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História VILLAIN - Jikook - Capítulo 3


Escrita por: taecurekim

Notas do Autor


e ae perdoa a tia se tiver erro, namoralzinha

Capítulo 3 - Insuportável


Acordei como se eu tivesse participado de uma orgia com elefantes. Ok, talvez isso tenha soado estranho, e não, eu não recomendo zoofilia, deus me livre. Eu em. Mas, porra, meu corpo todo estava dolorido, tipo, dolorido para um santo caralho, cada parte dele, mas minha cabeça principalmente. 

Olhei para o lado, ainda com os olhos meio fechados por conta da claridade, dei de cara com uma parede. Então, olhei para o outro lado e dei de cara com um homem me observando. 

Os cabelos pretos curtos, completamente arrepiados, e uma expressão cansada. Quase doente. Na verdade, ele parecia bem mais jovem que eu, se observasse bem. Um adolescente? Daqueles rockeiros que optam por tomar banho uma vez no ano. 

Quando me percebeu acordado, seus olhos pequenos se abriram bastante, e seu rosto se tornou em tons vermelhos.

Em seguida, ele gritou:

— Jimin! — Sua voz era rouca, e apesar do grito forte, todo seu corpo se contraiu em uma tosse intensa, antes de concluir (ainda gritando) — O humano acordou! — E então tossiu mais. 

Aparentemente, o humano sou. Quer dizer, sim, eu sei que sou humano. É tipo uma verdade que nos é passado desde o seguinte em que a gente tem consciência das coisas. Ninguém chega em você e diz: Você é humano. Você sabe que é humano.  E pronto. 

Então, não me julgue por achar estranho ver uma pessoa falando: O humano acordou, como se ele fosse alguma coisa não humana, cara. 

Por meio segundos me arrepiei todo e minha mente projetou vividamente uma pessoa envolta de uma aura verde e tudo mais, mas ela sempre faz isso. Às vezes, parece que eu sonho acordado, mas é só como se eu estivesse assistindo televisão na minha própria cabeça. Giwook costumava dizer que eu era extremamente bizarro por ter esses “pensamentos vívidos”... porra, Giwook… o traíra. Bizarro é ele. Ele e o outro pedaço de merda, o Jaehyun. 

Respirei fundo, e me sentei. 

Vi quando uma figura envolta em um sobretudo parou na porta do quarto. 

Ai, puta que pariu. 

É o cara da minha mente. O do pensamento bizarro envolta em luz verde e etecetera e tal. 

Cara, antes de Jaehyun eu costumava sair com Giwook e terminava a noite na cama de estranhos sem lembrar de nada no dia seguinte, por isso quando acordei, eu de fato não lembrava de porra nenhuma e não estranhei estar em um lugar diferente senão meu quarto. Mas, agora… puta merda. O que eu fiz noite passada? 

Porque o cara de sobretudo preto, aparentemente está prontinho para me dar uns cascudos, o jeito que ele me encara é completamente massivo. 

Como se eu fosse um erro para ele. Minha existência, para ser mais exato. 

Mas assim, eu não tenho problema nenhum com a minha existência, eu até gosto dela, apesar de no momento minha vida estar meio merda, eu gosto de estar vivo. Então, se ele acha que me olhando como se estivesse desejando minha morte vai me fazer abaixar a cabeça e resolver cometer um atentado aos poucos vinte e um anos vividos, haha, ele que espere sentado. Não tenho medo de cara feia, não. 

Também sei fazer careta. 

E, é exatamente o que eu faço. Meto a língua para fora, ainda encarando-o e reviro os olhos. 

Isso faz com que uma risada alta, seguida de mais uma tosse intensa seja ouvida pelo quarto. 

— Soobin. — O de sobretudo preto, diz. — Vá preparar sua poção, por favor. — O outro levanta, pega um tipo de andador e se escora nele, aparentemente bem frágil para andar sem ajuda. 

Só então percebo que no quarto há também uma cadeira de rodas ao lado de um tipo de bengala. 

Cara, o moleque tá doente mesmo em. 

Ele sai do quarto sem olhar para mim uma segunda vez. Não que eu fizesse questão, mas sei lá né, as pessoas costumam se despedir.

O tal de Jimin, foi assim que o tal de Soobin chamou ele antes, aproxima-se. Ele fecha a porta e passa a chave, eu não questiono. Assim, eu não acho que ele vá me matar. 

Primeiro: Ele é muito bonito para isso. Segundo: Tem um cara doente em casa. Terceiro: Eu sou muito bonito para morrer. 

Obviamente o segundo motivo é o que me passa segurança, né. Ele ia precisar de ajuda para esconder o corpo, e o outro nem andar direito consegue, quanto mais carregar meu corpinho morto para fora daqui. 

— Jeon. — A voz é baixinha, quase como se ele estivesse saboreando meu nome sob seus lábios. Então, ele sorri pequeno. Só nos cantinhos dos lábios.

E que boca, em? Será que eu beijei ela noite passada? Puts, péssimo momento para ter amnésia, Jungkook. 

— E aí — É o que respondo, então ele fica em silêncio — Deixa eu perguntar de uma vez — Solto e ele me olha curioso — Nós transamos? 

Olha pra ser sincero, eu não queria ser tão direto assim sempre. Mas eu preciso saber o nível de intimidade que eu tenho com esse cara porque tudo que eu mais quero no momento é pedir uma aspirina e um café. 

Surpreendendo-me, ele apenas faz que não com a cabeça. Percebo seu rosto em tons absurdos de vermelho, tipo, é possível alguém ficar tão vermelho assim sem estar tendo, sei lá, uma crise alérgica? 

— Você não se lembra? — É o que ele diz. 

Eu tento forçar minha cabeça, tentar lembrar algo da noite passada, mas nada vem. Então nego e coloco a mão na cabeça apertando os cantos, acima das minhas orelhas. 

— Eu estou morrendo de dor de cabeça, tem remédio aí? — Ele parece confuso, eu também estou confuso. 

Mas minha cabeça está doendo tanto que não ligo. 

Tipo, se eu não fui parar na cama dele por causa de sexo e tal, por que eu estou aqui? Onde é aqui? Quem é esse cara? Eu já pedi um remédio, ele não vai mesmo se mexer para me dar algum?

Então, a despeito dos meus pensamentos onde ele se vira e vai buscar uma salvação para a minha dor de cabeça, ele caminha em minha direção. Senta-se aos pés da cama e fica assim parado, encarando-me.

Que cara esquisito. 

— Você é meio esquisito, não é? — Soltei, e depois levei as mãos à boca. — Foi mal, eu não penso muito antes de falar, às vezes. 

— Eu já percebi. — É o que responde. — Do que se lembra? 

Bom, eu me lembro de ter sido corno e ir beber em um bar. Depois, nada. 

— Bom, eu namorava um cara, sabe? E eu tinha um melhor amigo também… mas aí, os dois resolveram transar...sem mim. E sim, essa é uma maneira fofa de dizer que eu fui corno e aí eu fiquei puto e sem falar com ninguém por uma semana inteira, comendo comida ruim e me sentindo miserável. Até que resolvi sair para beber, porque beber sozinho em casa ia me fazer ficar pior… imagina se eu ligo bêbado para eles? Deus me livre dessa vergonha.. — Ele me encara, quieto, sua expressão não denuncia nada. Então, continuo falando — Ai eu me vesti, fiquei cheirosinho, bonitinho demais, estou sendo modesto, fiquei gatão… e aí fui parar em uma boate… bar…? É, a partir daí não lembro de nada? Eu devo ter bebido muita coisa forte mesmo…

— Você fala demais, Jeon. — É o que ele responde. 

Sinto o impulso de me desculpar, mas não o faço. Dou de ombros e olho para baixo, ele se aproxima mais, sinto a cama se movendo e o edredom antes em cima de meu corpo, sendo puxado para o lado.

Quando levanto a cabeça, ele está muito perto de mim. 

Então, encarando seus rosto bonito, pergunto apenas para confirmar:

— Qual seu nome? 

Ele sorri, enquanto segura minhas mãos, meu coração acelera e eu sinto o ímpeto de sair correndo, mas não saio. Fico confuso, porque um enjoo logo me embrulha o estômago, consigo ouvi-lo dizer:

— Me chamo Jimin. — Sua voz parece mais fraca, e meus olhos pesam. — Vou te ajudar com sua dor, Jeon. 

Por um momento acredito que ele vá levantar e ir buscar o remédio para agora, além da dor de cabeça, o enjoo presente também. Mas ele apenas aproxima uma mão de minha cabeça, ainda segurando a minha com a outra. Me sinto meio hipnotizado, mas escuto quando, ainda com a voz mansa ele diz:

— Você não sabe a magia que tem em você. Não sabe de nada. E isso vai transformar as coisas mais fáceis para mim, Jeon. — Vejo um sorriso nascer em seu rosto, maior agora. Minha pele parece estar toda adormecida, eu quero sair dali, todo meu ser pede para que eu me afaste do homem que me toca tão calmamente, mas que possui algo em seu olhar… uma fúria dirigida toda a mim. Me assusto, quando apenas o seu dedo indicador toca o canto da minha cabeça, o toque é gelado e de repente, não sinto mais dor. 

Meu corpo ainda está dormente, e eu sinto os olhos pesados, implorando para que eu deite minha cabeça e durma. Mas, assim como tudo o que acontece comigo é esquisito, eu também resolvo não me render ao sono, o que é mais esquisito ainda porque eu amo dormir. 

— O que...— Começo, mas paro quando vejo a luz verde sobre seus olhos, a expressão carregada. As mãos que seguram as minhas agora apertam-na, com força quase dolorosa. — O que você é? 

E então ele ri.

Ele ri alto, melódico e bonito. Seus olhos se fecham, seu nariz se esparrama, sua boca se abre. 

De novo, não consigo deixar de notar: Bonito para um santo caralho. 

— Você não sabe mesmo? Não sabe nada? — Eu nego, porque eu realmente não sei. Eu sei que sou esquisito e que coisas esquisitas acontecem, mas eu nunca vi alguém com a capacidade de fazer o olho mudar de cor do jeito que ele fez. — Então, talvez eu deva te ajudar a lembrar. 

E com um sopro doce em direção ao meu rosto, eu enxergo, ainda anestesiado, as partículas se prendendo em minha pele, e com elas, à memória. 

E eu lembro de tudo, rápido, o que treme todo meu corpo e me arregala os olhos. 

Lembro-me de como fui parar no bar, do quarto em que estive diferente de onde estou agora, lembro-me de como ele disse que me mataria.

Da luz sobre ele e da cor dos seus olhos.

— Minha nossa senhora… — Lembro de ter dito isso também; ele por outro lado apenas continua com um sorriso grande para mim. — Você é esquisito com poderes especiais? tipo um super-herói? caralho! 

Ele balança a cabeça negando. 

— Eu não sou o herói da história, Jeon. — Ai, eu lembrei dele dizendo que vai me matar.

Mas como alguém tão bonito pode ser um assassino? Não faz sentido na minha cabeça.

Te falei, cérebro defeituoso.  

— Tá, então, você ‘tá mais pra vilão, entendi. — As sensações em meu corpo ainda não diminuíram, mas me esforço para conseguir respostas. — Mas por que comigo? Eu sou esquisito, eu sei, mas nem te fiz nada. Só insultei algumas vezes, mas isso nem é motivo para matar alguém cara. 

— Você é insuportável. — Ele diz e eu arregalo os olhos. 

Gratuito assim, porra? 

— É o seguinte...— Começo para insultá-lo, mas ele para. 

Percebo que ele ainda segura minha mão. 

— Você vai me ajudar se quiser continuar vivendo, Jeon. — Antes que eu faça alguma coisa, ele encara a porta do guarda-roupa, onde, eu juro, não tinha buraco nenhum antes, mas agora tem um enorme mostrando umas roupas lá dentro e meio que fumegando. 

— Você tem visão de raio laser? — Abro a boca impressionado. 

— Vai me ajudar ou isso vai acontecer com sua cabeça. — Ele aponta para ela e eu fecho a boca, fazendo um bico. 

— Estressado demais, eu em. — Ele solta a minha mão. 

— Prometa lealdade a mim e depois que eu conseguir tudo que quero, liberto-o. 

Algo precisa ser dito, eu sei disso, algo como: por que você precisa de um humano idiota, com o coração partido e tagarela para te ajudar?

Mas seus olhos são muito bonitos, mesmo envolvidos na luz verde estranha, e ele realmente parece disposto a abrir minha cabeça só com a força de seus pensamentos, então, o que eu respondo é:

— Olha, eu acabei de te conhecer então prometer lealdade a desconhecidos não é muito a minha não, mas eu ajudo cara, sou uma pessoa do bem, de bom coração...— Ele revira os olhos, meio puto, mas ele carrega uma aura meio puta, então nem ligo e continuo falando — Mas tem que ser antes ou depois da minha aula, minha semana de prova ‘tá chegando e você sabe… vida de universitário… 

— Você é insuportável! — Ele me interrompe, dizendo novamente.

Dessa vez, rebato. 

— E você é esquisito! — Cruzo os braços e faço um bico, de novo, capaz de ser visto do outro lado do mundo. —  Além de mal agradecido. 

Ele suspira, olha pra mim, suspira de novo e se levanta caminhando até a porta do quarto. 

Abre a porta e antes de sair, ainda virado de costas para mim, diz:

— Se levanta e vai comer. Nós temos coisas a fazer. 

E depois dessa conversa toda, eu realmente começo a cogitar a possibilidade de passar em um psiquiatra, talvez fazer uma terapia, ou me jogar de um viaduto. 

Mas, eu apenas levanto e sigo Jimin para fora do quarto. 

 


Notas Finais


deixa eu perguntar a narração do jk tá mt confusa? pq assim, é a cabeça dele, então é inevitavel ficar meio bagunçado, mas tá dando pra entender né? quanto a narração de espaço e tals, vai ter, mas só em capitulos q realmente saber o lugar onde eles estão com muitos detalhes seja necessário, é isso hj

até <3


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