História Vidas Entrelaçadas - Capítulo 16


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Categorias Naruto
Personagens Naruto Uzumaki
Tags Naruto
Visualizações 39
Palavras 3.695
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Ecchi, Hentai, Luta, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 16 - Ácidos e Trovões


Sue sentiu que estava livre do pergaminho. Estava zonza e tentou se levantar, mas não conseguiu.

– Mas...? – Sussurrou Sue sentindo amarras em seus pulsos, enquanto estava de joelhos. Iria quebrar aquilo, porém quando tentou, sentiu seu corpo amolecer e doer.

– Se eu fosse você, não me mexeria!

Aika surgiu num canto da sala sem nenhuma expressão. Sue respirou fundo. Tentou controlar seu chakra, aquelas amarras estavam sugando seus chakra pouco a pouco.

** Sue, e agora? E quando seu chakra acabar? Você não será mais uma shinobi! Posso me livrar disso rápido! **

** Não Kitana! Ela me prendeu aqui por capricho e não vou expor você a uma maníaca depressiva! Vou usar um Senjutsu e encher essas amarras de energia da natureza. Como é só um objeto, não tem problema! Posso deixar uma trava e quando me soltar usarei essa reserva. Não posso sair daqui antes de saber do Naruto e do Tai-Nii-San!**

Kitana se calou, reunindo chakra. Sue já conseguia entrar em Modo Sennin sem precisar se concentrar muito.

– O que você quer? – Pergunta Sue ríspida, até levar um soco no estomago de Aika

– Você roubou o Corvo de mim! – Aika disse numa raiva profunda.

– Não o roubei! Ele é meu irmão, sua...

Sue sentiu uma kunai atravessar seu ombro com força. Ela não gritou. Apenas fechou os olhos fortemente enquanto Aika ria.

– Sabe... Tenho um Gekkei kekkai mas nunca vi um igual ao seu... – Fala a loira, vendo o corpo de Sue se recuperando do corte e fazendo a kunai cair – Cura muito rápida...

** Kitana, não se meta! **

** Cala a boca Sue, não vou deixar você se machucar por causa dela! Me deixe ajudar pelo menos, já que você não quer sair disso e meter a porrada nela! **

** Não é que eu não queira. Não posso. Mesmo com seu chakra, meu corpo está exausto por conta dos Genjutsus. Estou cansada e não saberia usar o chakra direito. **

Sue mordeu o lábio ao sentir Aika perfurá-la com várias agulhas na barriga. Uma atrás da outra, mais funda que a outra. Sue sentia uma dor alucinante mas tentava a todo custo continuar a linha de raciocínio e dar energia da natureza para as amarras. Num salva-guarda de chakra.

– Quase não há sangue... – Surpreende-se Aika, passeando os dedos pela barriga de Sue. Deu-lhe uma tapa e ameaçou enfiar uma kunai em seu olho:

– Você é minha agora e vai viver até quando eu quiser!

Alguém entrou na sala abaforido. Aika limpou as agulhas no kimono:

– Yoko! Como ousa entrar aqui? – Reclama a loira irritada para uma mulher mediana de longos cabelos negros.

– Perdão Aika-Sama! Mas venho avisar que Corvo e o ninja estão aos pés da montanha!

– Tão rápido? Mande meus soldados e guardas! Imobilize se possível, mate se necessário o Corvo. O ninja não me interessa!

– Naruto-kun! – Sussurrou Sue nervosa. Kitana suspirou pesado. Orava para que Kurama não fizesse nada estúpido.

– Yoko, venha cá! – Aika chama numa voz apática.

Aika dá-lhe um golpe na testa e outro no peito, fazendo a mulher cair num baque surdo. Yoko levantou-se rápida. Sua pele cinza, seus olhos negros e suas Iris brancas.

– Pode ir também – Aika ordena com uma voz roufenha.

Yoko sai da sala apressada.

– Vamos brincar um pouco mais... Vamos ver se você aguenta até o Corvo chegar! – Aika gargalhou como uma maníaca.

Num movimento rápido, Aika fez dois cortes profundos nos pulsos de Sue, a fazendo gritar loucamente. Ela perfurou perto de sua clavícula, fazendo escorrer muito sangue.

– Agora sim, vejo que você está sofrendo... Mas ainda não sinto!

Meteu-lhe um soco na boca, fazendo Sue cuspir sangue. Sue sentiu o corpo amolecer e perdendo os movimentos. Percebeu que as agulhas de antes tinham algum tipo de veneno.

– Eu bloqueei seu chakra. Além das amarras e correntes, o veneno que lhe apliquei vai fazer seu chakra sumir em horas! Não vai passar de uma vadiazinha qualquer sem chakra! – Ri Aika – Uma pessoinha comum. Uma cadáver comum... – Aika cantarolava enquanto rodopiava pela sala.

** Sue, me deixe matar essa vaca desgraçada! Você está perdendo sangue demais! ** Kitana já estava à beira do colapso. Queria terminar aquilo de uma vez. Estava temerosa que Kurama aparecesse e destruísse tudo.

** N-não... Me cure, mas bem devagar. Ela pode ser uma puta, mas é esperta. Sacou meu poder de cura. Se ela continua e descobre você... Aí estaremos ferradas! Droga de veneno, tá realmente diminuindo meu chakra! Mas não tão rápido como ela pensa. Saco! **

** O que faremos Sue? ** Kitana estava desesperada. Não conseguia entender a linha de raciocínio de Sue.

** Deixa o efeito dopante dessa merda sumir e eu vou dar um jeito nisso. Tá bem? Tanto eu como você queremos muito dar na cara dessa fodida até que nem um espelho consiga refletir. Mas não sei onde o Naruto está. E se matarmos ela e seus comparsas pegarem Taito e meu Naruto como reféns? Que merda... ** Sue estava cada vez mais zonza.

** Kitana? **

** Sim? **

** Quando eu sair daqui, me lembre que eu tô muito puta com o Tai... E vou fazê-lo se tornar eunuco! **

Sue desmaiou.

***

Chegaram aos pés de uma montanha coberta com uma densa mata de difícil acesso. Naruto sentiu seu corpo esquentar e sua cabeça ficar mais leve.

## Kyuubi? O que você está fazendo? ##

## Acostume-se com a sensação. Não quero que você perca o foco ao usar meu chakra e acabe machucando Sue. Vamos entrar e resgatá-la o mais rápido que pudermos. Seus sentidos vão ficar mais aguçados, lembra do treino que ela te deu? ##

## Sim, de ficar mais atento aos sinais da natureza e... ##

– Naruto, abaixe-se! – Alerta Taito.

Naruto esquiva-se de uma kunai envenenada que fica presa em uma árvore. Tai usa sua katana e desvia de várias outras. Eles são rodeados por shurikens e uma quase acerta o pé esquerdo no ninja.

– Puta merda! Sai daqui! – Avisa Taito pulando para um ganho próximo. Naruto faz o mesmo. O lugar onde estavam agora sofria uma explosão das shurikens.

## Você vai ter uma amostra do meu poder, moleque! Use-o bem! ##

Naruto sente o selo arder e seus olhos ficarem vermelhos. Ouvia os inimigos ao longe, cinquenta deles. Taito surgiu atrás dele.

– Já tava na hora da Kyuubi dar uma força! – Sussurra o samurai.

– Tem cinquenta deles mais acima, Tasuki! – Diz Naruto sentindo o chakra deles – Ninjas de combate de curta distância. Kunais. Alguns explosivos – O Uzumaki fecha os olhos, sua audição tão aguçada que lhe dava calafrios.

– Ok! Está ficando escuro e isso não é da noite, cara! Vamos avançar e meter a porrada naquela puta da Aika! – Rosna Tai pulando para o chão num salto silencioso. Naruto o segue. Começam a correr se desviando de kunais.

– Alto! Tenho ordens para não os deixar passar!

Os dois param mais a frente, sendo cercados por ninjas. O shinobi de cabelos azuis saiu das sombras.

– Olha só, o pau mandado da puta! – Desdenha Tai com um sorriso zombeteiro.

– Mais respeito com a Aika-Sama! – Berra o garoto, fazendo um selo com as mãos e correndo para Tai. O samurai esquivou-se e cortou o rosto do garoto levemente.

– Moleque, não quero te matar. Só a Aika. Me diz onde ela tá e...

Tai parou de falar. Foi acertado com um Kage bunshin do shinobi no estômago. Da sua boca só saiu sangue. Naruto iria defendê-lo, mas foi cercado por vários ninjas:

– O samurai é meu! Eu vou matá-lo! – Decretou o garoto – Eu sou Hayato Naoto e irei defender a honra de Aika-Sama até a morte!

Tai viu que seria só entre os dois e se preocupou se Naruto daria conta do resto. Mas não tivera muito tempo para se preocupar, Naoto tentou dar-lhe um chute, mas Taito defendeu com maestria com o antebraço.

– Quem é você, otário? – Perguntou um dos guardas a Naruto.

– Não te interessa quem sou, vim resgatar a Sue! – Responde Naruto, ríspido.

– A Fênix? Nossa! Aquela garotinha aguenta vocês dois de uma vez? Isso que é uma puta de verdade! – Provoca o outro.

– CALE A BOCA!

– Sabia que a gente devia ter aproveitado mais aquela moleca... Muito gostosa!

Kyuubi se apoderou de Naruto num ato de pura fúria e começou a espancar o guarda que havia dito isso. Soco atrás de soco enquanto Naruto assistia num prazer imenso dentro de si. Os outros guardas tentaram ajudar, mas foram pegos no chakra da raposa:

– A SUE É MINHA! – Berra Naruto misturado a voz de Kurama.

O chakra de Naruto iluminava todo aquele lugar. Segurou dois guardas pelo pescoço, sufocando-os cada vez mais:

– Como ousam falar assim da minha mulher? – Pergunta Kurama furioso. Suas caudas sufocavam os outros guardas e os queimava em contato com o seu chakra.

Naruto já apresentava garras que perfuravam a pele dos homens que sufocava:

– Não vou ter piedade de quem machucar a minha Sue-chan! – Decreta Naruto agora, seu olhar cada vez mais vermelho. Arrancou as cabeças daquele guardas em um só golpe. Seus dentes cada vez mais salientes. Os outros guardas tentaram fugir, mas não conseguiram. Naruto acertou um Rasengan muito poderoso neles, os deixando destroçados. Kurama riu satisfeito ao ver aqueles idiotas mortos.

## Santo Kami, o que eu... Fiz? ## Pensou Naruto em estado de choque.

## Eu matei eles, moleque. Você não teve culpa nenhuma. Não matou ninguém. ##

Kurama sabia que Naruto teria essa crise de consciência. Nunca havia matado ninguém. Kyuubi reconhecia essa natureza pacífica de Naruto e até achava engraçada. Lembrava sua Kitana. Kurama só não queria que o Uzumaki sucumbisse a dilemas morais justamente agora. Kyuubi se apossaria do garoto, se fosse necessário. Nada e nem ninguém ficaria entre ele e sua Inugami. Não mais.

## Não acho errado o que fiz. A morte foi pouca pra eles. Não admito que falem mal da minha Sue. E matarei se precisar, para tê-la comigo de novo! ##

Kurama sorriu dentro do garoto. Será que o amor seria responsável por uni-los? Era tão irônico que dava vontade da Raposa gargalhar. Algo tão puro, um sentimento tão nobre seria culpado de fazer aquele moleque se parecer com ele? Sentir um prazer em ver gente morta? Em matar?

Kurama estalou a língua. Não. Naruto nunca se renderia a isso. Vingança, mortes... Ele titubearia em algum momento. Mas esse momento não seria hoje. Kyuubi riu. Ele esperaria.

Kurama olha para Tai que estava numa batalha nada fácil contra Naoto. Ele era rápido e Tai realmente sabia dar umas porradas. Parecia bom em taijutsu, apesar de ser um samurai.

## Naruto, vá ajudá-lo! Vou reunir mais chakra caso precise ##

Tai tentou golpear Naoto com a espada, mas não conseguiu. Caiu de joelhos completamente tonto. Seu corpo não conseguia obedecer a seu comando. Naoto o puxou pelos cabelos, pegou a espada e mirou no pescoço do samurai:

– Vou degolá-lo e dar sua cabeça para Aika-Hime!

** M-Merda, não consigo me mover. Meu corpo pesa como chumbo! Meus movimentos parecem que foram bloqueados! ** Pensa Tai sentindo cada centímetro do seu corpo doer, como se estivesse em ebulição.

– Rasengan!

Naoto foi atingido em cheio pelo golpe de Naruto, dando de encontro com uma arvore. Seu sorriso tingido de vermelho. Naruto agora emanava o chakra de Kyuubi:

– Você tá bem Tai? – Naruto perguntou um tanto confuso com a súbita letargia do amigo. Tai balançou a cabeça, negando.

– N-Não... O fodido fez a-alguma... C-Cois... – Balbuciou Tai, caindo ao chão. Controlava os berros. Seu corpo cada vez mais quente.

Naruto estava em pé, ao lado de Tai. Encarou Naoto que caminhava tranqüilo em direção a eles.

– A minha habilidade é o shakuton (calor), samurai! Posso esquentar qualquer líquido, fazê-lo entrar em ebulição. Eu fiz isso com o seu sangue. Não vai poder se mexer e vai morrer queimado vivo! – Riu Naoto.

Tai respirou ofegante. Não queria apelar para aquilo, mas teria que fazer:

– N- *cof,cof* Naruto... Atrasa ele pra mim por dois minutos? – Pede Tai tentando se levantar. Que merda, ter que usar a porcaria da técnica. Ele subestimou demais o putinho da vagabunda. Malditos ninjas!

– Vou é te tirar daqui! Você tá muito...

Naruto não terminou, levou um chute no rosto de Naoto. Ele era rápido.

– JÁ DISSE QUE O SAMURAI É MEU! MEU! EU VOU MATÁ-LO!

Tai se ajoelhou e segurou o abdômen. Toda a dor vinha dali. Rasgou seu kimono e viu um selo em forma de X em sua barriga. Ele soltou uma risadinha irônica.

– Esse selo vai te seguir sempre, até a morte! Nada pode tirá-lo ou desativá-lo! Só eu! – Naoto se vangloriava de seu feito.

– Então é desta merda que vem o seu “jutsu”? – Fala Tai tocando no X e berrando em seguida – Uau, essa porra dói! – Ele se lembra do soco do bunshin de antes a associou a isso. Moleque idiota, mas brilhante!

Naoto chutou Tai, mas o samurai defendeu o golpe.

– Shakuton, né? Vamos ver... – Fala Tai entre dentes.

– Tajuu, Kage bunshin no jutsu!

Naoto foi golpeado por vários Narutos. Tai se arrastou e pegou sua lamina:

– Shakuton, kukofu sumu! (calor, superação pela dor!)

Naruto arregalou os olhos. A katana de Tai foi envolta com uma luz azul fraca. O Uzumaki reconheceria aquilo. Era chakra!

– Tai... Você é...? – Pergunta Naruto enquanto seus clones lutavam.

– AAAAAAAAAAAAAAAAARGH!

– TAI, PARA COM ISSO!!!

Taito perfurava sua barriga, cortando a pele que tinha o selo. O sangue jorrando e soltando fumaça. Naruto tentou impedi-lo mas seus pés não saíam do lugar.

## Kyuubi? ##

## Proteja o Tasuki! Ele sabe o que faz! Concentre-se no Naoto! ##

## Ele tá se flagelando! Vai se matar! ##

– AAAAAAARGH! SÓ MAIS UM POU-POUCOOOOOOO!

Tai conseguiu cortar a pele da sua barriga e tirar o X de si. Jogou a pele em qualquer lugar, enquanto o ferimento estava exposto e sangrando. Uniu os indicadores e os dedos mínimos com os olhos fechados:

– Kinjutsu, Kanzen heisa! (Jutsu proibido: Fechamento!)

O ferimento foi fechado por completo, com uma pele nova no lugar. Naruto olhou assustado:

– I-Isso é um jutsu proibido! Você é shinobi também? Como?

– Depois falamos... Temos que matar um fodidozinho virgem! – Fala Tai sorrindo sádico.

Naoto estava fraco. Havia recebido vários golpes dos clones. Naruto sentia seu chakra cada vez mais potente.

– Não vou morrer agora, Corvo! – Ri Naoto cuspindo sangue.

– Kinjutsu: Santon, Toketa kokoro! (Jutsu proibido: Ácido, coração derretido!)

A mão esquerda de Tai ficou verde e perfurou o peito de Naoto. Movendo-se dentro dele.

– Uma aula de anatomia, moleque! Isso é seu pulmão! – Um berro de dor soou pela noite – Isso é seu... Hum... Fígado! – Mais um berro, Naoto cuspiu sangue negro – Ah, suas costelas! – Fala Tai arrancando duas costelas do garoto, o fazendo desmaiar.

– Acorda filho da puta! – Berra Naruto, metendo um soco no rosto de Naoto. Ele acorda fraco. Naruto o levantando pela gola do kimono:

– Onde está a Sue? – Pergunta Naruto. Seu olhar cada vez mais vermelho.

– Jinchuuriki da Kyuubi!

A voz soou pela floresta. Naruto não largou Naoto. Tai ajeitou a katana nas costas.

– Quem está aí? – Ordenou Tai – Apareça, maldito!

Yoko surgiu no meio da clareira, aqueles olhos arrepiaram Tai.

– Como você sabe que sou... – Começa Naruto. Seus olhos agora voltando ao safira costumeiro.

– Leio mentes! – Revelou ela sem expressão. Seus olhos indo de Tai para Naruto - Você é uma desgraça Naoto! Não conseguiu parar esses dois? – Desdenha Yoko.

– Vá embora vadia! Vou matá-los em nome de...

Naoto sentiu um golpe em sua coluna. Naruto nem viu Yoko se aproximar. Largou o garoto enquanto Yoko retirou sua coluna de uma vez do corpo, só restou uma estranha carcaça de Naoto. Tai preparou-se para o ataque.

– Você não fará nada mais, verme! – Decreta Yoko jogando os ossos para o lado e encarando os dois agora – Prontos?

– Naruto, tome cuidado! Ela está sendo controlada pela Aika! Esses olhos são a marca do controle de Aika! É o Gekkei Kekkai dela!

Naruto posicionou-se. Yoko riu. Tai estava puto que aquela desgraçada tinha uma velocidade incrível e que havia cortado e fodido o moleque de forma assustadora.

– Vai me atacar com o chakra da Raposa? Que original! – Critica Yoko sumindo em uma fumaça. No segundo seguinte estava sufocando Tai.

– Tasuki! – Alerta Naruto já tarde. Tai segura as mãos de Yoko tentando se livrar.

– Kinjutsu, Santon! (jutsu probido, ácido!)

Yoko larga Tai sentindo as mãos queimarem. Naruto reúne chakra de Kyuubi nas mãos, dando-lhe um soco altamente potente. A garota começa a rir estando ao chão.

– Hummm... Interessante! – Aqueles olhos faiscaram, seu rosto completamente deformado. Várias bolhas haviam surgido e seu olho esquerdo havia derretido, só sobrando um buraco – Contra-ataque!

Ela sumiu rápida. Tai aproximou-se de Naruto:

– Cara, tenho que acertar o olho dela! Aika pode ver a gente por ele, a porra do ácido só derreteu um. Se conseguir deixar ela com o olho fechado será um problema a menos! – Alerta o samurai – Aika faz o chakra do seu “fantoche” aumentar e controla todos seus movimentos e ataques. Não acho bom ela ver nossos golpes, senão vai saber como evitá-los!

– Kinjutsu: Denkigōmon! (Jutsu proibido: Tortura elétrica!) – A voz de Yoko atravessou a noite.

Naruto e Tai sentiram o corpo sofrer uma forte descarga elétrica que vinha das mãos de Yoko. Ambos gritaram de dor enquanto Yoko ria descontrolavelmente.

O ataque parou e ela sumiu. Tai levantou-se e ajudou Naruto a levantar-se também.

– Mas que porra foi aquela? – Berra Naruto sentindo os músculos tensos pelo ataque. Kurama rosnava dentro de si. Ah, como queria comer carne fresca... E aquela vadia daria um belo lanche.

– Ataque de raio. Merda, meu corpo tá cheirando a queimado! – Brinca Tai.

– Ela sumiu! Como vamos detê-la?

– Tenho um plano! Mas... – O samurai terminou de falar ao ouvir um farfalhar próximo – Vamos nos esconder! – Sussurrou.

Correram mata adentro, sentindo Yoko cada vez mais perto. Os raios agora caiam do céu próximos a eles.

– Ela não consegue lançar os raios das mãos se estiver muito longe e os que ela faz cair do céu não tem precisão se ela não nos vê! – Avisa Naruto. Taito sorriu. Naruto tinha sacado rápido.

– É, você foge da exceção da regra dos loiros! Parece que tem miolo nessa cabeça! – Provoca Tai

– Cala a boca! – Responde Naruto rindo.

– Ok, vamos parar aqui! – Fala Tai parando em um galho – Consegue sentir se há mais algum inimigo por aqui?

Naruto respirou fundo, seus olhos rubros agora.

– Não há mais nenhum inimigo. Só a maluca dos raios. A mansão está perto. Uns 100m, mais ou menos. Sem armadilhas – Seus olhos azuis novamente.

– Ótimo! Só temos que paralisar a relâmpago! Você vai distraí-la e eu acabo com ela! Faça clones, sei lá! – Fala Tai pegando a espada e colocando chakra na lâmina.

– Por que você nunca disse que era um shinobi? – Pergunta Naruto

– Olha, vamos deixar isso entre a gente, ok? É uma história longa e a Sue não sabe e nem precisa saber disso. Depois te explico e...

Uma explosão os fez cair da árvore. Yoko estava atrás deles com um sorriso sádico.

– Não vai adiantar muito se ela puder ler nossas mentes, lembra? – Sussurrou Naruto para o Samurai. Tai se levantou com dificuldade. Ela caminhava calma em direção a eles. Ela jogou mais um ataque elétrico. Os dois agonizavam no chão, o choque ameaçando explodir seus órgãos e seus globos oculares. Naruto tentava concentrar chakra enquanto kyuubi queria que a vagabunda se aproximasse um pouco mais para um golpe certeiro.

## Aguente mais um pouco, moleque... ##

Yoko estava bem perto dos ninjas. Sorria contra feita. Esperava mais do Jinchuuriki da Kyuubi. Não passavam de homens medíocres e pequenos...

Mas ela não esperava que Tai se levantasse num pulo e com um golpe de sua mão coberta de chakra, decepou-a certeiramente. Sua cabeça rodopiou, espalhando sangue na macabra dança até o solo. Naruto sentiu o corpo voltar ao normal, enquanto olhava boquiaberto Tai.

– Acho que quebrei o mindinho nesse golpe. Preciso controlar e economizar chakra, tô no meu limite, cara! – Comenta Tai massageando o pulso e caminhando para a katana que havia caído longe na explosão.

Começava uma fina chuva ali, o chão avisava que cederia pela erosão provocada. As árvores agora estavam com suas raízes expostas, ameaçando prender os ninjas.

– Droga, seu mato super crescido! Solta minha perna, caralho! – Berra Tai para uma raiz que se enroscava cada vez mais em sua perna direita. Aquelas árvores tinham vida própria! Estavam sedentas de sangue.

– Usa sua espada! – Berra Naruto tentando desvencilhar um galho de seu pescoço. Era o ataque das plantas assassinas, pelo visto!

– Ah é! – Fala Tai sorrindo bobo. Havia se esquecido da katana. Pegou-a das costas e cortou a raiz que o cercava. Foi em direção à Naruto.

– Fica parado, porra! Como vou cortar esta merda? – Berra Tai com raiva. O galho tentava sufocar o ninja, enquanto o balançava para os lados. Naruto estava de olhos arregalados, sufocando a cada segundo.

– COMO VOU FICAR PARADO? ESSA ÁRVORE QUER ME MATAR!

– Mas tá foda de cortar sem te cortar... – Comenta Tai olhando o galho balançar Naruto numa cena macabramente hilária.

– Se você pensar muito eu vou morrer, desgraçado! – Fala Naruto sufocado. Tai ainda olhava, visivelmente preocupado em não machucar o Uzumaki. Ele pensou rápido e berrou:

– Tai, os peitos da Sue-chan são tão macios!

– NANI??? V-VOCÊ... AAAAAAAAAAAAAAAAH!

Tai estava furioso, colocou todo seu chakra na lâmina e cortou a árvore em pedaços. Naruto foi ao chão, sentindo ser puxado pela gola da jaqueta. Viu um Tai trêmulo e realmente furioso.

– Você fez o quê, Uzumaki? – Disse Tai com a mão verde de chakra. Naruto sorriu cínico:

– Tinha que dizer algo que você cortar aquilo, não?

Tai o olhou desconfiado. Soltou-o.

– Espero que não tenha feito isso e muito menos queira fazer... Você sabe com meu “toque” é de derreter... – Fala Tai guardando a espada.

– Cara, essa piada foi medíocre! – Comenta Naruto rindo.

– Verdade... Bom, só falta a gente ir à mansão e pegar a Sue. Sem guardas. Só a gente...

– E a Aika! – Comenta o Uzumaki com o olhar rubro – A morte vai ser pouco pra ela. Se depender de mim...

– DE NÓS, UZUMAKI! De nós... – Confirma Tasuki, rindo sadicamente enquanto tamborilava os dedos cheios de ácido pelas árvores que restaram, fazendo várias caírem.

 



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