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História Vidas ao vento - Capítulo 4


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Notas do Autor


Boa leitura 💜

Capítulo 4 - 004


Após o curioso jantar com a fértil e divertida família Namizake-Uzumaki, Hinata retornou para Amaterasu Hill e à sua realidade. Por meia hora ficou em sua cama fitando o teto e se perguntando o que diabos era Naruto Uzumaki e por que no mundo ele a fazia se sentir como uma garotinha tola que há muito tempo Hinata não era mais. Ou por que não conseguia esquecer a sensação do rápido e sutil roçar de dedos que noutra ocorreu entre os dois. 

Custou muito até que a jovem conseguisse de fato dormir e quando ocorreu fora acordada apenas com o nascer do sol no dia seguinte.
Hinata costumava acordar cedo, fora assim em Sunagakure e seria assim em Amaterasu Hill. Sabia que a mãe certamente estava tomando café da manhã e a ideia de encontrar Izumi e Itachi não lhe pareceu nada agradável. Até onde sabia a mãe estava começando a se preocupar que o casamento fosse arruinado antes mesmo que ocorresse e bem, não seria surpresa para ninguém. Por outro lado, gostaria de passar um tempo com Sasuke. E como temeu, o irmão não estava lá em baixo como o resto da família, após duas batidas na porta de seu quarto ouviu um entre e assim fez.
Sasuke parecia está prestes a sair quando a viu.

– O que temos aqui – disse Sasuke com um sorriso. Hinata também sorriu. – Fugindo do casal 20?

– Oh, em absoluto. – Novamente os dois riram e ela percorreu o quarto do irmão. Estava tudo arrumado - diferentemente do seu próprio.- Sasuke sempre fora organizado com suas coisas apesar de tudo. –Pretende sair?

Ele assentiu sorridente. 

Hum, sorridente.

Hinata sentou-se no divã carmesim e observou o irmão terminar de vestir seu casaco escuro. Sasuke estava cantarolando baixinho e isso a fez ter certeza, havia uma mulher por trás do motivo de sua repentina saída, mas não havia decido ainda se deixaria ele saber que ela sabia.

– Interessante, até anteontem você parecia concordar comigo sobre essa vinda para o campo ser uma chatice completa.

– Oh, claro. Eu concordo.

Hinata alisou a barra de saia de seu vestido, este era azul como sua mãe tanto adorava, então ergueu os olhos na direção do irmão. Sasuke penteava os cabelos em frente a um espelho. Sua franja estava tão grande que cobria boa parte do rosto. Hinata se perguntou em que momento o irmão resolveu deixar o cabelo crescer.

– E então? – ela prosseguiu com seu plano.

– E então o que? – ele parecia meio aéreo. Certamente pensando na pobre mulher em que colocaria suas garras.
Pobre não, Hinata se corrigiu, nenhuma mulher que se envolvia com seu irmão era alheia ao mundo na libertinagem, e mesmo no campo não era difícil encontrar mulheres dispostas. Contanto que não fosse um moça de honra ou uma senhora casada, Hinata não via problema na devassidão do irmão, bem, até certo ponto.

– Como no mundo se odeia um lugar e cantarola enquanto se enfeita para aprecia-lo?

Sasuke então pela primeira vez desde que se dirigiu para frente do espelho, olhou-a com um ar divertido, seus lábios se torceram em um meio sorriso no estilo Uchiha, algo como um sorriso de canto quase imperceptível se você não estivesse realmente prestando atenção.

– Nunca usei a palavra ódio, irmã. Devo lembrá-la que a única entediada no momento de certo que é você.

Hinata se sentiu na obrigação de retrucar, mesmo não tendo certeza de que seria capaz de competir com Sasuke.

– Está desatualizado, devo informá-lo e ontem estive na companhia de uma adorável família durante o jantar. – Disse Hinata com um sorriso sincero ao recorda-se do jantar na casa do visconde Namikaze.

Sasuke tossiu e atravessou o quarto indo até o seu quarto de vestir para em apenas questão de segundos retocar com um chapéu em mãos.

– E como foi? – ele parecia tenso, mas Hinata achou melhor não comentar.

– Agradável, diferente, divertido... Bom. – E então ela se deu conta de que poderia passar toda aquela manhã usando palavras que descrevesse o sentimento que era uma refeição feliz e ainda assim nenhuma seria boa o suficiente para descrever o que era está entre os Namizake-Uzumaki.

– Então creio que deveríamos visitá-los mais vezes. – A declaração de Sasuke não era exatamente o que Hinata esperava, mas ele acrescentou. – Naruto certamente adoraria a sua companhia.

Hinata inspirou fundo, não gostaria de discutir aquilo, nem mesmo com coisa ou especialmente com ele.

– Ninguém aqui falou sobre casamento, relaxe. – Disse Sasuke rapidamente.

Hinata forçou um sorriso e levantou-se.

– Bem, creio que já o prendi demais aqui, irei me retirar para que possa curtir seu dia como um jovem rapaz solteiro com direito a toda libertinagem que sua masculinidade lhe permite.

– Por que sinto que você está brava?

– Não estou. – E de fato não estava, não com ele.

– Não acredito. – Sasuke cruzou os braços a olhando sério agora.

– Bem, suponho que não posso fazer nada em relação a isso. – Hinata sw dirigiu até a porta, mas o irmão veio logo atrás.

– Hinata - ele disse.

– Me deixe em paz, inferno eu não estou brava com você, mas se continuar me seguindo posso ficar.

Sasuke recuo e Hinata agradeceu. De repente não estava mais com humor para o irmão, não queria acreditar que o motivo era sua sutil menção ao filho mais velho do visconde Namikaze, não gostaria de descobrir que estava chateada por se permitir pensar por um momento que poderia viver com aquele homem. Talvez em outra vida sim, mas nesta Hinata tinha um fardo a carregar e uma promessa a cumprir. E Naruto era um futuro visconde com uma vida brilhante e um futuro abrasador ao lado de uma mulher que fosse capaz de ama-lo e lhe dá algo que Hinata particularmente não poderia, nem mesmo se rogasse a Deus.

Com pensamentos autodepreciativos, a jovem dirigiu-se até o primeiro andar, onde encontrou a governanta que lhe informou que tinham visitas na sala da Condessa viúva. Hinata não estava interessada em receber visitas até descobrir que se tratava da Viscondessa Namizake e uma de suas filhas.
Chegando na sala encontrou-as apreciando um chá com bolinhos ao lado da mãe que parecia especialmente feliz com a visita. Hinata sentou-se ao lado de Ino, uma das irmãs mais velhas, que estava especialmente calada na noite anterior e que sem dúvidas era a mais bonita da família. Não era surpresa que justo ela estivesse acompanhando a mãe em uma visita em uma casa que tinha um jovem solteiro. Oh, Sasuke poderia ser um devasso, mas ainda era um bom partido e até onde Hinata sabia as pessoas no campo - exceto por sua família e certamente Naruto - não sabiam sobre o escândalo com a esposa do banqueiro e mesmo se soubessem, nenhuma mãe casamenteira preferia a chance de ter uma filha na família Uchiha.

– Agradeço que tenha cuidado de minha filha ontem. Foi muito gentil de sua parte, querida. – Disse a condessa para a viscondessa.

– Deixe as formalidades para eventos sociais, pode me chamar de Kushina como nos velhos tempo, Mikoto.

Hinata piscou várias vezes espantada. Jamais em seus vinte e quatro anos de vida ouviu uma alma viva chamar sua mãe pelo nome de batismo. Nem mesmo o velho conde a chamava assim, era sempre algo brusco como "minha senhora" ou "dona condessa" e até "mulher", mas jamais Mikoto.
Mikoto era um belo nome e combinava tanto com sua mãe.

– Bem, já que insiste. Mas de qualquer forma obrigada, Kushina. – As duas sorriram e continuaram a falar sobre os velhos tempos.

Hinata estava encantada em saber que antes de se converter a condessa, a mãe fora uma aventureira que matava o seu tempo subindo em árvores e devolvendo passarinhos aos seus ninhos. Era fácil ver a viscondessa assim, mesmo que já estivesse na casa dos quarenta, sua aparecia e jovialidade deixava claro que sempre fora uma mulher eufórica e cheia de energia, tal como Naruto e pelo menos três de suas filhas. Hinata conseguia se lembrar das gêmeas cheias de animação para aproveitarem um dia no lago ou em uma poça de lama, a discussão jamais saiu deste ponto. E também da mais velha, Ten Ten, que parecia ter lustres nos olhos de tanto que brilhavam. Mas sua mãe, oh. Imaginar a recatada e educada condessa viúva fazendo traquinagens, Hinata não fora capaz.

E então, levou sua atenção a Ino, a que decidiu chamar de "beldade do campo", era de fato a que mais se diferia das irmãs, não pela beleza - afinal todas eram belas a sua maneira -, mas Ino estava mais para completamente entendida. Hinata conhecia aquele olhar como ninguém.  E pensando que as duas melhores amigas de infância continuarem a conversar com tanta empolgação como estavam agora, até o fim do dia a viscondessa sairia de Amaterasu Hill com um contrato de casamento e era certo que Hinata como uma boa julgadora de casais - coisa que ela havia acabado de inventar - precisava saber se aquela bela garota a sua frente era a pessoa ideal para seu irmão. Mesmo quando todas as células do seu corpo gritavam que não, ela convidou a Srta. Ino para um passeio pelo jardim de sua mãe. Hinata nunca fora especialista em flores e esperava que Ino não decidisse falar sobre elas, isso se a garota planejasse abrir a boca.
No entanto quando puseram os pés fora da casa a loira voltou-se para ela e disse.

– Deve saber que não quero me casar com seu irmão, perdoe-me se isso parecer um pouco rude, mas lhe peço para que lhe implore para escolher outra moça, realmente não estou interessada.

Hinata tentou se manter seria, mas fora difícil quando a pobre Srta. Ino parecia tão desesperada. Ora, Sasuke poderia ficar deprimido se soubesse quão desolada uma jovem teria ficado em apenas pensar em casar-se com ele.
De todo modo Hinata lhe mostrou um sorriso tranquilizador e as duas seguiram até o jardim juntas.

– Não se preocupe, meu irmão não pretende se casar tão moço. – Ino sorriu abertamente e Hinata não conteve uma risada.

– Que alívio.

– Estou vendo.

Hinata se manteve rindo, Ino fez o mesmo até que Neji fez sua presença conhecida e as cumprimentou cordialmente antes de adentrar Amaterasu Hill.
Hinata viu a cara de desgosto da Sra. Ino e não deu ouvidos ao bom senso sobre está sendo indiscreta e questionou.

– Algum problema com o primo Neji?

Ino a olhou severamente e riu, fora um riso amargo que fez Hinata entender que algo havia acontecido e ela esperava que não fosse o pior.

– Seu primo passou uma temporada inteira cortejando minha irmã, Ten Ten. Todos esperávamos um pedido de casamento e não houve nada. Sabe o que dizem as más línguas? – Hinata sabia, mas não estava certa se deveria responder. – Que ele tomou liberdades.

– E tomou? – fora uma pergunta idiota, mas ela precisava saber, pois se fosse o caso daria um jeito de fazê-lo reparar sua irresponsabilidade. Nenhuma moça merecia a vergonha de ser apontada na rua como desfrutável, muito menos alguém tão amável como a Srta. Ten Ten Uzumaki.

– Não, é óbvio que não! – Ino começará a ficar vermelha e Hinata achou melhor mudar de assunto.

– Bom. – Ela pensou um pouco, mas a única coisa que viu fora uma muda de jacintos e amaldiçoou-se pelo o que disse a seguir: – Os jacintos de minha mãe não lhe parecem encantadores?

– Oh, com toda certeza. – Ino animou-se, para o desespero de Hinata a jovem parecia gostar do assunto. – Possuem um jardineiro particular em Amaterasu Hill?

Hinata suspirou discretamente, pelo visto passaria o resto daquela manhã conversando sobre as malditas flores com a Srta. Ino.

– Temos sim, dois na verdade. 



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