História Vidas Fragmentadas - Capítulo 3


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Categorias Naruto
Personagens Kakashi Hatake, Naruto Uzumaki, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha
Tags Hinata, Kakashi, Kakashi Hatake, Naruhina, Narusasu, Naruto, Saiino, Sakura, Sasuke, Sasusaku, Shikatema
Visualizações 74
Palavras 2.369
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Hentai, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Este capítulo ficou grande, mas ficou como eu imaginei então acho que valeu a pena! ^^

Espero que gostem!

Capítulo 3 - Desvelar


Fanfic / Fanfiction Vidas Fragmentadas - Capítulo 3 - Desvelar

A rotina de Hinata Hyuuga poderia ser considerada por muitos como algo bem familiar. Isto por que a morena costumava ser bem caseira e voltada para viver pelos seus entes queridos, desde que se lembrava á partir do dia em que se casou. Isto por que a empatia e esta doação era algo muito particular dela e podia-se coloca-la neste arquétipo de mãe e esposa, cumprindo muito bem este papel.

Havia quem poderia dizer que no momento em que ela abdicou de sua vida como ninja que havia desperdiçado um potencial que jamais será alcançado, assim como era muito recatada para perceber seus próprios encantos. Hinata despistava-se destas opiniões, enquanto ajeitava a roupa de seus filhos pela manhã e preparava o café para a sua família. De quando arrumava os móveis da casa, lavava as roupas e tirava o pó. Também apreciava a sua própria companhia nos fins de tarde, saboreando uma xícara de chá fumegante...

Mas talvez, ela realmente sentisse dor quando via os filhos saírem porta á fora para cuidar de suas próprias vidas, indicando que a cada dia que passava eles cresciam. Ao mesmo tempo, esta dor também se transformava em conforto, por poder dedicar-se a si mesma e ao seu “prazer secreto”.

Era neste momento em que ela subia para o quarto que normalmente dividia com o marido (que por sinal passava muitas noites fora trabalhando), tomava um banho e sentia a água quente e seus dedos tocarem a sua pele branca e descerem pelo seu corpo...

Ela abria a boca suavemente, deixando que um gemido singelo escapasse de seus lábios. E era ali, que ela tinha o seu verdadeiro e secreto momento de luxúria. Todo o processo de passar hidratante corporal até vestir suas roupas, pentear seus cabelos negro azulados de maneira simétrica, eram como um jogo sedutor. Onde ela mesma era a femme fatale e o provocado. Era onde ia para a cama e continuava a estimular-se avidamente.

E assim o fazia durante seus momentos de uma solidão desejada...

Enquanto lavava a roupa...

Esfregava as coxas em um movimento de fricção causando grande furor dentro de si.

A senhora Uzumaki jamais ousou dizer sobre estas coisas para ninguém além da irmã, Hanabi, e nem mesmo seu marido sabia deste seu lado. Ela havia descoberto isto tão recentemente que lhe somente pensar em como seria a reação dele e das pessoas a fazia ficar vermelha de tanto corar. Isto por que Hinata mantinha esta imagem de mulher com grande recato.

Hanabi tinha mania de dizer o quanto ela era reprimida e incentivava a irmã á se soltar mais, já que a mesma sempre foi bem mais desinibida. Entretanto este nunca foi do feitio de Hinata e ela nem ao menos sabia como seria mostrar esta sua face ao mundo. Provavelmente a chamariam de “ero”, como faziam com Kakashi Hatake.

Naquela tarde, porém, seus planos foram por água abaixo, quando Naruto voltou mais cedo do trabalho. A morena ajeitou-se rapidamente e desceu as escadas com um sorriso nos lábios, ao ver seu marido sentado na entrada tirando seus sapatos:

- Voltou mais cedo hoje, anata...

Naruto virou-se para ela por um momento, como se tivesse sido tirado de um devaneio:

- Ah, sim Hina, desculpe... Eu estou bem cansado. Shikamaru só faltou me expulsar de lá hoje.

Ele se levantou e aproximou-se de sua esposa, tocando seu braço e dando um beijo em sua testa, que reagiu com um sorriso ao toque dele:

-Espero que as coisas estejam melhores amanhã...

-Eu não sei... – Naruto suspirou, apático – Mas eu não vou encher você com estas coisas...

- Não diga isto, querido... – A linda morena de olhos prateados segurou a mão dele com doçura e o levou até a cozinha – Eu gosto quando você conversa comigo sobre o seu dia. Venha, vou fazer um chá para nós dois. As crianças não estão em casa agora...

Naruto sorriu, enquanto relaxava na cadeira de sua casa pela primeira vez em dias. Tudo ali parecia sempre impecável e com cheiro de alguma flor do qual ele não conseguia identificar, mas gostava de fechar os olhos e permitir-se relaxar por um breve momento.

A luz do sol forte entrava pela janela, mas era retida pelas cortinas de cor salmão, deixando uma meia luz acolhedora. Ele olhou para Hinata e sorriu um pouco, pensando que anos atrás vivia na mais perturbadora solidão quando chegava em casa e hoje tinha alguém como Hinata ao seu lado e não conseguia deixar de agradecer mentalmente.

Desde a invasão do exame chunnin mais de um ano atrás, ele havia adquirido uma postura diferente da de antes, ao tirar mais folgas e poder ficar com a sua família. Hinata percebeu o olhar do marido sobre si e perguntou com uma voz suave:

- Tudo bem, querido?

- Está sim. – Naruto respondeu, com um sorriso largo, mas logo o abandonou ao se lembrar das coisas estranhas daquele dia – Eu hoje encontrei com a Sakura-chan no hospital, mas ela estava estranha...

- Estranha? Como assim?

- Bom... Ela estava me explicando como estavam as crianças que resgatamos daquele esquema de prostituição, mas... Quando eu mencionei o Sasuke, ela... Ficou abatida.

- Vai ver ela está sentindo falta dele...

- Não é isto. Eu tenho certeza, Hina... A Sakura-chan ama o dobe tanto quanto ama a Sarada e ela parecia muito mal... Mas... – O loiro abriu um sorriso que era o que ele fazia, quando tentava desviar de um assunto complicado para ele de maneira pessoal. Hinata o conhecia bem demais para entender como Naruto funcionava nas entrelinhas – Deve ter sido impressão...

A morena coou o chá e preparou as xícaras, levando até a mesa e servindo ambos:

- Eu tenho certeza de que a Sakura está bem, querido. Ela é uma mulher muito forte. Talvez estivesse cansada pelo trabalho estes dias, ela deve estar esgotada.

Eles beberam o chá tranquilamente e conversaram trivialidades. Mais tarde, Naruto subiu para tomar um banho, enquanto Hinata arrumava uma muda de roupa e a deixava no banheiro. Neste momento, Naruto sorriu, travesso e a puxou para perto de si, mesmo molhado para dentro do box, fazendo com que Hinata desse um gritinho de susto, mas sorrisse com a surpresa de receber um beijo caloroso em seguida...

 

*

 

Shikamaru terminava de ajeitar os documentos que precisava organizar, que já haviam sido assinados pelo Hokage e enviá-los para seus respectivos destinos. Ele sabia que Temari ficaria furiosa e o esfolaria vivo se ele se atrasasse pra o jantar novamente e precisava acabar logo com tudo. No fim, o Nara percebeu que estava tão esgotado quanto Naruto e que merecia um descanso assim como ele.

Foi quando o telefone da escrivaninha tocou.

Shikamaru atendeu já imaginando quem seria:

- Escritório do Hokage.

- Parece que o Naruto já foi para a casa... – A voz de Kakashi soou em seu tom habitual do outro lado da linha. Ele jamais se alterava, isto era inevitável – Eu somente queria informar que vou voltar para Konoha esta noite.

- Eu passo para ele assim que chegar amanhã, Rokudaime.

Shikamaru pegou um cigarro no bolso de sua jaqueta e segurou o telefone entre a bochecha e o ombro para acendê-lo, dando uma tragada em seguida. Era típico que ele aproveitasse quando Naruto não estava lá para poder usufruir de seu habito:

- Ok então... Eu também vou levar duas pessoas comigo. Acho que você já sabe quem são e peço descrição para elas, por favor...

- Eu sei... Já conheço o procedimento, Rokudaime. – Shikamaru baforou a fumaça de seu cigarro naquele momento e ouviu Kakashi dar um suspiro do outro lado da linha:

- Naruto ficou transtornado hoje quando a sua filha atendeu o telefone. Eu precisei contornar a situação, mas... Ah, Kakashi! Por que ainda mantém isto em segredo para eles?

- Nunca foi um segredo. Eu só pedi descrição. – Kakashi respondeu, como se fosse óbvio – Eu não ia proibir minha filha de atender ao meu telefone... E ela me passou a ligação.

- Eu realmente não entendo você... E a sua mulher.

- Você conhece esta história á dezesseis anos.

- Vai trazê-las para Konoha?

- Bom... Vou sim. Acho que como eu estou aposentado, não tenho mais motivo para me esquivar e posso aproveitar um pouco mais de tempo com as duas...

- Entendo. Vai dizer ao Naruto?

- Se ele perguntar... Claro. – Kakashi sempre havia sido evasivo, mas ao mesmo tempo, objetivo e desleixado de um jeito que poderia ser encarado com frustração por muitos. Mas Shikamaru, por ter trabalhado tantos anos com o grisalho conhecia e sabia lidar bem com isto – Eu vou desligar agora. Até mais!

Assim que Shikamaru retornou o telefone para o gancho, segurou o cigarro em suas mãos, dando uma tragada, um pouco inquieto. O que não era muito comum. Dentre tantas coisas em sua mente a única frase que ele sentia que poderia definir aquela situação era:

- Isto é muito complicado...

Ele então virou-se para apagar a luz e rumou para a casa, onde tinha certeza de que sua esposa o esperava...

 

*

 

Ino não podia reclamar nos tempos de paz. Principalmente quando o caso mais grave que tinham no hospital eram suturas por acidentes domésticos. Não havia mais o tom desesperador causado pela guerra e somente por isto, já valia a pena continuar aquele trabalho exaustivo e urgente. Ainda assim, mesmo sem guerras e com Konoha prosperando, acreditava que deixar o trabalho árduo de um ninja de lado era tolice. Por isto se tornou um pouco severa em manter a tradição de seu trio para com a nova geração. Aquele era um legado importante, que precisava ser mantido. 

Mas mesmo que fosse tão severa nesta parte, não podia negar que atualmente não era esta a sua maior preocupação. Naquele dia em especial, havia acabado de atender uma garotinha que havia quebrado o braço brincando no parque da creche onde estudava. O Raio X que tirou, indicava que havia duas partes quebradas e isto a intrigou. Ao questionar sobre o ocorrido, a mãe ficou nervosa e continuou a confirmar que ela caiu da gangorra e mesmo que Ino desconfiasse, deixou este sentimento guardado, pois sentia que além da mulher estar escondendo algo, talvez pressioná-la fosse apenas a deixar ainda desconfortável. 

Loira tinha fama de fofoqueira, óbvio, mas ainda assim sabia separar o profissional de sua vida pessoal, e foi quando ela saiu irritada de sua sala, após este atendimento e saiu bufando elos corredores, á procura de ar puro, que viu Sakura em uma área externa e um pouco isolada que havia no hospital, com o semblante triste. Mesmo sentindo que ainda estava frustrada pelo que aconteceu, sabia que não era comum ver a sua amiga de infância tão mal quanto sua aparência demonstrava e resolveu se aproximar:

- Testuda, oi!

Sakura levantou um olhar para a voz da amiga, totalmente sem brilho, ou interesse. Como se fosse uma casca. Isto assustou Ino ainda mais. Sakura abriu um sorriso leve e forçado, tentando parecer que estava bem, mas a loira apenas ignorou aquilo:

- O que aconteceu?

- Como assim?

- Você está péssima.

Mas Sakura desviou do assunto totalmente:

- Não é nada demais, Ino, não se preocupe.

Entretanto, olhar da loira indicava que havia ficado bem ofendida com aquelas palavras:

- Você falando isto pra mim? Sério? Logo eu que conheço você desde quando chorava por vergonha desse teu testão? – Mas ainda assim Sakura não esboçou reação e Ino se aproximou da amiga, segurando suas mãos – Escuta, vamos sair daqui ok? Vamos até o meu escritório.

Sakura não queria ser confrontada por Ino naquele momento, mesmo que fosse sua melhor amiga, ou sabia que iria desabar. Ela tentou, inutilmente, refutar qualquer investida da loira, mas quando percebeu, Ino já havia a puxado pela mão através dos corredores e fechado a porta do escritório atrás da rosada, como um baque:

- E acho melhor não... Preciso ficar um pouco sozinha.

- Eu sei, mas também precisa de um ombro amigo. Você não é assim, Sakura.

- Ino, não sei se ainda estou confortável para falar disso.

- Tem a ver com a Sarada? Ela está bem?

- Ela está bem.

- Então é o Sasuke?

A rosada precisou puxar o ar novamente, para disfarçar a recente insatisfação de ouvir aquele nome e o receio que ele voltava a carregar para si, depois de tantos anos. Ela em precisou responder Ino, para que esta percebesse do que se tratava:

- Entendo... O que ele fez?

- Ainda não sei dizer... Eu... – Ela não conseguiu segura mais e deixou que as lágrimas descessem de seu rosto. Ino ficou surpresa de ver a amiga fragilizada daquela maneira - Eu preciso te contar uma coisa. Eu preciso contar para alguém ou vou explodir.

Ino a abraçou em um impulso, recebendo as lágrimas de Sakura em seus ombros. Um choro amargo e triste. Não sabia o que Sasuke havia feito, mas o odiava naquele momento. Após alguns minutos, até que a rosada se acalmasse, a loiro ficou ali, servindo de apoio para amiga, até que se afastaram e Sakura tirou um bilhete do bolso de seu jaleco:

- O que é isto?

- Só leia. Achei nas roupas do Sasuke.

Ino pegou o papel com certo receio, começando a leitura em seguida:

 “Querido Sasuke, sei que o que vivemos foi intenso e sempre guardarei em meu coração. Mas também sei que nunca chegará á lugar algum, por tudo o que você precisa resolver. Você tem uma família e jamais abriria mão dela. Sinto que é injusto com ela o que estamos fazendo. Mesmo amando você, preciso sair da sua vida. Não me procure mais. 

 

Kei.”

A face de Ino ficou branca e os olhos arregalados ao terminar de ler o papel. Olhando para Sakura, viu os olhos da amiga se encherem de lágrimas novamente e sentiu um ódio enorme por Sasuke fazer Sakura passar por algo daquele tipo. Depois de todos os anos em que ele havia ficado longe, deixando a pobre mulher apenas na promessa da espera de seu marido com uma filha pequena da qual ela cuidou sozinha:

- O Sasuke-kun, ele...

- Ele me traiu Ino. Com esta tal de Kei.


Notas Finais


O que acharam?
Quantos mistérios heim? Comentem aí se quiserem e favoritem se acharem que vai ser legal acompanhar. Isto anima bem mais meu trabalho como autora.
Obrigada a todos que estão lendo e gostando! Vocês são uns amores.!
Beijinhos!


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