História Vida de calouro? O que daria errado? (Countryhumans) - Capítulo 3


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Notas do Autor


Boa leituraaaa ^^

Capítulo 3 - Capítulo 3


I.J's POV

 Já tem algumas horas que eu, Nazi e Itália estamos bebendo nossas bebidas alcoólicas prediletas, sendo elas saquê, cerveja e vinho respectivamente. Por mais que o clima caloroso esteja presente na companhia de risadas, a ausência da minha colega de quarto ainda é um fato que incomoda minha consciência. Será que ela está bem nas mãos daquele russo?


"Terra para Japa, alô~" - de repente, percebo que o italiano estava abanando a mão bem na minha cara, que logo foi retirada por mim de modo brusco - "Nossa juregue, pra que tanta violência?" - em seguida o moreno coloca a mão direita sobre seu peito e demonstra uma cara estupefata.


"G-Gomen, Itália-kun..." - me desculpei, sentindo um calor nas maçãs do meu rosto ao perceber que meus reflexos quase acarretaram na caída da taça de vinho.


"Aí eu tô é me sentindo o castiçal dessa porra só de ver vocês dois agindo assim!" - disse o nazista, logo dando um leve tapa na mesa de madeira redonda e dando mais um gole em seu copo de chop.


"C-Cala a boca, Nazi. Fica na tua!" - falou o italiano, agora tão vermelho quanto molho de tomate, dando um leve soco no braço do ruivo.


 Neste momento, relembro-me de Heike e pela primeira vez isso me fez sorrir, por eu me dar conta de que poderia tirar satisfação desse germânico meio sóbrio.


"Ora se você está se sentindo tão de vela, por que não chama a sua 'gracinha' pra te fazer companhia?" - indaguei com um sorriso malicioso e apoiando meu queixo com ambas as mãos. No instante em que terminei minha fala, notei um leve rubor no rosto do ruivo.


"Que merda você tá falando, Império?" - perguntou Nazi apontando a mão para minha cara.


"Você sabe muito bem de quem ela está se refirindo, alemão!" - obrigada Itália por ter sacado a minha intenção! E esse sorrisinho sacana, adoro ele.


"Vai Nazi, admite. Você não chama ninguém de 'gracinha à toa, porque nós te conhecemos desde criança!" - falei bem na cara dura e para irritá-lo um pouquinho, passei a balançar a cabeça de um lado pro outro - "Ou vai me dizer que chamaria Soviet por este apelido?"


"Não... cite... o nome desse merda perto de mim!" - Nazi falou pausadamente e isso deu um certo medo. Tudo bem acho que exagerei um pouco na dose, pois ele está rangendo os dentes e apontando o indicador para mim - "Okay, eu admito que sua amiga até que é bonita" - após liberar um suspiro de derrota, finalmente ele coçou a nuca e falou a verdade que eu queria ouvir.


"Gomen por ter te lembrado daquele episódio..." - respondi arrependida. É que... bem... Nazi detesta lembrar do fato de que o comunista tirou sua virgindade bucal e... não vou contar o resto - "Mas assim... você está seguro?"


"Por que eu não estaria?" - indagou o germânico com uma sobrancelha arqueada.


"Porque a Heike tá com o primo do Soviet?"


"Há quanto tempo estamos aqui?" - já notei que o ruivo ficou apreensivo.


"Saímos de lá era quase 17:30, agora são quase 20" - informou Itália após checar o celular.


"ELA NÃO FICA MAIS UM MINUTO COM AQUELE RUSSO!" - abruptamente Nazi se levantou da cadeira e foi caminhando com uma certa velocidade. Ainda bem que não havia fila no caixa, pois isso facilitou nosso trabalho de sair rapidamente do estabelecimento.


Alguns instantes depois do quase acidente...


Heike's POV

 Assim que eu e Rússia saímos do local onde quase fui atropelada, o eslavo passou a caminhar praticamente sem rumo e eu não largava de sua regata, pois - como já havia dito - tenho medo de altura, coisa que ele tem de sobra.

 Estava com certo receio de falar algo para ele, até porque estava quieto desde que passei a ser carregada por seus braços fortes e bem definidos. Eu tenho que parar de olhar para onde não devo, apesar de ser uma tarefa difícil! 

 Para me sentir mais confortável, aproveitei para encostar minha cabeça sobre o peitoral do russo e quando fiz isso, ele olhou para mim.


"Aí m-me desculpe, Rússia!" - aclamei por perdão, totalmente sem graça. Antes que eu pudesse retirar minha cabeça de perto dele, senti a mão esquerda do de ushanka entrelaçar nos meus fios de cabelo e ainda me colocar para onde havia me encostado.


"Não se preocupe quanto a isso, só olhei  pra você pra te encher o saco. Queria ver sua reação, eu admito" - Rússia disse com um tom brincalhão e pude escutar sua risada agradável, pela primeira vez - "Espera vou te colocar aqui" - assim que ele terminou de falar, fui colocada em um banco de madeira que havia próximo de uma árvore com coloração avermelhada - "Sente alguma dor?" - perguntou o russo, o qual se ajoelhou na minha frente.


"Não, eu estou bem. Não tem com o que se preocupar, Rússia!" - afirmei convicta, mas ele continuou a me analisar. Provavelmente, o ruivo pretendia encontrar alguma ferida. Ele nada respondeu, até que houve um momento em que ele passou a encarar minhas pernas descobertas pelo meu shorts jeans, o que me fez recolhé-las e abraçá-las por conta do constrangimento.


"Achou que eu estava com segundas intenções, não é safadinha?" - Rússia indagou com um semblante malicioso, deixando-me tão rubra quanto seus cabelos pouco expostos.


"S-Só finja que eu não pensei nisso..." - falei escondendo minha cara perto dos meus joelhos. Eu sou idiota ou arisca demais quando tento decifrar a cabeça dos homens? 


"Está tudo bem, Heike. Se eu fosse mulher, não descartaria essa possibilidade de pensamento" - explicou o russo, logo fazendo um cafuné em mim. Eu só passo vergonha nessa porra! - "Bom eu fico mais aliviado em saber que está bem, quer ir no refeitório comer algo?" - na mesma hora meu estômago roncou e afirmei com a cabeça.


Rússia's POV

 Assim que a morena finalmente olhou em meus olhos, conduzi-nos até o refeitório. Enquanto caminhávamos até lá, percebi que ela estava quieta novamente deve ser por conta do que aconteceu agora pouco. Para quebrar o gelo, expliquei para Heike que não era necessário ficar se remoendo afinal está certo o fato de ela suspeitar das atitudes masculinas e isso de certa forma a tranquilizou.

 Depois de nós pedirmos um lanche natural, pegamos uma mesa próxima da grande janela, que permitia a visão panorâmica do campus arborizado. Antes que eu desse continuidade à comilança do meu aperitivo e puxasse assunto, a de orbes lilases tomou a iniciativa.


"Hey me diz aí, qual é a dessa ushanka?" - assim que ela me perguntou, percebi que seus olhos brilhavam de curiosidade.


"Ah isso daqui foi meu tio Império Russo quem me deu quando eu era criança" - expliquei, por conseguinte acariciando meu chapéu de inverno - "Foi quando completei 4 anos e meu tio falou algo que me emocionou depois de ter entregado essa ushanka..." 


"Se não se importar, eu quero saber o que ele te disse~" - parece que ela está interessada...


"É que... bem... Eu nunca conheci meus verdadeiros pais. Desde que nasci foi meu tio quem cuidou de mim como se fosse seu próprio filho, igual a URSS, e depois que ele pôs esse chapéu dele... Ele disse que além de ser um presente, é uma prova de que ele me via como seu próprio filho" - ao me relembrar daquele dia, passei a sorrir que nem um bocó e senti meus olhos marejarem. Em seguida, vi Heike me entregar um guardanapo e dar um sorrisinho empático.


"Sei bem como é... Eu também nunca conheci meus pais, fui criada por um senhor de idade japonês que era zelador do prédio onde nós morávamos" - ela falou, colocando a mão direita sobre meu ombro e isso me surpreendeu de certa maneira - "É algo triste, mas o que importa é que estamos firmes e fortes!" - por ter gostado desta visão dela, eu sorri alegremente.


"Sim, realmente~" - falei, por conseguinte pondo minha mão sobre a dela. Antes que eu pudesse dizer mais algo, olhei para trás dela e vi URSS sendo carregado pelos irmãos Coreia... Aí meu Hardbass de novo bêbado? 


"Rússia, está tudo bem?" - perguntou minha acompanhante e na mesma hora voltei minha atenção para ela.


"Cara, não basta meu primo quase ter te atropelado, agora dois dos meus amigos estão carregando ele... deve estar bêbado de novo!" - não aguentei e cobri meus olhos com uma das mãos, a fim de demonstrar decepção - "É nessas horas que eu finjo não conhecê-lo, mas vou ter que ir lá dar uma mão!"


"Então eu vou junto!" - antes que eu pudesse recusar, ela se levantou e analisou o local para encontrar o soviético. No instante em que ela o encontrou, foi em sua direção e eu a segui.


"Rússia, não sabia que arranjou namorada nova!" - zombou o norte-coreano, cujo olho direito era coberto por um tapa-olho com uma estrela vermelha estampada. Suas roupas consistiam em uma camisa azul marinho, com mangas arregaçadas, calça negra ajeitada e All Stars de mesma cor.


"Não enche, comunista!" - em seguida, dei uma risada com o comentário de Norte - "Priviet, Sul!" - cumprimentei o irmão do meu amigo e ele sorriu para mim. Ao contrário do mais velho, Sul é híbrido de gato, o que lhe dava orelhas e rabo albinos. Sua roupa consistia em um jeans rasgado, casaco moletom vermelho e tênis Adidas.


"Oh olá Rússia. Norte, não fale assim deles dois, vão ficar constrangidos!" - danou o mais novo e isso arrancou risadas minhas e de Heike. Decidi apressar o passo, pois percebi a dificuldade dos dois de carregar URSS desacordado.


"Nha não se preocupe, pequenino. Está tudo bem, espera que eu pego a perna dele" - com isto, a morena se apressou e agarrou a perna esquerda do soviético - "Aliás me chamo Heike Käiser, é um prazer conhecê-los!"


"Prazer em conhecê-la, sou Coréia do Sul e este é meu irmão Norte!" - cumprimentou o híbrido, um tanto quanto alegre. Norte por sua vez a cumprimentou com um leve sorriso, o qual foi retribuído.


"Aí primo, não bastou quase ter atropelado Heike. Agora você me aparece desse jeito, misericórdia!" - após pegar a outra perna do soviético, confessei minha insatisfação.


"ESPERA, A SENHORITA QUASE FOI ATROPELADA?" - assustado, foi como Sul perguntou começando a caminhar.


"Sul, não fale dessa forma! Ela ainda deve estar traumatizada!" - repreendeu Norte.


"Bem tirando o fato de que metade da minha alma ainda não voltou para meu corpo, não se preocupem eu não tenho nenhum arranhão!" - confessou a de orbes lilases - "Foi só um susto, mas vai passar! Agora temos que carregar esse elefante até o quarto dele!"


Notas Finais


Eai oq acharam?? Se leu até aqui, eu fico agradecida e até a próxima ^^


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