História Vida Dupla - Capítulo 1


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Criminal, Drama, Flexcouple!, Flexjikook, Jikook, Jimin!bottom, Jimin!top, Jungkook!top, Jungkookbottom!, Namjin, Policial, Romance, Yoonseok
Visualizações 25
Palavras 1.739
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Lemon, Musical (Songfic), Policial, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Drogas, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi oi, olha só quem voltou com as Jikook fanfics depois de mais de um ano sem escrever uma? Eu mesma hihihi
Já estava com saudades de escrever sobre os namoradinhos da nação, sinceramente.
Esse plot primeiramente era só uma ideia boba que eu nem iria investir muito, mas, depois eu percebi que ele poderia ser mais desenvolvido, e resolvi me focar nele.
Provavelmente vocês devem ficar confusos em algumas partes, mas, relaxem pois tudo vai ser bem explicadinho, garanto.
E se não for, podem me encher de perguntas nos comentários, responderei com muito amor.
Obrigada a Giovanna meu nenê, amorzinho, que eu amo muitão por ter feito essa capa linda pra mim szszsz TE AMO GIOVANNANNNNN
Boa leitura <3

Capítulo 1 - One - Family Issues


O ar cinzento e impuro da cidade traçava seu caminho pelo céu alaranjado de fim da tarde batendo contra o rosto branco do jovem de fios escuros como a noite, deixando-os voando para trás, dando-lhe uma sensação de paz interior e liberdade, era como se nada mais existisse ao redor.

Jeongguk, particularmente, sempre se sentiu atraído por lugares altos  onde o vento batesse em seu corpo fazendo barulhos de assobios altos, aquilo lhe trazia uma imensa e inexplicável tranquilidade que só ele sabia entender.

Mas, aquela tranquilidade durava pouco, principalmente quando as tensas memórias de seus problemas vinham à tona, como socos doloridos em seu corpo.

Sabia que uma hora ou outra teria de encarar seus pais e arcar com as consequências de sua súbita fuga de casa, entretanto, não movia-se do alto daquele prédio abandonado, continuando a encarar os diversos quarteirões lotados de carros e pessoas ocupadas se preocupando em chegarem em suas moradias para no outro dia acordarem e repetirem esse ciclo outra vez.

Jeongguk se considerava um jovem parcialmente normal de dezenove anos que ía em baladas com os amigos para se divertir. O único porém nisso tudo, era sua vida dupla, sendo durante o dia Min Jeongguk, filho de Min Yoongi e Jung Hoseok, respectivos donos da maior boate e escola de dança de toda a Coreia do Sul.

E quando a noite caía, ele se tornava Rabbit Goldy, o filho de Agust D e J-Hope, os dois maiores criminosos de toda a ásia, conhecidos pelo tráfico ilegal de substâncias proibidas.

Há vários anos a polícia asiática tentava prendê-los para que pagassem por seus crimes, porém, nunca conseguindo, já que o casal era extremamente esperto em esconder perfeitamente as acusações contra-os.

E era esta a raiz dos milhares de problemas familiares que tinha. Jeongguk era o herdeiro de todo aquele império, ele seria o próximo magnata de tudo que seus antecedentes e seus pais construíram durante todos os anos, e saber desse fato deixava-o pressionado.

O toque alto de seu celular se fez presente, despertando-o de suas reflexões. O moreno moveu sua mão até o aparelho guardado em seu bolso traseiro da calça jeans tirando-o de lá e fixando seus olhos escuros no contato, suspirando em um som audível apertando o botão de rejeição de chamada em seguida.

Encarou o céu agora tomado pela escuridão azulada da noite por uma última vez antes de caminhar de volta pelo caminho antes pêgo em passos lentos praticamente arrastando-se do seu pseudo segundo “lar”, com aquela pequena vontade de querer ficar um pouco à mais, porém não exitando em sua escolha.

O jovem não poderia mais enrolar ficando ali, uma hora ou outra teria de encarar seus problemas com a cabeça erguida apesar de temer o que seu pai Yoongi poderia fazer consigo, já que ao sair de casa tudo que ouvira foram seus gritos tomados de raiva

Ajeitou a máscara escura no rosto e se pôs a caminhar pela calçada de uma das principais avenidas da cidade, preocupando-se em esconder sua identidade de algum paparazzi que poderia estar por ali, aquele não era um bom momento para uma entrevista irrelevante.

Seus passos eram calmos e suaves, não tinha pressa alguma de chegar na mansão Min,  e sua preguiça de ligar para o motorista particular era maior que qualquer força de vontade.

Quando se deu por si mesmo já podia enxergar o condomínio onde morava como um borrão de luzes amareladas se tornando cada vez mais perto quando se aproximava, à medida que seu coração acelerava-se nas batidas, podendo ouvir sua pulsação em grandes distâncias.

- Boa noite Sr Min - Reverenciou-o o porteiro - Devo noticiar aos seus pais que chegou?

- Não será necessário - Sorriu agradecido - Creio que eles estão a minha espera.

Ao portão se abrir, Jeongguk novamente se viu sozinho, aproveitando o silêncio do caminho, podendo apenas ouvir o som baixo de seus passos até que chegasse em frente aos portões escuros de seu lar, respirando fundo antes de mover-se mais próximo da campainha.

Com um pesar estranho no corpo ele tocou a campainha da mansão ouvindo o agradável soar da melodia que produzia logo sumindo e dando espaço para a voz calma do mordomo.

- Pois não? - Perguntou.

- Sou eu Minseok, Jeongguk - Respondeu ao homem encarando o visor da máquina para que ele logo o identificasse e o deixasse entrar.

Quando isso ocorreu, Jeongguk não tardou a estar dentro da residência, sentindo-se aliviado por não ouvir gritos nem nada do gênero. Tudo que havia na grande sala era a figura de seu irmão mais novo Taehyung que assistia inocentemente um desenho animado na televisão.

- Você não está velho  demais para desenhos, Tae? - Brincou bagunçando os fios castanhos do adolescente.

- Só tenho dezesseis anos, e desenhos são legais! - Deu de ombros - Papai Hobi estava preocupado com você.

- Eu sei - Suspirou ao que parecia pela centésima vez naquele dia - Não queria ter o preocupado.

Antes que Taehyung pudesse responder o irmão, ouve-se um barulho de passos ligeiros e logo Hoseok já estava com os braços em volta dos ombros de seu filho em um abraço.

- Eu fiquei tão aflito quando você foi embora - Confessou o Jung acariciando o cabelo escuro do jovem.

- Me desculpe - Fechou os olhos por um segundo apreciando aquele carinho paternal - Você sabe o quanto eu odeio quando ele faz isso.

- Seu pai é um pouco explosivo - Focalizou o olhar no porta-retrato de seu casamento com seu amado Yoongi, sentia muita falta daquela época onde as brigas não eram constantes - Eu tentei falar com ele mas Yoongi já não me escuta mais.

Jeongguk se sentiu culpado por ser o pivô no afastamento de seus pais. Durante toda a sua vida presenciou as diversas cenas de trocas de amor que os dois faziam, não haviam dúvidas de que se amavam de verdade, e só de pensar que o relacionamento deles estava por um fio, deixava-o com uma sensação amargurada no peito.

- Eu só queria que ele entendesse minha visão - Confessou o jovem girando a pulseira dourada que havia recebido de seus pais quando completou seus quinze anos de vida. Cada espaço preenchido por uma pequena decoração registrada com o nome em hangul de cada membro daquela família, para que mesmo quando estivesse longe, sempre tivesse algo que o lembrasse de suas origens - Eu não quero viver essa vida dupla, não quero ser o Rabbit Goldy, quero apenas ser Min Jeongguk, uma pessoa normal!

Hoseok suspirou, encarando com pena o rosto tomado pela tristeza de seu filho, praguejando-se mentalmente por não poder fazer nada à respeito de toda aquela situação.

- Eu sinto muito - Sussurrou - Eu sinto muito de verdade.

Jeongguk fechou os olhos o mais forte que poderia nos braços de Hoseok, segurando as lágrimas que queriam cair de seus olhos.

(...)

Era tarde da noite quando os gritos começaram, invadindo toda à casa, sonoridades em tons altos, enquanto  os dois corpos se encaravam com angústia e raiva nos olhos lacrimejantes.

- Por que você tem de ser assim?! - Gritava Hoseok passando os dedos por seus fios alaranjados - Você sabe o quanto esse trabalho é perigoso, sabe os riscos que nós enfrentamos todos os dias e mesmo assim ainda insiste em obrigar Jeongguk a participar disso tudo?!

- Hoseok ele é nosso herdeiro, isso já estava pré-destinado quando ele nasceu! - Yoongi esbravejava com o marido - Não há como mudar isso.

- Você está errado! - Apontou o dedo na direção do Min - Ele não merece ser obrigado a governar isso tudo, Jeongguk é um menino talentoso que quer seguir o seu sonho na música, como você pode negligenciar isso?

- Sonhos só servem para serem destruídos - Murmurou Yoongi tendo seus olhos cobertos por um véu tomado de angústias do passado - Eles só nos distraem de tudo que realmente importa.

- Você se tornou igual à ele - Balançou a cabeça com a voz embargada - Está fazendo o mesmo com Jeongguk que seu pai fez à você.

- Não me compare com ele! - Respirou fundo - Isso tudo é culpa sua! Você mimou esse garoto até que ele se tornasse esse irresponsável!

- Se você acha tanto que eu sou o culpado da sua desgraça em não ter o seu primogênito assumindo seus negócios, então por que continua comigo? - Perguntou, e ao receber o silêncio como resposta, continuou - Por que ainda usamos essa aliança no dedo?

- É isso que você quer, Hoseok? Acabar com tudo que nós vivemos nesses vinte anos? - Yoongi encarou o dedo marcado pelo anel dourado, tirando-o do dedo em seguida - Se é isso que você tanto quer, então sinta-se realizado.

E saiu do quarto deixando seu marido aos prantos para trás.

(...)

Mal sabiam os pais que enquanto discutia no quarto, no andar de baixo da mansão Jeongguk encontrava-se sofrendo calado agarrado aos lençóis esbranquiçados de sua cama, deixando que suas lágrimas de culpa e dor caíssem de seus olhos.

Tudo que o jovem queria era ter a liberdade de escolher seu destino, de seguir seus sonhos , por mais bobo que aquilo pudesse soar.

Mas no final, ele apenas conseguiu desmoronar o castelo de cartas que era sua família.

- Hyung? - Ouviu a voz abafada de Taehyung se pronunciar e caminhou lentamente até a porta abrindo-a e sendo abraçado pelo irmão - Eu não consigo dormir.

- Eu também não - Suspirou alto encostando o queixo na cabeça marcado pelos fios caramelados do mais novo - Eles estão assim por minha causa, talvez se eu não fosse tão…

- Não há nada de errado em sonhar, hyung - Cortou-o a fala - O papai Yoon deveria te entender…

- Ou eu deveria o entender - Jeongguk diz encarando o espaço vago do corredor em sua frente - Você quer dormir aqui?

- Sabe que sim - Respondeu se arrastando até a cama do irmão mais velho sendo seguido pelo dono da mesma que o abraçou por trás, sabendo o quanto ele amava aquilo - Acha que vai ficar tudo bem?

- Eles se amam, e quando você ama aprende a perdoar - Diz tentando acreditar que aquilo era verdade.

Fechou os olhos, não queria ter de pensar em nada agora, só queria descansar, mesmo que por poucos minutos.


Notas Finais


"Ué cade o Jimin?"
Relaxem, ele logo logo vai aparecer, garanto.
E foi isso por hoje, gostaram?
Espero que sim HAHA


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