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História Vidas Partilhadas - Capítulo 15


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Capítulo 15 - Yoongi


Fanfic / Fanfiction Vidas Partilhadas - Capítulo 15 - Yoongi

Já se passaram alguns dias desde o incidente com o meu ex-namorado e, mesmo assim, continuo a pensar na infelicidade que Jackson terá ao lado de uma pessoa que, se pudesse, tinha abdicado do seu casamento por causa de outra pessoa. 

No entanto, não é Seokjin que me faz perder o sono e me deixa preocupado...é Namjoon e a sua procura sem respostas por um advogado para Jungkook. Cinco dias se passaram e, durante este tempo, percebi que Namjoon não tem vindo a casa dormir, apenas tem vindo tomar banho e buscar um termo com café, este que eu faço questão de o preparar todas as manhãs antes de ir para a pastelaria. 

Não sei mais o que pensar, visto que, antes de falar com Hoseok sobre este caso, gostava de saber o que realmente aconteceu naquele dia para que Jungkook fosse condenado. Assim sendo, quando cheguei a casa, fiquei ansioso por ver uma carta em cima da bancada da cozinha, esta que estava direccionada a mim. 

A carta de Jungkook chegou!

Lá dentro estava:

"Era uma noite de tempestade, como nunca se tinha visto antes. Okay, não era nada. Era apenas uma noite sem estrelas no céu e estava a orvalhar um pouco, nada de muito perigoso. 

Nessa noite, eu e os meus amigos decidimos ir até ao Globe Lounge, em Itaewon-dong, para aproveitarmos a noite e, quem sabe, conhecer alguém especial...espero que estejas atento a esta parte porque, mais para a frente, vais perceber o porquê de eu dizer isto. 

Quando chegámos, pude reparar que havia muita gente à espera para entrar e, a maior parte eram universitários que, provavelmente, queriam fazer um intervalo do seu estudo constante. No entanto, quando entrei, reparei que algumas das pessoas que estavam ali eram o dobro de nós e pareciam estar num sítio errado, como se estivessem a preparar alguma coisa. 

É difícil explicar esta parte, mas, para mim, aquelas pessoas estavam ali por um motivo diferente das outras uma vez que não queriam engatar ninguém, não bebiam e não dançavam. Agora, depois de meses cá dentro, percebi que estavam ali por causa de um negócio, estas pessoas dão-se pelo nome de Bloocks, e, pelos vistos, eles são muito importantes na máfia coreana. 

Bem, depois de beber uns copos com os meus amigos, reparei que um daqueles grandalhões foi ao bar com um rapaz, este que já se tinha mostrado interessado em mim e eu nele. Quer dizer, não só do tipo "cheguei primeiro" mas tinha reparado que o tal rapaz estava mesmo aborrecido com a conversa do grandalhão e, aos meus olhos, não merecia nada daquilo...merecia estar animado. 

Então, quando o rapaz de cabelos laranjas entrou na casa de banho, eu segui-o. Só que, tanto eu como o tal rapaz, não tínhamos reparado que o grandalhão veio a trás de nós. A princípio nada aconteceu, apenas recebi um aviso para me manter longe dele se quisesse viver com os dentes todos e, depois, o grandalhão arrastou o pequeno dali para fora. Não percebi muito bem, contudo, quando saí da casa de banho e me fui encontrar com os meus amigos, reparei que todo aquele gangue estava a olhar para mim com uma cara suspeita. 

O resto da noite foi tranquila, quer dizer, não me lembro de muito mais, apenas me lembro de sairmos do clube bem tarde e passarmos por um supermercado pois eu estava com fome. Visto que não me lembro bem do que aconteceu, vou contar-te o que acho que acabou por me colocar aqui. 

Eram umas quatro ou cinco da manhã quando saímos do bar em direção ao supermercado e, aquele gangue deve ter-nos seguido. Enquanto os meus amigos seguiram para casa, eu entrei no supermercado, super bêbedo e sem conseguir andar direito para ir buscar uma sandes de atum. Sendo assim, entrei, fui buscar a sandes, paguei com dinheiro e vim para casa. 

Eu não os vi mas, segundo a câmara do supermercado, eu voltei a entrar dois minutos depois, desta vez com um capuz na cabeça e com óculos escuros. Devo admitir que, quando se vê a gravação, o tipo parece muito comigo, em termos do físico, mas há diferenças pois ele estava demasiado equilibrado para um bêbedo...e, para mim, o chão não estava quieto nessa noite. 

Eu não sabia nada disto, muito menos que o empregado tinha sido morto por "mim" até dois dias depois, quando me vieram buscar a casa por assassinato. E, além de o matarem, roubaram dinheiro da caixa e demasiada comida, partindo muita coisa da loja. E, como a pessoa da gravação era parecida comigo e eu tinha cadastro...bem...era o mais suspeito e deteram-me. 

Durante o julgamento tentei, muitas vezes, justificar que não fui eu mas ouvia um "o senhor não tem direito à palavra"...não havia outro jeito, tudo apontava para mim. Então, no fim, fui condenado a 9 anos de prisão por assalto à mão armada. E, aqui estou. Cada vez que escrevo e explico a minha história fico mais zangado pois não acredito que o advogado que tínhamos deixou chegar a tanto e, ainda por cima, teve a coragem de desistir do caso. 

Sei que o Namjoon está a tratar disso mas sei, também, que vai ser complicado arranjar alguém que me defenda pois o caso "está encerrado" e por isso, pelo facto de ele não desistir, eu adoro o meu irmão. 

Mas a verdade é que não sei se algum dia vou sair daqui e tenho muita pena do que o meu irmão e a minha mãe estão a passar por causa de mim...eu que estava no sítio errado há hora errada. 

Seja como for, a carta já vai longa. Espero que acredites na minha inocência, mais do que eu costumo esperar das outras pessoas, talvez por seres importante para o meu irmão eu quero que fiques do meu lado. 

Não tens de me responder mas, caso o penses em fazer, dá a carta a Namjoon que ele envia e, por favor, mandem selos e envelopes. 

Com Carinho,

Jungkook." 

 

Precisei reler a carta mais duas vezes para entender tudo bem, visto que, as minhas lágrimas não me deixavam ler as coisas bem. Admito que sou uma pessoa sensível mas acreditei na inocência de Jungkook desde que falei com ele ao telefone e, saber por carta, o que o levou a estar ali, deixou-me com o coração partido.

Sendo assim, movido pela vontade de o ajudar, liguei a Hoseok.

- "Sim? Yoongi? São duas da manhã, que foi que aconteceu?" - Perguntou o ruivo, com uma voz rouca, devia estar a dormir. 

- "Desculpa ligar a esta hora mas preciso de falar contigo e é urgente. Tenho uma proposta de trabalho para ti e não queria esperar até amanhã." - Afirmei, ainda com as lágrimas a caírem. Espero mesmo que Hoseok possa ajudar o Jungkook. 

- "Tudo bem, então amanhã encontramo-nos na pastelaria às 9h em ponto. E, Yoongi, seja o que for, não chores. Eu sou um dos melhores advogados em direito penal e vou ajudar-te." - Declarou, terminando a chamada alguns segundos depois. 

O facto de saber que posso contar com a ajuda de Hoseok ajudou-me a ficar mais calmo mas será que ele, depois de saber do que se trata, quererá ajudar? 

 



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