História Vida Nova - Capítulo 7


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Categorias MasterChef Brasil
Personagens Henrique Fogaça, Paola Carosella
Tags Ana Paula Padrão, Farosella, Henrique Fogaça, Masterchef Brasil, Paola Carosella
Visualizações 111
Palavras 1.531
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Hentai, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Demorei 10 meses pra postar e vou fazer a sonsa fingindo que nada aconteceu 💖


Brincadeiras a parte: foi difícil escrever um novo capítulo dessa fic porque eu comecei a escrever ela num momento muito bom, com uma energia muito boa, e não consegui me conectar com essa energia por muito tempo! Mas hoje tive um dia incrível, e me senti bem pra concluir o capitulo que eu tinha começado há muito tempo. Sim, vai ter epílogo, em breve 💖

Capítulo 7 - Parte 7 - 01 de Janeiro


O dia amanheceu lentamente, e Paola sentia com tranquilidade a respiração de Fogaça sob seu corpo. Estava apoiada sobre o peito do homem, e tinha certeza que em algum momento havia pegado no sono, mas agora estava mais do que acordada, e sua cabeça estava um turbilhão, avaliando tudo aquilo o que havia acontecido. Havia transado com seu melhor amigo, e isso mudava tudo. Tinha tantas perguntas em sua cabeça, tentando entender como seria o programa a partir de agora, se seria perceptível, se conseguiria esconder ou disfarçar se alguém perguntasse sobre isso em uma brincadeira. Já era tão difícil responder à essas perguntas quando elas não passavam de especulação, imagina agora que haviam cruzado a linha. Sentindo-se sufocada pelos próprios sentimentos, a argentina se desvencilhou cuidadosamente do tatuado, para não acordá-lo e procurou na mochila que trouxera um shorts e uma camiseta. Por todo o quarto, os sinais da noite passada se faziam presentes, e Paola deveria se sentir incomodada com o estado que ficara seu vestido novo, mas não poderia ligar menos. Rapidamente, vestiu-se e lançou-se para fora do quarto, torcendo  para não encontrar no ninguém no caminho, e agradeceu mentalmente quando chegou à praia e não havia visto ninguém. Sentou-se na areia e deixou sua cabeça trabalhar sozinha. Por segundos, mil possibilidades rugiam ferozmente em sua mente, desde Fogaça entendendo que o que acontecera na noite passada fora só algo incentivado pelo álcool, até o tatuado se dando conta que estava apaixonado e queria estar com ela, num relacionamento. Paola não sabia o que era mais assustador: ser um caso de uma noite ou ver-se apaixonada por seu melhor amigo, embora essa última parte fosse impossível evitar. Há muito tempo sabia de seus sentimentos e tentava a todo custo esconder, reprimir e disfarçar o que sentia. Há alguns anos, desde a terceira temporada do programa, vinha se sentindo diferente a respeito do chef, e mesmo com todos os avisos de Ana Paula, havia tentado ignorar o que estava bem diante de seus olhos. Era impossível disfarçar os olhares e a necessidade dos toques durante as gravações, fossem leves roçar de mãos ou os momentos que se apoiava no homem por algum motivo, e não conseguia ignorar o quanto pensava em Fogaça durante seus momentos de silêncio. 

— O que eu faço agora? — perguntou, em voz alta, para o universo e respirou fundo, encarando as ondas se quebrando na areia. 

— Toma um café comigo — a voz de Henrique atrás de si a assustou, e foi impossível resistir a um sorriso, ao vê-lo se sentar a seu lado, com duas xícaras de café fresco. 

— Obrigada — disse, com mais sinceridade em sua voz, e mais gratidão do que imaginara.

— Hmm, acho que você não ta me agradecendo só pelo café — comentou, fazendo uma careta, e Paola olhou-o com atenção.

— O que que a gente fez Fogaça? — questionou, a voz pingando de preocupação.

— Você quer mesmo que eu explique o que aconteceu? — brincou, tentando desfazer a expressão preocupada da mulher, e quando ela não demonstrou nenhum sinal de divertimento, o tatuado suspirou, encarando a areia por alguns segundos, antes de olhar de volta para a chef — O que aconteceu foi lindo Paola! — começou, a voz firme — Não foi só uma transa, você sabe disso... Foi real, e foi sincero — declarou, e a argentina podia sentir sua respiração acelerar — O que eu te disse em Recife foi verdadeiro! Se você fosse minha, eu nunca te deixaria ir. 

— Eu tenho medo de você perceber que eu não sou tudo isso que você pensa... — Paola sussurrou, e involuntariamente Henrique gargalhou. 

— Paola, eu te conheço há 16 anos! Eu te vi nos seus melhores momentos e eu já te vi na merda — disse, e puxou a mão da mulher para a sua — Eu gosto de você, do jeito que você é — acrescentou, dando de ombros, da maneira mais simples possível, e Paola viu toda sua insegurança e resistência ser quebrada em pedacinhos e levada pelo vento. 

— E agora? — perguntou novamente, olhando-o com carinho. 

— Agora você aceita namorar comigo, e a gente volta pro nosso quarto, pra eu te mostrar todos os benefícios desse relacionamento — respondeu, com um sorriso sincero, e a argentina riu. 

—  Você venceu, eu aceito ser sua namorada — disse, como fingindo dar-se por vencida, incluindo um suspiro exasperado, e ele fez uma careta. 

— Eu não tenho mais idade pra ser chamado de namorado — resmungou, enquanto ela se aproximava.

— Então você admite que tá ficando tiozão? — provocou, a alguns centímetros do rosto do tatuado. 

— Eu não admito nada! — rebateu, aproximando-se ainda mais. 

— Então ficamos assim... Se alguém perguntar, você é o meu romance — e com um sorriso, fechou a distância entre os dois, num beijo arrebatedor, que em segundos tirou-lhes o fôlego, e selou o início oficial daquele romance.

 

 

Depois do primeiro beijo daquela manhã, Fogaça e Paola voltaram para a casa de mãos dadas, e ao entrarem na cozinha, rindo e conversando animados, deram de cara com Ana Paula, parada em frente ao balcão central, com uma cara de poucos amigos. Imeditamente o casal disfarçou, mas o interrogatório veio mesmo assim.

— Posso saber o que aconteceu ontem que vocês sumiram completamente e me deixaram? — perguntou, parecendo irritada — Eu procurei vocês na festa toda, e quando eu fui no quarto, a porta tava trancada e eu não quis incomodar — acrescentou, e os dois se olharam em dúvida, como se avaliassem se era cedo demais para compartilhar a novidade com a amiga. 

— A gente foi dar um passeio — Paola começou, aproximando-se da bancada. 

— Um passeio? No meio da festa? — Ana rebateu — É a primeira vez que você vem, eu queria ter passado mais tempo com vocês, e mesmo assim vocês sumiram — reclamou, e novamente, o casal se entreolhou. Só havia um jeito de deixar Ana Paula feliz. 

— A gente sumiu porque a gente foi transar na praia — Henrique declarou com naturalidade , como se comentasse sobre o clima.

— FOGAÇA! — Paola exclamou, muito alto.

— Ué, foi isso mesmo — respondeu, dando de ombros, e a jornalista parecia em choque.

— Vocês dois... sumiram da minha festa de ano novo... pra transar na praia? — questionou, pausando entre cada frase, como se estivesse absorvendo a história.

— Foi... E o Fogaça agora é meu... romance — a argentina explicou, e Henrique sentiu um formigar na pele ao ouvir Paola explicar que eram um para o outro, uma vontade absurda de tocá-la. 

— O Henrique é seu romance? — a mais velha continuou, ainda parecendo incrédula. 

— Namorado, mas ele acha a palavra brega, e eu também, então por falta de palavra melhor, ficou romance — justificou, e o tatuado fazia uma força imensa para não rir da situação. Para a surpresa dos dois, em um segundo, a expressão de Ana Paula mudou completamente, dando espaço a um sorriso enorme, brilho nos olhos e um gritinho empolgado. 

— Puta merda eu não acredito! Finalmente! — comemorou, surpreendendo os dois chefs pelo uso do palavrão, e praticamente correu para abraçar os dois — Eu sabia que vocês não eram tão burros — e parabenizou o novo casal com um abraço apertado em cada um. 

 

 

— Que bom que a Aninha reagiu bem —  Fogaça comentou, assim que voltaram para o quarto que ocupavam. O tatuado se jogou na cama, e como se já fosse um costume, Paola se ajeitou com a cabeça em seu peito. 

— A Aninha não é problema, ela sempre torceu por nós — respondeu, sentindo a respiração do homem — Problema vai ser o Pato, e os executivos da emissora, e os nossos filhos — enumerou, sentindo o formigar da preocupação voltar a seu corpo. 

— Pft, a Francesca me ama, vai ser mole contar pra ela que eu sou o novo papi na área — brincou, e os dois riram juntos — o João te acha bonita, a Maria gosta de todo mundo e a Oli te ama desde sempre — ponderou, fazendo-a se sentir mais segura. 

— E a Band? — questionou, olhando-o com dúvida.

— Se eles aceitarem bem, beleza! E se não, eles aue se fodam! — disse, dando de ombros — Quero ver fazer Masterchef sem o bonitão aqui, e a gostosona aí — provocou, apertando o quadril da chef, que involuntariamente gemeu, ainda não acostumada a esses toques — Mas agora, eu tenho um assunto mais urgente pra resolver — declarou, a voz assumindo um tom provocador, e Paola entendendo o que ele insinuava, moveu-se com agilidade, colocando-se sentada sobre o quadril de Fogaça em menos de dez segundos. 

— E o que seria esse assunto? — perguntou, olhando-o com desafio, e ele apoiou os dois braços sob a cabeça, adquirindo uma posição confortável, como se estivesse relaxando na praia. 

— Essa madrugada eu servi amouse bouche, entrada, prato principal, entremét e sobremesa .... — começou, como se contasse uma história — E minha cliente disse que agradeceria ao chef... Mas a ingrata ainda não deu o ar da graça — e abriu um sorriso largo. 

— Peço desculpas pela indelicadeza chef... — sussurrou, tirando um pouco do juízo do tatuado ao chamá-lo de chef — Mas eu prometo que vou compensar — continuou, e deslizou seu corpo mais para baixo, em uma posição que dava-lhe acesso livre ao botão do shorts de Henrique, que em menos de um minuto, foi jogado do outro lado do quarto, acompanhado pela cueca box e qualquer pudor da argentina, que levou-o ao paraíso com a boca


Notas Finais


Sim, Paola e Fogaça não vão se chamar de namorado/namorada. Chamo de romance, porque agora sou uma mulher traumatizada com a “instituição” namoro!!!


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