História Vida Longa ao Rei -Imagine Jooheon - Capítulo 5


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Categorias Monsta X
Personagens Hyung Won, I'M, Joo Heon, Ki Hyun, Min Hyuk, Personagens Originais, Show Nu, Won Ho
Tags Medieval
Visualizações 3
Palavras 1.327
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Ficção, Shoujo (Romântico), Survival

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 5 - Capítulo 5


Fanfic / Fanfiction Vida Longa ao Rei -Imagine Jooheon - Capítulo 5 - Capítulo 5

Trobetas tocavam alto no pátio de treinamento me fazendo acordar assustada ansiando algo ruim, Jooheon estava dentro do quarto sentado no chão apertando os cadarços de suas botas.

-O que está acontecendo?- perguntei me sentando na cama

-Não se preocupe -Ele sorriu- é apenas para nos acordar.

-Que horas são?

-Cerca de quatro ou cinco da manhã- respondeu simplista.

-E vocês já vão treinar?- Eu estava incrédula

-Acordamos com o sol, e hoje em especial treinaremos do lado de fora- ele levantou-se para prender a espada na cintura.

Eu também me levantei para observa-lo sair, as trobetas ainda tocaram por cerca de dois minutos antes de parar, Jooheon puxou de debaixo da cama uma roupa azul e jogou para mim.

-O que é isso?- perguntei

-Suas roupas não são apropriadas para um lugar com objetos tão pontiagudos- ele sorriu e saiu.

Vesti o que ele havia me dado, era como uma roupa de treinamento de épocas em que mulheres também se arriscavam no exército, sai do quarto aproveitando que já havia despertado e vi os soldados juntos andando pelos corredores, haviam sim alguns que não eram boas pessoas e só empunhavam espadas em nome da justiça por causa da glória que vinham com as vitórias, mas também haviam companheiros sorrindo uns para os outros, amigos, andando lado a lado nos corredores, correndo para o pátio de treinamento quando um superior chamava ou apostando uma corrida a cavalo, ver seus sorrisos, por um breve momento, me fez temer uma guerra, mesmo que sequer houvesse menção de uma, ainda assim temi. Ao chegar no refeitório Ji Ha secava alguns pratos sentada a mesa, me juntei a ela pegando um pano e sentando a sua frente.

-O que faremos hoje?- perguntei

-Eles treinaram fora da base hoje- ela sorriu- isso significa que não terá almoço e nem trabalho pra nós.

Eu ri, era um tanto estranho passar um dia sem trabalhar depois de ter acostumado fazer isso durante toda uma vida.

-Onde dormiu essa noite?- Ji Ha perguntou sujestiva.

-Porque quer saber?- eu sorri

-Entao ele é mesmo seu dono?

-Ele dormiu do lado de fora- falei baixo, ela riu.

-Ou talvez você é que seja a dona dele.

-Não somos donos de ninguém, somos humanos- disse orgulhosa de ter esse tipo de relacionamento.

-Ele sempre foi assim- Ji Ha começou- Jooheon nunca concordou com essa regra de vendermos pessoas, mas ele é só um soldado, não pode fazer muita coisa além de seguir o próprio princípio.

Eu sorri, era verdade, ele era diferente, desde o início não tinha tentado ser dono de algo, talvez tenha sido essa sua peculiaridade que fez com que eu confiasse nele.

-Bom...Parece que hoje é um dia de folga.- Falei

-Falou cedo de mais- Ji Ha apontou para a porta aonde o General entrava com uma cesta de lençóis.

O velho se aproximou e colocou a cesta em cima da mesa onde estávamos, depois estralou a coluna cansado da caminha até aqui, já que até onde sei, este era um general aposentado que apenas cumpria deveres em seu escritório.

-Alguém terá que lavar os lençóis- ele falou

-Mas não é os soldados que cuidam de suas próprias roupas- Questionei lembrando-me do que Jooheon havia me dito uma vez.

-Sim, normalmente sim, mas eles não estão aqui hoje e vocês não estão fazendo nada.

-Eu estou secando pratos- Ji Ha se apressou em dizer

Eu a olhei acusadoramente e o general me empurrou a cesta antes de virar as costas e voltar para seu escritório. Peguei o cesto e me despedi de Ji Ha com um breve aceno, sai por um portão menor, usado pelos empregados da cozinha para entrar discretamente no refeitório e segui por um caminho na floresta em busca do arroio, andei um pouco mais do que da primeira vez que havia ido lá mas o encontrei sem me perder, deixei a cesta sobre uma pedra e busquei pela árvore que Jooheon tinha escrito nossos nomes da outra vez.

-direita- Alguém disse

Me virei já sabendo quem era, talvez sua voz tenha ficado ainda mais familiar na minha mente.

-Está me seguindo senhor Jooheon?- Perguntei com as mãos na cintura.

-Não, mas comecei quando você andou mais para a esquerda do que precisava para encontrar o arroio.

Ok, talvez eu tivesse me perdido um pouco.

-O que está para a direita?- perguntei fingindo interesse em uma folha qualquer.

-A árvore com nossos nomes, não era isso que estava procurando?- ele estendeu a mão para mim e eu aceitei.

Ele entrou dentro do rio me guiando por cima de algumas pedras que ficavam com a superfície em cima da água até uma pedra maior no meio do arroio, que se assemelhava a uma ilha.

-Porque eu estaria procurando por isso?- subi na pedra me sentando sobre ela.

-Se não estava, o que tanto procurava no tronco das árvores?-Ele me encarou vitorioso

-Você não estava em um treinamento, o que faz aqui?- desconversei.

-Vim descansar um pouco- Ele se deitou sobre a pedra com as mãos atrás da cabeça.

-A vida de um soldado deve ser fácil então, para até mesmo conseguir fugir de um treinamento para descansar no arroio.- me deitei de frente para ele

-Não tão fácil como a de um camponês, nem tão difícil como a de um escravo- ele se virou para mim também

-E como é?- Perguntei vendo seus olhos me observarem brilhantemente

-Acordamos com o sol, treinamos até nossos ossos doerem e torcemos pra nunca termos que usar nossas habilidades.

-Se não quer usá-las porque entrou no exército?- Questionei

-Eu a vi com Shownu, ele deve ter te contado sobre mim não é?- Ele voltou a olhar o céu

-Sim, vocês não se dão bem?

-Somos amigos- disse como se fosse óbvio- Mas ele está certo, sobre as histórias que ele provavelmente te contou.

-E o que você está procurando aqui, Um caminho ou sangue?- me sentei ao seu lado. Ele fechou os olhos.

-Ser digno- respondeu baixo, quase como se não quisesse ser ouvido.

Eu não o questionaria outra vez, aquela não parecia uma pergunta para se fazer a qualquer momento e ele não parecia querer responde-la, então me limitei a sentir o vento e ouvir o barulho da água que corria.

-Qual sua cor favorita?- Ele perguntou de repente.

-Porque?- O olhei, ele abriu os olhos e continuou esperando uma resposta- Verde.

-Porque?

-Não sei, apenas gosto- Respondi.

-O que gosta de comer?- Eu ri.

-Pão- Sorri- Doce, de preferência

-Que flores gosta?- Ele se sentou estando a minha frente.

-O que fará se souber?

-Guardarei a informação, quem sabe um dia seja útil- ele sorriu mostrando suas covinhas.

-Rosas -Respondi- E você?

-Minha flor preferida?- ele parecia confuso.

-Não - Eu ri- Suas respostas.

-Branco, Não sei, nunca pensei sobre isso.

Eu ri outra vez, era mais fácil fazer isso com ele por perto.

-Como virou escrava?- Ele perguntou sério de repente

-Não há muito o que uma garota sem títulos possa fazer- Eu disse sem graça

-Se tivesse um título, o que gostaria de fazer?

-Talvez pintar-Respondi

-Pintar?

-Sim, com tintas coloridas, daquelas que são usadas para fazer retratos reais.-Falei animada

-E o que pintaria?

-Hum...-Pensei um pouco- A base militar, a floresta, o arroio, talvez você

-Porque?- Ele sorriu- Achei que a base fosse seu castigo

-Ela era, mas você fez não ser, então talvez daqui alguns anos, se a vida sorrir pra mim, ela possa ser apenas uma lembrança em um papel

Jooheon parou de sorrir, mas seu olhar ainda continuava brilhante, talvez eu devesse ter me afastado quando ele levou uma das mãos para tocar meu rosto, mas a mesma parte dentro de mim que gritava que isso era perigoso, também era a parte que fazia eu não querer me mover. Mas assim que ele fez menção de se aproximar alguém começou a bater palmas e nós nos afastamos

-Nem me chamou pra descansar também não é?- Um soldado se aproximava pelo rio até sentar-se conosco

-Quelua este é um dos meus amigos- Jooheon dizia sem graça- MinHyuk

-Oi MinHyuk- O comprimentei.- Será que você poderia me explicar porque milagre Jooheon não me apresentou como lavadeira?- Perguntei divertida

MinHyuk riu da expressão que Jooheon havia feito com meu comentário.

-Ele está querendo te apresentar formalmente cunhada- Ele respondeu

Tanto Jooheon quanto eu o olhamos confusos, na verdade Jooheon beirava ao desespero, e só então MinHyuk pareceu ter percebido do que me chamou.

-Cunhada!?



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