História Vida de Garota - Capítulo 2


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Categorias Fairy Tail
Personagens Alzack, Cana Alberona, Charlie, Droy, Elfman Strauss, Erza Scarlet, Gajeel Redfox, Gildartz, Gray Fullbuster, Happy, Jellal Fernandes, Jet, Juvia Lockser, Laxus Dreyar, Levy McGarden, Lisanna Strauss, Loki, Lucy Heartfilia, Makarov Dreyar, Mavis Vermilion, Meredy, Minerva Orland, Mirajane Strauss, Natsu Dragneel, Pantherlily, Rogue Cheney, Rufus Lore, Sting Eucliffe, Ultear Milkovich, Wendy Marvell
Tags Amizade, Drama, Fairy Tail, Gruvia, Jerza, Nalu, Revelaçoes, Romance, Segredos
Visualizações 50
Palavras 2.286
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Ecchi, Famí­lia, Festa, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - As coisas que eu odeio em você


Fanfic / Fanfiction Vida de Garota - Capítulo 2 - As coisas que eu odeio em você

Pov. Cana

O sinal do alarme que me lembrava que a próxima aula havia chegado soou e me deu um aperto no peito. Eu sabia que era aula de história, e sabia também que mais uma vez teria que ver o rosto decepcionado do meu pai me encarar rapidamente no final de cada uma de suas explicações.

Sim, eu sou filha do meu professor de história.. Eu sei, que merda!

Minha relação com ele nunca foi das melhores. Mesmo quando ainda morávamos juntos eu sempre buscava evita-lo, não sei ao certo se foi seu jeito superprotetor de querer interferir em tudo o que eu fazia ou o vazio que a minha mãe deixou e que ele sozinho não poderia preencher.

Sair de casa e me mudar para a república deixou seu coração partido. Somos pobres desde que me lembro, mas esse nunca foi o motivo de me fazer deixá-lo. Eu nunca podia fazer o que eu queria, sair com os amigas e voltar depois da meia-noite, nunca tocar em uma gota de álcool, não manter proximidade com nenhum garoto... Era tudo sufocante. Um dia decidi arrumar minhas tralhas e sair de casa.

Ele me via como uma boneca. Frágil demais para fazer escolhas e que ele podia controlar como quisesse, mas ela estava muito enganado...

Talvez fosse esse comportamento que me fez ser hoje o que eu sou. Uma menina louca por garotos e ainda mais por bebidas, uma garota do mundo, como gosto de me chamar.

- Bom dia classe – Meu pai disse quando chegou na sala.

- Bom dia professor Gildarts – Responderam todos em decoro.

Pude ver seus olhos encontrando os meus enquanto ele se ajustava na mesa, como era de costume, ele desviou o olhar e prosseguiu com a aula. Ele estava tentando me deixar mal e ressentida, como vinha fazendo nos últimos meses. Suas tentativas de ser frio e indiferente comigo não funcionavam. Era o meu rosto quem sempre ele buscava quando entrava em sala, mas  hoje eu mostraria à ele que eu sei disso e que estou por cima nessa relação.

Logo quando ele se preparava para começar a aula lá na frente, eu me virei e comecei a rir para um garoto chamado Jet que nunca havia falado comigo, como se estivéssemos em uma conversa casual. O mesmo me olhou muito confuso, mas eu estava cagando pra ele, queria somente que meu pai me visse interagindo com quantos garotos fossem possíveis.

Naquele mesmo dia havia apresentações de grupos em que a pedido do meu pai a sala havia se separado para explicar um pouco sobre cada período da história do nosso país, ou seja, uma chatice sem fim. Não tive que me preocupar muito, Mirajane se voluntariou para o meu alívio para falar quase tudo.

Eu me sentei e não prestei atenção nas apresentações de um modo geral, só tive pena da Lucy, pobre Lucy... Vi ela se contorcer para ter que explicar tudo já que Natsu e Gray eram tão úteis quanto a porta ao lado deles.

Após as chatas e tediosas apresentações, quando esperávamos por algum descanso, meu pai não satisfeito fez algo do qual com certeza se arrependeria, passou outro trabalho.

- Bom turma, estava previsto para darmos continuidade no conteúdo, mas aparentemente alguns de vocês não entenderam a matéria.

Ele me olhou por 3 longos segundos e continuou..

Pude ouvir o sussurro do pessoal da Elite me chamando de cadela, desgraçada e outros adjetivos fofinhos.

Agora a sala foi dividida em duplas de modo que a pessoa de maior nota faria com a de pior nota e assim por diante, para equilibrar.

Após passar o nome das duplas, ele me colocou com Lisanna, irmã da Mira. O que me fez pensar que ela teria boas notas, pois as minhas estavam dentre as piores. No entanto esse não era o caso, é claro que ele pensou nessa ideia ridícula para não termos escolhas de fazer com quem quiséssemos.

Era óbvio que tinha feito isso para que eu não saísse com um garoto. Seu ciúme era doentio e pude até notar o tom se satisfação na sua voz quando disse meu nome junto do de Lisanna.

Ele estava jogando comigo.

Porém eu tinha um plano em mente, um plano até maldoso, mas eu queria mostrar ao meu pai que estou bem com a escolha que fiz.

Me aproximei de um amigo que conhecia a tempo e o puxei.

- Mas o quê? o que é isso Cana? – Disse Elfman confuso, mas sem resistir, veio comigo.

- É coisa rápida, já te devolvo – garanti.

Chegamos em frente ao meu pai, e também nosso professor, quando disse:

- Professor seria possível que eu mudasse de dupla? – continuei.

Não nos dirigirmos um ao outro como pai e filha era meio estranho, mas depois da minha partida o nosso vínculo de intimidade se afrouxou muito. Eu sabia que teria alguns efeitos colaterais.

- Eu e o Elfman temos estado tão bem ultimamente... gostaria de fazer com ele – Eu falei com uma voz de que morreria se não o fizesse, enquanto colocava a mão sobre o peito do meu amigo e acariciava de leve.

Elfman estava sem dúvida surpreso, quando depois fez um sorriso babaca ele colocou a mão na minha cintura. Aquele idiota havia se empolgado.

Coloquei discretamente a mão em suas costas e dei um beliscão o que o fez soltar e entender que isso se tratava de uma cena. Tirando o teatrinho de lado, pude ver o ódio dentro dos olhos do meu pai, como se soubesse que fora uma tentativa para provocá-lo.

- Infelizmente não será possível Srta. Cana, tanto as suas notas quanto as do Sr Elfman não são das melhores, tenho certeza de que será mais benéfico para você se feito com a Srta. Lisanna.

- Tudo bem então, é uma pena não acha Elfzinho? – fingi tristeza em minha voz enquanto dirigíamos aos nossos lugares comigo colocando a cabeça em seu ombro.

Não importa se eu não havia conseguido mudar de dupla. Eu já tinha alcançado o efeito desejado, pensei enquanto sentei ao lado de Lisanna e olhei para ele com um ar que dizia que eu havia sido a vitoriosa em seu próprio joguinho.

Pov. Levy

Aquele menino que eu nunca havia conversado sentou ao meu lado. Seu nome era Gajeel, e imaginei que estivesse com muitas dificuldades para ser posto para fazer dupla comigo. Até onde eu sabia, eu era a que tinha a maior nota ali, e apesar de ter uma aparência diferente devido aos tantos piercings em seu rosto, não me parecia justo ignorá-lo.

Ele sentou ao meu lado com uma cara de tédio, mas não disse nada, talvez fosse tímido, pensei. Decidi então puxar assunto:

- Hm.. Olá? – falei.

Ele então virou pra mim sem fazer muita questão de responder.

- Oi  - Disse ele, de modo curto e grosso.

- Bom eu pensei em fazermos assim, eu posso fazer as primeiras questões enquanto você procura as respostas das últimas, até lá eu já vou ter feito e passado a limpo, assim sobra mais tempo pra você fazer as suas... – Expliquei, depois olhei para ele esperando sua aprovação, mas parecia estar encarando o nada, pensei que estivesse cogitando minha ideia.

Sem problemas então, pensei.

Passado algum tempo fui olhar o seu progresso, talvez já tivesse feito ao menos uma, pensei. Quando olhei seu caderno, ele havia passado todo esse tempo desenhando uma caveira, cruzada com facas que pareciam derramar sangue.

Olhei novamente para seu rosto, agora tinha uma cara mais solta, ele passou a me olhar e depois deu uma risada.

- Qual a graça? – Questionei.

- Você me olhou com uma cara de brava, se importa mesmo com esse exercício idiota? – Perguntou.

- Eu.. Ahm.. Bom quem precisa de nota é você, se você não quer ser ajudado – Dei de ombros.

- Não vejo o ponto nisso.. – Ele respondeu

- Se não esta interessado.. – Levantei da cadeira sinalizando ao professor que iria ao banheiro.

Pude notar alguns segundos depois que Gajeel também se levantou e me seguiu.

Eu o ignorei, e fiz meu caminho até o banheiro feminino. Quando sai, estava voltando para a sala quando avistei meu colega de trabalho no pátio, deitado, olhando pro céu.

Se ele está achando que vou fazer o exercício sozinha, está muito enganado – Pensei

- Você não vai voltar pra sala né? – Falei perguntando o óbvio.

- Aquilo tá um saco, vou matar essa aula..

- Mas e o exercício? - Perguntei

Ele sorriu

- Relaxa ai, você é a pessoa que menos precisa de nota, aposto que nunca matou uma aula sequer...

- Eu.. já sim.. – Menti

- Então tá, vamos matar essa então – Ele me olhou, desafiando-me.

- Acha que não tenho coragem? Tudo bem então – Falei enquanto me sentava

Não deve ser tão difícil, é só não ir, falei pensativa enquanto olhava de longe a sala.

- Vem comigo – Disse ele pulando do banco e se dirigindo a outra parte da escola

Eu o segui, não era intervalo ainda, nem a hora de saída, então todos estavam dentro de suas salas, era uma sensação estranha, a universidade parecia deserta, mesmo com todo mundo lá..

Chegamos em um outro pátio no qual pessoas de anos mais avançados estudavam, no meio do hall, havia uma pequena fonte com um chafariz esguichando água.

- Quer ver uma coisa legal? – Perguntou

Gajeel tirou então um pequeno saco de sais de banho espumante de um dos seus bolsos.

- Você não vai acreditar no que vai acontecer – Disse Gajeel segurando o riso

- Hmm.. Eu acredito que o material do sal de banho em contato com a água, impulsionado pela pressão dos equipamentos que erguem a água do chafariz, criam uma reação de cadeia imediata que fará com o sabão mude sua estrutura molecular, criando espumas - Respondi

Ele me olhou com uma cara de surpresa misturada com tédio

- Você estragou totalmente a graça da parada.. Mas ainda é legal de fazer

Ele despejou o saquinho e aos poucos pude ver a espuma crescendo e se formando no chafariz

- Interessante – Respondi

- Não acabou ainda – Disse ele tirando mais 4 saquinhos de sais espumantes

- NÃO, isso é muito – Falei nervosa na tentativa de repreendê-lo.

- Mas é ai que tá a graça – Falou rindo

Quando ele jogou o restante a espuma cresceu muito a ponto de sair para fora da região do chafariz e invadir o chão do hall. Pelos meus cálculos aquilo ia virar uma grande bagunça.

A espuma cresceu muito, estava do tamanho de um carro, e crescendo ainda mais

- MEU SANTO JESUS, AJUDA AQUI CLEIDE!!! – Uma moça da limpeza gritou por ajuda quando chegou no hall

- Sujou – Disse Gajeel pegando no meu braço e me puxando para longe daquele pátio

- Satisfeito? Agora podemos ir pra aula? – Reclamei no caminho enquanto corríamos.

Enquanto estávamos prestes a sair do pátio do 2º ano da universidade, um segurança apareceu em um dos corredores paralelos ao principal.

- ESTÃO CORRENDO POR QUÊ? PODEM PARAR AI – Gritou o homem

Eu pensei em parar por um momento desacelerando o passo

- Ele não nos viu lá, não precisamos fingir - Falei

- Eles devem ter se falado por walk talk, se não sabe, jaja vai descobrir – Disse Gajeel enquanto continuávamos correndo.

- Por aqui – Disse Gajeel se enfiando em uma portinha e me puxando.

Ao entrarmos no que parecia ser um pequeno depósito de limpeza, Gajeel e eu ficamos de frente um para o outro, mal cabia uma pessoa nesse lugar quem dirá duas.

Podíamos ouvir os passos do segurança que parou em frente ao lugar que estávamos, não sabia se tinha visto a gente.

Eu pude sentir a respiração de Gajeel acelerada, porém fraca para não fazer barulho um pouco acima da minha cabeça (Já que eu sou bem pequena), eu estava com o rosto colado em seu peito porque tinha um armário atrás de mim e outro atrás dele.

O segurança pareceu se distanciar para o nosso alívio, esperamos alguns segundos até ter certeza de que ele estaria longe.

- Você acha que ele já foi? – Perguntei erguendo o rosto.

Pude jurar que vi ele ficar vermelho por uns segundos, mesmo no escuro do armário, ele se afastou um pouco depois que percebeu que estávamos perto demais e bateu as costas no armário, fazendo um produto de limpeza cair e despejar na sua blusa.

Segurei o riso.

Ele pareceu se irritar logo de cara, mas depois sorriu.

- Que merda – Reclamou enquanto analisava o estraga na sua blusa e voltávamos para a sala, comigo rindo o tempo todo.

Ao abrir a porta, um silêncio constrangedor pairou sobre a sala.

- Vocês foram usar o banheiro da casa de vocês ou o que? – Perguntou Gildarts, fazendo questão de mostrar que reparou na nossa ausência.

- Um pombo cagou na minha blusa, a Levy estava me ajudando a limpar – Disse enquanto mostrava a marca de uma mancha em sua blusa.

- Não sei não em – Disse o professor desconfiado

- Ele está sugerindo que vocês estavam com intimidades, é muito paranóico – Se intrometeu Cana

Meu rosto corou na hora

O professor Gildarts parecia explodir com o comentário de sua filha, mas a ignorou.

- Levy? – Ele se voltou pra mim, com o olhar questionador na esperança de ter uma resposta séria.

- Sim.. Foi isso – Respondi sem jeito.

O professor Gildarts me lançou um olhar decepcionado em resposta. Sabia que eu estava mentindo. E pela primeira vez pode parecer estranho, mas eu não me sentia culpada ou algo do tipo, e sim ansiosa por repetir o feito. Isso não era da minha índole, meu coração está acelerado e animado, que sensação é essa?            

 



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