História Vida de Mu...sico - Capítulo 4


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Categorias Saint Seiya
Personagens Afrodite de Peixes, Aiolia de Leão, Aioros de Sagitário, Albafica de Peixes, Aldebaran de Touro, Camus de Aquário, Dohko de Libra, Kanon de Dragão Marinho, Kanon de Gêmeos, Kiki de Áries, Marin de Águia, Mascára da Morte de Câncer, Mime de Benetnasch, Miro de Escorpião, Misty de Lagarto, Mu de Áries, Pandora, Saga de Gêmeos, Shaina de Cobra, Shaina de Ofiúco, Shaka de Virgem, Shion de Áries, Shura de Capricórnio, Sorento de Sirene
Tags Afrodite, Aiolia, Aiolos, Camus, Drama, Lemon, Milo, Miloxshaka, Mime, Muxafrodite, Muxmisty, Muxsaga, Romance, Saint Seiya, Shaka, Shion, Yaoi
Visualizações 74
Palavras 1.815
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Harem, Lemon, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shonen-Ai, Slash, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá!

Passando pra deixar a terceira atualização do dia. Espero que gostem, meus lindos!

Obrigada a todos que estão comentando e acompanhando.

Beijão

Capítulo 4 - Saturday night fever


Fanfic / Fanfiction Vida de Mu...sico - Capítulo 4 - Saturday night fever

Na manhã seguinte...


Acordei um pouco mais tarde do que o habitual e assim que me sentei na cama, notei algo errado. Meu corpo doía e me senti super indisposto. Olhei para o lado e vi que Shaka já não estava mais ali.


Reuni minhas forças para levantar e saí praticamente me arrastando até o banheiro. Aquilo não era normal. Sentia como se estivesse carregando alguém nas costas.


Apoiei as duas mãos sobre a pia e levantei o rosto em direção ao espelho, quando minha visão ficou turva de repente. Aquilo não era um bom sinal e sabia que tinha que deitar logo, ou estaria no chão. Caro que não precisou de muito para que isso acontecesse. Foi eu sair do banheiro e dar dois passos e tudo escureceu. Depois disso, não me lembro de mais nada.


Ao retomar a consciência, olhei em volta e vi que estava deitado em minha cama. A porta do quarto se abriu e vi Angel entrar com uma xícara de chá e em seguida, sentar ao meu lado.


— Como você está? Fiquei preocupado quando vi você desmaiado no corredor.

— Angel… então foi você? — murmurei e soltei um espirro.

— Sim. — respondeu e alcançou uma caixa com lenços de papel, colocando-a sobre meu colo.


Olhei para ele sem jeito e peguei um lenço, passando em meu nariz.


— Obrigado, Angie. Não queria ter dado trabalho a você.

— Tudo bem. Sei que faria o mesmo por mim. Agora tome o chá e o remédio. — disse e me entregou a xícara e o comprimido.


Tomei o remédio junto com chá e me deitei na cama. Minhas costas ainda doíam e isso foi perceptível para ele, já que ainda me olhava com preocupação. Minha garganta também estava afetada. Não conseguia evitar as caretas de dor, quando precisava engolir a saliva. Naquele momento, passei a me sentir um completo idiota por ter saído feito louco na chuva do jeito que fiz.


Olhei para Angie e toquei sua mão. Ele estava distraído lendo a bula do remédio e me olhou no mesmo instante que sentiu o toque.


— Precisa de alguma coisa?

— Não... Eu só não quero que fique doente por minha causa. É melhor me deixar sozinho. — engoli a saliva e apertei os olhos. Aquilo foi doloroso demais.


Senti minha mão ser envolvida pela dele e corei quase que de imediato. Seu olhar era tão profundo, que às vezes me deixava desconcertado.


— Não seja bobo! Não vou deixar você aqui sozinho. E se algo acontecer? Me sentirei culpado por não ter feito o certo. Portanto, vou ficar aqui sim, até que melhore e não aceito um “não” como resposta.


— Mas…

— Sem “mas”. Agora, descanse. — disse e puxou a coberta até meu pescoço e abriu um sorriso.


Não quis me aprofundar na discussão com ele e acabei concordando. Naquele momento, conheci um lado de Angel que até então estava oculto para mim. Apesar de sempre ser gentil e cordial, havia algo a mais naquele sorriso. Talvez fosse efeito da febre. Só sei que permiti que ele segurasse minha mão, enquanto eu tentava dormir e o inevitável aconteceu: Adormeci sem dificuldades.



Voltei a acordar e me senti estranho. Estava suado, mas toda dor havia passado, assim como o desconforto. Olhei para o relógio e vi que estava na hora do trabalho. Dei um pulo da cama e voltei a ficar tonto. Caminhei devagar até a porta e saí do quarto. Angel se levantou assim que me viu, e veio rapidamente até mim.


— O que está fazendo?

— Eu preciso trabalhar, Angie.

— Não precisa. Já liguei pra lá e expliquei que você está de cama.


Arregalei os olhos ao ouvir e pensei em minha possível demissão.


— Você está louco? Eu não posso faltar. Vou ser demitido e…

— Olha aqui, Mu! É melhor você voltar para o quarto e se recuperar, antes de pensar em sair desse apartamento. Você quer ir até lá nesse estado? Certamente mandarão você de volta. — disse ele seriamente e soltei um suspiro. Ele tinha razão, mas o risco de perder meu emprego não saía de minha cabeça.

— Tá bem.

— Então volta pra lá! Você precisa repousar.

— E você? Pelo que lembro, você tinha um compromisso hoje.

— Sim, é verdade… mas não vou.


Olhei surpreso. Angel jamais adia seus compromissos. O que estava acontecendo?


— Por que não? — perguntei curioso pela resposta.

— Por que é mais importante eu ficar aqui com você. — respondeu e logo, desviou o olhar sem jeito.


Olhei para ele e vi que estava envergonhado. O que significava afinal aquele “é mais importante ficar com você.”? Decidi então me retirar para não acontecer um constrangimento pior.


Deitei em minha cama e fiquei pensando no que Angie havia dito. Então foi aí que lembrei daquela noite em que ele havia confessado estar gostando de alguém. Por um instante, pensei se tratar de mim, mas logo tirei aquilo da cabeça. Nada me levava a crer que Angie fosse gay, mas também não era suficiente íntimo para saber ou perceber algo de estranho.


Peguei meus fones para ouvir um pouco de música clássica e olhei para a lista de música no celular. Eu precisava relaxar um pouco, diante dos últimos acontecimentos e acabei escolhendo Pachelbel's. Nada me trazia mais paz do que ouvir 'Canon in D major’. Sem dúvida alguma, uma obra prima.


— Mu!!


Milo surgiu de repente ao abrir a porta. Tirei os fones, pois percebi que ele havia falado algo e sentei na cama.


— Oi, Milo.

— Como está? O Di falou que você estava de cama e vim aqui ver como você tá. — disse e se sentou ao meu lado.

— É. Esse é o preço por ter saído na chuva feito um doido. — disse, provocando-lhe uma risada.

— Que pena. Acho que você não vai poder ir no show, né?

— Pois é, Milo. Me desculpe por isso. Eu ainda me sinto fraco.

— Não esquenta! Não faltarão oportunidades. — disse e piscou o olho.


Dei um sorriso e ele retribuiu. Milo era muito compreensivo. Sem dúvidas, um grande amigo. Senti sua mão apertar a minha e saiu do quarto. Novamente fiquei sozinho ali. Como não havia nada pra fazer, acabei dormindo novamente.



Após algum tempo, vi pela janela que já era noite e me sentei na cama. Notei que já me sentia um pouco melhor e resolvi sair um pouco do quarto, afinal, passei quase todo dia lá. Não estava mais aguentando. Afastei as pernas pra fora da cama e calcei meus chinelos para ir até a porta. Assim que a abri, percebi que a casa estava silenciosa demais. Provavelmente os rapazes deviam estar no show ainda.


Em seguida, caminhei até a cozinha para preparar alguma coisa, pois estava com um pouco de fome. Passei o dia dormindo e seria imprudente de minha parte não ingerir nada em meu estado. Eu precisava de energia. Abri a tampa, esperando encontrar alguma coisa gostosa e nutritiva e acabei criando expectativas demais. Lá estava a velha canja de novo. Se havia algo que eu não gostava de comer, era sopa. Pra não fazer desfeita, coloquei um pouco no prato e fui para a sala.


Me sentei na mesa e liguei o televisor para ver as notícias locais. Dei duas colheradas e parei. Senti um perfume floral no ar e fechei meus olhos, me embriagando com aquela fragrância. A porta do banheiro se abriu e quando olhei para o corredor, vi Angel vestido de um jeito mais casual do que costumava se vestir. Soltei um sorriso e ele retribuiu. Desviei o olhar timidamente e enrolei uma mecha com o dedo.


— Você vai sair? — perguntei disfarçando.

— Eu vou sim. Vou no show da banda do Milo.

— Ah! Sim.

— Por que a pergunta? — questionou ao sentar ao meu lado.

— Por nada. Vi você todo arrumado e…

— E?

— Ah… é que você disse que ficaria aqui comigo e…


Não! Céus! O que acabo de dizer? O que ele vai pensar de mim? Mu, seu idiota!


Ele me olhou surpreso e não o condeno por isso.


— Você… quer que eu fique?

— Não! Não é isso é que… você disse que ficaria e eu fiquei confuso ao ver você com essas roupas de bad boy, o que caiu como uma luva, pois você se veste muito estranho as vezes e…


Cala essa boca, pelo amor de Buda!


— Vejo que já está melhor. — se levantou e foi até a porta, pegando as chaves. — Se precisar de algo, ligue. — disse e bateu a porta.


Coloquei as mãos sobre o rosto e me perguntei como eu podia ser tão estúpido. Céus! Tudo que queria naquele momento é apagar aquela curta e embaraçosa conversa que tive com ele, mas infelizmente isso não era possível.


Com aquilo, até meu apetite acabou sumindo. Fui até a cozinha,, deixando as coisas na pia e resolvi tomar um banho quentinho, antes de voltar para a sala. Com sorte, teria algum documentário interessante passando naquela noite, mas para o meu azar, não vi nada porque novamente acabei dormindo.


Algum tempo depois, acordei com o barulho na porta da sala. Desliguei o televisor rapidamente e tentei sair dali, mas a porta se abriu. Me cobri até a cabeça e fingi estar dormindo. Ouvi algumas risadas femininas e pensei ser Milo, chegando com a Shina.


— Quero você agora... — disse baixo e acabei notando que não se parecia com a voz da Italiana.


Quem estaria com essa mulher? Milo ou Shaka? Milo não poderia ser, já que tem namorada... a não ser que... Coloquei a mão na boca com meu pensamento sobre meu amigo grego e afastei aquilo de minha mente. Ele jamais faria isso. Voltei a pensar no Shaka. É, só pode ser ele… e o Angie… E se fosse ele? Que droga! Odeio ficar curioso.


— Shhh! Meu amigo está dormindo na sala. — sussurrou a voz, me deixando mais nervoso.

— Desculpe. — ela sussurrou de volta.


Vi os dois passarem pelo corredor e subitamente a mulher empurrou meu misterioso amigo na parede e começou a beijá-lo. Pude ouvir alguns gemidos, o que me deixou extremamente envergonhado. Será que fariam ali mesmo? pensei e apertei a mão contra minha boca para não soltar qualquer som.


Ouvi o barulho da porta do quarto se abrir e baixei a manta devagar, vendo que haviam entrado no quarto de Milo. Meu Zeus! Milo está traindo a Shina! Não! Não pode ser! E se for o Angel? Não. Eu nunca vi ele com ninguém. Então… Shaka? Sim, Shaka! Deve ser. Provavelmente me viu aqui e resolveu não usar o nosso quarto, caso eu fosse pra lá. E os outros? Onde dormiriam?


Antes que mais alguém chegasse ali, fui correndo para meu quarto. Antes de entrar, ouvi os gemidos da mulher do outro quarto e mordi o lábio instintivamente. Aquilo devia ser bom e estava com uma idade um pouco avançada para quem nunca sequer deu um beijo de verdade em uma pessoa. Saí de meus devaneios e entrei no meu quarto para dormir. No dia seguinte descobriria alguma coisa sobre o misterioso casal do quarto ao lado.


Notas Finais


Eita, mds! Ain, Muso. Olha que vc fez. E quem chegou ali com a tal mulher? Palpites?

Obrigada a todos que estão acompanhando!

Beijão


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