História Vida de Mu...sico - Capítulo 6


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Categorias Saint Seiya
Personagens Afrodite de Peixes, Aiolia de Leão, Aioros de Sagitário, Albafica de Peixes, Aldebaran de Touro, Camus de Aquário, Dohko de Libra, Kanon de Dragão Marinho, Kanon de Gêmeos, Kiki de Áries, Marin de Águia, Mascára da Morte de Câncer, Mime de Benetnasch, Miro de Escorpião, Misty de Lagarto, Mu de Áries, Pandora, Saga de Gêmeos, Shaina de Cobra, Shaina de Ofiúco, Shaka de Virgem, Shion de Áries, Shura de Capricórnio, Sorento de Sirene
Tags Afrodite, Aiolia, Aiolos, Camus, Drama, Lemon, Milo, Miloxshaka, Mime, Muxafrodite, Muxmisty, Muxsaga, Romance, Saint Seiya, Shaka, Shion, Yaoi
Visualizações 64
Palavras 1.718
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Harem, Lemon, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shonen-Ai, Slash, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá, amores!

Passando pra deixar a primeira atualização do dia. Espero que gostem!

Hj tem surpresa.

Agradeço a todos que estão acompanhando e comentando a fic!

Beijão e até as notas!

Capítulo 6 - Revelation


Fanfic / Fanfiction Vida de Mu...sico - Capítulo 6 - Revelation

Os dias passaram rápido. A semana cheia de compromissos. Tive que compensar minha falta no serviço e pra piorar, aquela semana teria mais provas do que teve durante o mês inteiro.


O movimento da livraria também pareceu aumentar com a divulgação do novo livro do famoso escritor romancista Dohko Wong. O que eu não sabia, é que fui escolhido para ir buscá-lo no hotel para o evento de divulgação agendada na livraria. Não soube exatamente o porquê de terem me escolhido, mas as meninas ficaram chateadas, pois contavam com isso para se aproximar e, quem sabe, vir a ter uma chance de ter um pequeno affair com aquele chinês. O mesmo, possuía a fama de ser um grande conquistador.

A semana havia acabado um pouco tensa, também, devido ao clima que ficou após aquele incidente com Pandora. Durante a semana, a procurei pela universidade para ver como ela estava e assim que a achei, conversamos muito. Descobri que temos muita coisa em comum, além da música, e acabamos marcando de nos encontrarmos no sábado, depois do meu expediente. O lugar ainda não era certo, mas optei por ir a um lugar mais sossegado, onde pudesse ao menos conversar, sem ter que gritar no ouvido do outro para ouvir o que o outro dizia.

Faltava pouco menos de quinze minutos para fechar a livraria e eu já estava na expectativa pra ir pra casa. Enfim, sexta. O movimento já estava fraco, devido ao horário e resolvi organizar alguns livros que estavam um pouco desorganizados nas prateleiras.
Ainda distraído, fui surpreendido por uma voz familiar e ao me virar, tive uma surpresa: Era ele de novo, o reitor.

— Boa noite, Mu! — disse e abriu um sorriso.
— Boa noite, Saga. — terminei de alinhar os livros e olhei para ele.
— Como vai?
— Vou bem e você?
— Também.

Peguei o cesto que estava ali e olhei para ele.

— No que posso ajudar?
— Estou procurando por um livro.
— Me acompanhe, por favor. — disse e o levei até um terminal, onde tinha acesso para todos os produtos da loja.
— Qual o nome do livro, autor, ou editora?
— Bom… na verdade, não estava procurando por um livro específico.

Olhei para ele surpreso e acabei desconfiado. Será que aquilo era uma desculpa para falar comigo?

— Os livros estão separados por seções. Tem alguma que queira olhar? Posso te levar até lá.

Saga olhou para mim como se estivesse um pouco sem jeito e baixou o olhar, colocando uma mecha de seu cabelo para trás da orelha.

— Na verdade… — levantou o olhar e me encarou. — Eu menti. Procuro por algo específico, sim.


Indeciso. Uma hora sabe, outra hora não. Estou cada vez mais desconfiado de que realmente seja alguma estratégia dele.

— Bom, e qual seria o título?

Ele ficou um instante em silêncio e logo revelou o que eu havia perguntado.

— Bem… gostaria de ver o que você tem de Sade. Marquês de Sade.


Pisquei os olhos algumas vezes e voltei o olhar para o terminal.

— Sim, só um momento.
— Tudo bem.

Engoli seco e comecei a busca pelos livros escritos por aquele velho libertino. No entanto, o que mais me deixou intrigado foi ver o reitor da universidade se interessar por tais coisas. Tudo bem que eu não o conhecia, mas era estranho. 

— Temos dois títulos na livraria. — olhei para ele. — Venha comigo.

Fomos até a escada e subimos até o andar superior. O conduzi pela seção onde estavam os livros e passei os dedos pelos exemplares.

— Aqui estão. Deseja ver mais algum?

Olhei para ele e o vi retirar “120 dias de Sodoma” da prateleira. Desviei o olhar sem jeito e voltei a insistir.

— Senhor…
— Só isso. — olhou para mim e estendeu o livro em minha direção. — Vou levar.

Sorri sem graça e assenti.

— Venha comigo.

Voltamos a descer as escadas e o encaminhei até a fila do caixa. Entreguei o livro e olhei para ele.

— É para presente?
— Não.
— Certo. Obrigado.

Ele assentiu e me afastei dali, olhando para o grande relógio que já apontava, exatos, cinco para a dez da noite.

As portas começaram a se fechar e fui até a sala onde ficavam os armários dos funcionários. Deixei meu jaleco lá e peguei minha mochila, saindo dali em seguida. Me despedi dos colegas no caminho e olhei em volta, vendo que Saga não estava mais ali.


Desejei uma boa noite para John, o segurança da livraria, e saí dali, tomando o caminho até minha casa. Ao chegar na primeira esquina, ouvi uma buzina e olhei em volta, vendo um carro piscar os faróis de repente. Olhei em volta novamente, vendo que a rua estava deserta e apertei os passos. Não sabia quem era, mas com certeza não estava bem intencionado.

Continuei caminhando o mais rápido que pude, até que vi o mesmo carro parar ao meu lado. Olhei de relance e sem pensar, saí correndo dali. Senti que estava meu limite quando cruzei o próximo quarteirão e pisei em falso, provocando minha queda. Olhei para trás, vendo o carro estacionar e apoiei os joelhos no chão para me levantar. Assim que me levantei, ouvi uma voz que me fez parar.

— Entra.

Olhei para trás e vi o reitor ali. Uma rajada de vento passou por nós e levei uma mão até meus cabelos. Senti um incômodo e olhei para minha mão, vendo que estava sangrando um pouco.

Ele se aproximou de mim e pegou minha mão, olhando para o ferimento. Olhei para ele e logo baixei o olhar. Sua presença me deixava sem jeito. Sem pensar, ele rasgou um pedaço da manga da camisa e enrolou sobre a minha palma.

— Obrigado. — disse e voltei a olhar para ele.

Nos encaramos por uns segundos e senti meu rosto esquentar. Soltei um pigarro e ajeitei a mochila nas costas. 


— Eu preciso ir...
— Eu sei disso. Você não lembra que também é caminho para minha casa?
— Bem… eu pensei que...
— É melhor aceitar. Você tem que limpar esse machucado logo. — disse ao me olhar preocupado e soltei um suspiro. Não iria adiantar nada eu negar. Sei que ele iria continuar insistindo.

Concordei com a carona e entrei no carro. Levei minha mão até o cinto para puxá-lo e senti novamente sua mão sobre a minha.

— Deixe isso comigo. Não quero que se machuque ainda mais. — disse e se aproximou de mim, o suficiente para nós encararmos de perto.

Após encaixar o cinto, sorriu e fez o mesmo, ao puxar o cinto dele. O clima entre nós ficava mais tenso, a cada encontro, e não sabia dizer o porquê.

Ficamos em silêncio no pequeno trajeto percorrido e olhei para meu prédio, assim que ele estacionou.

— Obrigado pela carona e pelo que fez por mim. — levantei a mão com atadura improvisada.

Ele sorriu e, mais uma vez, aquilo me deixou um tanto embaraçado.

— Não foi nada. — respondeu e me livrei do cinto de segurança. — Ah, Mu!

Olhei para ele.

— Sim?

— Posso convidá-lo para sair uma hora dessas? Você sabe... após seu trabalho. Um restaurante aqui perto. O que acha?

Entreabri os lábios. Ele estava me convidando pra sair? Não estava acreditando.

— Ah, claro. Bom, mais uma vez obrigado. Boa noite. — disse e saí do carro.

Tirei as chaves do bolso e abri o portão do prédio. Assim que entrei, me virei e o vi olhando para mim. Acenei com outro sorriso sem graça e fechei a porta, já caminhando até a escada. Subi até meu apartamento e abri a porta, vendo Angie na sala. Entrei na sala e ele se virou para olhar, já levantando do sofá.

— Mu? Você está bem? O que aconteceu? — disse ao ver minha mão machucada e meu jeans todo ralado da queda.

Deixei minha mochila na poltrona e assenti com a cabeça.

— Não se preocupe. Eu apenas tropecei na rua.

Ele pegou minha mão e retirou o tecido branco, que agora estava parcialmente vermelho.

— Vem. Vou cuidar disso. — disse e me puxou até o banheiro.
— Não precisa… eu…

Minutos depois, lá estava eu sendo cuidado por ele novamente. Apesar de ainda me sentir chateado pela situação com Pandora, não consegui manter esse sentimento por muito tempo.

— Prontinho. Só precisa passar antisséptico, quando for trocar o curativo.

Olhei para ele e sorri.

— Obrigado, Angel. Você faz jus ao seu nome mesmo. — disse sem perceber e acabei vendo-o corar ao se levantar.

Suspirei e fiz o mesmo, me perguntando até quando minha língua ficaria solta dessa forma. Fomos para a sala e ele fez questão de me trazer um lanche, o que estava me deixando, de certa forma, mal acostumado.

— Aqui, coma. — me entregou um prato com uma torrada e um copo de suco.
— Obrigado. Muita gentileza sua fazer isso tudo por mim.

Ouvi ele sussurrando algo e fiquei quieto, já sorvendo alguns goles do suco.

— Está tudo uma delícia. Obrigado.

Ele sorriu e sentou ao meu lado, observando meus movimentos, como se ansiasse por algo. Após terminar meu lanche, olhei para ele curioso.

— Você quer me dizer algo? Sinto que você parece ansioso para falar. Me desculpe, se for impressão. Tive um dia cheio hoje. — sorri sem graça.

Vi sua expressão mudar e puxou o ar, antes de começar a falar. Notei um certo nervosismo no modo de agir e acabei tocando sua mão.

— Pode contar comigo. Sabe disso, não sabe?

Ele assentiu e olhou para nossas mãos que ainda estavam coladas. Colocou a palma da outra sobre a minha e voltou a me olhar.

— Mu, eu tenho algo para lhe dizer, mas não é algo tão simples. Não pra mim. — disse e abaixou a cabeça, como se realmente fosse me dizer algo importante.

Olhei para ele receoso, imaginando o que podia estar lhe afligindo, contudo, como ele parecia um pouco resistente sobre “se abrir” pra mim, resolvi esperar pelo seu tempo.

Após alguns segundos, ele novamente me encarou e vi seu rosto enrubescer apenas com o preliminar de sua confissão.


— Estou apaixonado, Mu.


Entreabri os lábios e segundos depois de absorver aquela informação, soltei um sorriso.


— Ah! Isso é ótimo, Angie. Ótimo. Pandora ficará muito feliz em saber disso. Ela passou a semana falando em você e…

— Não, Mu. Não é por ela que estou apaixonado.Senti uma tensão ao ouvir aquilo e continuei com o olhar preso ao dele.

— Então, ela sabe…

— Em partes. — abaixou a cabeça e suspirou.

— Então precisa dizer a ela, Angie. Para que esperar? Pelo que sei você nunca namorou e…

— É por você, Mu.


Notas Finais


E, agora? Muso, o que vc vai fazer com essa revelação?

Alguém shippa os dois?

Obrigada a todos!

Beijão


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