História Vikings and Wolves - Capítulo 4


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Categorias As Crônicas De Gelo e Fogo (Game of Thrones), Mitologia Nórdica, Vikings
Personagens Arya Stark, Brandon "Bran" Stark, Brienne de Tarth, Floki, Ivar, Jon Snow, Lagertha, Personagens Originais, Rollo, Sansa Stark, Tyrion Lannister
Tags Bjorn, Bjorn Ironside, Bjornsa, Fantasia, Game Of Thrones, Ragnarok, Romance, Sansa Stark, Sansastark, Vikings
Visualizações 69
Palavras 3.887
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Survival, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


✐˚₊·❝ oi meus amores, boa noite. primeiramente, queria ter vindo mais cedo porém não tive tempo com a época das provas agora. (sem contar, que tenho no mínimo 4 trabalhos pra fazer), soo é isso hahaha.

— Obrigada a todos os comentários e favoritos que vocês tens dado para mim, me motiva demais, e vocês não sabem como isso me deixa feliz. Podem continuar que eu amo, taokei? <3
— Gostaria de avisar também, que nessa fanfic, Björn tem 4 filhos (sendo assim todos com Torvi), e mesmo que no final ds 5B ele tenha provavelmente, engravidado a Gunhilld, ele teria filho demais ai KKKKKKK
— Enfim não tenho muito o que falar, só que esse capítulo é com o ponto de vista do Björn. Amanhã tentarei postar um com a Lagertha, porque eu amo minha rainha hihihi ♥♥

[boa leitura, até os comentários]

Capítulo 4 - O3; King of Kattegat.


Fanfic / Fanfiction Vikings and Wolves - Capítulo 4 - O3; King of Kattegat.

Quando a alva luz da aurora reluzente se pois presente no céu e adentrou os aposentos do Rei de Kattegat, ele despertou de um pesado sono sem imagens memoráveis. Remexeu-se um pouco na cama macia sentindo o volumoso cobertor de peles que cobria seu corpo nú, movimentar-se junto a massa muscular de seu corpo, e elevou suas mãos cobertas por cicatrizes até os olhos passando nos mesmos em formas circulares para afastar a preguiça que o dominava.

Vagou os olhos um pouco pelo quarto rústico, e parou quando viu ao seu lado sua esposa, Gunhilld que dormia profundamente, e devido ao silêncio que pairava no ambiente, Björn podia escutar a respiração descompassada e intensa da companheira.

Deslizou-se para a ponta do grande colchão e atirou seus pés no assoalho gélido, imediatamente atravessou o quarto caminhando em direção a pequena abertura de ar do quarto, como fazia todas as manhãs, abriu a madeira nova e sentiu o ar frio contra sua pele quente e nua. Observou seu povo que trabalhava arduamente na reforma da vila e às vendas fersovas que aconteciam no recinto. Björn decidira que queria uma nova Kattegat. Queria com que seu povo esquecesse do reinado de seu irmão tirano, Ivar, o Desossado, e se desligasse de qualquer mancha que Ivar pudesse ter deixado na vila da Escandinávia.

Um suspiro pesado escapou sobre os carnudos lábios, e o rei virou-se encarando sua esposa que ainda dormia profundamente, e um sorriso tomou seus lábios.

Definitivamente, Gunhilld era uma das mulheres mais lindas que já vira.

Caminhou em direção ao extenso baú que aglomerava uma boa quantidade de roupas, e pegou uma calça de couro detalhada aos lodos com uma linha de tricô, e uma blusa branca de seda fina, acompanhada de um sobretudo de couro azul com detalhes fenômenais de lobos, combinando com suas botas pretas. As vestiu, e assim que finalizou o ato, olhou-se diante do espelho e pode ver algumas cicatrizes em seu rosto. Uma longa era de guerra e violência e agora tudo estava em paz, às vezes era um tanto quanto complicado acreditar que Odin finalmente os abençoou com um bom tempo de calmaria. Passou a mão pela longa barba, e deslizou as mãos pela cabeça lisa. Mirou para uma cadeira de ferro preto onde suas armas se encontravam, pousando seu machado na baia do cinto preto, e pequenas adagas escondidas na bota que iam de encontro aos seus joelhos. 

Reparou que no quarto havia uma bacia de água com algumas ervas do lado, e Björn agradeceu mentalmente por isso. Esticou-se até a bacia, e pegou as ervas que pairavam do lado as mastigando e sentindo o delicioso gosto de menta espalhar-se por sua boca, até a garganta do mesmo. Unindo as mãos e mergulhando-nas na bacia, pegou um quantidade razoável de água, e a despejou na boca, espalhando-se junto às ervas em uma forma de gargarejo; guspindo por fim no balde de ferro ao lado do espelho e secando os lábios com um pano fino que se encontrava apoiado na cabeceira do objeto. 

Olhando uma última vez seu reflexo, caminhou lentamente até a porta de madeira respirando fundo para às obrigações que teria de cumprir no dia de hoje, e à virou lentamente para que não despertasse Gunhilld. Concluindo o ato, saiu adiante e o barulho desperto dos servos e outras pessoas ecoaram por seus ouvidos. A movimentação densa das pessoas fez a mente de Björn tombarilar um pouco, e o mesmo fez um movimento balanceado com a cabeça tentando recuperar seu foco. 

Björn prosseguiu diante do corredor extenso; no caminho pessoas o cumprimentavam e faziam reverências repetitivas e aquilo o deixava atordoado, pois nunca imaginara que ser Rei lhe trazia tantas obrigações e idolatrias, além de saquear e ordenar. 

Pois a verdade, é que o Ironside nunca quis ser rei de verdade. A linha tênue que o impressou a prosseguir com o ato; fora que vidas foram perdidas na Guerra Civil contra seu irmão Ivar, e das pessoas que se sacrificaram para que ele invadisse Kattegat e tomasse o poder. 

O Viking parou adiante da grande divisória qual um lençol branco estava posto e decorado com tiras de ouro, separando um cômodo do outro. Abriu o lençol e passou pelo mesmo encontrando seus irmãos, Torvi e sua mãe desfazendo o desjejum da manhã. 

— Bom dia minha adorada família! 

— Bom dia, meu irmão. Vejo que conseguiu dormir muito bem. — Hvitserk diz com uma expressão sarcástica. — Diferente de mim que escutei choros à noite toda, e não foi só seu. — Ubbe e Torvi coraram e uma gargalhada saiu dos lábios de Lagertha. 

— Vocês são incrivelmente divertidos! — Lagertha exclama com um sorriso no rosto. — Não vai se sentar e comer conosco, filho? 

— É claro, mãe. Estou morto de fome. — Björn responde enquanto ocupa seu lugar central na mesa.

— Mas irmão, Gunhilld não satisfez sua fome? — Hvitserk pergunta tentando conter o riso, e a expressão de Björn se torna sombria e o Ironside lança uma colher que havia ao lado de seu prato; atingindo o antebraço do irmão mais novo. — Argh, essa doeu! — Hvitserk exclama massageando o local com o dorso da mão. — Parei com minhas palavras engraçadas. 

Björn apenas revirou os olhos em desdém, e se serviu com as coisas que pairavam na extensa mesa, sendo interrompido pelo repuxar da garganta de Ubbe. 

— Bom, — Começou Ubbe. — Mudando de assunto, hoje iremos começar a treinar os novos garotos recrutas para o nosso exército. 

— Hmm, que ótimo. Posso acompanhar o treinamento? — Pergunta Torvi esperançosa. 

— Deve, minha querida. Até porque seus filhos são um dos recrutas.  — Lagertha diz calma, sabendo a reação que viria de sua escudeira.

E naquele momento o vinho que Torvi estava levando até seus lábios caiu na toalha branca exposta sobre a mesa. 

— UBBE! — Ela exclama. — Eles ainda são muito novos. 

— Oras meu amor, na idade deles meu pai já me treinava. Por que eles não podem seguir os mesmos passos que eu? — A expressão que Ubbe carregava era de ouro medo, enquanto Lagertha, Hvitserk e Björn os encaravam atentamente. 

Questionar Torvi era algo perigoso. 

Eles são crianças, Ubbe. Não estamos em nenhuma época de guerra, pelo que eu sei; então não há necessidade de os colocarem em um campo de batalha. Deixe que aprendam os bons modos enquanto isso. Uma mente bem preparada significa muito mais que força. 

A escudeira finaliza e limpa com o guardanapo que ali pairava, a mancha escura que se formava em seu vestido azul. Björn comia pedaços de pão, enquanto Lagertha passava geleia nas bolachas de sal, e Hvitserk se satisfazia com as uvas verdes. 

— Björn, ajude-me aqui, Erik e Refil também são seus filhos. — Implorou Ubbe lhe dirigindo um semblante sério. 

— Torvi, eles já estão bem grandinhos. Podem muito bem treinar, e aliás, eu e Ubbe supervisionaremos os treinos. E sim, você poderá os assistir. — Björn concluiu, calmo. 

— Isso é uma blasfêmia! — Exclamou irritada. — Björn... — Suplicou com o olhar. — São apenas crianças. 

— Crianças que futuramente serão grandes guerreiros! — Exclamou. — Nossos filhos tem de aprender a se defender, Torvi. Por mais que agora, estamos em paz, ainda à muitos apoiadores de Ivar, não só na vila, como aos arredores, então temos que estar sempre precavidos. Eles podem se rebelar a qualquer hora, e eu acredito que os ensinamentos que nossos filhos irão receber, poderão salvar nossas vidas. — Terminou, e recebia olhares atenciosos de todos do recinto. 

— Querida — Lagertha começou. — Pode ficar tranquila. Björn não os deixará se machucarem, e eles não estarão indo para um campo de batalha, ainda. — Dirigiu um olhar de compressão para a mulher que continha toda a sua confiança. — Eu também passei por isso quando Björn era uma criança, porém temos de aprender a nos desapegar. Ficará tudo bem! — Exclamou colocando as mãos em cima sobre as da mulher que agora já se encontrava mais calma. 

A conexão mãe e filha que Lagertha e Torvi tinham era indecifrável. Talvez, por conta de ambas terem se ajudado no momento que mais precisavam, e continuam sendo fiel uma a outra até os dias de hoje,  e continuarão sendo. 

— Vocês são tão caretas! — Exclamou Hvitserk descansando o semblante no encosto da madeira polída. — Não sei para que tanto auê. Irão treinar, e se aprimorar nas artes da guerra. — Conclui recebendo um olhar mortal de Ubbe, e espremendo o corpo.

— É apenas preocupação, enteado. Quando tiver seus filhos, entenderá. — Lagertha diz elevando a taça prateada de vinho até seus lábios, sentindo o doce gosto  das uvas descer por sua garganta.  

— E quem disse que terei filhos? — Indaga o segundo Ragnarsson mais novo, sarcásticamente. 

— Oras, se prefere ficar para sempre sobre as asinhas de Björn, e com uma prostituta diferente a cada noite, a escolha é toda sua. — Responde a mulher audaciosamente, se levantando enquanto os cabelos brancos caíam por suas costas. — Irei me retirar, pois tenho muitas coisas importantes para fazer hoje. — Finalizou, saindo com seu andar superior da sala. 

Björn, Torvi e Ubbe soltaram suspiros pesados. Sabiam que a relação de Hvitserk com Lagertha jamais seria algo pacífico e sem farpas, pois Hvitserk ainda culpava Lagertha pela morte da mãe, diferente de Ubbe que considerava a escudeira como sua segunda mãe. E também, Lagertha não fazia questão nenhuma de agradar o menino, pois o que estava em seu alcance, ela já fez. 

— Também irei ir embora, como sua mãe mesmo disse, procurar uma prostituta diferente. Até irmãos! — Exclamou Hvitserk repetindo o mesmo caminho que Lagertha. 

— Eles não vão mesmo se entender. — Se pronunciou Ubbe com o cansaço evidente. 

— Acho difícil, meu irmão. — Björn suspirou, e olhou para sua ex-esposa. — Está mais calma? 

— Sim, estou. Porém quero acompanhar o treinos, por favor, Björn. 

— Está bem. Poderá acompanhar os treinos. — Respondeu a mulher, lhe oferecendo um sorriso. — Bom, se me dão licença, também irei me retirar. Tenho que ir resolver alguns problemas que estão acontecendo em nossa fronteira, e em breve volto para acompanhar o treino. — Disse Björn se levantando enquanto arrumava a roupa que ficara um tanto amarrotada por conta do tempo em que estava sentado. — Gostaria de me acompanhar, irmão? — Questionou olhando para Ubbe, enquanto caminhava até a cortina branca a segurando com a mão esquerda. 

— Claro! — Exclamou o segundo Ragnarsson mais velho, se levantando. 

Ubbe se inclinou, e beijou os lábios quentes e macios de Torvi, calorosamente. A mulher passou as mãos pela nuca do marido, enquanto o mesmo massageava carinhosamente os cabelos dourados trançados da esposa. 

— Argh... — Repuxou a voz emitindo um estalo com a língua. — Vocês não vão fazer sexo agora, pelo amor de Odin. Estou com pressa! — O Ironside tentou soar o mais zangado possível, mas foi irresistível quando a gargalhada rouca do Rei se Kattegat ecoou pela cozinha, e Torvi e Ubbe lhe direcionaram um olhar mortal.

Certamente, Björn deveria se sentir incomodado ao olhar sua ex-esposa estar casada com seu irmão, porém, Björn sentia que nunca amara Torvi de verdade, e ela merecia ser feliz. Sem contar que o relacionamento da donzela e de Ubbe era algo tão puro, e que ambos sempre apoiavam um ao outro. Era como se o amor crescesse a cada dia, e as chamas de paixão que cercavam a alma de ambos sempre estivesse crescendo. 

— O das piadinhas bobas é Hvitserk, cunhado. Não você, pelo que eu me lembre. Agora vão logo pois já devem estar atrasados. — A loira finaliza beijando o segundo Ragnarsson mais velho novamente, o empurrando para onde Björn estava, recebendo um beijo no ar de Ubbe. 

— Até mais! — Concluiu Björn, e saiu adiante com Ubbe ao seu lado. 

__*__

O relinchado dos cavalos dos irmãos Ragnarssons sobre a grama esverdeada da grande floresta dos arredores de Kattegat, era prazeroso. As folhas múltiplas que balançavam e faziam pequenos barulhos devido ao vento que as açoitavam, íam de encontro aos galhos quebradiços que se mostravam escassos; enquanto alguns até mesmo despencavam e eram pisados pelas patas compridas dos animais que locomoviam os irmãos pelo local. Ubbe e Björn montavam os cavalos atentos pela densa floresta, procurando qualquer armadilha que pudesse ter sido montada nos arredores. 

Desde a conquista de Björn em Kattegat, jamais fora ouvido algo sobre o Desossado novamente. Para muitos considerado um alívio, mas para Ironside uma grande preocupação. Ele sabia que Ivar almejava seu trono novamente, porém ele jamais permitiria que seu irmão mais novo tomasse o controle da vila Viking novamente, e governasse seu povo com tirania. Mas por mais que Ivar fosse uma pessoa terrível, Björn ainda não deixava de se importar com seu irmão. Ele pensava consigo, o quanto Ragnar deve ter se entristecido em Valhalla, ao ver seus legados lutarem uns cons os outros, e quanto os deuses choraram ao ver os irmãos lutarem entre eles. 

Suspirou frustado. 

— Irmão, aconteceu algo? — Ubbe questiona tirando o irmão de seus devaneios, e recebendo a atenção do mais velho. — Você está tão quieto. Estranho. 

— Ah Ubbe... Estou pensando em Ivar. — Responde abaixando a cabeça em frustração. — O quanto nosso pai deve ter ficado triste ao nos ver lutar uns contra os outros. Somos o legado dele. 

— Eu te entendo, irmão. Também me entristece quando relembro isso. Ivar cometeu tantos erros, mas ainda sim, não deixa de ser nosso irmão, e não deixa de ter nosso sangue. — Ele movimenta a cabeça para o lado, frustado. — Há um tempo atrás, eu estava me sentindo da mesma maneira com Hvitserk. Você sabe que desde pequeno fomos muito apegados e ter lutado contra ele, e quase ter o matado, me destruiu. 

— A vida não é fácil, Ubbe. Sempre tentando nos colocar para baixo, e testar nossos limites. Nós tomamos diferentes rumos e viajamos por diferentes estradas. Mas sei que sempre vamos acabar na mesma quando estivermos velhos, e iremos juntos para Valhalla. — Ergue a cabeça recebendo um olhar caloroso do irmão mais novo. 

— Sabe, você é o irmão que eu mais me sinto próximo ultimamente. O único pelo qual eu daria minha vida. Meu velho irmão, Björn Ironside. — Responde em meio a gargalhadas. 

— Oras, eu não sou tão velho assim. — Björn retruca irritado. 

— Oras mas é claro que é. — Ubbe o cutuca com as mãos balanceando seu cavalo para mais perto do irmão. — Já está no auge de seus quarenta. Tem certeza que isso não é ser velho? — A irônia na voz de Ubbe era visível, e Björn apenas revirou os olhos. 

— Não se alto vaide por ter apenas 26, irmãozinho. A velhice vem para todos, e em breve os cabelos grisalhos já surgirão. 

— Vire essa boca para lá, Björn Ironside! — Exclama Ubbe pasmo. — Ainda tenho muito tempo até ter cabelos grisalhos. — O mais velho riu com escárnio. 

— Você que pense, irmão. Meus cabelos brancos começaram a aparecer com os 32. E você vai ficar tão triste quando eles já começarem a se evidenciar, que terá de estar cortando os cabelos sempre. — Terminou, assustando o irmão. 

— Você é tão engraçado, nossa. Pois bem, ainda tenho mais 6 anos para aproveitar, antes de Torvi perceber meus cabelos grisalhos se colocarem presentes. — Respondeu transparecendo calmaria. 

— Te preocupas ela não lhe querer mais, irmãzinho? Tenho certeza que Torvi não lhe renegaria, afinal ela é tão apaixonada por você. — Suspirou. — Ela nunca sentiu por mim, o que sente por você, e eu fico feliz que ela tenha finalmente alguém que a ame na mesma intensidade. — Björn disse seriamente, encarando Ubbe nos olhos. 

— Eu a amo demais, irmão. Não me vejo sem ela, mas gostaria de lhe perguntar... — Parou apreensivo, e Björn apenas fez que sim com a cabeça entendendo o nervosismo do irmão já o percebendo roer as unhas. — Você não se sente incomodado com a nossa relação, já que ela era sua esposa? — Indagou temendo a resposta que viria a seguir. 

— Mas é claro que não, Ubbe! — Exclamou parecendo surpreso. — Vocês dois são tão felizes juntos. Como eu poderia se quer ficar incomodado? Estou muito feliz com Gunhilld. 

— Ufa! — Deixou o ar que Björn nem havia percebido que estava preso, se esvair. 

— Agora vamos apenas um pouco mais a frente, e voltamos para a Vila. — O Ironside pronunciou-se quebrando o silêncio que havia pairado, e recebeu uma confirmação de Ubbe que assentiu levemente com a cabeça. 

Os irmãos seguiram adiante por mais alguns instantes, até perceberem que estavam tudo em seu perfeito estado. A densa floresta estava calma, e silenciosa, fazendo com que um alívio percorresse o corpo de Björn. 

__*__

Um ruído estrondoso de martelos se colidirem um no outro ecoou pelos ouvidos de Björn. O homem adentrava no acampamento de treinos e era parado à cada instante por reverências enquanto Ubbe caminhava ao seu lado soltando risinhos quando percebia o desconforto do irmão com tanta cortesia. Ele observava a face de todos os homens ali presentes, afim de encontrar seus pequenos filhos de 12 anos, Erik e Refil. Pensativo, ele imaginava como Torvi ainda achavam que eram crianças, sendo que já estavam na hora de se tornarem homens. 

Sorriu com o pensamento. 

Vagando o olhar pelo extenso local, enquanto homens davam gargalhadas, e ressoares eram ouvidos ele andava com as mãos atrás das costas numa postura ereta, dedilhando os dedos uns nos outros. 

Um sorriso tomou conta de seu rosto quando avistou os dois filhos mais velhos lutarem entre si. Ambos já eram muito habilidosos, porém a rapidez e esperteza que Erik tinha a mais, era evidente. E por um instante, ele lembrou-se de seu pai. De quando saíram de sua fazenda pela primeira vez, e foram rumo a vila. Lá conheceu sua tia Gyda, e tornou-se um homem. Logo após começou a viver tantas coisas... Lembra-se até hoje sobre "Floki como o Deus Loki?", e sorriu ao lembrar-se de um momento tão insignificante — na visão de muitos —, mas que para ele, era guardado com grande carinho. Preocupava-se com Floki, e realmente torcia para que ele estivesse vivo, e que tenha encontrado aquilo que tanto procurava. 

Floki nunca esteve em seu perfeito juízo, mas ele sofreu tanto. Perdeu a pequena filha, e a esposa... Björn podia ter uma grande noção sobre o que o velho amigo esteja passando tendo seu corpo roer por saudades de sua família. 

Lembrava-se de seu pai, Porunn, Siggy... Como havia errado com sua primeira filha, a garotinha não merecia ter sido tratada com tanta escrotisse pelo pai, e se não fosse por isso, poderia estar viva hoje. Mas ele foi fraco e deixou que sua filha morresse. Era uma das maiores culpas que o homem carregava consigo, e tal amargura sempre estaria presente em seu coração. 

Em seus devaneios e sentimentos mais profundos, Björn fora interrompido por cutucadas em seu braço, virando a cabeça bruscamente para o lado, e vendo Ubbe realizando tal ato o encarando com uma feição preocupada. 

— O que aconteceu Ubbe? — Indagou. 

— Olhe para frente e veja você mesmo. — Indicou para frente, onde seus filhos estavam lutando.  

Assim que Björn voltou sua atenção para onde Erik e Refil estavam, se deparou com uma cena de ambos brigando seriamente, enquanto alguns de seus guerreiros tentavam separar os garotos que pareciam conter uma raiva irracional de ambos. 

Ele não pensou por nem mais um instante quando avançou na direção dos Björnssons levantando Erik com uma força incrível o levando para longe de Refil. 

— Mas o que está acontecendo aqui? — Autoritariamente, questionou seriamente para as crianças que agora, o encaravam com medo. — Quero explicações, vamos. 

— Pai, Erik fica se gabando dizendo que é o melhor. — O mais novo disse com os olhos azuis faiscantes olhando para o irmão. 

— Estou apenas dizendo a verdade, oras. Não é culpa minha se você luta como uma mulher. — Retrucou debochando do irmão. 

Ubbe olhava tudo preocupado. Lembrava-se muito de ele e Hvitserk jovens, enquanto Björn ainda possuia Erik em seus braços. Os homens ao redor apenas encaravam vendo a briga dos pequenos irmãos, e futuros herdeiros de seu Rei. 

— Mulheres lutam melhores que homens, sabia meu filho? — Uma voz femenina ecoou pelo recinto, e logo Björn deduziu ser Torvi. Obviamente, ela viria acompanhar o treino, e agora estaria furiosa tendo de presenciar tal cena. — E aliás, Relfi, deveria se sentir honrado ao ser comparado como uma mulher lutando; pois as mulheres, são Valquírias renascidas de Freya para batalhar e mostrar aos homens o quanto somos melhores que eles, sabia? — Ela disse com as mãos sob a cintura, com a roupa de couro totalmente justa em seu corpo. Ela carregava um olhar determinado, e recebia olhares não tão agradáveis dos guerreiros pelo que havia acabado de ser dito, então o Ironside lançou o olhar para seu irmão mais novo, e o viu sorrir para esposa com os olhos brilhando em orgulho. — Agora Erik, pessoa desculpa ao seu irmão pelo que acabou de dizer. 

Após escutar tais palavras, os meninos suspiraram frustados. Björn pousou Erik novamente no chão, e o menino olhou para o pai com os olhos tristes, abaixando a cabeça para o mesmo e caminhando até o irmão mais novo, estendo as mãos em um pedido de desculpas, e surpreendeu-se quando as mãos de seu irmão tocaram as suas, lhe oferecendo um sorriso. — Desculpe, Relfi. — Murmurou cabisbaixo. 

— Tudo bem Erik, sei que não fez por mal. — O mais novo respondeu pegando o machado feito especialmente para seu tamanho, e saiu andando até o lado de sua mãe que lhe oferecia um sorriso gentil. 

— Ubbe, vamos amor? — Torvi questionou olhando para o marido que ainda a encarava orgulhoso, e recebeu uma confirmação do esposo que caminhou firmamente até ela, e passou as mãos pela fina cintura a puxando para mais perto, e passando às mãos pelos cabelos lisos de Relfi, recebendo risinhos do garoto. 

Para Ubbe, ambos também eram seus filhos. E observando a cena, Björn se sentiu impotente. Seus filhos já não o necessitavam mais, e isso o despontou. A decepção correu por suas células, e a tristeza evidenciou-se por seu rosto. Os meninos, agora eram filhos de Ubbe que cuidava muito melhor deles do que Björn jamais cuidara. Percebeu Erik caminhar até eles também, porém sem nenhuma arma em mãos. 

— Até mais, amigo. — Torvi finalizou olhando para Björn, enquanto seus cabelos soltos eram abatidos pelo vento, e se desengranhavam uns nos outros caminhando com sua família para frente. Pois eles eram sua família, não dele. Ele não fazia parte daquela família. 

E novamente os sons de machados se colidindo, e o falatório entre os homens, ecoou por seus ouvidos. 

E Björn sentira se sozinho. Ele estava sentindo a solidão o atingir. E percebeu o quanto errou com seus filhos, e não merecia ser feliz, por mais que tivesse Gunhilld ao seu lado. 






Notas Finais


— BJÖRN E UBBE = TUDO¡!
— UBBE E TORVI = TUDO.

Vários personagens não apareceram nesse capítulo pois é mais do círculo íntimo do Björn, masokei KKKKKK

até a próxima e não se esqueçam de comentar, favoritar e divulgar prós amiguinhos yayy

ps: sorry os erros de português. não tive tempo para enviar o capítulo para betagem. <3


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