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História Vienna - Capítulo 1


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Notas do Autor


Oi pessoas lindas.
Então...
Mais uma fic rsrs
Decidi criar essa pra poder postar as Ones, Shorts e Longs que minha mente fértil cria.

Já tinha essa ideia há algum tempo, mas só esses dias eu resolvi tirar do papel. Sabe como é né? Muito tempo livre...

Sem mais demoras, quero desejar uma ótima leitura

Ps: Relevem quaisquer erros.

Ps 2: +18

Capítulo 1 - Vienna: A arte do corpo e do erotismo.


Fanfic / Fanfiction Vienna - Capítulo 1 - Vienna: A arte do corpo e do erotismo.

Dizem que não são todas as pessoas que conseguem apreciar uma obra de arte. Por vezes não há um entendimento ou não se aprofundam nas linhas de cada traço de tinta ou marteladas nas esculturas de mármore.

Particularmente para a professora de artes, Kim Taeyeon, ela achava que qualquer pessoa que tivesse seu olhar instigado, poderia sim, se tornar um apreciador da arte. A faculdade onde ensinava, famosa por promover grandes estudos sobre as artes contemporâneas e modernas, estava prestes a abrir um grupo de estudos para falar sobre o corpo... Sim, o corpo humano. Mas não só sobre isso. O foco do estudo era a arte do corpo junto ao erotismo. 

Estudar o corpo humano como o foco da arte e não o criador, era instigante para a Kim. A instigava pois nunca houvera em sua vida toda - Todos os deus 31 anos - Encontrado algo que a fizesse apreciar uma estrutura física a níveis eróticos.

Não a entendam errado, não é como se ela não se atraísse - De preferência se o corpo em questão for feminino - Mas ela sempre fora o tipo de mulher que apreciava a mente e tudo o que pudesse sair dali. Então, não se antenava as curvas ou a arte da sedução.

Vienna estava fria naquela manhã, Taeyeon acordou, com certa dificuldade, já que normalmente naqueles dias, ela não ensinava. Estava começando a se arrepender por ter aceitado entrar no tal grupo de estudos, mas não era do tipo que dava pra trás, então se levantou e correu para o banheiro, com a intenção de tomar um banho rápido e seguir rumo a faculdade.

Cerca de uma hora depois - Porque o trânsito não estava dos melhores, pra variar - Taeyeon estacionou em frente ao campus. Ela saiu do automóvel, se certificando de fechá-lo - Já que dá última vez, esqueceu o mesmo aberto e só não levaram o carro, pois provavelmente o ladrão não sabia fazer ligação direta. - E se apressou a chegar na sala onde teriam as aulas.

Enquanto andava pelo pátio, os alunos a cumprimentavam, era uma das professoras mais adoradas da Universidade. Parou rapidamente na cantina, já dentro do prédio, e pegou na conta um café e uma de suas rosquinhas favoritas. 

- Onde vai ser a aula sobre o estudo do corpo? - Perguntou à senhora que ficava na secretaría, ainda no primeiro andar. 

- Sétimo andar, sala 707!

Taeyeon franziu o cenho pela quantidade dos setes. Ela gostava desse número, não... Ela amava esse número. O considerava como da sorte. 

Enquanto seguia para o elevador, imaginava que talvez o universo quisesse lhe dizer que foi uma boa ideia está ali. Seu andar chegou e meio atrapalhada, saiu do elevador, correndo até o número indicado. Abriu a porta com certa força, se arrependendo no mesmo instante quando a mesma escapou de sua mão e se chocou com a parede, com certa força, fazendo um estrondo, cujo o mesmo, chamou a atenção de toda a sala.


A aula já havia começado.


E ela estava atrasada.


Taeyeon riu sem graça, sentindo seu rosto esquentar. Ela pediu desculpas e seguiu a procura de um lugar vago.

Sentou-se ao lado de uma de suas colegas de profissão, Kwon Yuri, professora de gastronomia, enfim tomando o primeiro gole de seu café.

- Você fez uma bela entrada ali! - Brincou a morena, pegando a rosquinha da amiga e mordendo um pedaço nada modesto.

- Acho que o universo está contrapondo os meus pensamentos... - Puxou a rosquinha da mão de Yuri e a mordeu. - Faz tempo em que começou? - Perguntou com a boca cheia.

- Não... Na verdade a palestrante do dia ainda não chegou. - Apontou para o auditório. - Aquela ali é a mediadora.

- Ao menos isso... - Suspirou aliviada.

Alguns minutos se passaram, não muito, talvez dez ou doze, quando a porta da sala voltou a se abrir.

Taeyeon apenas viu uma cabeleira vermelha transitar pelo local e seguir para os fundos do auditório, mas não conseguiu mais detalhe algum. Ela terminou de tomar seu café e assim que as luzes de trás e da frente se apagaram - Permanecendo acesa apenas a do próprio auditório. - Taeyeon cravou seus olhos na mulher que entrou de forma tão penetrante, que a Kim tinha certeza que ninguém ali olhava qualquer outro ponto.

Ela era linda. Não... Linda é um adjetivo que não lhe fazia jus. Aquela mulher era a personificação da beleza, parecia uma obra esculpida em mármore pela pele extremamente branca, que contrastava de uma forma exuberante com os cabelos vermelhos e os lábios de mesma cor. A mulher usava um salto alto, preto. Suas pernas expostas pelo vestido, pouco acima do joelho, era uma das partes que para Taeyeon, não poderia ser algo desse mundo. Suas curvas marcadas pelo tecido preto, com algumas rendas, o sutil decote, o jeito em que mordia a ponta dos lábios. Tudo, exatamente tudo naquele ser gritava sensualidade.

- Bom dia... Me chamo Tiffany Hwang, sou pesquisadora da arte contemporânea da UCLA - O sotaque americano perfeito denunciava a sua nacionalidade, assim como todo o ar que emanava de si. -  E peço desculpas pelo atraso, mas o trânsito não estava um dos melhores.

- Como se alguém fosse se importar com isso agora. - Pensou Taeyeon, sem conseguir tirar os olhos do sorriso lindo que a pesquisadora tinha. As duas luas em seus olhos deram a Taeyeon a incrível necessidade de os retratar em uma pintura.

- Como o nome do nosso estudo diz, vamos falar sobre o corpo e a arte produzida por ele, na perspectiva erótica. - Tiffany caminhava de um lado a outro no palco, gesticulando com as mãos e uma propriedade na fala que puxava a atenção de qualquer um que se atravesse a ouvir aquela deliciosa voz rouca. - Mais especificamente, o corpo da mulher. - Parou no meio do palco e encarou os diversos rostos fixos em si. - Alguém sabe me dizer qual foi o primeiro registo em arte do corpo de uma mulher? 

Um breve silêncio se fez na sala, Taeyeon sabia a resposta, mas estava hipnotizada demais para levantar a mão. 

- Alguém? - Tiffany incentivou e só então, a Kim decidiu erguer o braço. A Hwang sorriu ao ver a interação da "aluna" e isso acabou tirando um pouco do fôlego de Taeyeon. - Sim, pode dizer!

- V-vênus de Willendord - Coçou a garganta. - O primeiro registro em arte do corpo da mulher foi a Vênus de Willendorf. 

Tiffany assentiu, ainda com aquela maldito sorriso no rosto. - Perfeito! A Vênus de Willendorf, lá do período paleolítico, com suas curvas e formas desproporcionais - Fez os gestos com as mãos, arrancando algumas risadas. - É uma escultura que, de acordo com os nossos estudos, foi um auto retrato. - Voltou a caminhar pelo palco, tendo sobre si os olhos profundos de Taeyeon. - Como não haviam espelhos ou algo que pudesse refletir diretamente a imagem da mulher, alguém a fez, ou melhor, se fez daquele jeito. - Apontou para a tela onde na mesma, a imagem da escultura aparecia.

- Você vai babar daqui a pouco. - Yuri murmurou no ouvido da professora de artes.

Só então Taeyeon percebeu que sua boca estava aberta. A fechou rapidamente. - Não sei do que você está falando...

- Uhum... - Yuri debochou. 

- Depois da de Willendorf, vieram diversas outras Vênus, como as egípcias, com seus rigorosos padrões estéticos. A gótica e assim por diante. - Tiffany parou mais uma vez no meio do palco e girou o corpo, fazendo sinal para que alguns staffs entrassem trazendo consigo um espelho. - Vocês devem está se perguntando agora, porque essa mulher está falando sobre as Vênus? - Mais risadas surguram - Bem... É preciso um pouco da história da arte para se chegar ao resultado em que queremos. Falar sobre o corpo requer sensibilidade e essa sensibilidade está presente na história há muito mais tempo do que imaginamos.

- Porque o espelho? - A Kim perguntou a si mesma.

- Preciso de um voluntário... - A Hwang comunicou e de imediato, diversas mãos se levantaram, mas ela nem sequer olhava para os rostos daqueles que balançaram seus braços como macacos batiam no peito para atrair suas fêmeas. Ao invés disso, seus olhos cravaram na garota de camisa de botão preta e coque mal feito. - Você... - Apontou para Taeyeon. - Venha aqui, por favor.

Taeyeon escutou a risada silenciosa da amiga e bateu na perna da gastronoma. Relutante e sobre o olhar de todos daquela sala, a Kim se levantou e caminhou rapidamente até o palco.

Ouviu alguns "Vai la professora!" E " Isso vai ser interessante", mas não ligou muito para os comentários. Sua mente estava ocupada em tentar não surtar ao lado daquela bela mulher. 

- Qual seu nome? - Tiffany perguntou quando a professora parou em sua frente. 

- Taeyeon... Kim Taeyeon.

- É um prazer conhecê-la, Kim Taeyeon...  - Apertou a mão da menor - O que você faz? 

A Kim engoliu a seco, tentando controlar o nervosismo. - Eu sou professora de artes aqui na faculdade.

Tiffany subiu as sobrancelhas. - Oh, então eu escolhi a pessoa certa. - O tom descarado, despercebido por muitos, mas captado por Taeyeon, a fez arrepiar-se por completo. - Diferente do que vocês possam está imaginando, o estudo de hoje não será sobre as curvas das esculturas das mulheres renascentistas ou os detalhes impecáveis dos rostos das egípcias. - Riu soprado. - Não... Não mesmo. - Se pôs atrás da Kim e a virou de frente para o espelho. - Hoje nós vamos falar sobre a vulnerabilidade.

Tiffany inquiriu aquilo extremamente perto do pescoço de Taeyeon e inconscientemente, a Kim se arrepiou. Isso não passou desapercebido pelos olhos da ruiva.

- Há um estudo que diz que nosso corpo reage de diversas formas a depender do estímulo recebido. Por exemplo, se vermos alguém atraente, seu cérebro vai mandar sinais para o seu corpo e ele vai agir, mesmo que inconsciente, com isso. - Encarou os olhos de Taeyeon pelo reflexo. - E bem... Isso é uma arte. - A pesquisadora viu quando um dos alunos levantou a mão e virou em sua direção. - Diga...

- Então quer dizer que as sensações que o corpo transmite ou recebe, é uma forma de expressar a arte? - O jovem questinou.

- Exatamente! - Tiffany respondeu alegre pelo entendimento. Mas a dúvida do garoto parecia ainda não ter acabado.

- Então... Isso quer dizer que o orgasmo é uma arte, certo? Digo... O sexo em si.

Tiffany sorriu orgulhosa, era exatamente naquele ponto em que ela queria chegar. - Ora meu caro, o que seria mais artístico que dois corpos se fundindo e se tornando um ou a individualidade e auto conhecimento do ser refletida no prazer de uma masturbação? - Voltou a se aproximar da professora, ficando agora lado a lado, tendo ambos os corpos refletidos no espelho. - Imaginem o corpo como uma grande tela. Você pode fazer o que quiser com ele, sendo isso prazeroso ou não... A própria morte das células ou a forma como se regeneram é artístico... Poético. - Fitou a Kim. - Você tem tatuagens, senhorita Kim? - Taeyeon assentiu - Poderia me mostrar? 

Taeyeon concordou com a cabeça e puxou parte da manga da camisa para mostrar a primeira.

Serenity, na parte de trás do braço.

Virou-se de costas.

Purpose, no pescoço.

Levantou a manga do outro braço.

Cool, no ombro.

Mostrou os dedos e todas os minúsculos desenhos marcados ali.

- Nossa... Vejo que você gosta de tatuagens, não? - Disse ironicamente. - Senhorita Kim, sabendo que o corpo é um grande tela e que cada sensação que sentes ou provocas, é uma forma de expressar a arte... O que você sente olhando para o seu reflexo? 

Taeyeon não esperava por aquela pergunta, ela entendia que a Hwang estava a testando, falando sobre prazer e perguntando sobre suas tatuagens como talvez uma forma de a distrair. Mas qual o sentido daquilo?

- Talvez seja isso... Isso que o estudo se trata - Pensou. - Vulnerabilidade. 

- Eu não sinto nada. - Respondeu firme.

Tiffany passou a língua sobre os lábios vermelhos. - Nada? - Taeyeon assentiu, então Tiffany se pôs a andar novamente, dessa vez rodeando a Kim. - E se por um acaso não fosse você que estivesse aí na frente... E sim... Eu?

Taeyeon desviou seu olhar do espelho, suas mãos suavam e seu rosto estava visivelmente avermelhado.

- Não fique com vergonha, senhorita Kim! Somos todos profissionais aqui! - A Hwang brincou, fazendo parte da plateia - Atenta - Rir.

A Kim voltou a encarar o reflexo da mulher, os olhos penetrando no seu. - Não sinto nada... Não me atraio pelo exterior, quer dizer. Não acho que seja tão sexy quanto a mente.

Tiffany sorriu. - Não concordo, mas eu entendo seu ponto de vista. Contudo eu arrisco a dizer que a mente costuma nos trair, por mais fixa que suas concepções posso ser. - Afastou o microfone - Preso em seu rosto - Da boca e se aproximou da orelha da mulher.

- Por exemplo, se eu disser que eu tenho uma tatuagem na costela e que para te mostrar, eu teria que ficar nua... - Sussurrou apenas para a professora ouvir. - Seu cérebro vai imaginar meu corpo nu.

Taeyeon  sentiu o ar escapar por seus pulmões. Naquele momento ela se perguntava se aquilo não se tratava de "A arte da provocação" ou da "A arte da Sedução", porque não era possível está sendo testada daquela maneira. A Kim voltou a desviar o olhar do espelho, tentando ao mesmo tempo, controlar as reações em seu corpo e sua imaginação.

Tiffany se afastou.

- Você gosta de apreciar a arte, certo? Digo, deduzo isso por você ser professora. - Taeyeon assentiu. - Considera um corpo nu ou vários corpos nus, uma expressão artística?

Taeyeon deu de ombros. - Depende de como essa arte está sendo expressada.

- Ao sexo, senhorita Kim. Pense no sexo.

A professora engoliu a seco. - Sade expressava suas fantasias e fetiches sádicos em forma de suas escritas e eu as considero uma arte. - Confessou. 

- Humm, então você é uma sádica? 

A Kim engasgou com a própria saliva, não foi isso que ela quis dizer. - Não! Não sou... - Coçou a garganta. - Apenas admiro a escrita do autor, ainda mais se pensarmos que ele escreveu em tempos de prisão e perseguição por Napoleão. - Sorriu sem mostrar os dentes. - Eu vejo certa atração no proibido e no absurdo... Ao menos na arte, quero dizer.

Tiffany assentiu. - Conhece a obra "O jardim das delícias terrenas"? O autor me falta a memória no momento.

- Hieronymus Bosch - Informou o nome do autor. - Sim, conheço.

- Isso... Obrigada! - Exalou. - O que você acha que a pintura retrata? 

- O pecado! - Respondeu sem nem pensar duas vezes. - Isso está explícito para mim.

Tiffany sorriu maliciosa. - Você tem um ótimo olhar pra quem não se atrai pelo exterior de algo, afinal, como você mesma disse, está explícito a conotação erótica na pintura.

Taeyeon abriu a boca algumas vezes para tentar rebater o que a Hwang dizia, mas nada veio em sua mente, então decidiu permanecer calada.

- Acho que você pode se sentar agora, senhorita Kim! Muito obrigada por sua participação. - Tiffany bateu palmas e foi acompanhada pelos outros alunos enquanto a professora voltava a seu lugar, ao lado da amiga.

- Isso foi tenso... - Yuri declarou. 

- Você não tem ideia. - Taeyeon se abanou e voltou a prestar atenção na palestra.


A palestra havia acabado tinha alguns minutos. Taeyeon observava os alunos amontoados em frente à pesquisadora como abutres cercando carne fresca. Eles faziam perguntas sobre o assunto, sobre a vida pessoal e até mesmo sobre qual tinha a mulher havia usado para pintar o cabelo. 

Pacientemente a Kim esperava sua vez e assim que cada aluno ia saindo, seu corpo entrava em choque. Tiffany sabia que ela estava ali, sentada na primeira fileira, esperando que sua vez chegasse. Por instantes a ruiva desviava seu olhar dos alunos até a professora, de forma sutil, mas Taeyeon estava percebendo.

- Você vai embora agora? - A voz da amiga a despertou.

Negou com a cabeça. - Pode ir... Preciso tirar algumas dúvidas.

A Kwon riu. - Dúvidas... Sei. Qualquer coisa me liga. 

Taeyeon sorriu. - Pode deixar.

Ela observou a gastronoma se dirigir a porta, junto a mais um grupo de alunos e ao voltar sua atenção à americana, percebeu que agora, ela já estava sozinha. Se levantou, indo cautelosamente em sua direção, cortando o ar como um leão espreitando um inofensivo cervo. - Mesmo que em sua mente, ela estivesse mais para o cervo do que a Hwang - Taeyeon parou quando estava centímetros afastada do corpo da mulher, de de costas. Ela pensava no que falar, mas nada concreto passava por sua mente, até que a voz rouca ecoou, a fazendo tremer.

- O que desejas, senhorita Kim? - Questionou, ainda de costas.

- T-tirar algumas dúvidas. - Respondeu a primeira coisa que veio em mente.

Tiffany enfim se virou em sua direção. - Sou toda ouvidos.

Taeyeon suspirou. - Eu não entendi o porquê de você me testar...

A Hwang subiu uma de suas sobrancelhas. - Então você não entendeu o sentido da palestra.

Taeyeon franziu o cenho. - Porque?

A ruiva comprimiu os lábios e pôs as mãos na cintura. - A arte do corpo e do erotismo fala diretamente sobre a sedução e a vulnerabilidade... Ela vai dizer que as sensações causadas pelas obras, sejam elas pinturas, livros, esculturas, o próprio corpo ou uma relação sexual ou masturbação, serão expressões artísticas. - Trocou o peso da perna. - Vejamos, você me disse que não se corrompia pelo exterior da pessoa, certo? -  A Kim assentiu. - Pois a arte do corpo e do erotismo traz que qualquer pessoa, indiretamente ou diretamente, em alguma parte de sua vida, vai se sentir seduzida ou atraída por outro corpo, quando esse está posto eroticamente para si.

- Então por isso estava me testando? Defender sua tese? 

Tiffany riu soprado. - Eu não estava te testando. - Olhou a menor de cima a baixo. - Eu estava te seduzindo.

A professora engoliu a seco. - E como pode ter tanta certeza de que funcionou? Sabe... Essa sua teoria?

O corpo de Taeyeon gelou quando a pesquisadora se aproximou de forma lenta. Tiffany tocou sua cintura e continuou o caminho até chegar na orelha da mulher.

- Porque eu vi como você ficou, imaginando a minha tatuagem e meu corpo nu... E estou vendo agora, como você está e como seu corpo está reagindo a mim. - Sussurrou, mordendo o lóbulo em seguida e apertando a cintura da Kim, que não conseguiu controlar o arfar profundo liberado por seu interior.

- Jesus... - Taeyeon fechou os olhos e engoliu a seco. - Você... Você... - Não conseguia formar uma frase coerente. Estava se sentindo uma completa estúpida em frente à mulher. - Você...

Tiffany a encarou, os olhos profundos e cheios de desejo e isso, fez Taeyeon se arrepiar. - Você tem - Olhou para o relógio. - Cinco minutos pra fazer exatamente o que quiser comigo, antes dos staffs voltarem aqui na sala. - Olhou para os lábios da Kim e mordeu os próprios.

O corpo de Taeyeon formigou, seus olhos escureceram e quando se deu por si, já estava com as mãos na bunda da ruiva enquanto beijava sua boca carnuda. Tiffany abriu a boca e sem cerimônias, enfiou sua língua na boca da Kim, tornando o beijo mais suculento. Tiffany enlaçou o pescoço de Taeyeon enquanto prendia seu lábio inferior entre os dentes e o puxava.

A Kim não poupava esforços para explorar cada parte do corpo da pesquisadora. Suas mãos sedentas passeavam pelas curvas definidas, hora apertando, hora alisando e arrancando da ruiva os suspiros e arfares cada vez mais altos.

- Cinco minutos... - Tiffany relembrou o tempo que tinham. 

Sem demoras, a Kim empurrou o corpo da Hwang até o auditório, fazendo-a chocar as costas na estrutura mais alta, o que acabou a arrancando um gemido.

- Como eu posso está tão atraída por você? Eu nunca fui assim... - Abocanhou o pescoço de Tiffany e voltou a castigar sua cintura.

- A sedução é uma arte, senhorita Kim... Ahn! - Gemeu quando a professora invadiu o seu vestido, tocando seu sexo por cima da calcinha. - O sexo... É uma obra.

Taeyeon mordeu a pela do pescoço e desceu os óculos até o dorso do vestido, usando sua mão livre para liberar o seio de bico rosado - Que para a sorte de ambas, não havia sutiã. - Ela mordeu o próprio lábio, admirando o quão belo era aquela parte. Eram seios lindos, assim como o corpo todo de Tiffany, mas eles... Eles pareciam ter sido feitos a mão, desenhados e detalhados com tamanha perfeição. 


Taeyeon os abocanhou.


Passou sua língua pelo bico rijo e o mordeu, sentindo o corpo da pesquisadora tremer e suas unhas cravarem nas costas da professora. Tiffany tentava controlar o volume dos gemidos que saiam de sua boca, afinal, ela estava sendo estimulada pela boca e pelos dedos de Taeyeon. Ela sentiu quando a Kim afastou sua calcinha para o lado e tocou sua entrada com dois dígitos, ela apertou o corpo magro da mulher quando eles entraram em seu interior. Tiffany sabia que as provocações dariam em alguns amassos, era a sua intenção desde que colcou seus olhos na jovem de coque frouxo na plateia. Ela esperava que conseguisse alguns amassos, mas não que estaria agora transando com a professora de artes da Universidade de Vienna.


Mas se era isso que a Kim queria fazer com seu corpo durante aqueles minutos restantes, bom pra ela, certo?


Taeyeon aumentou a velocidade de seus dedos dentro da mulher. Eles saiam e entravam tão rápido - Por conta da umidade de Tiffany. - Que o barulho dos dedos molhados junto aos gemidos de Tiffany, estavam fazendo Taeyeon ir a loucura e seu próprio corpo reagir aquilo sem nem sequer ser tocado.

- Ahnn Fuck! - Apertou o corpo da professora ainda mais contra o seu. - Mais rápido... Mais forte! - Pediu num sussurro, próximo ao ouvido da Kim que sem demoras, acatou, aumentando e intensificando as estocadas.

Tiffany precisou se escorar no batente do palco para não cair. Suas pernas se tornaram bambas e Taeyeon aproveitou isso para ajoelhar - Subindo ainda mais o vestido e descendo a calcinha de renda preta, deixando -a caída sobre os pés da pesquisadora. Taeyeon voltou com os dedos no interior de Tiffany, mas dessa vez, junto a sua língua que trabalhava no clitóris pulsante da ruiva. Taeyeon lambeu e chupou o bolo de nervos enquanto penetrava e apertava a bunda da mulher com a mão livre. Tiffany agarrou a cabeça da professora, entrelaçando seus dedos nos cabelos escuros e forçando-a ainda mais em seu sexo.

- Ahn! Isso! Eu.... - Tiffany mordeu, com força, seus lábios, sentindo seu interior apertar e a sensação muito bem conhecida, invadir seu corpo. Ela suspendeu a cabeça, em busca de ar, quando sua visão escureceu e sua pele queimou. - Hmmm Tae... - A pesquisadora convulsionou nos dedos e na boca da Kim. Ela tremeu enquanto se esforçava para não cair. Taeyeon retirou seus dedos vagarosamente de dentro da mulher e se pôs de pé, em sua frente. A visão de Tiffany com a pele avermelhada, molhada pelo suor, a boca em ágape em busca de ar e os cabelos bagunçados era algo quase divino de se ver. - Se não fosse erótico. - Foi nesse momento que Taeyeon compreendeu a arte do corpo. Ver Tiffany daquele jeito era como apreciar uma obra de arte em Louvre - Museu Francês - Ou pintar sua própria tela, a visão mais erótica e penetrante que era o recém orgasmo.


Uma liberdade.


A libertadora sensação de gozar.


Ela estava fazendo arte, mas sem tinta ou barro. A tela era Tiffany e as reações que causava na mulher, era a sua obra.

Taeyeon traçou um caminho de beijos pelo pescoço até chegar na boca de Tiffany, onde deixou um singelo beijo. A Hwang, ainda fora de órbita, suspirava e volta e meia passava a língua pelos lábios para conter a sede. Ela enfim abriu os olhos, encarando a professora ainda com desejo nos olhos, Tiffany apontou para a porta com a cabeça antes de murmurar.

- Feche a porta... - Taeyeon franziu o cenho e Tiffany sorriu, a malícia impregnada no rosto da ruiva, fez a Kim se arrepiar. - Agora é a minha vez de fazer arte.


Notas Finais


Besitos en la bundita e até a próxima.


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