História Vida de casal - Capítulo 16


Escrita por: ~

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Categorias Beelzebub
Personagens Hildegarde "Hilda", Takayuki Furuichi, Tatsumi Oga, Zenjuurou Saotome
Tags Beelzebub, Lutas, Ogaxhilda, Romance
Visualizações 102
Palavras 2.316
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Famí­lia, Ficção, Hentai, Luta, Romance e Novela, Shounen, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Primeiramente, gostaria de dizer que esse é meu capítulo favorito de todos que escrevi até agora. Pode ser que vocês discordem, mas ok.
Bem, eu tive essa ideia num sonho, véi, eu sonhei com a minha história... Tive que tentar colocar.

Obs: Isso é apenas uma fanfic, sem qualquer realidade com a história original, então por que não inventar umas doideras?
Eu tentei encaixar uma coisa muito louca, mas eu achei legal.
Eu quis explicar um pouco por que o Tatsu odiava tanto a Hilda e blá blá blá e tals.
Enfim, leiam aí aushuashus
Próximo capítulo volta pro restante do casamento do Beel!

Capítulo 16 - Extra: Aquele sorriso


Fanfic / Fanfiction Vida de casal - Capítulo 16 - Extra: Aquele sorriso

Hilda havia acordado mais cedo do que de costume. Seus pesadelos, envoltos por lembranças de sua infância que seu subconsciente forçou-a esquecer, trouxeram à tona velhos sentimentos.

Sozinha na pequena varanda de sua casa. Embaixo, podia ver claramente os preparativos da enorme festa planejada para algumas horas. O casamento de seu filho iria acontecer logo ao raiar do sol, porém, agora o que atormentava seus pensamentos não era isso.

‘’Afinal, eu fora a culpada de tudo?’’ – Frases recheadas de contradições e duvidas pairavam em sua mente. Palavras afiadas que atingiam seu peito como facas pontudas, perturbando-a completamente.

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Aquela devia ter sido só mais uma manhã.

Uma manhã igual a anterior, que seria semelhante aquela da semana passada.

Porém não foi.

A jovem de cabelos loiros, recém completado seus 6 anos de idade, havia levantado na hora de costume. Seu sorriso iluminava o belo casarão em que vivia, sempre rodeada de pessoas, todos empregados dispostos a atender todos os caprichos da jovem herdeira do mundo do inferno. – Detalhe esse que Hilda havia esquecido mais tarde, depois daquele maldito incidente.

Chegou ao grande salão, carregando apertado junto ao seu peito um Akubaba de pelúcia que havia recém-ganho de seu melhor amigo.

- Bom dia, senhorita. – Cumprimentou com falsa cordialidade o mordomo da casa, Jin. Ele odiava com todas as suas forças a jovem herdeira, traçando inúmeros planos para matá-la, planos esses que, obviamente, Hilda desconhecia.

- JIN! – Gritou em plenos pulmões, lançando-se nos braços do homem que tinha como um pai, abraçando-o fervorosamente, enquanto dizia inúmeras coisas, sendo resumidas na mesma frase. – Hoje eu vou poder passar o dia com Tatsu!

- Oh, é mesmo, minha senhorita? Não devia apressar-se então? O senhor Tatsu sempre está nas redondezas apenas um momento. – Alegou o mordomo.

Tatsuyami era filho de um dos inúmeros serviçais da mansão. Seu destino era servir Hilda no futuro, porém, isso foi mudado naquele mesmo dia.

Hilda desvencilhou-se dos braços do amado mordomo, despedindo-se afoita, correndo para o seu lugar favorito no mundo, um lugar secreto, onde só ela e Tatsu ficavam. De tão afoita, não notou o olhar cheio de ódio e desprezo que a acompanhou durante todo trajeto de sua saída.

A loirinha chegara a uma enorme árvore nos limites do terreno de sua mansão. Sabia que o garotinho estaria lá a espera-la. E ele estava. Assim que a jovem avistou os cabelos brancos, que estavam um pouco grandes, soprados pelo vento, já abrira um de seus lindos sorrisos.

- Como você demorou! – Reclamou a voz jovial com certo tom ardiloso, tom que o garoto forçava simplesmente para parecer ‘’legal’’, como ele mesmo dizia. Voz que Hilda em sua fase adulta não tinha mais o prazer de escutar, nem mesmo em suas memórias mais profundas. – Eu estava quase indo embora, pirralha!

- Pirralha? Você só é dois anos mais velho, apesar desse cabelo de vovô! – Disse com um ar revolto, desferindo socos no peito do amigo. – Eu saí de casa correndo pra te encontrar, seu idiota.

Tocado pelo tom choroso da amiga, Tatsu sorriu docemente e acariciou o cabelo macio de Hilda.

- Tá, tá... Desculpa. – Disse, fingindo um tom de descaso, sempre mantendo a sua pose irônica, apesar de estar extremamente contente na presença de quem mais ama. Notou o objeto preso ao vestido da amiga e sorriu. – Você está com seu presente?

A menção ao presente tão querido fez Hilda se iluminar, logo mostrando o seu Akubaba com um grande sorriso.

- Eu amo muito ele, como amo você também! – O jeito sincero e inocente de Hilda era nada mais do que uma terna e vaga lembrança na mente daqueles que tiveram a chance de ver a criança que ela foi. Lembranças que até o jovem Tatsu iria esquecer um dia.

- Vocês, meninas, são muitos sentimentais!

- Chatoooooo! – Exclamou longamente, dando sua língua. Tatsu apertou a língua da jovem, fazendo com que ela saltitasse, implorando para que ele soltasse, enquanto o jovem apenas ria. – ‘’Sota, pufavo’’.

O jeito que ela falava por ter a língua agora presa era hilário aos ouvidos do amigo, que gargalhava alto, aumentando a raiva da loirinha. Finalmente soltou, levando novamente os mesmos fracos socos que Hilda os dava constantemente.

- Eu estava apenas brincando, Hilda. – Deu um longo e terno beijo em sua bochecha esquerda. – Eu amo você, muito.

Seus sentimentos infantis ficaram cravados naquele pequeno paraíso dentro do lugar mais horrendo do mundo.

Passaram horas naquele local. Tatsu contava as aventuras que viveu enquanto estava fora do casarão.

Tatsuyami era responsável por coletas fora dos terrenos. Ele e seu pai traziam diariamente os mantimentos e ‘’outras coisas’’ para o senhor Jin. Algo que o jovem franzino de cabelos brancos nunca soube era o ódio carregado por seu pai em relação a ele.

Tatsu sempre fora brilhante. Tendo apenas 8 anos, já era ovacionado por seus feitos, era considerado um futuro mordomo perfeito, que sempre devia amar e adorar sua senhora, protegendo-a de tudo. Isso causava inveja em seu pai, que nunca havia sido considerado para o cargo, sendo apenas o que chamavam de ‘’burro de carga’’ internamente. Carregando tais sentimentos, havia sido facilmente manipulado por Jin. Ambos sem coração executariam um crime que mudaria a realidade de duas almas tão puras.

Ao entardecer, Hilda fora chamada para casa por uma de suas empregadas.

- Eu não quero ir! Quero ficar com o Tatsu! – Fez birra a jovem, segurando com força a mão do garoto.

- Não seja levada assim, Hilda. – Repreendeu o mais velho. – Irá deixar todos na casa preocupados se não for. -  O jovem dizia com pesar, tampouco queria separar-se da amiga. Deu um grande e estendido abraço na mesma, consolando-a. – Amanhã eu volto, eu juro.

- Jura? – Encheu seu peito de esperança, ficando satisfeita para ir embora quando recebeu a confirmação em um aceno de cabeça. Deixando ser levada para casa, sem perceber que seu estimado Akubaba havia caído do seu vestido, onde havia deixado o presente amarrado enquanto brincava.

Tatsu chegara em casa, não encontrando ninguém na sala.

- Pai, está aqui? – Chamou o homem que lhe pôs no mundo, o mesmo que o odiava profundamente sem razão.

- No quarto! – Gritou a voz grave do homem tórrido. Entrou no quarto e se surpreendeu ao ver o querido Akubaba de Hilda. – Que bom que chegou!

- O que isso está fazendo com o senhor?

- Ah, isso? – Começou o homem, que destilava toda sua falsidade e hipocrisia. – Eu estava passando pela floresta e encontrei. Sabe a quem pertence?

Logico que o homem sabia, ele mesmo havia pego enquanto observada os dois, esperando qualquer chance de pegar o brinquedo, imaginando inúmeras chances, porém, Hilda facilitou ao deixar o mesmo cair.

- Aquela pequena idiota... – Disse sorrindo, pegando o objeto com carinho. – Ela deve ter deixado cair. Pai, eu já volto!

- Será que volta mesmo? – Riu maldosamente, enviando uma mensagem de sinal logo após o garoto sair as pressas.

Pouco depois, tudo aconteceu.

O pérfido plano dos dois homens fora posto em ação.

Todo o lindo casarão estava em chamas.

Desesperado com o pensamento de Hilda estar dentro das chamas, entrou sem pensar duas vezes na casa. Em meio as chamas, chamava pela garota.

Ao entrar no quarto da mesma - Quarto lindo, em seus tons de rosa e ouro, sempre repleto de uma aura de alegria – Agora derretia enquanto tudo era incinerado. Ele encontrou Hilda.

Mal sabia que aquela era apenas uma miragem de Jin – seu poder consistia em criar pequenas miragens, nada que pudesse enganar com facilidade, exceto a uma criança inocente -  que tinha planos diferente para o jovem.

Jin planejava usar Tatsu. O garoto tinha potencial, seus poderes eram incríveis, com treinamento certo, podia um dia matar até mesmo o rei dos demônios, tornando-se o novo imperador de tudo.

- Você veio até mim mesmo?

- Do que está falando? Temos que sair daqui agora! – Disse, segurando as mãos da falsa Hilda, que soltou-a, fazendo o garoto cair. – O que está fazendo, sua idiota? Quer morrer aqui?

- Não...– A miragem se deixou carregar por Tatsu, porém, em uma parte do caminho, o fogo estava ainda maior, e a única chance de passar, era cruzando uma pequena parte do enorme salão, onde a qualquer momento, tudo podia desabar.  

Os dois começaram a trágica travessia. A miragem facilmente passou, sabia onde pisar, afinal, aquela cena toda era apenas uma armadilha que o jovem inocente desconhecia. Assim que ele pisou, tudo caiu por cima de si, a fraca estrutura de madeira prendeu seu corpo.

- Hilda, me ajuda! – Gritou.  A jovem virou-se aterrorizada e murmurou um ‘’desculpa’’ enquanto saiu correndo, deixando o garoto gritando por ela para trás.

A verdadeira Hilda estava longe dali.

O plano de Jin tinha uma falha... A fidelidade real das empregadas. Uma jovem mulher, pele alva, olhos verdes e cabelos loiros, extremamente semelhante a Hilda, por quem nutria um amor enorme de devoção, havia salvado a jovem herdeira, que estava desacordada em seus braços.

Ela sabia de tudo, sabia que Jin tentaria mata-la. Já havia tido um relacionamento com o homem anos atrás, antes do nascimento da jovem. Seu ódio pelo  futurobebê real já era eminente desde aquela época, entretanto, a mulher havia ignorado por hora. Enquanto o tempo passava, o seu amor pela criança cresceu junto com o ódio do ex-amante pela a amável herdeira com sorriso gentil.

 Após achar estranho o mordomo dispensar todos com um pretexto chulo, decidiu ficar por perto, e ao notar o cheiro de fumaça, entrou rapidamente na casa, sem ser notada por Jin, que mantinha uma campana fora da casa, esperando Tatsu chegar para por em ação o resto de seu plano.

 Depois de procurar em toda a casa, lembrou do único local que ninguém conhecia, um quarto secreto dentro do quartinho dos mantimentos. Lá encontrou a pobre criança dopada, que havia sido deixada para morrer queimada. Provavelmente o homem pôs algo em sua comida para a coitada dormir. Mesmo desconhecendo a razão de por que deixou-a nesse local em especifico, sem saber que era apenas para que Tatsu não encontrasse a verdadeira Hilda.

Hilda foi levada para a escola de empregadas sem o conhecimento do Rei demônio, que acreditava que sua herdeira estava morta.

Anos passados após a trágica noite, Hilda não lembrava mais quem fora um dia. Enquanto o jovem Tatsuyami, que sobreviveu aquela noite com uma cicatriz marcada em sua pele e alma, cresceu com um ódio, assim como seu falso salvador, o mordomo Jin.

Nunca foi descoberto que Jin havia orquestrado todo aquele plano.

Quando Hilda completou 16 anos, foi escolhida como mãe de Kaiser de Emperana Beelzebub IV, sem ao menos saber que ele era na verdade seu irmão. Talvez daí venha o seu enorme carinho fraternal pelo mesmo.

Tatsuyami com 18, tornou-se extremamente influente como o poderoso soldado.

Nenhum dos dois haviam se encontrado novamente. Hilda lembrava vagamente do garoto, lembrava de amar muito ele, porém seu subconsciente encobria parte de suas memorias devido ao trauma. Tatsu sabia que Hilda não estava morta.

Jin percebeu o erro em seu plano quando não encontrou os ossos da herdeira, que ele iria trocar de local, para parecer que havia morrido enquanto tentava fugir.

Sem saber que a antiga herdeira estava sendo criada como empregada demônio, ele apenas alimentou o ódio de Tatsu, que jurou que iria encontra-la um dia.

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Parte de toda essa história contada Hilda não sabia. Mas o sonho trouxe memórias da noite da tragédia. De ter comido o que o mordomo lhe deu, de ter apagado completamente. De amar profundamente um jovem garoto de cabelos brancos.

- Hilda? Acordei para mijar e você não estava na cama... – Falou com seu linguajar rude de sempre, abraçando a esposa por trás. – O casamento tá te deixando nervosa?

- Sim... - O pesar de suas lembranças, de sua antiga felicidade encheu seu coração de uma apreensão. - Meu filho vai ser feliz, não vai?

- Claro que sim! Ele já é feliz, afinal, tem um pai como eu. – Notando o semblante triste da esposa, logo cortou suas gracinhas costumeiras. – Aconteceu alguma coisa que eu não sei?

- Eu só estava me lembrando de coisas...

- Do Tatsu? - A pergunta de Oga surpreendeu Hilda. – Não me olhe com cara de ‘’ele ler meus pensamentos, agora?’’.

- Eu...

- Hilda, ele foi alguém importante para você, não foi?

- Sim, muito. Eu mal lembrava o quanto.

Oga sorriu tristemente. Ele havia tirado a vida daquele homem, afinal. Não se arrependia, ele apenas estava defendendo quem amava.

- É uma pena... Mas ele escolheu aquele caminho.  - Hilda concordou com um fraco confirmar com a cabeça. Oga beijou sua bochecha de forma terna, ao notar as lágrimas que caiam pelas bochechas alvas da esposa.  – Não chore, eu nunca sei o que fazer quando você chora.

- Eu não estou chorando. – Fez um tom birrento, semelhante aquele que fazia quando criança.

- Ah, está sim! Quem diria que minha forte esposa também tem seu lado sensível. - Debochou da esposa, que apenas desferiu um olhar raivoso para o mesmo. - Vocês, meninas, são muito sentimentais!

- Idiota. - Disse com o peito acalentado de um sentimento que só Oga e sua família conseguiram trazer de volta, aquele sentimento que desconheceu durante grande parte de sua vida: a felicidade.

Oga conseguia animá-la com seu jeito presunçoso desde que o conheceu, ele não havia mudado nada. E ela o amava por isso.

Agora, o único privilegiado que podia ver aquele sorriso gentil, faceiro e maravilhoso era um humano qualquer com uma história estranha digna de um mangá ou alguma história qualquer criada por qualquer um...

Aquele sorriso que já iluminou o mais sombrio mundo dos demônios, agora era responsável por iluminar o mundo de Oga Tatsumi. Que mal sabia o privilégio que tinha, mas amava mesmo assim cada vez que podia ver sua esposa retribuir o seu.


Notas Finais


E é isso...


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