História Vida de Mu...sico - Capítulo 5


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Categorias Saint Seiya
Personagens Afrodite de Peixes, Aiolia de Leão, Aioros de Sagitário, Albafica de Peixes, Aldebaran de Touro, Camus de Aquário, Dohko de Libra, Kanon de Dragão Marinho, Kanon de Gêmeos, Kiki de Áries, Marin de Águia, Mascára da Morte de Câncer, Mime de Benetnasch, Miro de Escorpião, Misty de Lagarto, Mu de Áries, Pandora, Saga de Gêmeos, Shaina de Cobra, Shaina de Ofiúco, Shaka de Virgem, Shion de Áries, Shura de Capricórnio, Sorento de Sirene
Tags Afrodite, Aiolia, Aiolos, Camus, Drama, Lemon, Milo, Miloxshaka, Mime, Muxafrodite, Muxmisty, Muxsaga, Romance, Saint Seiya, Shaka, Shion, Yaoi
Visualizações 78
Palavras 2.068
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Harem, Lemon, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shonen-Ai, Slash, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá!

Passando pra deixar outra atualização pra vocês, meus lindos!

Espero que gostem!

Beijos e até as notas!

Capítulo 5 - I've been kissed by a rose


Fanfic / Fanfiction Vida de Mu...sico - Capítulo 5 - I've been kissed by a rose

Acordei cedo e para meu alívio, me sentia bem melhor do que no dia anterior. Me espreguicei e olhei para o lado para ver se Shaka estava ali, mas a cama ainda permanecia intacta. Foi então, que lembrei de outro fato ocorrido na noite passada... Então, era ele.

Me levantei e fui até o banheiro, mas o mesmo estava ocupado. Fechei meus olhos, enquanto eu aguardava e senti uma fragrância da qual conhecia bem. Abri meus olhos, vendo Angel escorado na parede e de frente para mim. Passei os olhos rapidamente pelo seu torso desnudo e disfarcei.

— Bom dia, Angie.

Voltei a olhar para ele, notando que ele olhava para mim e, definitivamente, não pude disfarçar meu estado. Me senti envergonhado.

— Bom dia. Vejo que já está bem melhor.
— É. — sorri sem graça.
— Que bom. Fiquei preocupado por ter deixado você aqui sozinho ontem e… — interrompeu, assim que a porta do banheiro se abriu e por ela, saiu uma garota que vestia apenas uma camiseta.


Olhei para ela e fiquei surpreso de ver que ela usava nada mais, nada menos que a mesma camiseta que Angie usava na noite passada. De repente, tudo fez sentido. Então, não era Shaka ou Milo, o que me levou a pensar em outra coisa: Afinal, onde Shaka havia dormido?

A garota passou por mim sem ao menos me cumprimentar e o abraçou, selando os lábios de meu amigo. Embasbacado, olhei para a cena e senti um leve formigamento nas partes baixas. Angie a abraçou, o que fez a camisa que ela subir e marcasse bem seu bumbum redondo. Não havia calcinha ali. Eu tinha certeza.

Minha cara foi ao chão, quando percebi seu olhar para mim e não pensei duas vezes ao sair dali até o banheiro.

Ouvi alguns boatos sobre alguns casos, mas tudo não devia passar de especulação. Em todo esse tempo que dividimos o apartamento nunca o vi com ninguém. Isso, até hoje. Sem falar que aquela garota era familiar. De onde eu a conhecia?

Após terminar o banho e me vestir, fui até a cozinha para preparar algo para comer. Ouvi algumas risadas do corredor e espiei pela porta da cozinha, vendo-os sorrindo e trocando beijos. Angel entrou no banheiro e a garota foi até a sala. Terminei de fazer os sanduíches e me juntei a ela. Eu não era tão sociável como Milo, mas também estava longe de ser um bicho do mato.

— Bom dia. — sorri e coloquei um prato com os sanduíches na mesa.

Ela olhou pra mim e estranhei.

— Bom dia. — sorriu.

Sentei a mesa e apontei para o assento vazio. — Você deve estar com fome. Venha, eu fiz sanduíches a mais.

— A-ah... não precisa.

— Vamos… não seja acanhada. Eu não mordo. — fiz aquela piadinha sem graça para deixá-la menos tensa, mas eu não era tão bom com isso.

Ela sorriu sem graça e levantou, pegando o assento que eu havia apontado para sentar. Soltei um sorriso e a analisei ainda confuso por não saber de onde a conhecia.


— Viu? Eu disse. — assim que ela levou a mão até o prato, fingi rosnar e ela tirou a mão no reflexo. Soltei um riso. — Desculpe. Não pude evitar.
— Ah… tudo bem. — soltou um riso e desta vez se serviu sem intervenções.
— Meu nome é Mu. E o seu?
— Pandora.
— Pandora? — olhei surpreso. Um nome incomum, mas até que combinava com ela. — Como da mitologia?
— É… — limpou a boca após a mordida e mastigou antes de continuar falando. — Meu pai gosta muito de mitologia, sabe… — limpou a boca com o guardanapo. — Aí, resolveu colocar esse nome em mim. Ainda sim, melhor do que Hera ou Atena. Não vou nem comentar de Afrodite. — soltou um riso e a acompanhei naquela tentativa de descontração.
— Sei, mas seu nome é bonito e tem significado. Não é algo sem sentido como Mu, por exemplo. Agradeço se não me comparar a uma vaca ou algo semelhante.

Nós rimos. Tinha algo nos olhos dela, mas não sabia decifrar o que era. Talvez, fosse timidez. Pensando bem, não.

— Eu conheço você, Mu.

Olhei para ela confuso.

— Conhece?
— Sim, da universidade 

Abri a boca e vai contra minha própria testa.

— Ah, claro. Então, você também estuda lá...
— Sim. Na verdade, eu entrei esse ano. Deve ser por isso que não me conhece.
— Entendi.

Ela deu uma risada e logo foi explicando.

— Eu tinha o cabelo de outra cor. Era violeta. Recentemente pintei de preto. Acho que é por isso que não me reconhece, mas eu já vi você algumas vezes.

Ela disse e lembrei de uma garota que fez o teste pra entrar na orquestra, mas acabou não conseguindo a vaga.

— Não me diga que você é…
— A garota da harpa! — falamos ao mesmo tempo e soltamos alguns risos.
— Sou eu, sim. Eu ainda não desisti de entrar para a orquestra. Pra falar a verdade, eu toco muito bem harpa, mas minha timidez, somado a outras coisas que não vem ao caso, me atrapalharam muito. Eu já estou trabalhando nisso para melhorar, sabe…
— Faz bem. Não desista mesmo.
— Bom, como eu ia dizendo, eu vi você lá. Não é muito difícil de lembrar de um homem com cabelão como o seu e ainda por cima, lilás. — sorriu e senti meu rosto esquentar.

Angel se aproximou, colocando as mãos sobre os ombros dela e nos encarou, estranhando o silêncio constrangedor.

— Não precisam parar de falar só porque eu cheguei. Já vi que se tornaram íntimos.

Fiquei desconcertado ao ouvi-lo falar daquele jeito. Eu não sabia se ria ou ficava sério, afinal, eu sou o rei do foras. Em todo caso, preferi o silêncio.

— Bem… eu não diria íntimos, mas temos coisas em comum, não só pelo fato de termos nomes estranhos, mas também por estudarmos no mesmo conservatório.

Ele agora pareceu surpreso. Não me surpreenderia nada se dissesse que mal conversou com ela. Afinal, aquela sinfonia de gemidos e dos rangidos da cama se prolongou por um bom tempo.

— Sei. Melhor não atrapalhar vocês, então. Sinto que ambos tem mais a dividir. — se afastou e foi até o quarto dele.

Pandora ouvindo aquilo, olhou para mim e abaixou a cabeça.

— Qual é o seu problema dele? Eu vou lá agora. — levantei, mas ela me impediu.
— Deixa. Tava bom demais pra ser verdade. — suspirou e foi até o quarto, não demorando muito tempo pra voltar com as coisas dela.
— Você já vai? — fui até ela.
— Sim. — respondeu sem me encarar.

Me aproximei mais e vi que seus olhos estavam marejados.

— Olha, não fica triste. Não sei se isso te conforta, mas quero que saiba que você é a primeira pessoa que ele traz pra cá. E olha, que moro há dois anos com ele. Isso deve significar algo.
— Ai, Mu… não sei. — suspirou e pegou uma caneta e um bloquinho de papel de sua bolsa. Anotou algo e me entregou. — entregue isso a ele, caso ele pergunte sobre mim. Foi um prazer conhecer você. Te vejo lá. — beijou minha bochecha e saiu do apartamento.

Peguei as coisas da mesa e levei para cozinha para deixar tudo organizado. Shaka de alguma forma me influenciou nas suas manias e aos poucos, as adotei inconscientemente. Me senti observado e olhei para a porta, vendo Angel ali.

— Oi. — disse e voltei o olhar para o prato que eu lavava.
— Então, ela já foi...
— Foi, mas deixou o número caso você tiver interesse, mas novamente acho que ela se iludiu.
— Por que diz isso?

Larguei o prato e olhei seriamente.

— Preciso mesmo dizer? Depois de trazê-la aqui, me desculpe o palavreado, mas “fodeu” a noite toda com ela e finalmente a deixou sozinha num apartamento de quatro universitários. E olha que somos ajuizados… após tudo isso, o que você fez? Foi grosso e a magoou. Sabe lá o que mais ela deva ter pensando. Por Buda, você devia ter visto o olhar dela. — suspirei. — Espero, ao menos, que tenha a decência de ligar e pedir desculpas. — deixei o número no balcão e olhei para ele antes de sair. — É o mínimo que deve fazer, já que pelo jeito ela não deve ter significado pra você.

Saí dali e fui para meu quarto. Não podia negar o quanto aquilo havia me estressado, só não sabia ainda o que o motivou para tratar Pandora daquela forma. Fiquei ouvindo música com os fones por um tempo até que adormeci. Quando dei por mim, Shaka e Milo já haviam voltado.

Shaka entrou no quarto e acabou me acordando. 

— Mu!

Olhei para ele sonolento.

— Hum?
— Como você tá?
— Bem...apesar de estar mal por outro motivo.

Ele me olhou curioso e apoiou os braços sobre as pernas.

— Ué, que papo é esse?
— Eu me envolvi em uma situação chata e talvez tenha exagerado com o Angie.
— Angie? Hum. Quando chegamos, ele não estava em casa.

Olhei para ele e desviei o olhar para outro ponto.

— Talvez tenha ido atrás dela.
— Dela? Dela quem?
— Ah, não é nada. — me ajeitei na cama.

Ele me olhou desconfiado e vi que não conseguiria esconder o que havia acontecido por muito tempo. 

— Por que não me diz o que aconteceu? Eu sei que aconteceu algo. Sua cara diz tudo,Mu.

Eu não disse?

— Tá bem. — respirei fundo. — Angel trouxe uma garota pra cá ontem a noite.
— Sério?
— Sim.
— Nossa, isso realmente é um acontecimento e tanto. E daí? Conta mais. — insistiu, parecendo realmente interessado.
— Então, ele trouxe essa garota pra cá e hoje de manhã, enquanto ele tomava banho, ficamos conversando. Parecia uma garota legal sabe. Ah! E ela é da universidade também.
— Não diga! Como chama?
— Pandora.
— Pandora… esse nome não é estranho. — franziu o cenho pensativo.
— É uma caloura.
— Legal, e aí?
— Então… ele me viu falando com ela e foi indelicado. Nunca havia visto o Angie ser assim com alguém antes.
— Hum... Mas vocês estavam só conversando né?
— Claro, né? Tá pensando que sou o que? Parece até que não me conhece. — cruzei os tacos emburrado. 
— Ok, desculpe. Bom, mas e aí… então ele pegou a tal garota e deu um toco. Cara, o Milo tem que saber disso… — soltou um sorriso.
— Deixa o Milo fora disso! — toquei o braço dele, fazendo ele me olhar. — Agora me diga, onde você se enfiou, hein?
— Por aí.
— Sei… — olhei desconfiado e ouvi o barulho da porta se abrir.
— E aí, cambada?!
— Milo! Como foi ontem? — me antecipei, antes que o outro se atravessasse na conversa.
— Foi demais, cara! Teve até uma banda de abertura: O brass warriors.
— Nunca ouvi falar… mas fico feliz que tenha dado certo.
— Milo! Milo! Você nem sabe quem o Afrodite pegou ontem… — Shaka se atravessou e revirei os olhos. Parecia até que criava pimenta na boca pra fazer fofoca.
— Não me diz que foi o mafioso? 
— Mas que mafioso… é sério! Sabe quem? Uma caloura da Elysium.
— A Pandora? Eu vi!
— Hum. Ah, pensei que não sabia. Mu me falou que ele até teve um ataque de ciúmes de ver ela conversando com ele.
— Ataque? Eu não usei essa palavra. — intervi.
— Afrodite com a delicinha da Pandora... O cara me surpreende.
— O pior de tudo, foi ter visto ela sair quase chorando daqui. — ressaltei esse ponto, ou Milo começaria com seus comentários sobre a garota.
— Como assim, Mu?
— Ele foi indelicado e ela se magoou. Não vou entrar em detalhes.
— Não espero menos dele… vocês sabem que ele pode ser bem temperamental.

Ficamos conversando um pouco ali, até que decidimos pedir uma pizza. Após um tempo, nos reunimos na mesa pra comer e voltamos a conversamos por mais um tempo. Shaka e Milo foram para seus quartos quando estava perto da meia noite, pois no outro dia começava a rotina de aulas, trabalho, entre outras coisas e eu, teria um “divertimento” a mais, antes de me recolher. Era o meu dia de lavar a louça, mas para minha sorte, só havia copos e pratos para serem lavados.

Ouvi o barulho da porta da sala e imaginei que fosse Angel. Não me dei o trabalho de espiar. Continuei limpando e segui para o banheiro.

Assim que passei pela sala, o vi sentado e passei reto. Ainda estava chateado e não queria ter mais aborrecimentos. Após escovar os dentes, fui para meu quarto e me deitei para descansar, antes de começar a semana com correria do cão que toda segunda-feira exigia.


Notas Finais


Eita! E não é que era a Pandora? Eita, mds. Pobre criatura, levou praticamente um toco do Dite. Pobrezinha.

E os meninos fofocando? Hauha não sei ali quem é mais bocão.

Obrigada a todos que estão acompanhando e comentando a fic.

Beijão, meus amores.


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