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História Vida Incomum - Capítulo 2


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Notas do Autor


Provavelmente essa história só vai ter 5 capítulos, mas como não tem um final certinho, dependendo de como for eu posso escrever mais.
Mas esqueçam isso. O importante é que vocês aproveitem esse capítulo (:

Capítulo 2 - Os Lenços e o Mercado


Fanfic / Fanfiction Vida Incomum - Capítulo 2 - Os Lenços e o Mercado

    Sala de aula: um lugar comum que dispensa apresentações. Mesmo assim, eu quero descrevê-lo.

    Um quadro negro (que na verdade é verde-escuro); carteiras azuis (porque se fossem vermelhas ficaria estranho); janelas grandes e com grades (para que alunos bobos não caiam). As únicas coisas que diferenciavam essa sala de aula das outras salas de aula do mundo eram os alunos. 

    Na verdade, até os alunos eram iguais se considerar os esteriótipos: o cara que sabe o que falar em qualquer situação e está sempre rodeado de amigos (e se sente depressivo quando só); os mais "inteligentes (que em casa perdem muito tempo assistindo séries e animes); e a garota linda e tímida (que em 78,87% dos casos só se faz de tímida para parecer fofa e chamar a atenção dos garotos); entre outros.

    No meio dessa sala estava Paola, com seu cabelo comprido amarrado em um rabo de cavalo. Fazendo parte do uniforme, a camisa azul-claro destacava a magreza do seu corpo e a saia preta, que segundo as regras da escola tinha que ir no mínimo até acima do joelho, se estendia até abaixo dele.

    Do lado esquerdo de Paola estava a carteira vazia de Marcello, que tinha acabado de ir ao banheiro. A garota copiava a matéria rapidamente, quando ouviu um espirro baixo da pessoa que sentava atrás.

    Se virando, Paola viu que era Beatriz, uma menina recém transferida de outra escola. Ela estava fungando a todo momento para evitar que o nariz escorresse.

-Beatriz - Paola chamou.

Beatriz direcionou seus olhos caídos para ela e viu uma caixinha de lenços de papel estendida.

-Pra quê esses lenços? - perguntou com a voz anasalada.

-Hm? - Paola estranhou. - É pra você assoar o nariz.

    Bianca ainda demorou um pouco para reagir e depois pegou alguns lenços.

-Obrigada. - Ela assoou o nariz. - A única coisa que ganhei pegando chuva foi esse resfriado. - Bianca explicou sem que ninguém perguntasse.

    Paola ficou surpresa com sua colega de turma iniciando uma conversa. Desde que Beatriz havia chegado, há uma semana, Paola já tinha percebido que ela quase não falava com ninguém. Isso contribuía ainda mais para a visão que Paola tinha dela, a de uma garota confiante e com um lindo cabelo loiro e ondulado.

-Você pegou aquela chuva de segunda?

-Foi, mas pode ver que eu não tive nenhuma queimadura - disse mostrando os braços.

-Como assim? - "Qual o sentido disso?", ela pensou.

-Por causa da chuva ácida. Eu fiquei meia hora pegando chuva para ver se minha pele ia ser corroída, mas ela só ficou ressecada.

    Primeiro Paola ficou sem saber o que falar e quando pensou em fingir rir daquela piada, ela percebeu que o rosto de Beatriz expressava a real decepção com a falha de seu experimento.

-Que pena... eu acho. "Então existem mais pessoas com ideias estranhas além do Marcello...". Paola virou para frente e voltou a se concentrar na aula como se nada tivesse acontecido.

 

 

 

    Nesse mesmo dia e depois de algumas horas de aula, Paola e Marcello estavam voltando para casas juntos, até porque eles moravam no mesmo prédio.

-Tô morrendo de sono... - Marcello disse enquanto bocejava. - Não consegui dormir direito.

-Por que? - Paola perguntou, mas seus pensamentos pareciam também estar focados em outra coisa.

-Sei lá, eu acordei de 4 horas da madrugada e depois não consegui dormir mais.

-Aposto que estava pensando em mais ideias idiotas.

-Claro que não! Eu não fico pensando nessas coisas.

Ah! Então é normal ficar vigiando uma velhinha aposentada que mora do lado só pra saber porque ela sai todo dia às 11 da noite? - Paola fingiu um tom irritado.

-Eu fiz isso só por uma semana e era importante. Ela podia estar sendo sequestrada.

-Sequestrada todo dia às 11 horas. Faz todo sentido. - ela foi obrigada a ser irônica.

-Você não me entende... - Marcello não falou com tristeza, mas Paola se sentiu mal.

    Ela queria compreender melhor Marcello, inclusive suas ideias malucas. Por que ele fazia isso? No que ele pensava? "Ah! Já ia esquecendo!", um outro pensamento a interrompeu.

-Eu estava pensando em uma coisa.

-O quê?

-Eu preciso ir no mercado. Depois a gente se fala. - Paola já ia entrando em uma rua diferente da habitual.

-Espera. Eu ajudo a levar as compras.

-Não precisa, é pouca coisa.

-...Então posso ir pra fazer só companhia. - Paola sentiu um calorzinho no coração.

-Tudo bem...

    Então os dois amigos desviaram do caminho inicial e foram fazer compras.

-Você sabia que eu tenho medo daquele cara que fica no mercado anunciando promoções com um microfone? - Paola olhou esperando ele explicar. - Quando ele anuncia alguma coisa, meio que fico forçado a comprar.

-Que medo bobo. - Ela riu. Paola ia dizer "medo idiota", mas Marcello foi tão fofo em acompanhá-la que preferiu ser mais carinhosa.

    Ao chegarem no mercado, eles foram direto para os corredores onde cada produto que Paola planejava comprar estava e ela sabia o local exato das prateleiras em que cada um ficava. Em determinado instante, ela parou seu ritmo frenético de compras e ficou pensativa em frente à pratieleira de massas para fazer bolos e pudins.

-O que foi?

-Estou em dúvida do que comprar pra sobremesa. Eu gosto mais de pudim, mas meu irmão gosta mais de bolo, mas meu pai gosta mais de pudim, mas minha mãe gosta mais de bolo... - Ela pôs uma mão na cabeça. - Eu não sei o que escolher...

-Eu gosto mais de bolo. - Marcello se meteu e colocou uma massa de bolo de laranja no carrinho de compras.

-Quem disse que você vai comer? - Marcello fingiu desapontamento, parecendo um cachorrinho triste. - Nem vem com essa cara. Vamos logo para a fila. - Paola, de birra, trocou a massa de bolo por uma de pudim.

    Na fila do mercado, ela lembrou que faltava pegar presunto.

-Marcello, você pode pegar 500 gramas de presunto pra mim?

-Tá. - Ele foi rápido até a parte de frios.

    Logo depois, Paola ouviu o locutor do mercado um promoção de leite em pó. "Se eu soubesse, ia pedir pro Marcello trazer uma lata".

    Quando já era quase a vez de Paola na fila, Marcello chegou com a embalagem de presunto.

-Bem na hora! - o garoto, porém, estava com uma expressão triste. - O que foi?

    Em silêncio, ele mostrou uma lata de leite.

-Desculpa, eu não me aguentei.

    Paola riu em voz alta, chamando a atenção de várias pessoas à volta.

-Muito obrigada! - Ela pegou o presunto e a lata de leite sorrindo.


Notas Finais


Comentem e podem ser sinceros kkk

Os capítulos 3,4 e 5 devem sair mais tarde.


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