História Vide Eros - Capítulo 2


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Kim Namjoon (RM)
Tags Drama, Jungkook Top, Magia, Mistério, Mitologia, Namjoon Bottom, Namkook, Nkm, Romance, Sensualidade, Sexy!museum
Visualizações 145
Palavras 2.441
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ecchi, Lemon, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá, boa tarde, boa noite; dependendo do horário que vocês estiverem lendo isso.
Capítulo 2/2 dessa two shot. Sim, pequena, mas que eu adorei escrever. E teve um grande significado para mim, participar do Namkookmuseum.
Enfim, boa leitura!

Capítulo 2 - Sentio Eros


Fanfic / Fanfiction Vide Eros - Capítulo 2 - Sentio Eros

Um luminoso raio de sol bateu nas pálpebras fechadas de Jungkook e ele abriu os olhos, devagar. Sem lembrar-se de onde estava, se espreguiçou e se encolheu de dor quando suas costas se arrastaram no chão duro. Ele virou-se de bruços e sentiu os músculos das costas doloridos. 

Levantando-se, sacudiu a poeira de suas roupas. Uma lágrima rolou por sua bochecha e, no momento em que começou a se virar, a sala começou a vibrar e as paredes de repente se sacudiram. 

Pedras pequenas e grandes despencavam do teto e uma das grandes colunas rachou. Jungkook caiu, protegendo seu corpo dos escombros com os braços.

O tremor foi parando e o estrondo cessou. Jungkook se erguia devagar, cambaleando. Tornou a olhar para a estátua, atônito. Uma parte da parede de pedra havia se quebrado, espatifando-se em centenas de pedaços. 

Os olhos da estátua brilharam dourados. A pedra se transformou de rocha dura em carne viva. Jungkook começou a se afastar, lentamente. Calafrios percorriam suas costas e ele tremia de medo. A estátua rígida começou a respirar e a pedra se dissolveu em carne. 

O deus Eros. 

Eros era um lindo homem com pele bronzeada e seu ser piscava em uma luz dourada. Vestido em um quíton cor de gelo; dava para entrever seu corpo, mas não claramente. Seus movimentos faziam um sussurro do tecido deslizando. Jóias de todos os tipos adornavam cada braço. Elas cintilavam e resplandeciam. 

Jungkook prendeu a respiração enquanto ele piscava, abrindo os olhos, e abaixava as asas. O deus inclinou a cabeça, observando-o. 

Ficaram os dois contemplando um ao outro em silêncio durante um tempo. Por fim, a única palavra — Eros — foi enunciada por Jungkook.

— É você quem me evoca, criança? 

Jungkook disse algo como:

— Eu, eu…

O deus sorriu.

— Que doçura. 

— M-meu… meu nome é Jungkook. Jeon Jungkook — disse afinal. — Sou… vosso servo.

— Meu servo? — o deus pareceu rir daquilo. Se desfez em sorrisos e se inclinou para a frente, os fios brilhantes fazendo pequenas sombras em seu rosto. — Você é tão charmoso, jovem mortal — disse ele e estalou os dedos; mantas de seda e almofadas surgiram espalhadas pelo chão. — Venha, sente-se ao meu lado. Coma alguma coisa. Beba. A conversa flui melhor com os lábios molhados.

Por um instante, Jungkook hesitou. O deus se inclinou para perto dele e falou suavemente:

— Não seria sábio recusar uma oferta de um deus.

Os olhos de Jungkook se desviaram para ele. E, em seguida, ele deu de ombros.

 — Apenas sentar não vai me fazer mal.

Jungkook sentou-se cuidadosamente, as almofadas eram muito confortáveis. Pegou uma xícara com um líquido dourado que o deus lhe ofereceu. Havia pétalas de rosa flutuando na superfície. A bebida tinha um aroma inebriante que subia à cabeça, rico e delicioso. 

— Então… penso que está aqui para me ajudar? 

— Foi isso o que pensou? — Jungkook se calou, e observou o deus, que tomava um gole da bebida num cálice dourado. — Eu vim aqui mais por curiosidade do que por qualquer outra razão, jovem… Jungkook. Entendada que: nos laços mortais, alguns se agarram aos outros com tanta força quanto vinhas. E às vezes, como vinhas, apertam com força o bastante para matar, não é mesmo? 

Jungkook sorriu, nervoso.

— A sua generosa comparação é tão admirável quanto o seu encanto, deus Kim. Ouço debochar de mim em meus sonhos e… 

— Você sonha comigo? Que adorável. 

Jungkook parou de rir, envergonhado. 

— "Deus Kim" — o deus começou a murmurar consigo mesmo por um instante, parecendo esquecer que Jungkook estava ali, que continuou em silêncio. O deus olhou para ele e sorriu. — Você é adorável e charmoso. Charmoso o suficiente para que eu possa perguntar e lhe oferecer algo: se pudesse me pedir uma coisa, o que você desejaria? 

Jungkook hesitou, apenas por um instante. Só existia uma coisa que podia pedir para o deus da paixão.

Levantou os olhos para ele.

— Um beijo seu, é tudo o que eu mais desejaria — disse. 

Os olhos do deus brilharam. Jungkook podia ver o próprio reflexo nas pupilas dilatadas dele, uma pequena imagem de si próprio naqueles olhos. 

— Feche os olhos.

E Jungkook fechou, claramente aguardando. Pôde sentir as mãos do deus em seus ombros, calorosas. Em seguida ele inclinou-se para a frente e o beijou. 

Jungkook sentiu o toque dos lábios dele, gentis no início, e os seus se abriram automaticamente sob a pressão. O deus começou a seduzi-lo com habilidade, apertou-o de encontro ao seu corpo e deslizou a mão até seu pescoço, passando a massageá-lo, instigando a pele com a ponta dos dedos. Os braços de Jungkook deslizaram ao redor dele, passando pelos cabelos, e o beijo deixou de ser suave e se tornou feroz, tudo em um instante como uma chama se acendendo. Jungkook se perdeu na sensação entorpecente de leveza no corpo. 

O cheiro do deus era incrível — cachoeiras e flores silvestres, tudo embrulhado em um homem lindo e sensual.

Jungkook sentia as mãos fortes deslizarem pelas suas costas e, em seguida, o deus pôs as mãos nos ombros dele e delicadamente os separou, afastando as mãos de Jungkook de seu pescoço. Por um instante, Jungkook pensou que fosse desabar, e encarou o deus com um espanto confuso. 

O deus olhou para ele. Ele sustentou o olhar de Jungkook por alguns segundos, em seguida desviou o olhar, os músculos da garganta se mexendo. Jungkook cerrou as mãos em punhos nas laterais do corpo.

— Foi bom o bastante? — perguntou o deus. — Serviu para entretê-lo? 

— Sim, estou muito entretido — disse Jungkook. — Mas imagino que não tanto quanto você.

Os olhos do deus brilharam para ele, dourados e dançando com a luz refletida do feixe de luz do sol.

— Quero um banho.

— E eu queria um namorado dos sonhos — disse Jungkook — Todo mundo quer alguma coisa.

O deus ergueu uma sobrancelha. Existia alguma coisa nele que fazia Jungkook se lembrar de um tigre, de um animal selvagem. Tão feroz e ao mesmo tempo tão lindo. 

Ele se levantou.

— Tudo bem.

O deus se levantou imediatamente, seguindo-o pelo corredor que levava a saída do templo. Seguiram em silêncio, um silêncio que Jungkook quase teve medo de romper, como se fosse quebrar a calma ilusória de um quase sonho ou feitiço.

Atravessaram um bosque e chegaram a uma pequena clareira. Uma linda cachoeira estava a frente. O deus caminhou os últimos passos da trilha até a beira da água. 

Ele tirou a roupa, e Jungkook simplesmente ficou olhando, de repente muito consciente do fato de que estavam sozinhos, e do corpo dele: da pele morena, da curva do músculo do peitoral. Da barriga lisa e definida descendo até os quadris estreitos, das pernas e dos braços, com um charme como os de um dançarino. Ele se livrou das vestes e das jóias, e sacudiu os cabelos brilhosos, e então, lançou um sorriso para Jungkook.

 — Vai ficar vestido? — perguntou. — Eu poderia prometer não olhar, mas estaria mentindo.

Jungkook deixou suas roupas caírem no chão, formando um montinho. 

— Despudorado — disse ele. — Mas ganha pontos pela honestidade.

— Sou filho de Afrodite, é claro que sou despudorado — falou o deus, vendo Jungkook seguir para a água, entrando até a altura do joelho. Estava fresca, mas não fria.

O deus olhou para ele e sorriu. Então os olhos viajaram do rosto para o corpo, como se estivesse olhando para alguma coisa exótica e incrível.

De repente, desviou o olhar, recuando de modo que a água subiu e o cobriu até os ombros. Ele mergulhou e ressurgiu, os cabelos dourados escurecidos e escorrendo filetes de água.

— É mais fácil se entrar de uma só vez — avisou ele.

Jungkook respirou fundo e mergulhou, a água cobrindo até a cabeça. Era linda, azul-clara, com fios de ouro por causa da luz vinda do alto. Assim que Jungkook relaxou o corpo, ele voltou à superfície, sacudindo água do cabelo.

Suspirou, aliviado. O deus o pegou pelos quadris e o puxou para si através da água. Jungkook se segurou nos ombros dele para se manter ereto enquanto ele puxava suas pernas para a sua cintura. Jungkook olhou de cima para ele, para as linhas molhadas do pescoço, dos ombros e do peito, as gotículas de água escorrendo das penas brancas das asas. 

O deus se esticou para cima para beijá-lo exatamente quando Jungkook se inclinou para baixo, os lábios se chocaram com uma força que enviou um choque de prazer e dor pelo corpo de Jungkook. As mãos do deus deslizaram pela pele do mortal, que encaixou a mão na nuca dele, entrelaçando os dedos nos fios molhados. Ele entreabriu os lábios e a língua do deus acariciou-lhe a boca.

Jungkook ofegou, a respiração se misturando à dele. Suas pupilas dilataram, seu coração batia forte e o corpo tremia de tesão. Os beijos eram fortes, quentes, entorpecentes, uma mordiscada no lábio inferior e o choque de línguas e dentes, os dois pressionando o máximo possível para se aproximarem ainda mais.

Estavam grudados, pele e pele, uma mistura do frio da água com o calor dos corpos e o deslizar desprovido de atrito das peles molhadas. Os braços do deus o envolveram completamente, e de repente ele estava com Jungkook nos braços, saindo do lago, a água escorrendo de ambos. 

— Eu lhe perguntei, se pudesse me pedir qualquer coisa, o que você desejaria? E você me respondeu que um beijo meu era o que você desejaria… — disse o deus, quase num sussurro. — Foi o suficiente? 

— Não, não foi… não foi o bastante para mim. Você vai me deixar, deus Eros, portanto, eu quero algo do qual eu possa me lembrar de você… da perfeição. 

— Por sua boca, e somente por sua boca, pode me chamar por um nome mortal. "Kim Namjoon". Significa ouro; realeza; talento; é tudo o que eu represento.

O coração de Jungkook começou a bater forte no peito. 

O deus Kim jogou para trás os cabelos que estavam caídos na frente dos seus olhos.

— Me toque — disse ele.

— O quê?

— Quero que me toque como se eu fosse a própria Lira de Apolo.

Jungkook poderia ter ficado ali por bons minutos, apenas observando os contornos do tórax do deus. Mas o deus queria que ele se aproximasse. E Jungkook também queria. Com a mão esquerda, Jungkook colocou os dedos sobre a maçã do rosto dele. Em seguida, depois de respirar fundo, foi para o tórax. Passou a mão para cima e para baixo, percorrendo todo o torso, concentrando-se nos tendões musculares. Roçou a ponta dos dedos sobre elas, uma por vez. O Kim permaneceu em silêncio, como se tivesse concentrado em algo.

O deus olhou para a sua mão e para o rosto de Jungkook, e foi tomado por uma explosão de amor, e desejo. Quando terminou, ele o beijou, um beijo longo e profundo.

Iriam ter uma manhã de carícias e amor.

Uma carícia leve começou em sua nuca, descendo pelo pescoço e se movendo lentamente pela coluna, tocando cada curva e saliência. O toque leve ficou ousado, e a mão de Jungkook segurou o braço do Kim e o puxou para si.

O Kim pôde sentir sua respiração bater em seu pescoço. O outro braço o envolveu, e os lábios tocaram a base do seu pescoço. 

A mão que estava antes em sua cintura se moveu para baixo, muito baixo, até que estava ali, bem onde o deus desejava.

Jungkook sorriu contra o seu pescoço. De repente, caiu de joelhos. Quando seu olhar se fixou no do Kim, tocou-o com a língua.

— Oh!

O Kim inclinou-se para trás, Jungkook o ajudou a deitar-se na areia, abrindo as longas e sedutoras pernas ao máximo que podia, com ele entre elas.

Jungkook parou no meio de uma combinação perfeita de língua e dedo em ação. O deus ofegou.

 — Sua língua é apaixonante.

O sorriso mais sexy surgiu no rosto do Kim. As mãos de Jungkook passaram sobre a bunda dele. Ele levantou uma de suas pernas e depois a outra, colocando-as ao seu redor.

— Você é tão lindo, deus Kim — a voz de Jungkook estava cheia de admiração, observando toda a glória nua a sua frente. Alto, com músculos definidos e sua intimidade dura.

— Evidente que sou — o deus falou enquanto via que ele apreciava a vista.

Jungkook se posicionou e colocou apenas a ponta do membro bem ali na entrada apertada. O Kim ofegou e arqueou as costas, querendo mais contato.

— Olhe para mim — ordenou, com uma voz sexy. 

Jungkook olhou-o, enquanto o tomava centímetro por centímetro. Sentindo-se completo, mais do que com qualquer outro homem que já tivera.

E o Kim não era um homem. Era um deus. O seu deus.

Gemeu, inclinando a cabeça para trás, sem ser capaz de olhar enquanto enfiava os últimos centímetros. Já estava muito profundo.

— Oh, deus Kim — Jungkook sussurrou, com a voz tensa. Os olhos do deus o encararam, seu olhar repleto de luxúria. Apoiando-se nos cotovelos, Jungkook o segurou pelo rosto com as duas mãos. Levou os quadris para trás e começou a se mover enquanto seus lábios tomavam os do Kim.

O beijo foi ardentemente ousado.

O deus envolveu as pernas e os braços ao redor dele, segurando-o enquanto ele o penetrava cada vez mais. Aquele mortal o desencadeava sentimentos tão intensos que se agarrou a ele.

Jungkook se conduziu até o orgasmo, mas o Kim não encontrou sua própria libertação. Ele tinha muita energia… Jungkook havia tirado a maior das sortes.

A tarde fora intensa. 

O deus continuava deitado, as costas na areia, mas agora Jungkook o cavalgava, seu corpo deslizando para frente e para trás, subindo e descendo em seu membro. Ele o tocava por inteiro: ao lado do rosto, no pescoço, entre o peito, até chegar nos quadris, onde guiava os movimentos. Jungkook se despedaçava quando os olhos se encontravam.

O deus pousou a mão em concha sobre a boca de Jungkook e falou algumas palavras em grego antigo. Um fiapo prateado de fumaça exalou dos seus lábios e foi apanhado pelas suas mãos. 

Jungkook desabou sobre o corpo do Kim, sua respiração saindo em ondas curtas. Então seus olhos se fecharam e ele não mais se moveu. 

— Farei de você meu amante imortal no Olimpo. 

Ele se pôs de pé, disse uma espécie de bênção e lançou-se sob a forma de uma poeira dourada e prateada ao céu. 


Notas Finais


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Obrigada a todos que chegaram até aqui.
Betagem por: @busanbitch
Capa/banner por: @JUNDAE


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