História Vil - Fic Interativa - Capítulo 10


Escrita por: e Elami

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Interativa, Magia, Magos, Originais, Original, Romance
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Palavras 3.460
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Fluffy, LGBT, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Sci-Fi, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Depois de um longo e tenebroso inverno, nós finalmente aparecemos com um capítulo.

E, bem... Não temos muito o que falar, apenas... Não shippem KatsuMary que tá tranquilo.

P.s: mudamos o título por problemas técnicos rsrs

Capítulo 10 - Em nono, o rímel borrado e os olhos dourados.


O garoto não sabia muito bem como reagir naquele momento.

Ele havia pulado o muro de uma mansão, conseguiu driblar os seguranças com perfeição, só não esperava que naquela noite os donos daquele lugar dessem uma festa, mas isso também não foi problema para ele. Foi tão fácil se esgueirar pelas beiradas e por debaixo das mesas que o fez se sentir como um espião daqueles de filmes americanos. No entanto, roubar a comida foi um pouco mais difícil, a cozinha não ficava vazia nunca e ele teve que apagar um dos garçons e pegar as roupas dele para entrar lá sem ser percebido. Com a roupa de garçom e uma bandeja de croissant’s ele atravessou toda a festa sem nem mesmo se dar ao trabalho de se esconder. Então qual havia sido o seu erro? Talvez o fato de ele ter tirado seu disfarce assim que pisou fora da mansão ou talvez a mochila cheirando a molho de churrasco e maionese. Ele não sabia dizer exatamente qual era, mas a garota que o havia pego em flagrante no jardim não parecia que o deixaria escapar tão fácil e ele tinha se esforçado tanto para não ter que usar sua magia… parecia que o plano de uma vida havia sido jogado fora por uma garota de cabelos castanhos, vestido preto e rímel borrado no rosto.

— Quem é você e o que está fazendo aqui? — Ela perguntou, dando um passo em direção à ele.

O garoto retrocedeu um pouco, se ele fugisse ela gritaria e isso alertaria os seguranças e se ele usasse magia então os alarmes de incidente iriam soar e os militares apareceriam para acabar com a festa dele. Ele não tinha muitas escolhas além de enfrentá-la.

— Eu sou um convidado. — Mentiu, dando o seu melhor sorriso convincente. A garota cruzou os braços e arqueou as sobrancelhas completamente desconfiada.

— Sei e onde estão seus pais? — Ela perguntou autoritária. A expressão do garoto mudou completamente na menção aos seus pais e ele virou a cara. — Do que se trata essa festa?

— Ricos fazem festa por qualquer besteira, não é como se eu fosse saber. — Ele murmurou emburrado, suas mãos começaram a tremer de nervosismo e ele sabia que a qualquer momento seria obrigado a usar sua magia.

— Minha avó morreu, isso era para ser o velório dela. — A garota respondeu, dando um suspiro longo. Os olhos dela se encheram de lágrimas e ele entendeu porque seu rímel estava borrado.

— Sua avó morreu e vocês estão dando uma festa, quer dizer, ninguém parecia triste lá dentro, isso é normal? — Ele perguntou, com uma curiosidade genuína. Não entendia muito bem sobre aquele tipo de coisa, havia passado metade de sua vida trancado. — Vocês ricos são mesmo estranhos.

— Não queríamos isso, mas foi o que acabou se tornando então… — Ela murmurou em resposta e limpou as lágrimas que teimaram em cair com as mãos rapidamente. — Vovó não gostava quando chorávamos, mas eu não consigo parar.

— Minha irmã mais nova chora o tempo todo. — Ele comentou e ao mesmo tempo se amaldiçoou porque não deveria estar conversando com aquela garota, deveria estar fugindo naquele momento. — Ultimamente, tem piorado.

— E a comida que você roubou é para ela? — A garota voltou a perguntar e ele sentiu seu corpo gelar. Ela sabia, bom, era óbvio que sabia, mas não esperava que a intuição dela fosse tão boa. — Dá pra sentir o cheiro do barbecue de longe. Sabe, eu não ligo se você tiver pegado só a comida, mas se pegou algo de valor é melhor devolver agora ou eu chamarei os seguranças e eles são magos, já viu magos de verdade?

Ele quase riu da ameaça, mas sabia que não seria páreo para magos experientes, mesmo assim decidiu blefar.

— É claro que sim. — Ele puxou a manga de sua blusa, revelando a tatuagem de enormes correntes que cercavam seus punhos. A marca dos magos. — Eu sou um.

Porém, a garota não atendeu suas expectativas. Ela não ficou aterrorizada com aquilo ou fez cara de nojo como boa parte das pessoas fazia, muito pelo contrário, ela se aproximou dele e agarrou as mãos do garoto para ver a marca mais de perto, a diferença de altura entre eles fez o garoto se sentir ligeiramente inferior.

— Correntes. — Ela falou, mais para si mesma do que para o garoto. — Porque correntes? Você esteve preso?

As marcas dos magos significavam mais do que só um enfeite. Muitas vezes elas carregavam uma história e com a dele não era diferente. Não é como se ele amasse aquela marca, para ele não passava de uma lembrança ruim, mas ela o havia salvado muitas vezes de ser pego pelos militares, com aquela marca ele podia alegar ser do Círculo e caminhar livremente pela cidade para conseguir o suficiente para sobreviver. Mas na primeira oportunidade que tivesse, ele se livraria daquela marca, nem que tivesse que cortar os próprios braços para isso.

— Desculpa, fiz você se lembrar de coisas ruins, não foi? — A garota falou soltando as mãos dele.

— Eu… não queria que fossem correntes. — Ele falou, respondendo a pergunta anterior da garota. — Eu odeio essa marca, mas as vezes penso que ela é muito apropriada.

— Porque os magos estão presos ao Círculo? — Ela perguntou curiosa.

— Não, porque magos como eu estamos presos a pessoas como você. Nós somos apenas armas usadas para sua conveniência, uma de suas linhas de defesa, as pessoas comemoram quando magos morrem, exatamente como vocês estão fazendo com sua avó. — Ele respondeu.

Ela não soube o que dizer, apenas abaixou a cabeça e ficou ali, paralisada com as palavras dele.

— Desculpe. — Foi tudo que saiu de sua boca.

— Não, tudo bem. De qualquer forma, tenho que ir agora, tenho duas crianças para alimentar. — Falou, aproveitando aquele momento para poder fugir daquele lugar, mas ela agarrou sua mão e quando ele olhou para trás ela tinha lágrimas nos olhos.

— Desculpa, mas se você tem poder não significa que pode usá-lo para mudar isso? — Ela voltou a questioná-lo. Ele pensou por alguns instantes.

— Está dizendo que eu deveria destruir tudo? Porque sinceramente, é o meu plano B no momento. — Respondeu, um pouco confuso com o que ela havia dito.

— Não! Não é isso, não estou falando de destruir e sim mudar, sabe? — Ela fez gestos estranhos com as mãos que fez o garoto ter vontade de rir — Se pensa que o Círculo é algo ruim então mude ele, se as pessoas não enxergam a importância dos magos então nos mostre o quão dependentes somos de vocês. Você pode mudar as coisas sem causar o caos, eu acredito nisso.

— Você… — Ele procurou palavras para dizer, mas só uma veio em sua mente. — É uma grande idiota.

— Eu sei. — Ela riu divertida. — Era o que minha avó dizia.

— Mas, é uma idiota com ótimas ideias. — Ele sorriu para ela. — Eu realmente tenho que ir, mas quem sabe um dia eu não coloque seu plano em ação.

— Bom, eu vou aguardar ansiosa por isso. — Ela sorriu satisfeita. — A propósito, qual o seu nome?

— Katsu Hikaru. — Ele respondeu, sem saber exatamente porque estava fazendo aquilo. Ele não tinha tempo para reparar em garotas, muito menos em garotas mais velhas que ele, mas nem mesmo o rímel borrado pelo rosto ou os olhos inchados havia tirado a beleza dela. E se aquela maldita boca esteticamente perfeita se fechasse talvez ele conseguisse ir embora.

— Sou Eri Sachiko — Ela sorriu estendendo a mão para ele. — É um prazer, Katsu.

 

— Katsu!

Katsuo acordou, não suado e assustado como já havia acontecido outras vezes. Ele apenas acordou. Olhou para o lado procurando pela voz que o chamava e viu Mary sentada na cama o olhando com certa preocupação.

— O que aconteceu? — Ele perguntou um pouco confuso se sentando também. Sua cabeça latejou no ato e ele massageou as têmporas em uma tentativa de aliviar a dor.

— Você começou a murmurar umas coisas estranhas e de repente o ar ficou muito frio. — Ela esfregou um dos braços e desviou o olhar assim que percebeu que ele a encarava. — Você disse o nome dela.

— Eri? — Perguntou. Mary assentiu com a cabeça e ele deu um longo suspiro voltando a se deitar.

Aquele não era um sonho – se é que ele poderia chamar aquilo de sonho, estava mais para uma lembrança –, que ele tinha com frequência, mas era um sonho que ele tinha fazia muito tempo. Antes ele acordava assustado, às vezes sua magia até mesmo saía do controle, ele se lembrava de uma ou duas vezes ter acordado sufocado, como se aquele sonho tivesse se enrolado em volta de seus pulmões e lhe tirado todo o ar. Bom, de qualquer forma, já não era mais algo que o assustava ou que o deixava sufocado. Agora só o deixava confuso o suficiente para fazê-lo liberar um pouco de magia e ter dores de cabeça.

— Katsu, você está bem? — Mary perguntou.

Ele assentiu, um pouco relutante e se manteve calado por tempo demais para o gosto de Mary. Katsuo nunca tinha sido do tipo que falava muito, mas ele também não era do tipo que se mantinha calado por tanto tempo.

— Sabe, você é a única que ainda me chama pelo nome. — Ele falou de repente, surpreendendo Mary. — Por que?

— É porque sou a única, é por isso que eu ainda o chamo assim. — Mary respondeu, ela voltou a se deitar ao lado dele e rodeou um dos braços em volta do rapaz. — Ela já tem o Katsuo, então ao menos me permita ter o Katsu. — Murmurou para si mesma.

Aquilo não era algo que ele deveria ouvir, mas ouviu e a voz de Mary pareceu mais um lamento do que um simples sussurro. Então ele se virou para ela e retribuiu seu abraço, ela sorriu e se aconchegou ainda mais nele como se aquele fosse seu porto seguro. Katsuo a mantinha bem perto de si, perto o suficiente para que Mary somente erguesse seu rosto e lhe roubasse um beijo, na qual ele mesmo retribuiu com bastante sentimento, mesmo que soubesse que não deveria fazer aquilo; não deveria alimentar os sentimentos da garota, mas não era como se ele pudesse simplesmente rejeitá-la, pois devia tanto a Mary – tanto, tanto, tanto –, ele não se sentia no direito de poder dizer não a ela.

Aquele momento foi como muitos outros que eles já possuíram que foi iniciado com um beijo antes de passar a ter toques mais explícitos. Ele já estava acostumado com isso, nem mesmo tinha mais receio em explorar o corpo de Mary, tocá-la intimamente de forma carnal; já não possuía mais medo de em algum momento machucá-la fisicamente enquanto se preocupava com o estrago que já estava fazendo com seu coração por aquela pequena mentira. Katsuo já conseguia mascarar perfeitamente seus sentimentos desde aquele dia, se entregando sem qualquer compromisso de sua parte para a loira.

Foi naquele tempo que se tornaram mais próximos que Katsuo ampliou seus horizontes referentes aquele tipo específico de toque íntimo junto com Mary. Ele aprendeu a fazê-la chegar lá sem sentisse minimamente culpado com os “eu gosto de você” recebidos e nem um pouco recíprocos.

— Eu não gosto dele. — Mary falou meio ofegante com o recente ato.

— Dele quem? — Ele arqueou as sobrancelhas de forma confusa e ela colocou a mão em seu pescoço onde marcas roxas marcavam a pele do garoto.

— Gedel. Esse cara é perigoso, percebi que ele tem uma certa fixação por enforcamentos. — Respondeu, dessa vez ela levou a mão ao próprio pescoço se lembrando do dia em que as mãos de Gedel o rodeavam tão forte que a fez pensar que iria morrer. — Ele é mais sinistro que o Kindre. Aliás, nem me deixe começar a falar do assassino, eu sinto que ele sempre está vigiando todo mundo. Sinceramente, esses dois são assustadores.

— Eu gosto deles. — Katsuo falou sincera. — Celestia também gosta e as outras crianças não ligam muito. Eles só são um pouco estranhos.

— Gedel tentou me matar, ele tentou o mesmo com você e Mae disse que Kindre fede a sangue.

— Você atirou nele primeiro e Mae é um pouco mais sensível com esse tipo de coisa do que os outros.

— Okay, mas e quanto ao que ele fez com você?

— Gedel… tinha seus motivos.

Mary levantou, completamente irritada. Katsuo se sentou sobre a cama e observou enquanto a loira ia até um armário e pegava uma peça de roupas limpas para si antes de começar a andar de um lado para o outro, com toda a certeza procurando argumentos para rebater qualquer coisa que ele dissesse e fazê-lo mudar de ideia e mandar os dois embora.

— Você está brincando com o perigo, Katsu. E está envolvendo todos nós, não gosto disso. — Ela falou roendo as unhas de nervosismo. — Eu não consigo entender porque continua com isso, você pode simplesmente esquecer tudo e seguir sua vida. Você pode dar uma vida normal para Celestia e Mae!

Katsuo suspirou e levantou as mãos, aquilo foi o suficiente para que Mary parasse e o olhasse com certo arrependimento. Mostrar as cicatrizes nos pulsos sempre dava certo, ela não podia argumentar com aquilo e sempre ficava quieta.

— Eu preciso fazer isso, por mim, pela Celestia e pela Mae. — Katsuo falou, decidido. — Não podemos viver como pessoas normais, não conseguimos fingir sermos humanos. Essas marcas… — Ele olhou para os próprios pulsos. — Não são nem um terço do que fizeram com nós.

— Não use isso contra mim. — Mary retrucou desviando o olhar. — Todo mundo sofre e as pessoas superam isso e continuam suas vidas. Porque não pode fazer o mesmo?

— Pessoas que não tem poder superam e seguem em frente. Esse definitivamente não é o meu caso, certo Mary?

Ela não precisava olhar para ele para saber que tipo de olhar ele estava fazendo. Podia sentir apenas por estar diante dele, tinha certeza que os olhos cinzentos brilhavam, frios e cortantes, prontos para acabar com qualquer um que quisesse estragar seus planos. Mary odiava aquele olhar.

Mary odiava que ele fosse direcionado a ela.

~ * ~

Em um local afastado.

Emily Matsuhara caminhava tranquilamente pela cidade com um sorriso pequeno desenhado nos lábios. Cipaltoh era bem movimentada, mesmo que não fosse uma das grande cidades principais, havia muitas pessoas que optaram por habitá-la pela sua famosa e forte neutralidade. Para falar a verdade, Emily estava meio perdida naquele lugar, não por não saber onde estava mas sim porque se distraía facilmente com as várias lojas que aquele lugar possuía.

Cipaltoh era uma cidade neutra, mas também era uma cidade que gritava “DINHEIRO!” a cada esquina, era impossível não olhar para uma ou duas vitrines e quando a garota percebeu havia saído muito de seu caminho, por isso que quando ela chegou no subúrbio já estava perto do toque de recolher. As ruas não estavam vazias, ela conseguia sentir muitos magos por onde passava e todos eles a encaravam de volta com a certeza de que ela era um deles.

Magos independentes adoravam o toque de recolher, porque ele não era direcionado à eles e sim aos humanos e enquanto todos se amontoavam em suas casas atrás de portas de segurança assustados demais com a possibilidade de um mago invadir sua casa, os magos simplesmente saíam, respiravam o ar puro e passavam toda a noite do lado de fora, sem ninguém para lançar olhares de desprezo ou policiais implicando por coisas banais demais como se sentar em um banco em uma praça pública. O toque de recolher era simplesmente libertador para os magos e também era o momento mais propício para coisas ruins acontecerem. O fato é: ser um mago já é um perigo por si só, ter toda aquela energia correndo por suas veias os faziam se sentir fortes, poderosos, imbatíveis e também os fazia se sentir rejeitados e desprezados, a mistura desses sentimentos era a combinação perfeita para criar incidentes mágicos.

Por isso, Emily teve que caminhar com as mangas do suéter levantadas para mostrar sua marca mesmo que tivesse frio demais para isso e com a postura orgulhosa que só um mago do Círculo poderia ter. Ela tinha que deixar bem claro a presença do Círculo naquele local, assim evitava problemas para ela e para outras pessoas. Quando ela chegou no seu destino não ficou muito impressionada com o que viu; Uma casa relativamente menor do que as outras, não muito velha, não muito nova, a tinta bege das paredes estava descascada e em alguns pontos havia desenhos. Não grandes o suficiente para chamar atenção, mas não muito pequeno para passar despercebido.

Se Cipaltoh gritava dinheiro, aquela casa gritava Noah.

Emily bateu na porta pelo menos quatro vezes até uma garota baixinha de pele morena com os cabelos devidamente trançados e presos no topo da cabeça e óculos exageradamente amarelos e redondos abrisse a porta com uma feição mal-humorada.

— Uau, você por aqui. — A garota sorriu se encostando no batente da porta. — Há que devo a honra?

— Eu estou atrás de você, é claro. — Emily respondeu. O sorriso de Noah desmanchou ao ser apunhalada por todos os sentimentos que a outra guardava, às vezes ser uma empata era simplesmente um empecilho. — Eu estive procurando por você por horas, entendeu? Horas! — Não era bem verdade, ela só havia se perdido, mas precisava enfatizar certas coisas para poder convencer a outra. — Você deixou todos preocupados.

— Preocupação não foi o que eu senti. — Noah murmurou cruzando os braços.

— Noah! — Emily falou, com o tom repreensivo que nem mesmo sabia que tinha. — Eu estava muito preocupada com você.

Noah suspirou e foi praticamente obrigada a sair da defensiva com todos aqueles sentimentos de afeto que sentia vindos de Emily, aquela garota era um turbilhão bipolar, não dava para entender como ela podia passar de ódio a amor em um segundo. Noah não teve muitas escolhas depois disso, ela se deixou ser envolvida no abraço de urso de Emily e teve que esperar muito até que ela finalmente parasse de dar broncas e entrasse na casa. Seus vizinhos já estavam a olhando esquisito.

— Eu não acredito que está morando sozinha. — Emily falou depois de entrar na casa, ela seguiu Noah pelo corredor e as duas entraram no que parecia ser a cozinha. A morena ofereceu uma cadeira para a outra que se sentou sem pensar duas vezes, seus pés estavam cansados de dar voltas pela cidade. — Você só tem catorze anos, não deveria nem ir a esquina sozinha! Quem é o maluco que está te apoiando nisso?

— O dono do estúdio de tatuagens em que eu trabalho. — Ela respondeu, sem se importar muito o fato de Emily ter praticamente jogado na sua cara que ainda era relativamente uma criança. — Se veio aqui para me fazer voltar para o Círculo é uma perca de tempo, eu não volto para aquele lugar.

— Não vim te pedir para voltar, Noah. — Ela retrucou, surpreendendo Noah. Emily levou as mãos calmamente até a parte de trás da cabeça e soltou o laço que segurava seu tapa-olho, ela o retirou calmamente revelando seu olho direito que tinha suas íris douradas e brilhantes, diferente do olho esquerdo que sustentava um azul ciano. — É doloroso para você, eu sei, também é para mim, se eu tirar essa coisa dentro do Círculo provavelmente enlouqueceria. Você não pode tapar sua magia como eu, por isso entendo e não vou te forçar a nada, eu só queria que você tivesse confiado em mim e me contado o que estava acontecendo. Eu teria vindo com você, Noah.

— Desculpa. — Foi tudo que Noah conseguiu dizer.

— Tudo bem, eu não estou brava. — Emily respondeu com um sorriso. — Estou aqui porque preciso da sua ajuda em uma coisa e o Círculo não pode saber disso, é algo do tipo, um trabalho paralelo ou coisa assim.

— Estou ouvindo.

— Eu fui escolhida como a representante do Sul para o julgamento de uma tal Eri Sachiko do Leste, queria que você fosse comigo, mas o trabalho não tem muito a ver com isso. Na verdade, espero colher informações lá, estou procurando uma pessoa e ele parece estar envolvido nisso. — Emily não sorriu ou algo do tipo, o que, se tratando dela, era algo a se preocupar.

— Porque precisa de mim? — Noah perguntou, não entendendo muito bem sua utilidade naquilo tudo.

— Os representantes não têm acesso a garota, mas precisam de alguém para fazer a marca nela, eu disse que conhecia a pessoa certa para isso e você ganhou acesso a ela. — Ela respondeu, completamente séria. Noah tinha a forte impressão de que ela não estava pedindo.

— Tudo bem, acho que posso te ajudar com isso. — Aceitou, sem fazer muita cerimônia sobre aquilo. Sabia que se recusasse Emily continuaria no seu pé até ela dizer sim. — E de quem estamos atrás?

— Do mago número um na lista de procurados do governo. Kindre, o assassino.


Notas Finais


ELES TRANSAM SHAKDHSODHKAHSOAI não shippem mas shippem

Espero que tenham gostado, até o próximo <3


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