História View - Capítulo 1


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Visualizações 67
Palavras 2.220
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), LGBT, Mistério, Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Suicídio
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


FALAA CHUCKYS E FUJOSHIS!! BLZ!! TRANQUILOS EM SEUS ASILOS TOPE!!

Então gente, antes de lerem eu tenho um aviso importante e meio constrangedor: Essa fanfic foi criada para outro shipp de outro fandom, quem tiver curiosidade de saber eu falo nas reviews. Eu estava passeando por um pen drive velho que eu tinha achado no meio da bagunça do meu quarto e vi o arquivo dessa fanfic lá, hoje era p sair atualização de "Como não namorar Lust" mas como não tinha 100 views eu vou adiar para amanhã ;D Ai eu vi essa fanfic e reescrevi ela em uma DustxLust, mas eu decidi dar um toque diferenciado, sei lá, quis deixar mais romântico, tipo romântico pra caralho e além disso, mantive alguns traços da minha ortografia antiga apenas por consideração, para vocês terem uma noção de que minha escrita nunca foi perfeita e tals, mas não tem erro grave ok? Bem, dito isso.

Espero que gostem o/

Boa leitura!

Capítulo 1 - Único


— Dust... Isso já passou dos limites. – Paplust sussurrou com a voz cansada, erguendo a mão direita para tentar alcançar o rosto empoeirado do ex-genocida, mas este virou a cara em negação, não queria mais ser tocado por ninguém. — Você tem que deixa-lo. – Continuou seu dialogo com a voz seria um pouco tremula.

— Não! – Esbravejou alto sentindo a garganta arder; fosse pela força que havia imposto em suas cordas vocais, fosse à quantidade de bebida alcoólica de fortes efeitos colaterais que havia digerido ou o pouco de catarro que havia descido para a garganta ao invés de sair pelo nariz (Dust se negava a usar lenços para enxugar o nariz, ele não estava triste! Não havia motivos!). Engoliu a vontade de tossir virando uma garrafa com grande quantidade de whisky. 

— Ele precisa descansar Dust, você esta dificultando as coisas! – A voz de Paplust soou quase desesperada, aproximou-se do louco mesmo que sob ameaças de tapas e socos, tentou retirar o corpo que ele segurava fazia três dias.

— Não! – Ele esbravejou novamente, agora, apertando o corpo com suas duas mãos e o envolvendo com seus braços, com força descontrolada, o trazendo para mais perto de si. – Você não vai tira-lo de mim! – Dust ameaçou, fuzilando Paplust com seus olhos e com suas expressões. Paplust se calou, analisando pela nona vez os dois corpos que estavam na cama.

O corpo de Dust e o corpo morto de Lust.

Lust havia morrido envenenado por Grillby por conta de um ciúme tosco por parte do barman, depois de três meses tentando retirar a substancia do sangue de Lust, a terrível noticia veio: não havia cirurgias, não havia remédios, não havia nenhuma forma de curá-lo e de trazê-lo de volta a vida, Lust já estava morto.

E o maior erro de Lust foi dizer para Dust, no seu ultimo dia de vida, que queria passar a eternidade ao lado dele, que não queria que seu corpo fosse enterrado longe do dele, que tinha medo ser abandonado.

Dust levou aquela frase ao pé da letra, no sentindo literal, não considerou uma frase abstrata e sim como uma afirmação concreta, seus sentimentos estavam tão na beirada da insanidade que Dust não largava o corpo de Lust para nada, ele passou três dias depois da morte do ex-garoto de programa, o abraçando, não deixando o deixando fugir de seu aperto. Lust estava morto, mas Dust não aceitava; seu amor e ego fortaleciam esse sentimento de apego:

O amor, não queria largar o corpo de seu amante, do ser que mais amou na vida, da perfeição que o completava.

O ego, não queria largar o que era seu por direito, não havia dado a permissão para seu amor partir, era a sua propriedade que estava em jogo, não iria largar o corpo de Lust porque ele era seu.

Esse dois sentimentos batalhavam de forma intensa na consciência e ALMA de Dust, o deixando cada vez mais louco a cada dia e para aguentar o sofrimento da perda de Lust ele bebia, bebia o máximo que podia. Whisky ou qualquer coisa que vinha a frente. No quarto aonde a única luz vinha do corredor e iluminava apenas a porta, Dust chorava a perda de Lust, abraçado fortemente a seu corpo.

— Sai já daqui... – Dust murmurou entre as novas lágrimas e soluços. – Ele disse que queria passar a eternidade comigo apenas, ele não citou seu nome, saia já... – Só queria ficar finalmente a sós com sua alma gêmea, era um pedido egoísta e mal se importava se magoava os sentimentos de Paplust, o irmão invejoso da sua divindade.

— Por que você se foi meu amor... – Sussurrou melancólico e tremulo.

Dust estava sentado na cama larga com as pernas abertas e um Lust entre elas, a cabeça do seu amado contra o seu joelho erguido. Já havia perdido a conta de quantas vezes havia o afagado desde que ele havia partido.

Lust estava tão diferente do que era, mas o pior de tudo era não poder olhar os olhos de Lust. Erguer as pálpebras ósseas e mantê-las firmes era algo fácil, porém não era a mesma coisa fitar orbitas vazias, ocas, mortas, sem o brilho que Lust sempre tinha nos orbes: o lilás. Aquele brilho angelical, inocente, enlouquecedor, hipnótico, apaixonante... Tão apaixonante que conseguiu fazer com que Dust, um esqueleto genocida mergulhado no ápice da insanidade da própria existência, recuperasse parte de seu espirito pacifista.

— Você não tinha... O direito... De... Me deixar!... – Ditou em meio a mais soluços e lagrimas. Uma de suas mãos cobriram os ombros enquanto a outra trazia o rosto do morto para perto do seu rosto, fazendo as bochechas se roçar.

Ele não respira. Eu não sinto a ALMA dele.

Tudo poderia ser um carma por todos os pecados que Dust havia cometido. Mas os espíritos não podem interferir na vida dos seres humanos apenas no julgamento final.

— Lust eu te amo. – Afirmou com convicção, dando um beijo suave na testa do seu pequeno num alto estalo, seus sentimentos mudaram de um segundo a outro e estava disposto a acompanhar seu amor para toda a eternidade, havia se rendido a todos seus sentimentos, a todos os sentimentos bons que Lust havia despertado nele, Lust além de ser seu porto seguro havia sido sua segunda chance de vida. Dust acompanharia aquela existência milagrosa até o fim dos tempos, no mundo que fosse ele nunca iria deixar seu anjo ir embora de sua vida, não era egoísmo, nem sentimento de posse, ele simplesmente havia levado ao pé da letra as ultimas palavras de Lust.

Envolveu com mais força seu braço que estava ao redor dos ombros do seu amado apoiado em seu joelho erguido e o rosto dele contra seu peitoral, com a outra mão pegou uma caixinha que havia atrás do travesseiro na qual estava encostado durante setenta e duas horas.

— Não se preocupe amor...

Dust abriu a caixinha, era pequena e com sua habilidade podia abri-la com uma mão apenas. Jogou a caixa longe quando pegou a embalagem, já podia sentir o vidro entre seus dedos.

— Eu estou voltando para você...

Dust jogou a embalagem longe e finalmente segurava um frasco menor que seu dedo mindinho contra seus dedos, já havia destampado e passou a encarar o liquido do veneno fatal que batia contra as minúsculas paredes.

Já havia pensado demais, era hora de agir; engoliu toda a substância liquida que aquele frasco continha sem dó nem piedade. Após a intensa dor que se formou em sua garganta pelo conteúdo ser toxico, após o veneno penetrar em seu sistema nervoso, em seu sangue, em sua ALMA. Sua ultima movimentação foi abraçar Lust com todas as forças que possuía, para que aquele aperto nunca fosse desfeito, para que naquele mundo ele ficasse para sempre ao lado de Lust.

Os olhos de Dust haviam perdido seu brilho.

...

Quando Dust ergueu as pálpebras ósseas deu de cara com uma luz tão forte que quase ficou cego pela intensidade da iluminação, quando seus olhos se acostumaram com o branco ele sentiu-se tranquilo.

— Esse é o caminho para o céu?... É o caminho onde Lust esta!...

Por todos os pecados que havia cometido na vida, Dust já imaginava que sua primeira visão da vida após a morte seria: vermelho, fogo, chicotes e chifres; não esse branco que provavelmente havia levado parte de sua visão.

Dust olhou ao redor da infinita paisagem branca até notar um ponto roxo.

Sorriu – "Só pode ser ele!" — Correu.

Casaco roxo e asas...!

Abriu ainda mais seu sorriso, permitindo que lágrimas escorressem pelos seus olhos, emoção, paixão, alivio e o caralha a quatro. Lust estava ali, era só o que importava, era Lust. Lust!

— Lust! – Gritou com todas as suas forças correndo até a figura de sua grande paixão. – Lust! – Gritou novamente.

Mas não estava recebendo resposta e isso estava o deixando apreensivo, logo o sorriso de Dust foi diminuindo, seus passos ficaram mais lentos, como se algo o puxasse para a direção divergente do seu anjo. Lentamente, tortuosamente, agonizantemente. Mas isso não impediu a correria do ex-genocida, que finalmente estava de frente às costas de Lust, finalmente estava ao lado de seu corpo vivo! Novamente.

Dust abraçou Lust com todas as suas forças, repousando o rosto no ombro dele.

— Eu te amo tanto... Eu senti sua falta, senti falta de tudo que tem em você... Da sua voz, da sua pele, do brilho nos seus olhos, do seu jeito de encarar a vida, das nossas brigas... Por favor, me perdoa por ter sido um inútil... Eu realizei seu sonho Lust... Você disse que queria passar a eternidade ao meu lado... Eu estou aqui agora...

Mas Lust não respondia não se movia, não reagia! E estava difícil não entrar em pânico.

— Você é um pecador Dust. – Lust ditou com a voz passiva e um leve desprezo no olhar. – E eu... Eu sempre fui um anjo. – Lust olhou para cima como admirasse algo. – Eu recebi a missão de converter você... – Voltou seu olhar para o pecador

Dust ainda não havia digerido que tudo foi uma farsa, que tudo que passou ao lado de Lust não era verdadeiro. Era o que sempre havia feito com os outros, mas mesmo assim, não acreditava... E por isso mantinha a mesma expressão tanto facial quando corporal e emocional de terror e perplexidade.

Lust não estava mentindo. Ele era um anjo e havia sido enviado para a vida do genocida com o objetivo de trazer paz ao coração de Dust, mas tudo falhara miseravelmente, apenas porque Dust confundia amor com loucura.

Lust amava todos os seres, colocava uma exceção em particular nas pessoas como Dust. Por isso Ele colocou Lust ao lado de Dust, para que os dois mudassem para melhor porque Ele via que Dust e Lust eram almas gêmeas para toda a eternidade, mesmo com toda aquela tensão que os envolvia:

No Multiverso, Dust sendo o assassino e Lust sendo seu amante. Ou na vida após a morte, Dust sendo um condenado ao inferno e Lust sendo um anjo.

O tempo que haviam passado juntos em um universo alternativo aleatório foi o bastante para se converterem e se descobrirem de verdade, ignorar o que o outro era e apenas se levarem pelo amor, pelo sentimento de afeto que ambos tinham um pelo outro, o amor que os mudou.

Eles apenas não ficavam juntos para toda a eternidade porque não enxergavam. Nas AU’s Lust enxergava e Dust não, na vida após a morte Dust enxergava e Lust não. Mas Ele conseguia visualizar que aqueles esqueletos sentiriam os mesmos sentimentos que sentiam no Multiverso.

E quem sabe na terceira vida – terceira e ultima chance; reencarnação – que Ele daria a Dust e Lust, desta vez os dois enxergasse o amor que sentiam um pelo outro.

...

— Ei garoto! Olha por onde anda! – Um jovem esqueleto dono de um cachecol avermelhado exclamou após uma trombada violenta com outro jovem, de capuz.

— Desculpa! Desculpa! Sabe como é! – O outro esqueleto respondeu, parecia animado com alguma coisa, talvez nem houvesse percebido que havia trombado com alguém.

Quando ambos ergueram as pálpebras ósseas e fitaram os olhos um do outro, um intenso deja vú tomou conta de suas ALMAS, não apenas a nostalgia, mas também a paixão que viveram nas outras duas vidas voltou com força tempestuosa. A emoção falou mais alto que a racionalidade:

— Nos conhecemos? — O de capuz indagou colocando a mão no queixo com um ar divertido, ainda fitando intensamente os olhos brancos, o brilho que eles tinham era tão angelical, inocente, enlouquecedor, hipnótico, apaixonante.

— Sinto que já vi você em algum lugar... — O de cachecol murmurou com feições tranquilas e, na real, havia segurado o riso pela atitude do estranho a sua frente, atitude tão infantil e estupida. — Sou Geno.

— Sou Reaper! — Se animou, pois adorava fazer novas amizades. Porém quando ergueu a mão, Geno antes de cumprimenta-lo vestiu uma luva e só nisso realizou o aperto. Girou os olhos. — A gente mal se conheceu e você já esta agindo como um metidinho...

— Como é que é? — Geno fingiu irritação, na verdade estava se divertindo com esse novo amigo. — E você com essa cara de criança em parque de diversões. — Apontou para o de capuz, sorrindo.

— Nossa, isso doeu. — Reaper colocou a mão no peito, fingindo ter sido atingido. — Aceita vir comigo ao Grillbys? — Mudou de assunto descontraído, o de cachecol arregalou os olhos pela falta de logica naquelas palavras.

— Que é Grillbys? É de comer ou de passar no sovaco? — Piadou, verdadeiramente curioso.

— Que porra de passar no sovaco seu demente! — Negou em um exclamo alto que chamou a atenção das pessoas que circulavam a estação de trem. — É um restaurante... — Reaper esqueceu-se da raiva só de lembrar-se do seu restaurante favorito. — E lá tem muito ketchup...

— Credo, ketchup é nojento... — Geno fez cara de desaprovação e nojo. — Mas já que você insiste... — Ironizou.

Ambos caminharam até o restaurante, as palavras significativas que trocavam os dois sentiam que tinham uma ligação para a vida inteira, como se já tivessem tido aquela conversa, o amor rondava os jovens e eles mal percebiam apenas se deixavam levar, mas ambos enxergavam.

E Ele estava finalmente feliz, havia conseguido salvar um anjo de se corromper e salvar um condenado ao inferno, e agora os dois podiam compartilhar o amor que tinham um pelo outro, por toda a eternidade.


Notas Finais


GOSTARAM?? Mano, me perdoem qualquer erro! Ah, eu sei que tem vários porque eu mantive os traços da minha ortografia antiga, mas eu precisava fazer isso xD Enfim, espero que você tenham entendido tudo que rolou e se não entenderam podem me perguntar nas reviews sem vergonha que eu responderei ^^

Gente, minha grande amiga Nick acaba de postar sua primeira historia no site, é uma fanfic de Undertale que vale muito; mas muito a pena ler, eu gostei e sei que vocês vão adorar! Deem uma olhada, não custa nada, aqui está o link, se divirtam: https://www.spiritfanfiction.com/historia/deltatale-12983523

Se você quiser ler outros Yaois de Undertale: Siga meu perfil porque tem fanfic nova todos os dias que saem entre as 19h e às 21h (e se não sai no dia é postado no outro conjunto com a fanfic do dia presente.) de diversos shipps que eu sei que vocês gostam, como Errink, Fellcest, NightCross, LustxDust, HorrorxLust etc. Então segue meu perfil para você não perder nada :)

Meus outros Yaois de Undertale:

DustxLust- https://www.spiritfanfiction.com/historia/voce-e-minha-salvacao-13019343

DustxLustxHorror- https://www.spiritfanfiction.com/historia/bang-bang-13019216

HorrorxLust- https://www.spiritfanfiction.com/historia/eleicao-da-sacanagem-12963237

NightCross- https://www.spiritfanfiction.com/historia/carcere-privado-12613130

NightDream- https://www.spiritfanfiction.com/historia/heteronimo-12553659

NightDreamCross- https://www.spiritfanfiction.com/historia/diformidade-12914346

Errink- https://www.spiritfanfiction.com/historia/simplicidade-12810993

Errink-https://www.spiritfanfiction.com/historia/cegueira-12335063

Errink - https://www.spiritfanfiction.com/historia/almas-do-morro-12894362

Errink- https://www.spiritfanfiction.com/historia/caos-interno-12568319

Errink- https://www.spiritfanfiction.com/historia/baixa-fidelidade-12380565

Errink- https://www.spiritfanfiction.com/historia/como-nao-iludir-um-esqueleto-12954014

HoneyMustard-https://www.spiritfanfiction.com/historia/ele-e-todo-todo-11252189

Freshpaper- https://www.spiritfanfiction.com/historia/eu-tenho-um-namorado-10330370

Lust x Todo mundo -https://www.spiritfanfiction.com/historia/como-nao-namorar-lust-12314897

Lust x Todo mundo - https://www.spiritfanfiction.com/historia/residencia-dos-delirios-corp-12594031

Lust e Red x Todo mundo - https://www.spiritfanfiction.com/historia/red-o-rei-do-sexo-12367503

Lust x Todo Mundo - https://www.spiritfanfiction.com/historia/o-desaparecimento-de-lust-12664212

Fiquem com o Springtrap e não roobem-


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