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História Videogames e Morenas Baixinhas. - Capítulo 6


Escrita por: kjnfeels

Notas do Autor


oii pessoal,

VOCÊS VIRAM O SOLO DA MAMACITA LISA??? Ainda tô tentando processar até agora. Acima dela só Deus e os helicópteros da polícia!!

boa leitura.

Capítulo 6 - Quando a Paixão é Recíproca.


Jungkook e Jisoo encaravam uma Chaeyoung nervosa andando de um lado para o outro em seu quarto. A ansiedade da Park estava começando a contagiar ambos, visto que Jisoo havia deixado o controle do videogame de lado, e Jungkook se repousou na poltrona, a encarando com os braços apoiados no joelho.

— Se você não parar de andar igual uma doente pra lá e pra cá eu vou te dar um chute no meio das pernas. – Jisoo rosnou, e quase de imediato ela parou com os movimentos. — Boa garota. 

— Chaeng, você precisa manter a calma. Se Jennie te chamou pra sair, há uma grande possibilidade dela querer passar mais tempo com você ou ela gost-

— Não – Chaeyoung o cortou de imediato. — Ela não gosta de mim mais do que uma amiga, e caso gostasse, logo que descobrisse que eu tenho essa coisa no meio das minhas pernas, ela nunca mais olharia na minha cara.

Jungkook e Jisoo trocaram um olhar conhecedor. A morena se levantou da cama e desferiu um tapa na cabeça da mais nova, essa por sua vez a olhou chocada.

— Escuta aqui, Park Chaeyoung, nós já conversamos sobre isso. Se por um acaso a 'Abelha Rainha' gostar de você, ela vai te aceitar do que jeito que você é. E se Jennie for uma boa pessoa, mesmo que exista a possibilidade de seus sentimentos não serem correspondidos, ela também não vai te olhar diferente por isso.

— E caso ela o faça, a única que irá sair perdendo é ela mesma. Podem existir várias outras pessoas para Jennie, mas nenhuma se iguala ao ser humano incrível que você é, e muito menos vai tratá-la da maneira que você pode. Muitos estão dispostos a beijar e se divertir, mas amar e cuidar, é bem raro – disse, Jungkook. 

Chaeyoung ficou muito tocada com as palavras, e no fundo de sua mente, ela sabia que ele estava dizendo aquilo por provavelmente estar em uma situação que aquele conselho se encaixasse. Ela fez uma nota mental de conversar com o amigo depois. 

Gukkie tem razão – Jisoo falou. A loira não perdeu o vislumbre das bochechas rosadas do amigo com o apelido. — Além do mais, você está gatíssima nessa roupa.

Jisoo apontou suas vestes. Chaeyoung trajava um jeans claro solto, cropped roxo e uma jaqueta de couro por cima. Seus cabelos loiros estavam hidratados e ela usava pouca maquiagem. Jennie havia lhe instruído mais cedo pedindo para ela usar algo que se sentisse confortável. Assim que tomaram café da manhã no quarto da Park, a morena a agradeceu mais uma vez por ela ter cuidado tão bem de si quando estava embriagada, e pela maneira que agiu, não se lembrava do quase beijo que aconteceu, fator que frustou a mais alta. Depois da saída de Jennie, ela rapidamente mandou mensagem para Jungkook e Jisoo, surtando dez horas antes do possível encontro.

— Concordo. Se você fizesse o meu tipo, eu pegava – brincou o rapaz. Jisoo o olhou de esguelha, as sobrancelhas arqueadas. — Ah, por via das dúvidas... – ele enfiou a mão no bolso da calça, tirando de lá uma pequena embalagem. Chaeyoung corou da cabeça aos pés quando notou o que era, já Jisoo riu alto. — Nunca se sabe o que vai acontecer em um encontro, sempre é bom ter uma camisinha no nosso caso.

— Não seja idiota! Não estou indo com essas intenções – a menina exclamou, as bochechas vermelhas semelhantes a um tomate. — Que droga, Jungkook!

Jisoo se jogou de costas na cama, rolando de rir. Jungkook também caiu em um riso divertido, era quase uma terapia diária os dois provocarem saudavelmente a amiga. Eles não zombavam dela por falta de uma experiência maior, mas sim porque era engraçado ver uma Chaeyoung puta da vida enquanto ficava rubra de vergonha.

Antes que a loira pudesse turrar um pouco mais, os três ouviram uma buzina do lado de fora. Jungkook espiou pela janela sorrindo ladino em seguida.

— Sua garota chegou.

O nervosismo voltou de súbito para seu corpo. Jisoo apertou sua mão afetuosamente, como se lhe dissesse que ia ficar tudo bem. Respirando fundo, Chaeyoung pegou o celular em cima da cama e saiu do quarto. Cada passo que dava em direção ao andar inferior, seu coração subia um pouco mais para a garganta.

Na sala de estar, ela viu sua mãe e seu pai abraçados de maneira afetuosa enquanto assistiam algum filme dos anos 80 na TV. Os dois dividiam uma bacia de pipoca. Minho ergueu os olhos quando ela segurou a maçaneta da porta. 

— Vai sair com a menina da manhã de hoje ? – inquiriu ele com curiosidade. Chaeyoung acenou.

— Volte antes das onze e nada de fazer sexo sem camisinha, Park Chaeyoung.

— Mãe! – novamente suas bochechas ficaram vermelhas. — Volto no horário. Boa noite. 

Ela saiu da casa rapidamente, e do lado de fora reconheceu o Porsche Panamera de Jennie. Seu coração começou a bater ritmadamente quanto mais ela se aproximava do veículo, as palmas de sua mão estavam suadas e ela as esfregou na calça jeans. Com os dedos trêmulos abriu a porta do passageiro e adentrou o veículo.

Sua respiração engatou quando foi abençoada com a vista ao seu lado. Jennie a olhava por baixo da franja, os olhos felinos cobertos por um delineado brilhavam em sua direção. A garota sorria contidamente, mas mesmo assim suas bochechas estavam protuberantes, ela usava uma camiseta simples com a estampa de um urso no meio e jeans justos que acentuavam suas curvas.

— Boa noite, Chaeyoung. Você está muito bonita.

— Obrigada. Você também está incrível – a loira sorriu.

— Vamos?

— Claro.

Olhando uma última vez para a loira, Jennie deu partida no carro, saindo dali. Enquanto isso, da janela do quarto de Chaeyoung, Jisoo e Jungkook acompanharam o veículo virar a rua e sumir de vista.

— Você acha que vai ocorrer tudo bem? – ele questionou.

— Sim. Se minha intuição estiver certa, Chaeyoung volta pra casa hoje com uma namorada. 

Ela o encarou com um sorriso presunçoso. Jungkook riu soprado, dando de ombros. Vagarosamente, Jisoo apoiou a cabeça no ombro dele, encarando a rua lá embaixo onde os filhos do vizinhos da frente jogavam bola. 

— Quer esperar a Chaeng aqui ou em outro lugar? – ele quebrou o silêncio

— Aqui mesmo, além do mais – Jisoo se aproximou do ouvido do rapaz, enfiando a mão no bolso da calça dele e pescando a embalagem que havia ali — a cama dela é muito macia.

Jungkook sorriu maliciosamente.

— É, nós podemos trocar os lençóis depois.

Em questão de minutos, o cômodo foi invadido por gemidos abafados.

                                   ****

Jennie estacionou o carro em frente a um estabelecimento com o letreiro em azul Néon. Chaeyoung ficou levemente confusa, já que não conhecia aquele local. A Kim a olhou atenciosamente estudando suas expressões, um sorrisinho surgindo nos seus lábios ao notar o cenho levemente franzido da mais nova - ato que ela percebeu que só acontecia quando ela estava perdida - e suas sobrancelhas enrugadas.

— Esse lugar abriu há poucos dias. É como um fliperama, mas com um aspecto de Lan House. Uma casa de jogos – o rosto de Chaeyoung se iluminou com a informação. — Vamos lá.

As meninas desceram do veículo e adentraram o estabelecimento. Lá dentro era bastante chamativo, seja por conta de alguns computadores, máquinas idênticas as de um fliperama ou pelos jogos a mão como tiro ao alvo. Chaeyoung identificou também uma lanchonete ao fundo e ficou ainda mais animada, ela amava comida. 

Jennie envolveu sua mão, e com o gesto, uma corrente elétrica subiu por todo seu braço. A morena sorriu para si a medida que caminhavam mais para dentro. Um rapaz alto, de aparência jovial se aproximou da duas com um sorriso nos lábios.

— Jennie, que bom ver você por aqui. Olá, moça – ele acenou para a Park.

— Eu disse que viria, Soobin. Essa é Park Chaeyoung, Chaeyoung esse é Choi Soobin, meu amigo e dono do local.

— É um prazer lhe conhecer – o rapaz estendeu a mão e ela retribuiu o gesto. — Espero que se dirvitam muito. Como é a primeira vez das duas aqui e Jennie me ajudou muito, tenho um presentinho – Soobin tateou os bolsos tirando alguns tickets do jeans, os quais entregou na mão de Jennie. — Por conta da casa a diversão de hoje.

Elas agradeceram o garoto antes dele precisar voltar ao atendimento. As duas então foram até a máquina do Pac Man, um jogo antigo que era popular até os dias atuais. Chaeyoung ria quando Jennie acabava perdendo uma vida, achando adorável ao mesmo tempo a forma que suas bochechas inflavam de raiva. 

— Me dê um desconto, faz tempo que não jogo – justificou Jennie.

— Acredito em você. Mas olhe, é só movimentar as mãos assim – com uma coragem momentânea, ela se posicionou atrás de Jennie, estendendo os braços para repousar as mãos nas da Kim. Seu queixo ficou apoiado no ombro da mais velha. — E agora você faz assim.

Chaeyoung não conseguiu visualizar o rubor no rosto de Jennie e muito menos o sorrisinho em seus lábios, ela apenas se manteve naquela posição até Jennie conseguir conquistar o segundo lugar, já que o primeiro colocado estava em uma pontuação deveras alta. Quando cansaram de jogar ali, rumaram até os computadores, onde em conjunto iniciaram uma partida online de PUBG. Algumas pessoas se colocaram atrás da cadeira das duas, observando a habilidade que possuíam. Ao final da partida, Jennie abraçou Chaeyoung murmurando um "somos uma dupla incrível" o que a fez rir envergonhada.

Quando desfrutaram de todos os jogos, foram até a lanchonete improvisada dali. Chaeyoung insistiu muito em pagar seu lanche, mas Jennie não deixou, alegando que ela havia a convidado então pagaria o que ela comesse. Relutante, a loira aceitou, pedindo um hambúrguer e milkshake de chocolate. Ela fez uma careta ao ver Jennie pedir um hambúrguer com abacate no meio.

— Como assim você não gosta de abacate?

— É horrível.

— Você já provou? – perguntou Jennie, arqueando as sobrancelhas.

— Já, e é justamente por isso que não gosto.

A morena negou com a cabeça, rindo em zombaria. Seus olhos de gato analisavam meticulosamente Chaeyoung devorando o lanche. Era fofo a forma que suas sobrancelhas arqueavam e suas bochechas ficavam idênticas as de um esquilo quando ela mastigava, ou os sons de satisfação que ela emitia.

Se tudo corresse como o planejado, aquela noite terminaria bem. Após terminarem de comer, Chaeyoung notou que estava quase na hora de retornar para sua casa, então Jennie foi pagar os lanches. Foi automático a forma que a mais velha estendeu a mão para si quando saíram do estabelecimento depois de agradecerem Soobin mais uma vez. No carro, a Kim parecia um pouco nervosa antes de girar a chave na ignição.

— Você está bem? – Chaeyoung perguntou preocupada. Jennie assentiu.

— Chaeyoung, tenho uma coisa para te falar. Se você não quiser mais manter contato depois disso, tudo bem. Eu irei entender – ela colocou uma mecha de cabelo atrás da orelha. Chaeyoung engoliu em seco, a olhando para continuar. — Eu gosto de você.

O veículo caiu em um silêncio espesso. A audição de Chaeyoung captou o barulho de outros carros passando na rua e da música no restaurante da esquina. Seus olhos observaram um adolescente analisando um maço de cigarros na barraca de cachorro-quente na calçada. Suas mãos começaram a suar, e seu coração parecia que dessa vez sairia pela boca. Ela precisava dizer a Jennie.

— Eu também gosto de você – disse. A morena sorriu grandemente. — Mas acho que não podemos dar certo.

— O quê? Por quê? – Jennie perguntou, desesperada.

Chaeyoung respirou fundo.

— Você já deve ter ouvido falar em pessoas intersexo receio eu. É uma condição muito rara de acontecer. Existe 1% de chances disso ocorrer, e bem, aconteceu comigo. – Chaeyoung percebeu que suas mãos tremiam. — Não sou igual as outras meninas, eu nasci com as características sexuais masculinas em meu aparelho reprodutor.

Embora um peso parecesse ter sido tirado de seus ombros, ela de repente se sentiu muito nervosa com o novo silêncio que sucedeu sua fala. Chaeyoung não ousou olhar para Jennie, até sentir um toque em sua mão.

— Olha pra mim – pediu Jennie, suavemente. Com um pouco de receio, Chaeyoung a encarou, e diferente do que imaginava, ela não a olhava com nojo, mas sim com olhos carinhosos. — Não me importa como você é, isso não me faz gostar menos de você. Estou apaixonada por você desde o segundo ano, e o fato de você ter um pênis – as duas coraram — não vai me fazer te olhar de outra maneira. Ainda vou te encarar apaixonadamente.

Lágrimas arderam nos cantos do olhos da Park. Uma onda de calor subiu por seu peito com o sorriso gengival que Jennie mantinha na face e suas palavras doces.

— Nesse caso, eu posso beijar você agora? – ela mesma se surpreendeu com a pergunta que fez. 

— Deve. 

Chaeyoung se inclinou na direção da mais baixa até suas respirações misturarem. Lentamente ela fechou os olhos e seus lábios pousaram nos de Jennie, um toque simples inicialmente. A morena levou as mãos até sua nuca, contornando seu lábio inferior com a língua. Compreendendo o gesto, Chaeyoung entreabriu a boca, e pela primeira vez ela sentiu a língua de Jennie entrelaçar a sua, dando início a um ósculo lento e apaixonado. Ela deixou a outra dominar o beijo e ditar o ritmo, sendo agraciada com um suspiro de satisfação. Quando se afastaram, Jennie deixou um selinho em seus lábios, abrindo um lindo sorriso em seguida.

— Eu lembrei de uma coisa nada a ver agora – Chaeyoung proferiu, acariciando a bochecha de Jennie.

— O quê? 

— Temos que terminar o trabalho de história.

Jennie franziu o cenho gargalhando em seguida com a observação aleatória.

— Deus, você é tão versátil. Isso me faz apaixonar ainda mais.

— Então estamos na mesma, pois cada dia eu me apaixono mais por você.

Jennie sorriu novamente, e pela segunda vez, selou sua boca a da loira.



Notas Finais


Até o próximo! E perdão por qualquer erro no capítulo, vou revisar depois.

Stream na Queen Lisa!


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