História Viene, acercate! - Capítulo 20


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Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa noite gente!! Aproveitem o capítulo de hoje!!


A música é:

Congela o teu olhar no meu
Esconde que já percebeu
Que todo meu amor é teu amor
Então vem cá

Que nós, até Caio escreveu
Parece que nos conheceu
Em mel e girassóis te peço, só te peço

Fica
Fica, me queira e queira ficar
Fica
Fica, me queira, queira

Capítulo 20 - Fica?


Álvaro

     Peguei as chaves do carro no balcão e me dirigi até ele. Estava decidido a fazer o que tinha pensado. O nível alcóolico já estava estourando os limites. Os pensamentos confusos e os desejos ambíguos me dominavam naquele momento. Sentei no banco, apoiei minha cabeça no volante e respirei fundo tentando me acalmar. Acalmar aquele sentimento desesperador dentro de mim. Enviei uma mensagem para Blanca porque sabia que era só leria quando acordasse de manhã. 

“Estou bem. Chego em um instante.”

     Engatei a chave e o destino já era certo. Dirigi quase que automaticamente como se algo tivesse me guiando diretamente pra lá. Aquela sensação de estar flutuando e zunido no ouvido deixaram claro o suficiente que eu estava bêbado. Não quis saber. Chamei pelo interfone. Tocou 2x até finalmente a voz dela estar do outro lado.

-Quem é?

-Álvaro. Preciso falar contigo.

-Álvaro, vá pra casa. É de madrugada. Não temos o que conversar.

Itziar

     Ele só podia estar brincando com a minha paciência. Passava das 2h e um ser totalmente incontrolável estava a me encher o saco. Não estava pronta pra enfrenta-lo ainda, não conseguiria mentir mais uma vez sobre os meus desejos e sentimentos. Só queria adiar o tanto que pudesse essa conversa pois sabia que não resistiria. Ele balbuciou algumas palavras que não pude entender nada.

-Estás bêbado!

-Não estou.

-Sobe Álvaro.

     Praticamente socou a porta. Era nítido sua embriaguez, mal conseguia sentir a força pela qual bateu na porta. Não esboçou nenhuma reação ao me ver, apenas entrou e parou atrás de mim enquanto fechava.

-Que fazeis bêbado essa hora? Brigou com sua mulher?

-Não. Estou assim por ti. Porque não parava de pensar em você e nem nessa nossa briga boba.

-Boba Álvaro? Por favor. Apenas te pedi pra não me procurar mais.

-E é isso mesmo que queres? Sei que está chateada com o acontecimento daquele dia. E eu te devo muitas desculpas. Fui um infantil que não conseguiu conter os ciúmes.

-Você não me deve nenhuma explicação. Estava com sua mulher. Nada de errado nisso, pelo contrário.

     Ele tocou meu rosto com suas mãos assegurando que eu não fosse escapar dali. Olhou dentro dos meus olhos por uns segundos. Um olhar de medo e desespero. E principalmente sincero. Aquilo acabou comigo e quase que dei pra trás na decisão que eu mesma havia tomado. 

Álvaro

     Sabia que estava arriscando demais em estar ali bêbado em sua frente. E quando a bebida entra, a verdade sai.

-Eu não suporto te ver perto do Mário. Sabe que ele te canta descaradamente, não é?

-Ah não...de novo isso não. Chega.

-Vai negar que não estava gostando de ser cantada por ele ali bem na minha frente?

-Álvaro, você está bêbado. Não vou conversar com você nesse estado.

-Pois eu quero. Necessito que brigue comigo, discuta comigo, faça qualquer coisa. Só não continue fingindo que não está acontecendo nada.

-Pois bem. Você esfrega sua intimidade com sua mulher na minha frente só pra me provocar e agora está reclamando de um colega de elenco que apenas estava sendo gentil comigo? Aí enche a cara e vem me perturbar a essa hora da madrugada jogando todas as merdas na minha cara?

-Desculpa. Já te pedi desculpas.

-Não me peças, pois não vou aceita-las. 

-Você é muito difícil. Muito difícil

-Você não me deve satisfação. Eu, tampouco. Fui uma burra mesmo em ter caído nessa loucura. Em ter confiado em você. Você não se controla. Sabe que eu detesto isso de ciúme. Sabe que sou uma mulher livre e que não gosta de se sentir presa e olha o que você está fazendo..

-Apenas tentando te mostrar que está o tempo todo a me provocar.

-Porra, Álvaro. Não tenho nada com o Mário. NADA! Que merda! Pára de me apontar o dedo.

     A vi com o rosto vermelho, fervendo de raiva. Encostou na parede bufando. Pude notar seus olhos marejados e ao mesmo tempo jorrando sangue. Eu não conseguia parar de ficar ofegante. Minhas mãos tremiam, um misto de sentimentos. Vontade de deixa-la e ao mesmo tempo beijá-la. Até que bem baixinho ouvi seu resmungo.

-Que arrependimento.

-Estás arrependida de sentir algo por mim, é?

     Me emputeci com aquelas palavras. Não podia acreditar. Peguei as chaves do carro na mesinha de centro e fui encaminhando para a porta. Apenas queria perde-la de vista.

Itziar

     As palavras saíram de minha boca sem que eu as permitisse. Quando percebi Álvaro já estava indo embora. Agarrei no braço dele o impedindo.

-Você não vai sair daqui assim. Bêbado. Pode deitar no sofá e dormir ali.

     A tensão em seu corpo foi se desfazendo e aos poucos ele foi relaxando. Nunca tinha o visto assim com tanta raiva e fora de si. Retirei a chave da porta para garantir que não saísse e o conduzi até o sofá. Busquei uma roupa de cama e um travesseiro pra ele. O ajudei a se acomodar e quando fui levantar ele tocou a minha mão, fazendo-me estremecer.

-Não se deu contas ainda que estou apaixonado por você?

     Fiquei paralisada. Óbvio. Mas, o cortei pedindo para que dormisse pois no dia seguinte teríamos uma intensa gravação e uma première pra participar.

Álvaro

     Despertei com a cabeça parecendo que ía explodir. Olhei a hora no celular. 6:03. Lembrei que só tinha uma cena às 9h e me senti aliviado. Ao mesmo tempo me sentia um merda por estar ali daquela forma. Tinha feito aquela loucura. Onde eu estava com a cabeça em aparecer de madrugada bêbado? Aos poucos minha memória ia voltando daquela noite. Cada palavra, cada cena sendo revivida em minha mente. Comecei a me xingar repetidamente. Levantei devagar pois minha cabeça latejava. Abri com cuidado a porta do quarto de Itziar para não acordá-la, mas ela não estava ali. Ouvi o barulho do chuveiro. Me segurei para não entrar, não podia cometer outra babaquice. Tinha que respeitar o mínimo do espaço dela. Fui a cozinha e fiz um café forte para me acordar. Já me sentia familiarizado naquele lugar. Me sentia confortável. Tomei uma xícara e sentei-me novamente no sofá, pedi a cabeça pra baixo segurando-a com as duas mãos. Pensativo. Com vergonha. Com medo do que ia acontecer.

-Estás melhor?

-Sim. A propósito desculpa por ter vindo pra cá assim. Não devia..

-Sim, não devia.

-Me desculpa também por tudo o que disse. Fui um imbecil..

-Atitudes se consertam, mas as palavras ficam.

     Não tive o que responder. Ela estava certa. Não sabia até que ponto eu tinha piorado a situação. 

-Álvaro, é melhor você ir agora. Não temos nada pra conversar mais. Já me disse tudo o que queria, agora vai.

-Não faças isso.

-Você fez.

     Pude ver sua mágoa em seus olhos. Estava com um ar triste e de decepção. A raiva parecia ter passado, mas o ressentimento não. Ali, eu tive certeza que não haveria mais volta e que eu a tinha perdido. Depositei um beijo em sua testa e ela me acompanhou até a porta, fechando-a logo em seguida que me pus pra fora.

Itziar

     Estava tensa por tudo que aconteceu naquela noite e pior, estava cansada. O dia prometia. Uma gravação intensa com Álvaro que me exigiria um emocional que não tinha no momento. E a noite a première da série. Me aprontei na maquiagem e fui pra sala de descanso repassar as falas. Não me concentrava em uma palavra que lia. Não parava de pensar no quanto eu estava imersa naquela história com Álvaro e quanto eu queria voltar atrás. O quanto eu queria vive-la até não poder mais. 

     Relembrava tudo que tínhamos passado até ali. O quanto ele era carinhoso e o quanto ele cuidou de mim quando mais precisei. O quanto ele era cabeça dura, o quanto ele era possessivo. O quanto era atencioso e amigo. Voltei à minha atenção ao roteiro repetindo diversas e diversas vezes as falas a fim de afastar qualquer outro pensamento até que ouvi duas diferentes vozes se aproximando. Álvaro e Pedro.

Álvaro

     Encontrei Pedro pelos corredores e logo se desculpou pelo bolo da noite passada. Resolvemos ir até outro lugar, então, para conversarmos melhor. Entramos na sala de descanso e o motivo da conversa estava la, sentada e com os olhos arregalados ao me ver. Pedro logo quebrou o silêncio.

-Não queríamos te atrapalhar, Itzi.

-Não, Pedro. Já estava de saída.

     Sem olhar na minha cara, ela saiu como um furacão. Me joguei no sofá desanimado e sem saber o que fazer mais.

-O que aconteceu com vocês?

-Ela ficou chateada por aquele dia no coquetel, pediu pra eu me afastar dela, o fiz o máximo que pude. Ontem fui para o bar, bebi todas e fui parar de madrugada no apartamento dela. A  acusei de estar consentindo com a queda de Mário por ela e mais um monte de merda que disse.

    Soltei tudo de uma vez, sem quase respirar entre uma palavra e outra. Pedro olhou-me com um ar de negação.

-Porra Álvaro. Onde estás com a cabeça?

-Nela.

-Nunca. Tens que tomar juízo. Repense no que está fazendo. 

-Pra piorar ainda tenho uma cena com ela agora.

-Pois use o seu personagem pra tentar consertar algo.
 
Gravaríamos a cena em que a Raquel amarra o professor e questiona se nosso envolvimento seria apenas para favorecer o grupo de assaltantes. 

Itziar 

Entrei nos estúdios e Álvaro já caracterizado estava me aguardando para começarmos. Se aproximou e falou:

- Acho que poderias me bater de verdade para passarmos mais credibilidade.
- Não farei isso Álvaro! 
- A cena ficaria melhor assim...

Posto isto, começamos a cena:

- Raquel estou apaixonado por ti!
- Repita! 
- Raquel estou apaixonado por ti!

É assim dei 3 tapas em sua cara, descontei toda minha raiva, todo meu ressentimento naquele momento. 

Quando acabou a cena nos abraçamos e chorei, chorei por tudo que passamos em que ponto chegamos.

Estava perdidamente apaixonada por ele e não estava sabendo lidar com este sentimento avassalador e arrebatador.
 
Álvaro

Quis usar a cena para que ela pode esvaziar toda mágoa dentro dela. Levei 3 belos tapas, e após o choro, percebi o quão babaca estava sendo com aquela mulher. 

Nos abraçamos e choramos juntos...



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