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História Vida e Morte: O beijo. - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Esta história é um sentimento meu que transbordou e vazou no papel. Eu espero que apreciem a história.

Me perdoe se houver erros, irei concerta-los mais tarde!

Capítulo 1 - Descanse em paz (Capítulo Único).


Fanfic / Fanfiction Vida e Morte: O beijo. - Capítulo 1 - Descanse em paz (Capítulo Único).

Acordei cedo hoje. Quando olhei o relógio este marcava 07:00 AM. Não entendi o porquê já que meu corpo se recusa a acordar antes das 10:00 AM. Estou inquieta, ansiosa. E por incrível que pareça não precisei ficar sentada na cama por longos e rotineiros 10 minutos esperando o corpo fazer o download do espírito, este já havia levantado comigo. E quando me dei conta do tempo já estava no banheiro despida me preparando para entrar na água gelada do chuveiro. Demorei mais tempo que o normal no banho, a água parecia mais purificadora, revigorante. Sai do banho me sentindo leve, renovada. O dia havia começado perfeito, feliz. Não tinha dúvidas, algo bom e/ou que eu desejava muito iria acontecer hoje. 

Sai do banheiro com uma toalha enrolada em meu corpo. Dançante e sorridente, caminhei a passos largos até onde o armário estava, abri-o e escolhi uma lingerie preta rendada. Após vesti-la, me olhei no espelho e passei longe 15 minutos me admirando. Na maioria dos dias me sentia feia, magra, horrível. Mas hoje não. Hoje eu estou me sentindo a mulher mais perfeita do mundo. Continuei a admirar meu corpo semi-nú em frente ao espelho quando meus pensamentos se voltam para meu celular que tocava em cima da cama, o som que saía dele era "Chase Atlantic- 23", música é esta que me trazia sentimentos bons e sensação de paz. Não demorei muito a atender, era Eduarda, uma amiga do ensino médio. 


– Alô! 

– Olá, Vitória! 

– Como vai, Eduarda? 

– Estou bem, obrigado. E você? 

– Oh, estou bem também, obrigado. 

– Ah sim, que bom, amiga. Estamos combinando de irmos ao cinema mais tarde antes da festa. O que acha? 

– Ah, ir ao cinema é uma boa, mas... Que festa é essa? 

– Oh, a Larissa não te avisou? Vamos dar uma festa hoje a noite. Ela disse que ia te mandar o convite pelo WhatsApp. 

– Ah, eu ainda não entrei no WhatsApp. 

– Bem a sua cara, não é? 

– Haha, verdade! 

– Então... Você topa? 

– Claro, nos vemos que horas? 

– Que tal no cinema as 17:00 PM? 

– Perfeito, nos vemos lá. 

– Ok, até mais, Vi! 

– Até! 


Fim da ligação. Um encontro entre amigos que eu não vejo faz tempo? Não podia ter nada melhor? Ou podia? 

Me apressei em me vestir. Escolhi um short jeans preto e uma blusa branca. Penteei meu cabelo e, uau, hoje os cachos parecem melhores, mais soltos, simplesmente incrível. Hoje eu estava amando tudo em mim. Cabelo, corpo, sorriso. Simplesmente tudo. Me olho no espelho mais uma vez e lancei uma piscadela para mim. 


– Garota, você é linda demais, credo - disse para mim mesma soltando uma gargalhada baixa em seguida. 


Vestida, perfumada e penteada. Agora só falta comer. Que fome! 

Fui para cozinha e preparei meu café da manhã. Um delicioso suco de maracujá. Forte, gelado e docinho. Huuum... Perfeito! E um brownie de chocolate que havia preparado no dia anterior. 

Que café da manhã delicioso. Estranhi. Estava tudo perfeito demais. Só faltava receber uma ligação da minha mãe dizendo que queria reunir a família para um almoço. Não fazemos isso há tanto tempo... 


" Baby's only twenty-three, dancing under lights sinceramente she was seventeen... "


Ouvi o toque maravilhoso do meu celular mais uma vez. E não é que era ela mesmo. Atendi sem nenhuma demora. 


– Oi, mãe! 

– Oi, filha. Vem aqui para casa daqui a pouco. 

– Oh, claro. Aconteceu alguma coisa? 

– Não! Eu vou fazer um almoço para reunir a família, faz tempo que não fazemos isso. 

– É verdade! Que horas será o almoço? 

– Será às 12:00 PM, mas se quiser vir antes e me ajudar a preparar as coisas, seria bom. 

– Tudo bem, vou aproveitar e passar no mercado para comprar umas coisas. 

– Ok, então nos vemos daqui a pouco. 

– Sim, até daqui a pouco. 


Fim da ligação. Fiquei feliz e assustada. Por um momento me perguntei se o universo estava brincando comigo. 


- Ok, universo seja o que for que estiver planejando, espero que não esteja brincando comigo - Olhei para o teto como quem quisesse olhar nos olhos do universo. 


Terminei meu café e lavei toda a louça. Liguei a tela do celular e meu Deus já eram 9:15 PM. Fui até o quarto peguei minha bolsa, dinheiro e identidade. 


– Ok, Vitória, vamos ao mercado! 


Sai de casa e tranquei-a. Para minha sorte nem o mercado, nem a casa da minha mãe ficava longe. E além do mais, o dia estava ótimo, sem muita gente na rua, clima agradável. Perfeito, eu diria. 

Comprimentei as poucas pessoas que eu conhecia na rua. 10 minutos até o mercado. Parece que hoje todo mundo resolveu acordar feliz. 


– O que está acontecendo? - Me perguntei mentalmente. 


Entrei no mercado e comprei os ingredientes para fazer uma lasanha. Estava com saudade de lasanha da minha mãe. Huum... Coisa boa. E também uma batatinha "Sensações" para comer no caminho. 


– Huuum... partiu fila do caixa - Disse baixinho indo até o caixa. 


Escolhi a menor. Óbvio. Só tinha duas pessoas na minha frente. Isso nem podia ser considerado fila. Enquanto aguardava, peguei meu celular e entrei no WhatsApp, a mensagem da Larissa realmente estava lá. 

Abri a conversa e a mensagem dizia:


" Olá. Quero te convidar para uma festa que acontecerá na minha casa às 22:00 PM, com o objetivo de reunir amigos e quem sabe conhecer pessoas novas. Espero que possa comparecer. Até mais"


Após terminar de ler dei um pequeno sorriso, estava tão focada na mensagem que nem reparei no senhor a minha frente me encarando. 


– É lindo! - Ele sorriu para mim. 

– O quê? - Desliguei a tela do celular ou encarando confusa. 

– Seu sorriso, ele é lindo! 

– Oh... Obrigada - dei um sorriso sem graça. 

– Não agradeça, ele me lembra minha filha - Ele me lançou um olhar tristonho. 

– E onde ela está? 

– Ela se foi - Ele sorriu. Um sorriso triste, sem brilho. 

– Oh, sinto muito.

– Eu também - Ele olhou para frente, havia chegado sua vez de pagar - Pode ir, você tem menos co mpras que eu. 

– Ah, não se preocupe, eu posso esperar. 

– Às vezes não, não deveria perder seu último dia esperando em uma fila de mercado ao invés de estar com quem ama. Ande, passe! 

– O que quer dizer com o último dia? 

– Você vai entender - Sorriu mais uma vez. 

– Ah... - passei na frente e paguei as compras. 


Sai do mercado com aquela frase na cabeça "Não deveria perder seu último dia...". O que será que ele quis dizer? Deve ser só mais um homem louco. Peguei minhas batatinhas e fui para casa da minha mãe. 15 minutos foram suficientes para chegar lá. 


– Mãe! Cheguei! - Falei em um tom alto já entrando em sua casa.

– Estou aqui na cozinha - Gritou. 


Fechei a porta da casa dela e o cheiro maravilhoso da comida já havia chegado em mim. Que delícia! Fui até ela e a encontrei com sua toquinha e avental cortando tomate cebola na cozinha. 


– O cheiro está ótimo, acredito que ficará muito bom - Disse já na porta da cozinha. 

– O empadão está ficando do jeitinho que gosta - Ela sorriu e se aproximou me dando um abraço apertado e cheio de saudade como se não me visse a anos. 

– Não duvido - Retribui o abraço dela e nesse abraço percebo que ela chorava - O que houve, mãe? 

– Filha, nunca esqueça que eu te amo - Nos separamos do abraço e ela me olhou com o rosto molhado por causa das lágrimas. A frase mexeu comigo, ela dizia isso como se fosse a última vez queria me ver. 

– Hey, não chore, eu também te amo, ok? Não fale como se fosse a última vez que vai me ver, temos uma longa vida para passarmos juntas - Sorri e dei um beijo em sua testa. Ela não disse nada apenas passou a mão em meu rosto e sorriu com uma certa tristeza. 

Após isso eu a ajudei na cozinha e ela fez a deliciosa lasanha que só ela sabia. 


12:10 PM. 

Os familiares haviam acabado de chegar e depois de nos cumprimentarmos, nos sentamos ao redor da enorme mesa que havia no jardim, local feito para as antigas de reuniões em família. Minha mãe pôs a mesa e se juntou a nós


– Bom, eu estou muito feliz que estamos aqui. Faz tempo que não fazemos isso, certo? Eu decidi fazer isso hoje porque eu sinto que esse dia será marcante para nossa família - Nesse momento minha mãe começou a chorar - Então eu reuni vocês aqui porque eu precisava ver a família toda reunida mais uma vez - Ela desaba em choro assim como outros familiares. 

– Mãe! - Me levantei e a abracei - Nós entendemos que você está feliz com a família junta mas não fale como se alguém fosse morrer hoje, estamos todos aqui, fortes e saudáveis. Fique tranquila. 


Todos me olharam com um olhar triste e forçado. 


– Tudo bem, vamos comer? - Deu um sorriso forçado e secou as lágrimas. 


Comemos, conversamos sobre a vida, o passado, os momentos bons. Foi divertido. Todos ficaram satisfeitos. E também foi estranho. Todos agiam como se fosse a última vez e me abraçaram como se estivessem se despedindo de mim. Para sempre! 


15:45 PM. 


Me despedi de minha mãe e quando fui embora ela me olhou e acenou como se nunca mais fosse me ver.


– O que está acontecendo com eles hoje? - Me perguntei enquanto ia para casa. 


Quando cheguei deixei a bolsa sobre o sofá e fui direto para o banheiro, ainda tinha o cinema com a Eduarda e o pessoal. 

O banho foi rápido dessa vez, apesar dos últimos acontecimentos, estranhos, eu diria, eu ainda estou feliz e sinto que algo bom vai acontecer. 

Uma calça jeans destróier, meia arrastão, tênis preto de cano alto e uma camisa branca foi o look que escolhi. 


– Meu Deus, estou maravilhosa - Foi o que disse a mim mesmo na frente do espelho. 


Não demorei. Delineado e um batonzinho clarinho foi a única coisa que fiz no rosto e eu não poderia estar melhor. Cabelo solto, cachos definidos. "Que mulher, meu Deus". Pensei. 

Após terminar, peguei meu celular, dinheiro e identidade. O Uber já estava me esperando. 


– Partiu Shopping, haha - Ri baixo e sai trancando a casa. 


17:15 PM. 


Cheguei lá com 15 minutos de atraso. Todos já estavam lá. Desci do carro, paguei o motorista e fui até eles. 


– Me desculpem pelo atraso, gente - Sorri e abracei todos. Que estranho. De novo aquela sensação de despedida a cada abraço. 

– Tudo bem, Vitória, agora vamos nos divertir. 

– Sim - Sorri empolgada e entramos. 




[... ]




20:30 PM. 

Foi incrível, nos divertimos bastante. 


– Se divertiu, Vitória? - Eduarda se aproximou e tocou meu ombro. 

– O Incrível passar o dia com vocês - Sorri completamente animada. 

– Que bom! Você sabe que te amamos e que você é especial para nós, não sabe? - Eduarda me abraçou. Ah, choro de novo não, está acontecendo com esse povo? 

– Vocês também são muito especiais para mim - Retribui o abraço e logo o restante do pessoal se aproxima para um abraço coletivo. 

– Enfim - Secou as lágrimas - Temos que nos preparar para a festa. 

– É verdade. 

– Vamos lá para casa? Eu quero te presentear com um vestido lindo. 

– Oh, tudo bem então. 


Nos despedimos dos outros mesmo sabendo que nos encontraremos de novo na festa. Eu e a Eduarda pegamos um Uber para irmos até a casa dela. 


– Aproveitou seu dia? - Eduarda sorriu e me perguntou sem nem ao menos me olhar. 

– Sim, foi perfeito do começo ao fim. Parece que o universo resolveu conspirar ao meu favor, acho que ele cansou das minhas reclamações e resolveu tirar um dia de descanso me dando um dia perfeito - Sorri - Mas aconteceu coisas meio estranhas, um homem no mercado disse que eu não deveria "perder meu último dia" - Fiz um sinal de aspas com as mãos - E parece que depois disso todo mundo começou a se despedir de mim como se fosse realmente meu último dia. 

– Oh, sério? - Eduarda me olhou com uma expressão triste - Não deixe seu dia estragar por causa disso, apenas aproveite-o. 

– Tudo bem... 


Chegamos. Ao entrarmos em casa Eduarda logo me mandou ir tomar banho. Não demorei. Sai do banheiro com apenas uma lingerie em meu corpo. 

 

– Uau, que gata - Eduarda riu e se aproximou de mim com um vestido preto e longo em mãos - Aqui, vista! 


Vesti. Uau, ficou perfeito. O vestido além de lindo valorizava meu corpo, me deixou parecendo uma princesa. 


– Ficou incrível. Não tinha dúvidas de que ficaria lindo com ele - Me admirou com os olhos brilhantes. 

– Obrigada, estou me sentindo uma princesa com ele - Me admirei em frente o espelho. 

– De fato, uma linda princesa, agora venha, ainda temos que fazer a sua maquiagem - Me puxou. 





[... ]





21:45 PM. 

Já estamos prontas! 


– Eduarda, o Uber já está aqui - Gritei na porta de sua casa pronta para sair. 

– Ok vamos - Ela veio toda arrumada. Saímos, ela trancou a porta de sua casa. Entramos no Uber e partimos para o salão de festa. 


22:20 PM. 


A festa estava animada. Dava para ouvir a música alta de longe. 

Ao entrarmos no salão todos focaram em mim. 


– Eduarda tem algo de errado com minha roupa? Meu rosto? Estão todos me olhando. 

– É porque você maravilhosa, apenas se acostume e aproveite sua noite. 

– Que estranho, vocês estão bem estranhos hoje... 

– Relaxa... 


Cumprimentei todos. Brincamos, sorrimos. Que festa ótima! A noite seria fechada com chave de ouro. 


"Oh meu Deus, quem são esses?". Pensei. 

Vi chegar dois homens lindos, nunca tinha visto uma beleza tão perfeita e encantadora assim. Um estava vestido de preto e outro estava vestido de branco. Não sei porque, mas parece que eu já te conheço de algum lugar. 


– Eduarda, quem são esses? Você os conhece? - Apontei para a porta na direção dos dois. 

– Eles quem? - O que? Ela não estava vendo aquelas duas raridades na porta? Não é possível. Enquanto eu me perguntava isso, eles olharam para mim e sorriram. Meu Deus, que sorriso. 


Logo ele se afastaram e foram para o outro lado do salão pareciam discutir alguma coisa em um tom baixo. 


23:30 PM. 

O dia já estava acabando. Não acredito. Meu dia perfeito já estava acabando. "O que mais precisa acontecer para ele ser ainda mais perfeito?" Me perguntei. 

Nesse momento o homem de branco apareceu e estendeu a mão para mim. 


– Me concede a honra? - Eu já sabia ao que ele se referia, estranhei o fato de não ter reparado que havia começado a tocar uma canção lenta. 

– Claro - Sorri para o homem e peguei na sua mão. Mãos fortes. E de novo aquela sensação de que eu não conheço de algum lugar. 

Dançamos por uns 10 minutos, mantínhamos o silêncio sempre até ele quebrá-lo. 

– Você me amava. Porque deixou de fazer isso? - Percebi que a dança havia ficado mais lenta, ele sussurrava as palavras no meu ouvido. 

– O quê? - Retirei minha cabeça que estava apoiado em seus ombros e o encarei confusa. 

– Você me valorizava, lutava por mim. Quando foi que deixou de fazer isso? - Nossos corpos pararam e ele me olhou bem nos olhos. Gostaria de responder alguma coisa mas eu estava confuso demais para isso. 

– Eu n-não... - As palavras não saíram, eu sentia que conhecia ele de algum lugar mas eu não me lembrava, e se eu o amei mesmo, de verdade e saberia quem é. Certo? 

– Não diga nada, sei que está confusa, vamos apenas recomeçar, te darei uma nova chance - Ele segurou em meu rosto e o acariciou. 

– Quem é você? - Foi tudo o que consegui dizer no momento. Ele me olhava de uma forma que me hipnotizava, me deixava sem palavras e confusa. 

– Quem eu sou? Pode me chamar de Vida ou Recomeço - Ele se aproximou de mim um pouco mais, ele olhava para meus lábios como se necessitasse disso. Iríamos nos beijar mas se sinto ser puxada. Era o homem de preto. 

– 23:46, ainda te dei um minuto a mais - Ele disse para o homem de branco. 

– Eu sinto muito, Vitória - O homem de branco se afastou. Expressão triste no olhar, cabisbaixo. Mas o que está acontecendo? 

– Olá, Vitória - O Homem de preto sorriu. 

– O-oi... - O encarei, ele era tão perfeito quanto o homem de branco, mas eu me senti com ele. Como se eu o esperasse a muito tempo. 

– Vamos aproveitar nosso momento juntos, me concede a honra? - Sorriu me estendendo a mão. 

Eu não disse nada apenas segurei em sua mão e começamos a dançar pelo salão. Um passo pra lá, outro pra cá. Foi assim por alguns longos minutos. 

– Você esperou por mim tanto tempo, finalmente cheguei - Sorriu. Me passou conforto, liberdade, paz. Quem é ele? 

– Eu não entendo. O que está acontecendo hoje? Todos agem tão estranho - Olhei para baixo. 

– Eu sei, mas isso logo vai acabar - Ele olhou o relógio - 23:58 PM, huum... 

– O meu dia mais que perfeito está quase no fim - O encarei triste. 

– Olhe ao redor, seus amigos, pessoas que você se importou, deu tudo de si, lembre de sua família, das pessoas que passaram na sua vida. Lembre do que fez por eles. Você os fez felizes. Vocês os fez bem. Agora é sua vez de descansar. Você pediu tanto por isso. Finalmente cheguei. Eu sou seu descanso. - Ele sorriu. 

Meu olho estava cheio de lágrimas, lembrar de tudo isso me cansou tão de repente. Eu realmente amei eles. Mas havia cansado de dar tudo de mim e não receber. 

– Quem é você? - Perguntei soluçando, olhos marejados, rosto molhado. 

– Eu sou seu descanso - Ele sorriu e se aproximou de meu rosto - Descanse em paz, Vitória. 


Ele me beijou. Que paz. Eu realmente estava sentindo paz. Aos poucos meus olhos foram se fechando. A escuridão tomou conta. Eu não via nada além de escuridão. Ouvi gritos, lamentos. Mas isso logo se perdeu. Eu não estava mais sentindo nada. O que aconteceu? Eu só vía escuridão, mas espera... Ele apareceu, naquela escuridão toda eu só vía ele. 

– O que aconteceu? - O perguntei, ele parecia ainda mais lindo que antes. 

– Você finalmente alcançou sua tão sonhada paz. Venha, vamos encontrar seu caminho, princesa. - Me estendeu a mão. 

A segurei e o acompanhei mesmo receosa. 

Eu estava vendo, a luz no fim daquela escuridão. Eu já não sentia mais dor, ódio, tristeza. Decidi me entregar. Eu queria isso. Eu queria paz. E eu finalmente encontrei a paz. 

Eu finalmente estava feliz! 




Notas Finais


Espero que tenham aproveitado a leitura. A escrevi com muito carinho e lágrimas!
Enfim, até a próxima história, leitores!


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