ia pegar um.

- Nananinanão, só depois de lavar as mãos – falei e ele bufou. Foi até a pia da cozinha e as lavou.

- Melhor assim? – perguntou já atacando os mistos quentes.

- Sim – falei rindo enquanto ele comia.

Assim que ele terminou de comer subimos para o meu quarto na ponta do pé. Entreguei a ele uma toalha, uma calça de moletom preta e uma cueca boxer verde escura que eu não tinha usado. Quinze minutos depois ele saiu do banho, eu já estava sentado na cama com o meu "pijama", que era só uma cuca boxer preta. Pude ver melhor as suas cicatrizes no seu peito nu, antes coberto por sujeira.

- Neox me ajuda? – ele perguntou terminando de secar os cabelos.

- No que? – perguntei sem tirar os olhos para o seu peito cheio de cicatrizes.

- Eu me machuquei quando eu fugi do lugar onde eu tava. Pode fazer os curativos? – perguntou se sentando ao meu lado.

- Perai então – falei me levantando e indo até o meu guarda-roupa. Na última gaveta, debaixo das minhas meias tinha uma caixa de primeiros socorros, a peguei e voltei para cama.

Ele me mostrava onde estavam os machucados e eu fazia os curativos. Tinha vários curativos na sua perna e costas. Assim que eu terminei e estava guardando a caixa eu ouvi o barulho do colchão, que eu deixei embaixo da cama, ser arrastado.

- Nãnaninanão, pode deixar ele no lugar – falei e o Eagle franziu a testa.

- E onde eu vou dormir espertão? – perguntou debochado empurrando o colchão de volta e se esparramando na minha cama.

Fui até o interruptor e apaguei a luz e voltei pra minha cama. Deitei ao seu lado, puxei as cobertas e o abracei o puxando o mais próximo de mim.

- Você vai dormir comigo, espertão – falei e eu pude o senti rir contra meu pescoço. Senti um arrepio correr pela a minha espinha com isso.

- Boa madrugada Neox – falou se aninhando mais a mim, se é que isso era possível. Olhei para o relógio, 4:00 da madrugada.

- Boa madrugada Vic – falei beijando seus cabelos macios.

Hoje eu não preciso nem sonhar, o meu maior sonho já foi realizado.


Notas Finais


Entãaaao? Gostaram?
E terminamos o capítulo com uma convulsão de fofura dessas (pelos menos eu sim, vcs eu não sei ;P)
Espero que tenham gostado, cupcakes lindos <3
Beijão, nos vemos no próximo capítulo ♥


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