História Vidas Fragmentadas - Capítulo 1


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Categorias Naruto
Personagens Kakashi Hatake, Naruto Uzumaki, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha
Tags Hinata, Kakashi, Kakashi Hatake, Naruhina, Narusasu, Naruto, Saiino, Sakura, Sasuke, Sasusaku, Shikatema
Visualizações 116
Palavras 1.405
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Hentai, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Bom, eu tinha escrito esta fic trezentos anos atrás, MAS como perdi a minha conta e mudei algumas coisas decidi repostar.
^^
Espero que gostem!

Capítulo 1 - A verdade dolorosa


Fanfic / Fanfiction Vidas Fragmentadas - Capítulo 1 - A verdade dolorosa

“Você é forte, Sakura...”

“Você precisa se acalmar...”

A voz ofegante e descompassada da mulher de cabelos rosados parecia ter dificuldade de emergir para fora de seu peito. Mas este era um momento difícil e talvez o mais complicado de sua vida. Pegou um pouco da água gelada da torneira e molho o seu rosto, tentando se acalmar. Havia aprendido como Kunoichi heroína de guerra a controlar as suas emoções de maneira magistral e os anos criando e vivendo somente ela e a filha, fizeram com que isto se intensificasse. Pois sabia o quanto Sarada havia sofrido por crescer longe do pai e o quanto ela mesma, muitas vezes precisou se desdobrar para manter o trabalho e cuidar da filha sozinha, passando noites sozinha, com o coração pesado, na certeza de que  seu marido logo voltaria para a casa e que tudo ficaria bem novamente. Reconfortava-se com a idéia de que ele não ligava para a casa desejando noticias pelo perigo intenso que a missão representava. Mas Sasuke voltou o mundo entraria novamente em uma época de paz e ainda assim, as coisas continuavam estranhas. Ele continuava tão distante quanto se ainda estivesse em missão e por muito tempo, Sakura manteve esta insegurança guardada consigo.

Olhou-se no espelho, percebendo o rosto inchado e olhos vermelhos pelo choro incessante e sentiu-se péssima. Era uma mulher bonita afinal. Muito bonita, mesmo pela idade em que estava. Mas isto não aliviava o peso em seu peito, pois sabia que o único homem que amou na vida, não a amava e talvez nunca tivesse a amado.

Olhou para baixo em direção a um papel amassado que estava na pia do banheiro. Aquele bilhete apenas fazia o seu coração pesar ainda mais. Queria destruí-lo, queimá-lo e fingir que nada daquilo havia acontecido, mas sabia que não haveria mais volta. Não conseguiria fingir que as coisas continuavam bem, que o seu casamento não foi uma mentira.

Que Sasuke amava outra pessoa.

- Tadaima!

A voz de Sarada fez a mulher tentar se recompor o mais rápido que podia. Sarada não podia vê-la daquele jeito, ou faria perguntas. A filha era esperta, uma das mais inteligentes de sua geração, perspicaz. Todas estas características foram herdadas de seu sangue Uchiha. Mas Sarada tinha um bom coração e sonhava em se tornar Hokage, este atributo tão genuíno era algo que Sakura amava com gratidão por ela ser tão boa. Ela estava crescendo...

 - Okaerinasai! – Respondeu, guardando o bilhete no bolso da calça, saindo do banheiro e indo para o quarto, se sentando na cama – Estou aqui no quarto, filha! – Terminando de limpar o rosto, Sakura fingiu estar se espreguiçando quando Sarada apareceu no quarto, com o semblante curioso – Chegou cedo! Acabei tirando um cochilo...

- Que bom que descansou mãe. Também estou cansada. A missão acabou rápido e eu não tive saco para ficar ouvindo o idiota do Boruto sendo ele mesmo, então decidi voltar para a casa.

- Entendo...

- Você está bem?

A pergunta fez Sakura se sentir desconfortável e tratou logo de abrir um sorriso, tentando disfarçar a maneira como estava realmente para Sarada:

- Mas é claro que sim! Que pergunta é essa?

- Você parece estranha...

- Eu estava dormindo. – Fingiu um bocejo, se esticando. A garota observou a mãe com as feições mais suaves e pareceu convencida daquela afirmação:

- Amanhã, eu me ofereci para ajudar o Shikamaru-san com alguns documentos. Acho que também preciso saber como funcionam as questões burocráticas da vila e tenho treinamento, vou ficar o dia todo fora.

- Fico feliz que esteja se esforçando. – Sakura se levantou indo até Sarada e apertando o seu rosto com as duas mãos, coisa que a menina não gostava muito e corava, por se sentir constrangida. – Minha filhinha...

Olhar para Sarada era gratificante e doloroso ao mesmo tempo, principalmente naquela situação. Quer dizer, ela se parecia muito com o pai. Aquele olhar sério dos Uchihas, os cabelos negros. Mas havia coisas no rosto dela que também eram de Sakura. Por enquanto, ela não deveria saber a verdade sobre o pai. Não até que Sakura se resolvesse com ele:

- Mãe, isto é constrangedor...

- Eu sei..., mas você sempre será a minha garotinha...

Ela se soltou da filha e a morena ajeitou o cabelo, que hoje, com seus quinze anos, passavam dos ombros:

- Bom, eu vou para o quarto, mamãe.

- Vou preparar o café-da-manhã. Quando estiver pronto, eu te chamo.

- Ah que bom! Amo tanto a sua comida! Mas a minha ainda é melhor. – Sarada respondeu em tom de piada, esta era uma brincadeira entre elas e sabia que como o gesto anterior de Sakura, isto irritava a mãe de uma maneira tranquila. Entretanto, antes que Sarada entrasse no quarto fez uma pergunta a mãe – Papai volta quando?

O peito de Sakura voltou a apertar. Esta era uma resposta que ela também desejava ter:

- Eu não sei...

Sarada deu de ombros e fechou a porta atrás de si, pedindo licença. Aquela pergunta foi o bastante para fazer com que as lágrimas voltassem aos olhos de Sakura...

 

*

 

Longe de Konoha, Kakashi estava em uma pensão, refletindo sobre os últimos dias e percebeu que estava realmente cansado. Aquele final de missão havia sido difícil, até para os padrões de um homem como o Rokudaime, cuja carreira ninja estava repleta de missões e momentos complicados. Isto por que Kakashi não imaginava que as coisas tivessem chegado a este ponto no País do Fogo, mesmo em épocas de paz, ainda havia algumas ameaças iminentes, como Sasuke e Naruto suspeitavam.

Mas descobrir um esquema de tráfico de pessoas para prostituição, não era uma coisa fácil de absorver.

Mesmo estando já aposentado, era difícil para ele se manter alheio a tudo o que acontecia, pois, esta era a vida de Kakashi. Por mais que ele gostasse de aproveitar seus momentos de tranquilidade, sem responsabilidades como Kage, ou como Jonin, ele sabia que a sua vida inteira foi baseada nisto. Às vezes, ele podia sentir que não sobrava muita coisa dele sem isto. Sem ser um ninja. Talvez... Querendo ou não, ele acabava se cobrando de precisar sempre fazer alguma coisa, para se sentir útil.

Cansado de sua própria mente, ele se olhou pela sacada da pensão, onde já haviam alguns ninjas de Konoha preparando as vítimas para leva-las novamente para suas casas. Enquanto ouvia o som dos pássaros, e sentia os raios de sol tocarem a sua pele, entre as cerejeiras, o Shinobi sabia que agora que tudo estava resolvido não havia urgência, mas estava bem cansado. Se Gai estivesse ali, diria que o vigor deles não era mais o mesmo e talvez o amigo tivesse razão. Precisava ligar para Naruto e mantê-lo a par de tudo o que descobriu e decidirem como resolveriam esta situação. Aquela pensão era um dos pontos e estaria sendo fechada naquele momento, tendo seus responsáveis levados á Konoha para julgamento.

Como as coisas chegaram naquele nível?

Quer dizer, o mundo ninja sempre foi cruel, onde coisas horríveis e absurdas aconteciam o tempo todo. Era necessário estar preparado para o que pudessem encontrar. Mas ainda assim, ele tinha algo pessoal que trazia um peso ao imaginar que muitas daqueles jovens tinha a idade DELA:

- Rokudaime-sama. – Sua mente voltou ao lugar, ao perceber que estava sendo chamado por um dos Jonin responsáveis por lidarem com esta situação – Estamos preparados para retornar a Konoha. Devo avisar a Nanadaime que vai retornar conosco?

- Não há necessidade. Eu preciso resolver algumas coisas ainda...

- Espero que possamos fazer um trabalho tão bom quanto o senhor faria.

O rapaz disse com admiração e Kakashi sorriu pro trás de sua máscara:

- Eu tenho certeza de que serão muito competentes. Naruto sabe que agora que resolvemos tudo, eu preciso ir a outro lugar... Garanta para que estas pessoas sejam bem recebidas em Konoha, até descobrirmos seus países de origem...

- Sim, senhor...

O rapaz respondeu com prontidão e respeito e Kakashi afastou-se dele com as mãos no bolso de sua calça, assumindo a sua postura normal de cansaço, com seus olhos caídos. Foi quando percebeu o telefone em seu colete vibrando. Acreditando ser Naruto ele decidiu atender, mas era uma pessoa completamente diferente de quem ele imaginava. Ainda assim, ouvir aquela voz lhe traria o conforto que precisava agora... Depois de tudo o que havia visto nos últimos dias, precisava ter certeza de que tudo estava bem...


Notas Finais


O que acharam?
Beijinhos
Até a próxima!


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