História Vila Purgatório - Capítulo 1


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Categorias Lendas Urbanas, Mitologia Grega, Mitologia Japonesa
Personagens Personagens Originais
Tags Comedia, Inferno, Mitologia Cristã, Mitologia Grega, Mitologia Japonesa, Pecados Capitais
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Palavras 2.164
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Crossover, Ficção, Magia, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural
Avisos: Álcool, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir culturas, crenças, tradições ou costumes.

Notas do Autor


Olá meus amores! Bem, após pensar um pouco, eu tive a ideia de fazer uma história de comédia, mas não sabia como poderia ser e então tive a ideia de fazer a história se passar no inferno com os pecados capitais e até Lúcifer e outros demónios aparecendo! Espero que gostem e, só para avisar, isso não é nenhuma coisa de propagação de Satanismo, nada disso, é só para rir e descontrair, por isso não quero nada como: "Ah, isso é do capeta", se tiver eu vou só ignorar, porque o objetivo aqui é rir. Dito isso, espero que tenham uma boa leitura!

Capítulo 1 - Acompanhante para o Baile


O céu escarlate do inferno brilhava intensamente, indicando que estava de dia naquele país feito apenas de rochas e chamas, mas, no meio desse pesadelo para qualquer ser vivo, havia um local que muitos conheciam como o purgatório, porém, esse local era diferente dos outros, possuía casas e prédios como se fosse uma vila… sim, essa era a verdade por de trás do purgatório, aquilo que os malfeitores temem quando morrem é nada mais que uma vila onde suas almas vagueiam eternamente em busca do perdão… mas como é a vida dos “habitantes” da Vila Purgatório? Bem… não era uma das melhores…

Correndo pelas estradas acabadas e com carros atravessando a parede de alguns prédios, ou batidos contra um poste, um garotinho, de cabelos negros, olhos vermelhos, pele escura, trajando um macacão azul, corria a todo o vapor pela estrada, olhando os mortos andando com aqueles seus corpos magrelos, cabeças sem o menor fio de cabelo e os olhos negros como carvão…

Esse garotinho bem feliz correndo era Gula, sim, um dos pecados capitais, ou pelo menos era o morto daquela vila que mais representava esse desejo de comer sem parar e de nunca ficar satisfeito, mas este tinha suas razões, afinal, ele em vida era um orfão que vivia na rua e que havia morrido por comer muito, já que ele conseguiu entrar escondido na dispensa de um restaurante e só parou de comer quando já havia tido uma indigestão mortal…

Mas, onde esse condenado ao pecado estava indo? Fácil, para o bairro onde vivia chamado de Capital Route, isso porque lá viviam as encarnações dos 6 outros pecados capitais, ou seja, ira, ganância, luxúria, preguiça, inveja e orgulho… ao chegar, o pequeno garoto foi até à porta do número 15 e começou a bater freneticamente, dando pulinhos…

Já que ninguém respondeu mesmo depois de bater, Gula continuou batendo e batendo, mas infelizmente sua resposta poderia demorar anos a chegar, afinal, quem morava no número 15 era ninguém mais que o pecado da preguiça, o senhor Preguiça… e não era só em sua atitude preguiçosa que se refletia o nome, mas também em sua quantidade massiva de pelos, tanto no peito, nos braços, nas pernas e até no rabo…

Nesse momento, esse ser que não pensava em mais nada do que apenas dormir, finalmente abriu seus olhos, olhando para a porta e tentando se mexer, mas sem sucesso… as batidas continuaram e, com um bater de porta forte, uma pequena garotinha, de cabelos ruivos espetados, principalmente aqueles amarrados em suas chiquinhas, com um vestido branco e olhos amarelos com íris vermelha, apareceu em cena, não muito satisfeita.

-Papai! Tô começando a me irritar! A porta tá tocando faz uns 3 minutos e você ainda não foi atender! Eu quero dormir droga! –Reclamou a garotinha que, pelo óbvio excesso de raiva, dava para definir ela como a Ira

-Filhinha, vai atender que o papai tá tão confortável no seu sofá… -Pediu e em resposta ele foi puxado para o chão pela garota.

-Agora não tá mais, vai atender seu preguiçoso! -Segundos se passaram após a frase, e o senhor Preguiça não respondeu, continuou ali deitado e logo se pôde ouvir o mesmo roncar, indicando que dormiu no chão. –Aiii!! Eu tenho de fazer tudo nessa casa!

A pequena irritada foi à porta e a abriu com tanta força que a mesma bateu na parede de dentro e fez um buraco por causa da maçaneta ter batido nela… Gula ficou sem entender por momentos, mas foi aí que ele suou frio ao ver Ira com todo o seu “resplendor” rangendo os dentes para o jovem 3 anos mais morto que ela…

-O que você quer sua enfardadeira ambulante!?

-Aghh… bem…

-“Agh, bem”! Fala como homem! –Gritou, deixando Gula assustado e encolhido em seus ombros com medo.

-Eu não sou homem! Sou menino… -Ira coçou suas orelhas que estavam soltando fumaça e falou.

-Tudo bem… o que você quer afinal?

-Ah! É que eu vi que vai haver um baile amanhã comemorando o 777º aniversário de Belzebu! –Exclamou, deixando a garota pensativa e se lembrando que esse era o primo de Lúcifer, o presidente da cidade e rei de todos os demónios enquanto Belzebu controlava os insetos infernais que devoravam as almas de alguns infelizes e até de alguns anjos… -E queria que você viesse comigo, para a gente se divertir!

-Uau! Nossa, Gula… eu me sinto lisonjeada, nunca pensei que você me iria convidar para uma celebração assim… -Disse, com os cabelos pegando fogo enquanto as bochechas coravam levemente e matava as pequenas formigas perto de sua porta, para mostrar timidez…

-É, eu ia chamar a Orgulho para vir comigo, mas ela falou que já tinha o Inveja, então, sem mais opções, vim pedir pra você vir comigo! –Disse, quase quebrando Ira por dentro, afinal, a mesma pensava que era a primeira opção do garoto e isso só fez uma grande raiva surgir em seu interior, mas em vez da expressar, deixou o jovem continuar. –Então, você vem?

-Hahaha! … não! –Gritou, dando mais um susto em Gula que o fez saltar para trás.

-Porquê?!

-Por dois motivos! Primeiro, você não me escolheu, só me quer como acompanhante porque aquela idiota da Orgulho não tá disponível, segundo, eu não gosto de Belzebu, os insetos idiotas dele sempre querem me morder e terceiro, você é um idiota! –Exclamou, batendo a porta na cara do garoto.

-Isso foram três motivos… -Disse, suspirando e começando a pensar em como iria sair desse aperto, bem, a melhor forma era perguntar a quem mais percebia de amor, ou algo parecido… então o jovem foi à porta 95 e bateu nela, sendo recebido por um garoto da sua idade, ou pelo menos aparentava ser da sua idade, de cabelos loiros, quase brancos, olhos amarelos, colete negro, camisa branca por baixo e calças negras como os sapatos e o colete. –Oi Inveja! Sua mãe está?

-Da parte de quem?

-De mim, do Gula!

-Deixa eu ver… mãe!!! –Gritou com a voz grossa o que fez, pela 3ª vez neste dia, Gula se assustar… logo chegou uma mulher muito parecida com o garoto, de aparência esbelta e cabelo solto, usando um vestido negro muito apertado que parecia estar preso ao corpo da mulher e essa era ninguém mais que Luxúria. –O Gula quer falar com você…

-Desculpa garotinho, mas estou ocupada. –Respondeu a loira, se virando enquanto balançava o cabelo para sair com estilo, porém parou quando Gula disse…

-Mas eu preciso de ajuda para convidar a Ira ao baile que vai acontecer amanhã! –Nessa hora, um braço negro com veias vermelhas agarrou a cabeça o menor e o puxou para dentro da casa onde tinha vários animais com a cabeça numa moldura…

-Porquê não disse logo? É claro que vou ajudar! –Foi incrível a de repente mudança da mulher de rude para simpática. -Sei de um jeito garantido para conquistar o coração de uma mulher! Mas, me diga, você já tentou convidar a Ira antes? –O jovem acenou. –E o que disse?

-Que como a Orgulho já tinha o Inveja ela era a única opção… -Um “eishhh” foi solto por Luxúria junto de um aceno negativo com a cabeça.

-Meu querido Gula, você não pode falar isso a uma jovem com a Ira… -Disse de forma franca e decepcionada.

-Porque não?

-Primeiro porque ela pode chutar sua canela, segundo porque nós as mulheres gostamos de ser valorizadas e sempre gostamos de saber que somos a primeira escolha, porém, não tema! Eu sei como você pode resolver esse deslize…

-Como? –Ao ouvir essa pergunta, a encarnação da luxúria riu maliciosamente enquanto olhava para o menor…

«…»

-Oh! Minha amada Ira, venha à janela! –Pediu um Gula vestido com um smoking e com uma meia máscara na face, o pequeno pecado estava na frente da janela da casa de Ira que era exatamente ao lado da porta, tornando a cena mais ridícula, a ruiva furiosa apareceu e não parecia muito satisfeita… -Oh! Minha querida, você veio!

-Não tinha como não vir, afinal ver você assim é impagável… mas o que quer cara de bunda?

-Eu fui atraído pelas profundezas da sua beleza e por esse seu coração duro como rocha, além desse cabelo tão belo quanto um porco-espinho e…

-Como é…? –Perguntou a jovem, com o olhar tapado pela sombra e mostrando seus olhos que mudavam entre várias cores, mas algo que não mudava era a raiva e as chamas em seu cabelo. –PODE REPETIR ISSO GULA?!?!?!?!

-H-h-huh?!

-Você acabou de dizer que minha beleza tá nas profundezas! Que meu coração é de pedra e que meu cabelo é bonito igual um porco-espinho!? –Gritou ainda mais alto, apontando o seu cabelo espetado para o pecado da gula e, do nada, várias mechas de cabelo duro e afiado com um espinho começaram a ser disparadas daquele tufo, o jovem só teve a opção de se desesperar e correr enquanto alguns “espinhos” chegavam a acertar o pobre garoto…

«…»

-Tudo bem… -Começou a loira da luxúria enquanto retirava as mechas espinhosas de Gula. –O discurso foi horrível e a reação da Ira ianda pior, parece que a minha revista “Mulher Ideal” não está sempre certa… mas eu tenho outro plano! Nesse você não vai ser picado por nenhum espinho! –Afirmou, retirando o último das costas do jovem.

-Ainda bem…

«…»

Ira andava pela vila vendo as decorações de insetos para a chegada do demónio da pestilência, ela odiava insetos e ainda mais daquele tal Belzebu que sempre tentavam comer o cabelo dela, além do pavor a germes que o demónio tinha… durante sua caminhada, ela notou que alguém estava seguindo e, ao se virar, encontrou Gula disfarçado de ave fazendo uma dança esquisita que atraiu a atenção de alguns…

-G-Gula, o que você está fazendo…? –Perguntou a ruiva, corada pela vergonha que aquilo era…

-Estou fazendo a dança de acasalamento da cegonha sem pernas para te chamar ao baile! –Comentou e, novamente, os olhos da jovem começaram a mudar de cor numa velocidade alucinante até ela agarrar Gula pelo colarinho, sendo rodeados por várias almas penadas…

-EU PAREÇO UMA CEGONHA SEM PERNAS PARA VOCÊ!!!!??? –Perguntou Ira com uma raiva na voz que criou uma explosão imensa, mandando várias almas pelo céu, queimando algumas e especialmente Gula que estava no meio…

«…»

-É, a dança não resultou, mas eu sei de outro…

-Não!

-Huh?

-Não! –Gritou Gula, novamente. –Eu não quero mais esses planos idiotas! Fui picado e queimado pelo menos uma vez só hoje e isso por causa das suas ideias! Pra mim chega! Eu vou sozinho ao baile que ganho mais! –Gritou, saindo da casa cheio de fúria, parecendo até Ira e andando pela estrada com a face emburrada, não entendia porquê as mulheres eram tão complicadas e porquê queriam tudo tão extravagante, uma coisa era certa, ele não iria participar desses joguinhos!

O jovem foi até à praça e se sentou num muro que estava em volta de uma árvore de folhas azuis parecendo um céu estrelado da Terra, essa era Árvore da Esperança, plantada por Lúcifer à muito tempo para que as almas penadas tivessem esperança de serem redimidas um dia… no meio da solidão, uma voz soou.

-Oi…? –Perguntou ninguém mais, ninguém menos, que Ira, ao lado dos pés do garoto com uma face chateada.

-O que foi? –Perguntou de volta, deixando a ruiva mais irritada ainda.

-Não sabia que responder a uma pergunta com uma pergunta é falta de educação e só os idiotas que o fazem?

-Não…

-Isso só prova o que disse… -Falou a ruiva, bufando. –Bem… visto que você se esforçou e até deixou eu queimar e acertar você só para ir ao baile comigo… eu vou aceitar a proposta…

-Sério?! –Perguntou o moreno, alegre e saltando do muro.

-Sim! Mas com uma condição! Você nunca mais pode escolher a Orgulho em primeiro, apenas eu!

-M-mas isso é chantagem!

-É tudo ou nada… -Isso era como encostar o garotinho contra a parede, ele gostava das duas garotas, mas Orgulho era muito menos fresca e sempre disposta a brincar… de qualquer forma não tinha opção…

-Tudo bem… eu aceito…

-Oba! Funcionou senhora Luxúria! –Gritou, deixando o garoto de boca aberta quando a loira saiu de um arbusto tão animada quanto a ruiva.

-C-c-c-como?!!?!

-Heheh, desculpe queridinho, mas as mulheres vêm em primeiro e a Ira já havia me procurado para fazer todo esse plano… -Disse de forma debochada enquanto algo dentro de Gula quebrava… mas voltou ao sentir o toque da garotinha de cabelos vermelhos que o puxou…

-Vem seu bobão! Temos de ir nos arranjar para amanhã!

Em última análise, podemos concluir que viver na Vila Purgatório é perigoso, tem grandes chances de encontrar pessoas desonestas e que estão sempre a conspirar contra você, mas é isso que a torna tão únicas, porque tanto que elas são más para você, podem ser boas para outras pessoas mais conhecidas… o que importa mesmo é a diversão não ter fim!


Notas Finais


E é isso meus amores, consegui tirar alguma risada de vocês? Eu não sou boa em comédia, por isso pode não ter ficado muito bom, mas apenas um sorrisinho de vocês é suficiente. Bem, agora vou indo, até mais! Bye Bye!


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