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História Vidas entrelaçadas - Capítulo 31


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Notas do Autor


EU VOLTEEEIII!!!!

É isso ai, no wattpad só faz uma semana desde que postei o ultimo capitulo mas aqui no spirit faz mais... Bem mais...

Eu não sei quando vou postar outro, então aproveitem e me desculpem por demorar...

Enfim! Boa leitura e até lá embaixo!

Capítulo 31 - Capítulo 30- De volta para casa


Fanfic / Fanfiction Vidas entrelaçadas - Capítulo 31 - Capítulo 30- De volta para casa

Estou pronto.— Jeongguk disse abraçando um travesseiro. Fechou os olhos sentindo um cheiro leve de pinho e canela inundar o cômodo, lhe acalmando.

—Tem certeza? Podemos fazer isso outra hora.— o alfa proferiu calmo, jogando os próprios cabelos para trás.

—Tenho. Uma hora ou outra teria que fazer isso. Se quero ter uma boa relação com Taehyung, preciso dar um jeito nisso de uma vez.— ao dizer isso, o ômega mordeu a fronha do travesseiro.

—Certo...— Namjoon suspirou pesado.— Então, me diga qual foi a primeira memória.

—Meu primeiro cio estava prestes a chegar. Era noite e eu estava em meu quarto quando aconteceu. Na nossa casa não tinha muros ou cercas, não era necessário afinal... Então, eu comecei a sentir uma dor forte e só pensava em me aliviar.— engoliu em seco conforme falava.

"A janela estava aberta e estava frio, mas mesmo assim eu sentia calor. O vento gelado batia em meu corpo suado e me causava diversos arrepios.

Eu me lembro que ele entrou pela janela e amarrou um pano em minha boca. Eu me debatia e tentava afastar Hyungsik, mas parecia inútil. Meu cheiro ficava cada vez mais forte e eu via aqueles olhos amarelos me devorarem... Eu via os pensamentos sujos em suas íris...

Ele sussurrava perversidades em meu ouvido enquanto tirava minhas roupas, dizendo que eu iria ser dele custando o que custasse. Em algum momento, eu desisti de lutar. Parecia que ninguém sentia meu cheiro e meus gritos estavam abafados pelo pano em minha boca.

Eu não queria parar de lutar, mas já não aguentava mais. Meu corpo estava cansado e implorando por descanso. Eu sentia o membro daquele nojento se esfregando em mim e quando achei que minha vida estava acabada, meu pai arrombou a porta do quarto, mas não a tempo suficiente.

Hyungsik já havia fugido.

E eu estava chorando, sentindo o cheiro de tabaco por todo o meu quarto e corpo. Nem mesmo o cheiro de meu pai e minha mãe conseguiram me acalmar e por dias a fio não consegui dormir."

Jeongguk...— Namjoon chamou pesaroso. Sabia que seu primo havia sofrido, mas nunca soube a história completa.

—Esta tudo bem... Já passou...— murmurou secando as finas lágrimas de seu rosto.— Depois houve o incêndio... E só tive pesadelos com isso nos anos seguintes, imaginando quantos outros ômegas sofreram mais do que eu... Quantas vidas foram destruídas...

—Olhe pelo lado bom... Todos foram vingados. Aquele homem nunca mais poderá fazer mal a ninguém, nem mesmo nas próximas vidas. E depois de dois meses de terapia, você conseguiu falar sobre isso.— Namjoon sorriu torto, sentindo a dor de seu primo.

—Eu andei conversando com o Tae... Sobre isso... Chorei por noites a fio até finalmente conseguir falar com ele...— murmurou abraçando o travesseiro mais forte. Já fazia um mês que Taehyung havia lhe deixado novamente, e faltava um mês ainda para terminar o treinamento e enfim voltar para os braços de seu amado.

—Isso é muito bom também, melhora a confiança um no outro. Assim podem construir um relacionamento saudável com confiança mútua.— agora o sorriso do Kim era verdadeiro, não torto como antes.

—Tem algo a mais também... Eu não lembro de uma parte da minha infância. Eu sei que salvei a vida de Taehyung e já tive vários sonhos com um lobo negro esmagado por pedras, mas não consigo lembrar do que aconteceu exatamente naquele dia...— Jeongguk fez um biquinho chateado. Só queria poder se lembrar do dia em que teve seu destino traçado ao lado do alfa.

—Bem, referente a isso não tenho muito o que fazer. Mas, ouvi lendas que quando um alfa marca seu ômega, todas as lembranças de vezes que se encontraram sem saber nessa vida, voltam a tona. Tudo, literalmente. Se passaram ao lado um do outro na rua, se foram ao mesmo tempo em algum lugar, se haviam se encontrado antes e a memória se perdeu...— Namjoon não era do tipo que acreditava em lendas, portanto o ômega se surpreendeu com aquilo.

—Mas você não acredita nessas coisas... Nessas lendas.— resmungou apertando o travesseiro.

—Não é assim também. Eu não acredito nas lendas referentes ao surgimento dos Grandes Lobos. Há uma parte restrita em algumas bibliotecas, onde tem livros do Antigo Mundo e relatos dos primeiros humanos com descendência lupina, abençoados pelos nossos Grandes Lobos. Não acredito nas lendas que inventam sobre isso, pois sei a verdade. Lendas referentes a memórias recuperadas com marcas seladas fazem sentido para mim. Os Grandes Lobos trabalham de modo curioso referente a almas gêmeas.— deu de ombros com um sorriso no rosto.

—Então só tenho que ser marcado pelo Tae e então recuperarei minha memória?— Jeongguk indagou, parecendo perdido em pensamentos.

É isso que as lendas dizem.— Namjoon enfatizou novamente.

—Certo... Eu vou ir até o templo dos Grandes Lobos amanhã. Estou pronto para receber a bênção de Paz de Justiça. Já passou da hora de deixar tudo isso para trás.

[ • • • ]


[Residência Min]

Taehyung sorriu satisfeito quando terminou mais um quadro.

Olhou ao seu redor, vendo cerca de vinte quadros apenas com a imagem do rosto belo de Jeongguk. Haviam alguns poucos outros que continham paisagens e até mesmo alguns de Yoongi e Jimin, juntou ou separados. Adorava pintar o casal que tinha um contraste magnífico.

Sorriu mais uma vez lembrando de ambos.

A barriga de Jimin estava pequena ainda, mas o filhote que estava se formando ali recebia muito amor. Antes não era muito próximo do ômega, mas desde que saiu da capital há pouco mais de um mês, começou a se aproximar do cunhado.

Claro, Jimin estava adorando aquilo pois Taehyung cozinhava muito bem e não lhe negava nada. Se pedia um prato cheio das mais diversificadas comidas, lá estava o Kim lhe entregando um banquete.

Se aproximaram pois Jimin era uma boa pessoa e Taehyung se permitiu ser mais aberto com aqueles ao seu redor. Aos poucos firmavam uma amizade bonita e Yoongi se sentia mais aliviado com alguém a mais para lidar com Jimin e suas manhas.

Não tinha ciúmes, afinal além de ser muito próximo de Jeongguk, Taehyung era seu primo e era completamente apaixonado pelo próprio marido. Não havia motivo para ciúmes entre eles, eram uma família afinal.

O Kim saiu de seus pensamentos quando escutou batidinhas na porta. Se levantou do banquinho posto em frente ao cavalete e caminhou até a porta, a abrindo e vendo o casal Min ali.

—Acabaram de avisar que em uma semana seu projeto vai estar finalizado.— Yoongi disse adentrando o cômodo cheio de quadros.— Uau...

Oh! Esse foi o último que você fez, Tae?— Jimin indagou abafado pelo pano que cobria seu nariz.

Apesar das janelas abertas deixando o cômodo bem arejado, o cheiro de tinta ainda era um pouco forte e ninguém queria que o ômega se incomodasse com aquilo. Assim como Jeongguk, o loiro era sensível com cheiros fortes.

—Sim. Acha que Jeongguk vai gostar? Estou pensando em pôr em nosso quarto.— o alfa respondeu com um sorriso.

—Jeongguk vai surtar quando ver tudo isso. Ah, você vai nos dar aquele que fez de nós dois, não é?— a voz manhosa de Jimin fez Taehyung sorrir e Yoongi se derreter ainda mais pelo marido.

—Claro. Podem pegar todos que quiserem. Estou pensando em vender todos esses abstratos e paisagistas, para não ocupar tanto espaço.— respondeu caminhando até onde o quadro citado estava, já emoldurado.— Vamos Yoon, me ajude a levar para onde desejam colocar.

—Jiminnie, vá comer enquanto isso. Já passa das quatro, precisa se alimentar.— o alfa Min disse ao olhar para seu relógio de pulso, logo pegando o quadro de ambos.

O objeto em questão retratava o casal Min de costas um para o outro com as cabeças apoiadas nos ombros alheios. Era uma pintura a óleo que já fazia pouco mais de uma semanas que havia ficado pronta.

—Aish... Esta bem, sinto fome mesmo.— o loiro resmungou cruzando os braços e saindo do cômodo para poder comer.

Aposto em ômega.— Taehyung disse assim que sentiu que o cunhado estava longe.

—Aposto em alfa. Ele anda muito estressado com qualquer coisa.— Yoongi rebateu segurando uma ponta do quadro com cuidado, enquanto Taehyung segurava a outra.

—Ele sempre foi estressado, segundo Jeongguk. Jimin esta manhoso demais, logo vai começar a chorar por tudo. Aposto cem moedas de ouro que vai nascer um ômega.— o Kim sorriu ladino, sabia que aquilo provocava o primo, afinal...

—Eu sou o alfa dele, eu sou o pai do filhote! Sei que vai ser um alfa! Eu conheço meu marido!— Yoongi se deixava cegar facilmente.— Duzentas moedas de ouro para alfa!

[ • • • ]


—Amor? O que houve você nunca liga depois das no–

Kyura cometeu suicídio.— Jeongguk engoliu em seco assim que ouviu aquilo. Kyura estava grávida e havia se matado...

—O q-que?— piscou atordoado, não estava sentido pela morte da mulher, mas sim pela vida inocente que ela levou junto. Sentou na cama após aquilo, passando o braço pela boca para secá-la, já que estava escovando os dentes quando o telefone tocou.

Não conseguiram salvar o bebê, mesmo tendo pouco mais de cinco meses... Era uma menina, ômega.— Jeongguk arregalou os olhos. Os pais de Taehyung eram ambos alfas lúpus, como a filhote era uma ômega?

—Não me diga que...

Meus pais nunca foram marcados... Kyura se envolveu com um ômega macho quando percebeu que não ia ter chances de ter uma "menina" com meu pai. Então se tivesse um ômega, seria fácil fazê-lo uma fêmea.— murmurou do outro lado da linha, suspirando pesado.— As informações foram adquiridas pelo detetive Han ao receber uma ligação anônima de um homem dizendo ser pai da criança e querer sua guarda.

—Pelos Grandes Lobos... Essa mulher era completamente louca...

Sabe por que não conseguiram salvar a filhote? Ela se envenenou com acônito.— o ômega fechou os olhos fortemente. Aquela mulher era um demônio sem coração.

—Céus...

O filhote de Hyungsik acabou por ficar com o parente mais próximo psicologicamente saudável. Taekwon, meu pai, tem uma irmã que mora no Japão, ela ficou com a guarda do filhote e vai levá-lo para o Japão assim que completar seis meses.— o alfa continuava a falar enquanto Jeongguk olhava fixamente a parede em sua frente.

Realmente não entendia como a família de Taehyung era tão problemática enquanto o próprio alfa era sensível e doce. Agradecia pelo Kim ser daquele jeito, por não ter se deixado afetar pela loucura alheia.

Mudando de assunto...

—Ah sim! Me diga, como Jimin esta?— rapidamente o ômega voltou a realidade, animado para saber sobre o irmão.

Jimin esta cada dia mais manhoso. E... Faz uma semana que eu e Yoongi apostamos...— Jeongguk revirou os olhos ao escutar aquilo.— Eu disse que seria um ômega e ele um alfa...

—Céus... Quanto apostaram?— indagou massageando a têmpora direita.

Apostei cem moedas de ouro e Yoongi duzentas.— Taehyung murmurou com medo da reação alheia.

—Eu cubro a aposta. Trezentas moedas de ouro, meu salário do mês. Vai ser um ômega macho.— Taehyung arregalou os olhos com a fala do marido.

Ah é assim? Então eu aposto em uma ômega fêmea.— rebateu provocativo.— Meus instintos nunca falham!

—É o que veremos, docinho.— Jeongguk sorriu ladino. Tinha seus truques, sabia até mesmo quantos filhos Jimin teria.

Pouco antes do casamento de ambos, Sohyun fez algo para saber quantos filhotes Jimin teria e qual seria a classe e gênero. Jeongguk optou por não fazer aquilo, tinha seus motivos. Assim, usando sua aliança, descobriu que o primeiro filho de Jimin seria um ômega macho e o segundo um alfa macho.

Jeongguk poderia apostar nas duas gestações e ganharia tranquilamente.

Esta se garantindo muito. Eu sou um alfa lúpus, meus instintos nunca falham!— Taehyung rebateu mais uma vez, o que fez Jeongguk rir. Provavelmente o alfa não sabia sobre aquela técnica pois era um segredo entre ômegas e mulheres.

—Tudo bem então. Se ganhar, terá quinhentas moedas de ouro. Mas se eu ganhar, terei apenas trezentas... Por que não aumenta sua aposta, huh? Apostem trezentas moedas cada um, para ficar justo. De qualquer forma o dinheiro não fará falta a vocês.— sorriu ladino mais uma vez, olhando para as próprias unhas curtas. Já estava planejando tudo o que compraria com seiscentas moedas de ouro.

O Sistema Econômico Mundial era simples. A moeda mais baixa era de bronze, a qual dava para comprar alimentos em geral e roupas. A segunda era prata, a qual valia vinte moedas de broze, era usada entre comerciantes e como salário nos mais diversos empregos. A terceira era de ouro, valendo igualmente vinte de prata e sendo usada para comprar jóias, casas, animais de grande porte, roupas caríssimas e muitas outras coisas da alta sociedade, além de ser usada no salário de cargos importantes, como militares, médicos e políticos. A maioria dos salários valia entre cinquenta e setenta moedas de prata, o que garantia uma condição de vida boa para todos os habitantes. 

Por sorte e por causa desse sistema, a fome, desemprego e os moradores de rua já não existiam mais, sendo que eram comuns no Antigo Mundo.

Todos agora tinham uma casa, comida na mesa e saneamento básico distribuído gratuitamente. A única coisa que precisavam pagar era a energia utilizada, que geralmente valia trinta moedas de prata. Sendo assim, todos ainda possuíam cerca de vinte ou quarenta moedas de prata por pessoa. Se na família duas pessoas trabalham, o número dobra para sessenta ou oitenta moedas de prata. Dessa forma, as famílias podiam comprar os alimentos que utilizariam no mês e ainda ter um pouco de dinheiro para guardar.

Certo. Eu irei ganhar de qualquer jeito.— riu alto do outro lado, totalmente convencido de que iria ganhar. Assim como Yoongi, Taehyung ficava cego quando se tratava de apostar.— Ah! Quando voltar, tenho três surpresas para ti.

—O que? O que esta aprontando senhor Kim?— Jeongguk indagou risonho, fazendo barulhinhos para chamar Happy, que rapidamente veio até si e subiu em seu colo para receber carinho.

É surpresa...— cantarolou rindo baixo.

—Hm... Mas, seu cio ainda não chegou Tae?— indagou preocupado.

O cio do alfa deveria ter chegado cerca de uma semana depois de ter voltado para Daegu, mas nada ocorreu e já havia se passado um mês. Faltava apenas duas semanas para Jeongguk finalmente voltar para casa.

Não. Isso já aconteceu antes, cheguei a ficar um ano sem passar por esse período.— murmurou nervoso, sabia o que iria acontecer quando o ômega voltasse.

—Mas por que isso acontece?— o mais novo indagou preocupado.

V entra em dormência algumas vezes por sentir sua falta e isso me preocupa. Eu tenho medo de que assim que você chegar, meu cio também chegará. Só que se isso acontecer, todos os cios reprimidos virão junto. Foram dez anos, cerca de vinte cios...— Taehyung suspirou forte, nervoso.

—E você tem medo de me machucar?— ouviu um murmúrio em concordância.— Fique calmo TaeTae, vai dar tudo certo. V não me machucaria e eu sei disso. Ah! Eu esqueci de te contar! Eu aceitei a bênção dos Grandes Lobos!

Oh... Então você esta em paz? Esta tudo bem agora?— indagou um pouco mais animado.

—Sim, estou bem. E meu cheiro voltou também, com uma surpresinha...— riu travesso.

E aquele alfa desistiu de vez?— Taehyung perguntou ao se lembrar de Yugyeom, o alfa que pensou que poderia tirar Jeongguk de si.— Não quero ele te cheirando por aí.

—Fique calmo, amor. Eu não o quero, e definitivamente só tem uma pessoa nesse mundo que eu amo e realmente desejo me entregar de corpo e alma.— sussurrou mordendo o lábio.

Ah é? E quem é o sortudo?— Taehyung indagou no mesmo tom, fazendo os pelinhos de Jeongguk se arrepiarem com a voz grossa e baixa.

—Ele tem o sobrenome Kim...— abaixou o tom de voz, se lembrando do que aprendeu em alguns livros que estava lendo.

É um sobrenome muito comum...

—E é um puta de um gostoso...— o ômega sorriu e mordeu o lábio novamente.

Hmm... E por acaso ele tem olhos violetas e uma voz profunda que te deixa todo arrepiado?— murmurou travesso, forçando sua voz para provocar ainda mais o ômega.

—É... E eu sinto muita falta dele...— de repente, a voz antes provocante se tornou triste, e Taehyung suspirou pesado.

Só mais duas semanas meu amor. Prometo que te darei um bom prêmio se voltar com um diploma assinado pelo diretor do hospital.— Taehyung disse rindo fraco.

—Ah! Vai ver só! Voltarei com isso então, mesmo que eu não precise pois sei que sou bom no que faço! Tão bom que ganhei uma medalha de honra por ter descoberto uma fórmula tão potente que cura até sequelas antigas!— se gabou mais uma vez por aquilo.

Um dia após Taehyung e o casal Min deixarem a capital, Jeongguk mostrou para Hwasa sua descoberta com Lupus Curate e em seguida apresentaram ao diretor do hospital, que rapidamente aceitou aquilo e contatou o prefeito, que não hesitou em premiar o ômega Kim por sua descoberta. Por isso, ficou bem conhecido na capital e até mesmo fora, além de ter um aumento de salário de cem moedas de ouro para trezentas moedas.

Eu já disse que meu coração se enche de orgulho todas as vezes que fala sobre isso?— a voz do alfa Kim se tornou suave, o que fez o ômega sorrir bobamente.— Eu te amo.

—Eu te amo mais TaeTae.— rebateu provocativo.

Mas isso não é uma competição, amor.— murmurou doce.

—Eu sei. Mas eu gosto de fazer isso, é bom te escutar rebatendo que me ama mais e ficarmos longos minutos fazendo isso até nos cansarmos.— riu baixo sentindo uma lágrima escorrendo por sua bochecha.

Sentia falta de seu alfa, de ver seu rosto, de sentir seu cheiro, de dormir em seus braços, de lhe beijar...

Você esta chorando de novo...— Taehyung murmurou suspirando. 

Fazia algumas semanas que Jeongguk chorava quando entravam em um rumo romântico nas longas conversas que tinham. Taehyung tinha vontade de chorar também, pois sentia falta de seu amor, mas se mantinha forte para acalmar seu ômega e chorar até dormir após desligarem.

—Foi só uma recaída. Estou bem...— fungou, sentindo Happy afofar suas coxas nuas. Usava apenas uma camisa branca larga e uma cueca preta, os fios de cabelo na altura do ombro ainda um pouco molhados pelo recente banho.

—Sabe, eu andei pesquisando... Sobre marcas.— o ômega murmurou antes que o marido pudesse falar algo a respeito de suas lágrimas.— Vi o significado de cada uma, onde são feitas no caso.

E quais são, meu amor?— Taehyung indagou suave, e Jeongguk o escutou se movendo, provavelmente se ajeitando na cama.

—As marcas feitas na nuca, como a que você fez em mim, significam respeito. Eu já sabia sobre essa em específico, pois meu pai marcou minha mãe assim. Quando você me disse sobre a marca temporária e me disse para escolher onde eu queria, sabia que iria me respeitar, por isso escolhi a nuca.— murmurou se deitando, deixando Happy descansar sobre seu peito e ronronar baixinho, parecendo um motor fraquinho. Taehyung continuou em silêncio para escutar atentamente o monólogo do marido.

—A marca feita na lateral do pescoço significa amor ardente e eterno, que nada apagará as chamas que queimam dentro dos amantes.— ambos riram com aquilo, que ao mesmo tempo que era poético, chegava a ser cômico com o jeito de Jeongguk falar.

—A marca feita no ombro significa proteção. Na clavícula significa amor puro e inocente, sabe? Onde a ternura prevalece em tudo, em cada mínimo ato. No pulso significa amor platônico, onde somente um ama. E por fim, a marca no peito esquerdo significa amor eterno, não importa onde e nem como, um sempre achará o outro.— murmurava devagar, sabendo que por já estar tarde, Taehyung sentia sono e ficava mais lerdo.

Uma coisa que Jeongguk havia percebido era que o alfa não gostava de conversar a noite pois se embolava em algumas palavras e as vezes demorava para responder algo. Quando percebia que isso estava acontecendo, o ômega falava mais devagar e não se demoravam muito tempo, logo desligando e cada um indo dormir em seguida.

Interessante...— Taehyung bocejou em seguida, fazendo alguns barulhinhos com a boca, e Jeongguk riu.

—E eu já sei onde quero a minha marca.

[ • • • ]


Jeongguk subiu afoito na carruagem. Seriam doze longas horas até chegar em Daegu, mas finalmente estava voltando para casa. Estava voltando para Taehyung.

Hwasa e Namjoon já haviam se despedido e o ajudado a colocar as malas na carruagem. Estava de noite, então chegaria de manhã em sua casa. Happy estava em seu colo, devidamente medicada para não passar mal durante a viagem, assim como o próprio ômega.

Estava ansioso, portanto preferiu tomar alguns calmantes para não surtar de vez. Sabia que naquele estado acabaria vomitando dentro da carruagem e atrasando ainda mais a viagem. Bastava agora se aconchegar dentro do grande veículo e dormir finalmente.

E foi exatamente isso que fez, abraçou o corpo peludo de sua gata tricolor e ajeitou a almofada que trouxe abaixo de sua cabeça, pronto para dormir até o final da viagem.

O ômega acordou com um solavanco forte da carruagem, acabando por cair no chão da mesma. Resmungou com a dor que sentiu, escutando Happy miar alto e descontente. Percebeu então que a carruagem parou, e já imaginava mil situações problemáticas, onde ficaria preso no caminho ou o cocheiro tentaria lhe fazer algo.

Mas tudo parou quando a porta se abriu.

Pode visualizar Taehyung na varanda de madeira, com um cobertor por cima de seu corpo adormecido. O alfa estava encolhido em uma cadeira desconfortável, a qual Jeongguk notou que não estava ali quando foi para Seoul.

Então, olhou para a mansão, notando que estava completamente diferente. As paredes antes escuras, agora estavam em um tom salmão claro, e as janelas pareciam ter aumentado de tamanho.

A casa havia sido completamente reformada. Jeongguk deduziu que aquilo havia começado quando Taehyung foi para a casa dos Min's. Não evitou o grande sorriso que surgiu em seus lábios com a mudança no ambiente, o deixando maia leve e menos sombrio. Mas alargou ainda mais o sorriso ao ver Yonhi abrir a porta branca levemente ofegante.

Jeongguk correu na direção da senhora, lhe dando um abraço silencioso para não acordar Taehyung, o que deu certo. A governanta sorriu mais uma vez, fazendo sinal para os poucos empregados que ainda estavam ali levarem as malas do mais jovem para dentro. Sendo assim, o ômega se aproximou do marido devagar, tomando cuidado ao se sentar sobre as pernas cobertas.

Já não está na hora de acordar, TaeTae?— indagou baixinho, com a boca próxima à orelha de Taehyung, acariciando sua bochecha.

O alfa se remexeu assustado, tanto pela voz doce agraciando seus ouvidos, tanto pelo peso que lhe impedia de se mover direito. Abriu os olhos violetas e pode vislumbrar mais uma vez, depois de mais de um mês, aquele rostinho de anjo pelo qual se apaixonou há dez anos.

Após três meses longe, o tinha em seus braços finalmente. Agora, nada poderia tirar Jeongguk de si, não iria permitir isso.

Sem pensar, Taehyung encheu a destra com os fios longos do marido, colando os lábios em seguida. Não esperou nem um segundo a mais para invadir sua cavidade com a língua eufórica, circulando sua cintura um pouco mais larga com o braço esquerdo.

Jeongguk ofegou contra os lábios bem desenhados, sentindo o peito colado com o do mais velho, ambos os corações batendo loucamente. Agarrou a blusa do pijama de Taehyung, o retribuindo com devoção. Enrijeceu sua língua quando o mais velho fez menção de chupá-la, deixando o beijo ainda mais excitante.

Foram longos minutos que desfrutaram um do outro, mordendo, chupando, esfregando… Mesmo quando o ar pareceu faltar, nenhum se afastou. O ômega já havia se ajeitado sobre as pernas do marido, roçando suas intimidades conforme se movia, aproveitando o beijo e provocando o mais velho. Sentia falta de contatos mais íntimos e queria se entregar de corpo e alma. Faria aquilo naquele mesmo dia.

Oh céus...— Taehyung gemeu ofegante, após Jeongguk finalmente largar sua boca.

As respirações estavam entrecortadas, os lábios vermelhos e inchados, um fio de saliva conectando as línguas que se mantinham levemente para fora das bocas. Ambos estavam vermelhos, os olhos grudados um no outro e as mãos firmes no corpo alheio.

Jeongguk foi o primeiro a sorrir largo.

—Senti sua falta.— murmurou encostando a testa na do alfa.

—Eu também. Porra, eu senti tanto sua falta...— rosnou abraçando o corpo alheio, percebendo estar um pouco mais cheinho e menos musculoso.

Não se importou com aquilo, apenas afundou o rosto na curvatura do pescoço branquinho para se embriagar com o cheiro de morango.

—Eu te amo tanto, docinho...— Jeongguk murmurou beijando o topo da cabeça alheia, somente naquele momento notando algo diferente. Se afastou rapidamente com os olhos arregalados.

Você cortou o cabelo?!


Notas Finais


E foi isso!

Oh, TaeTae cortou o cabelo... Foto só no próximo capítulo 😜

AGORA UMA QUESTÃO IMPORTANTE: Escolham qual vai ser o lugar da marca do Jeongguk.

1. Pescoço;

2. Ombro;

3. Nuca;

4. Peito esquerdo.

A escolha é totalmente de vocês.

E foi isso, espero que tenham gostado e até o próximo capítulo! Se cuidem e bebam bastante água!


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