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História Vidas Secretas - Capítulo 4


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Notas do Autor


#ficaemcasa e leia minhas fics ;)

Capítulo 4 - A semente da desconfiança


Fanfic / Fanfiction Vidas Secretas - Capítulo 4 - A semente da desconfiança

— Ele é bem bonito.. — disse enquanto observava pelo binóculos.

— Hãn?

— O babá de vocês, ele é bem bonito..

— Se tem tempo pra falar sobre o babá da minha filha então você não ta fazendo isso direito o suficiente.

— A pressa é inimiga da perfeição Jungkook.

— Esse cara não vai fazer nada suspeito!?

— Escuta, qual é o motivo pra gente ta seguindo ele? Ele já mostrou que não faz nada demais o dia todo. Já é o quarto dia que a gente ta nisso.. — disse Taehyung enquanto tirava o binóculos da cara e encarava seu amigo.

— Eu sei, eu sei tá? É só que.. É meio que um pressentimento de que ele é "perfeito" demais. Bom demais pro meu gosto..

— Olha, você é insuportavelmente paranóico! Tem pessoas que só são boas, sabia? Não é por que você leva vida dubla que significa que todo mundo leva! E além do ma-.. — falava indignado mas parou de falar derrepente assim que notou algo — Pera.. Não é o carro do seu marido ali?

Jungkook que até então prestava atenção na indignação de seu amigo e cúmplice Taehyung e revirava os olhos pra ele, voltou a olhar pra casa na mesma hora. Era de fato não só o carro de Jimin como ele descendo dele.

— Ele disse que tinha boas indicações do babá, então ele devia conhecê-lo, não deve ser nada demais.. — disse o Jeon enquanto tomava o binóculos da mão do amigo pra ver melhor aquela cena. Sua cabeça estava se enchendo de perguntas, Jimin havia saído a 2 semanas pra resolver coisas da empresa dele, o que não é anormal, e pelo o que ele estava vendo ele estava de volta e ao menos tinha lhe dito que chegou na cidade.

Jimin entrava na casa como se já soubesse cada cômodo dela, mas não demorou nem 10 minutos para que saísse de lá com Seokjin no seu encalço e segurando uma mala.

— Não consigo ouvir o que eles estão falando..

— Vou fazer leitura labial pra você.. — respondeu Tae que também estava curioso sobre a conversa e pra sorte de Jungkook, seu cúmplice era ótimo nisso.

Jimin tinha uma postura ereta e intimidadora, Jungkook já havia ido em seu trabalho umas raras vezes então imaginava que era daquele modo que ele se comportava no trabalho. O Park abria a porta traseira de seu carro e colocava a maleta em cima, infelizmente pelo ângulo não dava pra ver do que se tratava.

— Eu não quero desculpas — repetia Tae o que lia dos lábios de Park Jimin — Você trouxe errado pela segunda vez Seokjin, que merda de assistente é você?

— Perdão chi-.. — Jin recebeu um olhar mortal de Jimin e se corrigiu na hora. — Sr. Park.

Taehyung que "traduzia" aquela falação franzia o cenho junto com Jungkook. Eles tinha intimidade pra ter apelidos?

— Sr. Jeon, por favor Jin, me chame de Sr. Jeon. — Tae repetia o que deduzia que Jimin falava. Enquanto Jimin tinha uma postura indiferente diante Seokjin — Será que nem uma frauda você sabe comprar direito? Vou reformular; que tipo de babá é você?

— Desculpa Senhor Jeon. Não irá se repetir..

Jimin voltou sua atenção a maleta que tava no banco do carro, enquanto ele e Seokjin tava em pé na porta do carro, e o que ele tirou de lá de dentro foi que surpreendeu aos dois que observavam de longe.

— Os documentos que você me trouxe da adoção eu já tinha visto. Me trouxe errado pela segunda vez. Já faz 8 meses que você trabalha como babá pra mim e ainda assim você erra os pacotes de frauda. São G Seokjin! Jungkook fica me ligando reclamando e eu tenho que assumir a culpa toda vez. Você tem que ser a babá perfeita pro meu marido, mas não é capaz de acertar um pacote de fraudas mesmo depois de 8 meses? — Tae que repetia tudo, franzia o cenho e segurava o riso.

Seokjin tinha a cabeça baixa enquanto esticava os braços pra pegar de volta os documentos da mão de Jimin. O Park deu a volta no carro indo até o porta malas e tirando o que parecia uns 6 pacotes de frauda e entregava pra Seokjin que tentava segurar tudo.

— Olha e pela última vez, traz a munição certa da próxima vez..

Jimin fecha a mala aberta em cima do a porta aberta de seu carro e a joga dentro do porta malas fechando-, ele entra no carro dando partida enquanto Seokjin voltava pra dentro de casa.

— Munição? Você tem certeza que leu isso? — perguntava Jungkook intrigado.

— Sim, ele deve ta falando das fraudas erradas. Olha, será que podemos ir agora? O máximo que descobrimos aqui é que seu marido faz de tudo pra agradar você, até comprar fraudas pela babá só pra não te ouvir reclamar. O babá é ou era assistente pessoal dele também e ele por algum motivo precisa de algum papel da adoção da filha de vocês, ou seja, coisas que vocês podem resolver em casa! Isso só prova que você é muito paranóico e não deveria ter me arrastado pra isso. Eu to cheio de coisas importantes pra fazer. Vou indo nessa se não se importa! Não me chama que amanhã eu não vou vim! — Taehyung se levantou de onde estavam abaixados e saiu pisando duro indo embora dalí. Fala sério! Não iria alimentar as paranóias do casamento do amigo.

— Mais por que diabos ele escondeu que Jin era assistente dele? E por que ele não me avisou que já chegou? — resmungava consigo mesmo enquanto saia dalí de fininho indo até seu carro que estava estacionado duas ruas atrás.

°°•°°

Depois de ter passado na "empresa" onde trabalha pra buscar Jisoo que estava aos cuidados de Yoongi, Jungkook ficou um tempo enrolando em uma loja de bebês até finamente voltar pra casa.

Seu humor estava péssimo e ficou pior ainda quando chegou em casa e viu que ela estava do mesmo jeito que deixou, sem nenhum rastro de Jimin, ele não lhe mandou sequer uma mensagem avisando que tinha chegado e Jungkook sabia que ele tinha chegado.

Depois de colocar Jisoo — que veio dormindo em seus braços — no berço. Jeon foi na direção de seu quarto, talvez um banho quente e um bom sono melhorava seu humor e tirava essa pulga que habitava atrás de sua orelha. Poderia ligar pra yoongi e pedir pra que descobrisse onde Jimin estava e o que estava fazendo? Poderia. Ele iria querer fazer isso? Óbvio que não, à essa altura Taehyung já deveria ter falado o que fizeram mais cedo e ele com certeza o chamaria de paranóico também.

Mas foi tomado de surpresa quando entrou em seu quarto que estava cheio de pequenas luzes que parecia mini-abugus sem fio? Bom, Jeon não sabia bem só sabia que estava acesso e dando uma falsa sensação de ser velas. Aquelas coisinhas acessas combinados com pétalas de rosas brancas iam em direção a sua cama onde tinha um Jimin sentado no escuro lhe encando com um buquê de rosas na mão. 

— Que susto caralho! — disse com o coração na mão.

— Eu já tava quase desistindo, você demorou pra caramba! — disse o Park com o rosto cheio de divertimento por ter assustado Jungkook.

— Rosas Jimin? Bem cafona, já passamos dessa fase.. — cruzou os braços, ainda da porta olhando seu marido.

— Aish.. Por que ta fazendo essa cara? Era pra ser uma surpresa romântica.

— Ah.. Nossa super romântico chegar na cidade e não mandar uma mensagem pro seu marido, nem se pra perguntar se a filha ta bem. E mais; você sabe que eu odeio rosa.

— Não, você odeia vermelho. Qual é.. Eu queria fazer uma surpresa — jogou o buquê de lado — Esqueça as rosas, eu trouxe isso — disse erguendo em uma mão uma cesta cheia de especiarias enlatadas e embaladas dos lugares por onde passou, e em outra mão uma sacola de farmácia — Sei que dessa parte você não tem como não gostar.

Ainda carrancudo porém curioso, os olhos de Jungkook brilharam para a cesta. Gostava quando Jimin trazia lembraças assim para si por que dava a impressão de que ele tava sempre pensando em Jungkook ao comprar essas coisas, e bem.. Era muitas coisas.

— E essa sacola? Eu tô doente e não sei? — disse tentando não quebrar a pose de bandido mal.

— Ah, é só lubrificante e camisinha mesmo, pra mais tarde. — deu uma piscadinha e uma risada ao ver o tom de vermelho se formando no rosto de seu marido.

Que se foda a pose de bandido mal, Jimin sabia como o deixar constrangido.

— Jeon Jimin! — avançou em seu marido pra lhe dar um tapa fraco no braço.

— Só assim pra você me chamar de Jeon..quer dizer, tem outra forma também.

— Nossa, não da pra levar você a sério!

Jimin colocou as coisas que segurava tudo de lado e puxou seu marido mais pra perto, dando batidas nas próprias pernas em seguida.

— Senta aqui..

— Não, sai.. Ainda to bravo.

— E eu estou com saudades, quero te abraçar e sentir o cheirinho de bebê e te encher de beijinhos. Vem..

— Que saco.. — disse Jungkook enquanto sentava no colo de seu marido com a cara emburrada virada pro lado bem vermelhinha.

Jimin amava essa parte, a que ele voltava pra casa, para Jungkook por que Jungkook era a sua casa. Por isso sempre que isso acontecia não podia escapar do clichê de um bom abraço.

— Você realmente ta bem cheiroso. Não da pra saber quem é mais bebê, você ou nossa filha.

Jungkook virou a cabeça aos poucos em direção ao seu marido, ficava todo bobo quando ouvia Jimin falar "nossa filha".

— Nossa filha, óbvio. Por que eu brinco  é de fazer filhinhos.. — deu um sorrisinho provocativo.

— Ah é? — o encarou com as sombracelhas arqueadas — Mudanças de planos, acho que a sacola da farmácia vai ter utilidade agora. 


Notas Finais


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