História Vida Após o Amor. - Capítulo 1


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
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Palavras 561
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Eu compreendo que sobre o amor não existe uma verdade absoluta, logo não estou buscando afirmar que tudo que será escrito se aplica a vida fielmente, mas muitas coisas podem acabar sendo vistas e sentidas por cada um que resolver ler, como um espelho familiar de algo já sentido, nesse caso, eu espero verdadeiramente poder te fazer ver uma vida onde um dia você não achou ser capaz de viver.

#VemComigo

Capítulo 1 - Vida Após o Amor. - 1


A água quente por fim caiu em sua pele, ela queria e sentia a necessidade de espantar todos os seus demônios, precisava se sentir quente novamente, e em vão, permanecia com a cabeça apoiada contra o azulejo preto do banheiro, deixando que a água tomasse toda a extensão de suas costas, sorria amargamente ainda se sentindo fria por dentro.

Quando respirou fundo, pode sentir suas bases tremerem, não queria segurar nada, estava no seu refúgio, logo a primeira lágrima chegou e como uma tsunami que traz seus presságios ela se permitiu desabar.

O eco de seu choro a fazia chorar ainda mais, não suportava se ouvir por saber que essa era uma verdade da qual não poderia se esquivar, se sentia fraca, se sentia estúpida, e talvez de fato fosse. Um outro sorriso amargo surgiu em seus lábios ao constatar essa triste afirmação, era de fato estúpida, não por ter acreditado em seus sentimentos, mas por não ter se permitido acreditar em todos os outros mil avisos ao seu redor que mais certos, a alertavam e faziam refletir sobre essa realidade que agora vivia.

Como pôde ser tão ingênua? Como pode perder sua alma para uma catástrofe criada por ela mesma? Como se reerguer das cinzas? Haveria cura para a morte? Haveria vida após o amor? 

Fechou o chuveiro, sentiu-se demasiadamente cansada, o peso de seus ombros caídos nas laterais de seu corpo, a sensação dos pingos de água na ponta de seus dedos molhando o banheiro, todo o vazio que vira ali sem saber se ela refletia-o ou era refletido por ele a fizeram querer sentar-se no chão e chorar, não fosse a irônia de que sempre morou só e isso não deveria a incomodar, ela teria feito.

Afastou a ideia tentadora da cabeça balançando-a negativamente, se enrolou na toalha e foi em direção ao seu quarto evitando os porta-retratos espalhados nas paredes e sobre alguns móveis dali, eles pareciam esfregar na cara dela a maior mentira de sua vida, encontrou a maçaneta e a abriu batendo a porta atrás de todos os fantasmas que a seguiram no caminho.

Novamente sentiu sua respiração queimá-la, não estava pegando fogo para se moldar, estava se destruindo, sabia que nada sobraria quando essa chama apagasse, mas não sabia se isso era bom ou ruim. Naquele momento não existia uma forma de rendição, teria que sentir tudo e mesmo que preferisse se abster da própria dor, era necessário que ela existisse.

- É necessário Cloe, é só, necessário.

Tentou dizer em voz alta em busca de aprovação interna, ou ao menos de um consolo pessoal. 

Colocou uma roupa larga, sentiu os cabelos ainda molhados arrepiarem sua pele de forma incômoda e quase dolorosa, se arrastou até sua cama e olhou uma última vez para o celular, se espraguejou baixo ao perceber que no protetor de tela ainda estava a foto deles mas não havia nenhuma mensagem, o jogou ao lado de seu travesseiro e tentou dormir.

Durante horas seus demônios e fantasmas lhe fizeram companhia, ela duelou com todos eles até se sentir fraca o bastante para abraça-los e por fim, no ápice da exaustão física e mental, adormecer.


"Consegue ouvi-los rir de você? É capaz de decifrar quais são os motivos no meio de todos eles? Afinal, sempre existiram, e talvez a piada não sejam as quedas premeditadas e sim a sua cegueira, especialmente, por que você nunca foi cega."

Rayane Castro Calcabrini


Notas Finais


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