História Vida de MUsico - Capítulo 12


Escrita por: ~

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Categorias Saint Seiya
Personagens Afrodite de Peixes, Aiolia de Leão, Aioros de Sagitário, Albafica de Peixes, Aldebaran de Touro, Asmita de Virgem, Camus de Aquário, Dohko de Libra, Kanon de Dragão Marinho, Kanon de Gêmeos, Kiki de Appendix, Marin de Águia, Mascára da Morte de Câncer, Miro de Escorpião, Misty de Lagarto, Mu de Áries, Pandora, Saga de Gêmeos, Shaina de Cobra, Shaina de Ofiúco, Shaka de Virgem, Shion de Áries, Shura de Capricórnio
Tags Afrodite, Colegial, Hentai, Lemon, Milo, Romance, Saint Seiya, Shaka, Yaoi
Visualizações 82
Palavras 1.705
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishounen, Comédia, Drama (Tragédia), Festa, Ficção Adolescente, Hentai, Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá!

Peço desculpas pela demora pra atualizar a fic, mas tô na correria como sempre, sem falar nos outros projetos que também estou atualizando aos poucos.

Espero que gostem, meus amores!

PS: Os povs de Angel não constam no diário de Mu. É mais um extra pra vcs ficarem na fissura. Kkkk 😄

Capítulo 12 - The point of no return


Fanfic / Fanfiction Vida de MUsico - Capítulo 12 - The point of no return

No dia seguinte, acordei cedo para ir para a escola e já me antecipei, sendo o primeiro a acordar pois queria falar com meu tio antes de sair.


Assim que tomei banho e me vesti, saí para o corredor e o vi sentado no sofá da sala enquanto lia o jornal. Ao me ver, estendeu a mão para mim e me puxou para perto dele.


Me sentei ao seu lado e lhe abracei, repousando a cabeça em seu peito. Permanecemos em silêncio por uns minutos, como se compartilhássemos do mesmo problema. Acho que não estava errado a respeito disso.


– Tio…

– Hum?

– Preciso falar com o senhor a respeito de ontem… – disse e olhei para ele, enquanto sentia meus cabelos serem afagados.

– Ah… isso. – parou o cafuné e se ajeitou, mudando a expressão de seu rosto para uma mais séria – O que quer saber?

– Bom… – coloquei uma mecha do cabelo pra trás da orelha e respirei fundo –  Por que bateu no Dohko? Não foi porque ele estava comigo, né?


Vi pela expressão de seu rosto que aquilo também poderia ser um agravante, mas ainda assim, aquilo estava estranho. Ele ficou em silêncio por uns segundos e suspirou profundamente.


– Não. E que história é essa de “estava comigo”?


Me afastei e sentei de lado no sofá, de modo, que pudesse olhar para ele.


– Bem… e que… – desviei o olhar – Nós nos beijamos. – disse e olhei para ele envergonhado, mas notando agora que parecia bravo.


– Não quero que se aproxime mais dele, entendeu? Não quero que você se iluda com ele como… como…  – disse e se calou.

– Como…?

– Como… ele fez comigo. – abaixou a cabeça.

– Vocês tiveram algo? – perguntei surpreso.

– Sim. Namoramos por dois anos. – ele disse e fiquei boquiaberto. Dois anos. Puxa!


– Bom... pelo jeito, vejo que não acabou nada bem…

– É. Aquele ordinário. Ele me traiu...

– Puxa, tio… – peguei sua mão e a acariciei.

– Com a sua tia.

– O que? – arregalei os olhos.

– Sim. Já estávamos separados e Kiki recém dava seus primeiros passinhos.

– Mas como, tio? Até esperaria isso dele, ainda que não o conheça, mas a tia Yuzu… Como?

– Não vem ao caso, Mu. – suspirou – Agora, você pode entender, o porquê de eu querer distância dela. Eu sempre tive um carinho enorme, mas depois disso, perdi todo o respeito.

– Sinto muito, tio. – disse e o abracei. – Se eu soubesse...

– Não sinta. Isso foi bom. Por um lado, pude ver o tipo de pessoa com as quais me relacionava. Nunca pensei que isso pudesse acontecer bem debaixo de meus olhos. – disse e notei pelo tom de voz que segurava o choro.


Me afastei e vi algumas lágrimas caírem de seus olhos. As amparei e acariciei seu rosto, enquanto repousava novamente a cabeça em seu ombro. Pelo jeito ele ainda sofria com isso, só não sei ainda o porquê, pois se ele havia dito que Kiki ainda era praticamente um bebê, fazia muitos anos. Continuei acariciando seu rosto e fiquei em silêncio. Não queria mais fazer perguntas e vê-lo sofrer mais.


– E você, Mu?

– Eu?

– Sim. Quero saber como está… Shaka me contou por cima, o que aconteceu.

– Aquele fofoqueiro! – voltei a sentar de lado e senti sua mão em meu rosto.

– Você não quer falar sobre isso?

– É que… Bem, eu não queria envolvê-lo nisso. O senhor sabe que é praticamente um pai pra mim e… – pausei – Não me sinto bem falando nele.

– Eu sei, Mu. Eu entendo você.

– Se não se importa, gostaria de não falar sobre isso.

– Está bem. – acariciou meu cabelos. – Mas saiba que se ele voltar e você resolver namorar, terá meu apoio. Ele é um ótimo rapaz.

– Eu sei…  – desviei o olhar, envergonhado. – Tio, podemos mudar de assunto, por favor?

– Está bem.


Ficamos mais alguns minutos conversando e quando vi, meus amigos davam sinais de que estavam para sair também. Me despedi de meu tio e peguei minhas coisas, quando ouvi o telefone de casa tocar. Não dei muita importância, visto que poderia ser qualquer pessoa e abri a porta saindo por ela. Eu já estava atrasado.


Já descia o primeiro lance de escadas, quando ouvi a voz de meu tio:


– Mu! Mu!


Parei e olhei para cima, vendo-o com o telefone na mão.


– Que foi, tio?


– Mu! É ele!


Entreabri os lábios e senti meu coração falhar uma batida. Será que estava sonhando?


Angie...


––––


POV’s Angel


Minha viagem havia chegado ao fim e para a minha infelicidade, teria que finalmente encarar meu pai novamente. Eu desconhecia os reais motivos que o fizeram me chamar com tamanha urgência e isso me preocupava, pois ele sempre costumou ser muito direto comigo.


Mime resolveu me acompanhar até a Suécia, já que passamos o resto da viagem juntos. Por um lado, isso foi bom. Meus momentos de tristeza, diminuíram, pois ele preenchia todo o meu tempo, me envolvendo de diversas maneiras. No entanto, apesar de eu sentir um carinho enorme por ele, não passava disso. Eu ainda estava muito apaixonado por Mu e não conseguia tirá-lo de minha cabeça.


– Escute… – pegou minha mão. – Daqui, eu partirei para minha casa. Tenho que resolver com meus pais algumas coisas. Posso te ligar mais tarde?

– Ah… Sim. Bom, meu celular quebrou. Eu ligo pra você. É melhor assim. – peguei a caneta no bolso de meu casaco e lhe entreguei. – Anote o número aqui. – ofereci a palma de minha mão.


Ele sorriu com meu gesto e anotou o seu número, devolvendo a caneta para mim em seguida. Olhei para o número é soltei um sorriso.


– Você vai me ligar, né? – perguntou e pelo seu olhar, parecia um tanto receoso.

– Claro. Por que não ligaria? – o abracei e lhe dei um selinho.

– Ora… – inclinou a cabeça e me fitou. – Vai saber.

– Não sou do tipo que pega o número e some. Se eu digo que estou com você, é porque estou.

– Ótimo… – sorriu e beijou meus lábios, aproximando a boca de meu ouvido. – Além do mais, ainda não tivemos a melhor parte nesse tempo que ficamos. – sussurrou e deu um beijo no pé de meu ouvido, causando um arrepio gostoso.


Fechei meus olhos com o sussurro e mordi o lábio.


– Melhor parte? – olhei para ele e acariciei seu rosto.

– Sim. – beijou a ponta de meus dedos. – Quero fazer amor com você. – disse baixinho com um olhar sedutor.


Envolvi a sua nuca com minha mão e lhe beijei lascivamente. Não o conhecia tão bem, mas enquanto estivemos juntos, ele me surpreendeu  algumas vezes. Como na noite que ele me surpreendeu no banheiro do trem e me levou a loucura, ao usar sua boca para me satisfazer. Se não tivesse apaixonado por outra pessoa, com certeza ele seria a minha primeira opção.


Nos despedimos e caminhei pelo aeroporto, procurando por Olaf. Não demorou muito e como sempre, ele acabou me achando antes. Já fazia algum tempo que eu não o via, mas não havia mudado nada. Continuava com o mesmo jeito sisudo e um pouco ranzinza.


Ele é motorista de nossa família há mais de vinte anos. Um empregado fiel. Tenho certeza que ele sabe de muito “podres” de meu pai, mas foi instruído para que nunca abrisse sua boca, falando somente o necessário com quem quer que fosse. Me aproximei e o cumprimentei.


– Deixe que eu pegue isso, senhor Olsson. – pegou minha mala.

– Obrigado.


Caminhamos até o estacionamento e de lá, pegamos a estrada até a minha casa. No caminho, tomado pela curiosidade, perguntei a ele se havia acontecido algo, mas como sempre, perdi meu tempo, pois ele havia dito que não sabia de nada.


Depois de uma hora de viagem, finalmente chegamos na mansão Olsson. Pedi para Olaf levar minhas coisas até meu quarto e fui recebido pela nossa governanta Ágda. Perguntei para ela onde meu pai estava e me informou que ele estava na bliblioteca. Agradeci pela informação e subi as escadarias, cruzando o corredor e parando de frente para a porta que dava acesso a biblioteca. Bati duas vezes e aguardei.


– Entre. – respondeu.


Coloquei a mão sobre a maçaneta e suspirei profundamente. A girei e entrei, vendo meu pai atrás da mesa, enquanto examinava alguns papéis. Ele levantou seu rosto e assim que me viu, largou os papéis sobre a mesa.


– Finalmente. – disse e me fitou seriamente.


Me aproximei e fiquei de pé em frente a sua mesa.


– Pois é. Bom ver você também, Albafica. – disse e cruzei os braços.

– Não sei de onde herdou essa sua petulância. Não. Minto. Sei que isso é coisa da sua mãe. Ela que criou você desse jeito. – gesticulou com a mão em minha direção.

– Olha, se me chamou até aqui para me criticar, ou falar de minha mãe, eu vou embora… – disse e olhei para ele seriamente.

– Não. Não chamei por isso. Tem algo que precisa saber… – apoiou os braços sobre a mesa e me fitou com escárnio – Sua mãe e eu, vamos nos separar.


Olhei para ele surpreso com aquilo e dei alguns passos para trás, sentando sobre a poltrona.


– Mas… como?

– É isso mesmo que você ouviu.

– Por que não me falou isso aquele dia? – perguntei e voltei a olhá-lo.

– Faria alguma diferença? – me fitou inexpressivo.

– Onde ela está?

– Viajou.

– O que? Mas…

– Surpreso? – sorriu debochadamente.

– É claro! Você força minha volta até aqui… e me trata como se eu não fosse nada...diz que vocês dois vão se separar e agora diz que minha mãe viajou? O que esperava? Que eu estivesse feliz?

– Como se alguém ligasse para o que pensa. – disse e voltou o olhar para seus papéis.

– Eu me importo!  – disse e me levantei, batendo com as mãos sobre sua mesa – Por que continua me tratando desse jeito?! Me responda!


Ele me fitou seriamente.


– Já pode se retirar.


Aquilo fez meu sangue ferver. Não havia mais paciência para aguentar tanto desprezo. Sem pensar, levei a mão até o colarinho de sua camisa e o puxei para perto.


– Eu não sou um dos seus empregados, para me tratar como se não fosse nada, ouviu? – gritei.

– Terminou o seu showzinho?  – perguntou e acabei soltando-o, antes que fizesse algo pior.


Dei as costas e saí dali para meu quarto. Tirei o casaco, largando-o sobre a poltrona e deitei na cama. Olhei para o telefone em cima do criado mudo e o peguei. Olhei para a palma de minha mão, vendo o número ali e suspirei. Voltei a olhar para o telefone e disquei o número.


– Alô.



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