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História Villain Deku - Madness - Capítulo 10


Escrita por: e SugarHunnie


Notas do Autor


Então, não esperava estar trazendo essa história de volta aos eixos. Espero que curtam!

Algo que eu quero dizer para vocês já faz um tempo; apenas os maiores plot twists da história serão aqueles bem escondidos que eu estarei dando pistas e indiretas sobre, coisas que eu não considere que podem mudar todo o desfecho da história serão nitidamente ou indiretamente expostas, pois meu objetivo principal será fazer o leitor pensar.

Relembrando, todas as falas e feitos postos aqui não foram postos à toa. Fiquem atentos à possíveis indícios.

AVISO: Eu poderia considerar esse capítulo um half-filler, onde possui coisas que são e não são importantes para a história. Mas por ser o capítulo indicando o retorno e por acaso a introdução da Mirko e do Hawks eu posso o considerar bem importante.

Capítulo 10 - Ochako Uraraka: A Origem.


Fanfic / Fanfiction Villain Deku - Madness - Capítulo 10 - Ochako Uraraka: A Origem.

— Yo, Rumi. Percebi que você anda meio estranha ultimamente, aconteceu algo entre você e seus pais de novo? — O número três acabara de pousar no topo daquele grande prédio chique, se aproximando da melhor amiga que observava com um rosto sério a movimentação dos cidadãos naquele fim de tarde.

Os compridos cabelos brancos voavam de acordo com o vento gelado, mas parecia nem sequer afetar a temperatura corporal da coelha naquele momento.

Hawks se sentara sobre as beiradas, balançando as pernas como uma criança animada.

— No jantar da semana passada eu e eles conversamos, agora que sou adulta parecem aceitar minhas decisões e minha pessoa em si. — Soltara Mirko cruzando os braços, desviando seu olhar para o herói alado. Tal homem parecendo intrigado. — Você se lembra da minha irmã, certo? A Remi.

— Sim, o que tem ela?

— Eu ouvi uma conversa onde meus pais diziam que aparentemente a idiota teve um filho, mas que no aniversário de três anos do moleque ela e o garoto simplesmente desapareceram.

Os olhos dourados caíram sobre a heroína como se estivessem um tanto surpresos. — Isso é novidade. Então, o que você vai fazer agora?

— Não é óbvio? Não vou aceitar que esse garoto esteja possivelmente morto, vou encontrá-lo não importa se leve um ou cem anos! — Os punhos residindo aos ambos lados do corpo da mulher foram fechados com ainda mais força, mostrando o quão determinada era na hora de atingir seus objetivos. 

E isso era o que Hawks mais amava em Rumi Usagiyama, sua força de vontade e sua determinação. 

— Espero que você o encontre então, e por acaso, poderia me dar cobertura nas primeiras duas horas da patrulha de hoje? — Dissera quebrando o clima um tanto tenso entre si e a amiga.

Recebendo aquele olhar como se dissesse; "Mais uma vez?"

— Nessa insônia fodida que eu andei tendo, eu acabei dormindo demais e não comi nada vindo pra cá.

— Tudo bem, mas na próxima festa que formos você vai pagar minha parte inteira. — O loiro gargalhou alto, pois Mirko em todas as baladas que iam juntos sempre causava um caos desenfreado.

Se despediram rapidamente em um high-five e então cada um seguiu seu caminho, onde seria Mirko vigiar os locais que a Comissão dos Heróis definia como "suspeitos" e possivelmente surrar vilões ou pessoas mal intencionadas.

E quanto ao herói das asas vermelhas..tal se redirecionara para a primeira lanchonete que encontrou no curto voo.

Mal se preocupando que aquele local vendia crepes e não comidas "apropriadas" e "saudáveis".

Tacou o foda-se para isso e pediu um crepe de chocolate, se sentou em uma das mesas vazias esperando seu pedido enquanto mexia em seu celular.

Admirado com as notícias de um certo herói das chamas que apareciam em sua frente.

A noite estava caindo rapidamente naquele dia, e conforme escurecia o vento parecia ficar cada vez mais gélido.

Não que aquilo lhe afetasse, mas de certa forma calor ou frio em excesso perturbava as sensações de cada uma de suas penas.

"Deku-kun está nos dando tarefas bobas demais para apenas um início de carreira!"

"Você fala isso como se trabalhar para aqueles caras fosse grande coisa."

Ouvira uma voz primeiramente bem feminina que parecia estar animada, e a segunda voz sendo claramente masculina, rouca e sonolenta.

Tais frases interessaram o herói das asas, e então seus olhos agora procuravam dentre a pequena multidão de pessoas que possivelmente estavam voltando do trabalho ou da escola aquela hora, tentando encontrar quem seriam os detentores das vozes.

Então encontrou.

Uma garota de cabelos loiros bagunçados e não tão compridos usando óculos escuros e roupas pretas que pareciam ser muito acima do seu tamanho.

Acompanhada da mesma, um alto homem encapuzado com fios negros caindo brevemente sobre os olhos.

Sentira uma onda de choque sutil mas pesada atravessar seu corpo quando tais olhos turquesas chamativos e atraentes se encontraram com os dourados.

E então, em um piscar de olhos aqueles dois indivíduos sumiram do seu campo de vista.

"Isso me pareceu...bem estranho. Melhor dar uma checada para ver o que os meliantes podem estar tramando."

 

[ CAPÍTULO 2: "DEVIL WORSHIP." ]

A garota de cabelos castanhos claros caminhava de um jeito calmo para as pessoas que viam de longe, e de um jeito nervoso para as que passavam perto. Era a sua primeira vez no Hospital Honoka Wa. Sempre enviava flores para a mulher, ou seu pai levava, pois achava que não tinha força psicológica suficiente para ver diretamente sua mãe depois do acontecido.

O coração de Uraraka sempre estivera dividido em dois desde aquele dia. Uma parte odiava seu pai por ter iniciado aquela briga e então culpava-o por ter feito o carro bater de frente contra um caminhão, e a outra dizia que a culpa era de deus e mais ninguém.

Já se passaram dois anos e meio desde o acontecido, e ainda não sabia decidir seu lado.

Ainda sentia saudades de ver a mãe cozinhando para si e para o marido e das vezes em que lhe ajudava a fazer a comida, das vezes que a família se reunia para assistir filmes ou séries na sala, e de todas as vezes que sua mãe estava presente na sua vida antes de entrar em coma.

— Com licença.. — Ochako se aproximara da recepção vazia com o pote de barro possuindo flores vermelhas em mãos. — Onde é o quarto de Keiko Uraraka?

— Número quarenta e dois do segundo andar. — Respondeu a recepcionista em um tom um tanto seco, afinal, aquele não deveria ser o melhor trabalho de todos e muito menos algo divertido e interessante. A garota fez uma reverência como forma de agradecimento e então deu meia volta para adentrar os corredores brancos, estando ao lado do cômodo onde pessoas esperavam para serem vacinadas as portas de um elevador.

Adentrou o elevador e apertou o botão para o segundo andar, e notando que ali não havia nenhuma presença além da sua lhe fazia se sentir ainda mais solitária.

Saiu do mesmo ao ouvir o som da chegada de seu destino soar, e começara a andar.

Via algumas pessoas chorando nas cadeiras de espera, e poucos profissionais adentrando com mais pacientes naquela área. Aquele andar estava bem lotado.

Encontrou então o quarto quarenta e dois. Respirou fundo, achando forças para abrir a porta e então girando a maçaneta.

Keiko se encontrava na cama necessitando da ajuda de aparelhos para respirar, os olhos cansados fechados e os lábios um tanto pálidos com uma aparência seca e o mais notório entre a bagunça de equipamentos sendo o monitor que registrava os batimentos cardíacos da mulher, que se demonstravam fracos.

Para uma garota de dezesseis anos, aquela cena de sua mãe naquela cama fora um grande choque. Fechara a porta atrás de si e continuara observando a mais velha.

Com as mãos tremendo, deixara as flores na mesa próxima e junta de um monte de outras, que provavelmente a maioria eram presentes de seu pai. Depois de realizar tal ação, dera a volta na cama e se sentara na cadeira que já estava posicionada no local, ajeitando o vestido amarelo claro que usava.

— Mãe, acho que você não pode me ouvir mas..eu consegui realizar o nosso sonho, eu entrei na U.A! — Levantara um de seus punhos para o ar com um sorriso doloroso no rosto, tentando manter sua positividade. — Eu preciso que você aguente mais um pouco, por favor. Quando eu conseguir me tornar uma profissional, eu vou pagar todos seus tratamentos e farei o que for possível para te ter de volta conosco.

Abaixou as mãos, levando-as para os joelhos e o apertando com um pouco de força. — Tudo mudou desde que você nos deixou, mas eu queria te dizer que..aprendi a amar de novo, mãe. — Se inclinara para frente, deitando os braços nos cobertores azuis e o rosto entre tais. — Ele consegue preencher o vazio no meu coração, mesmo que ele não corresponda meus sentimentos.

Mal se apercebera, mas já molhava os tecidos com a água saindo de seus olhos enquanto ditava as palavras finais. Com o peito descendo e subindo por culpa da respiração falha e acelerada dentre seus soluços.

Porquê isso teve que acontecer..

[ . . . ] 

Izuku de uns tempos para cá teve sua cabeça um tanto sobrecarregada por suas obrigações e deveres com a liga, já que havia literalmente enviado Himiko Toga e Dabi em uma missão de sequestrar uma criança.

Sempre enquanto fazia aquelas maldades e atrocidades se perguntava se aquilo era certo e se deveria se render ao perdão, mas sempre terminava tudo na mesma resposta.

Sim, eles pediram por isso e agora estão apenas colhendo o que plantaram. Não, se aquelas pessoas lhe atormentaram e nunca lhe pediram perdão, porquê ele deveria então?

As ruas com pouquíssimo movimento só serviam de suporte extra para a atmosfera pesada que sentia cair sobre seu corpo. O céu era dividido entre um azul marinho e um azul claro, pois afinal estava acordando mais cedo de costume nas últimas semanas.

Estava acordado uma hora antes de seu horário habitual, ás cinco e meia da manhã.

O vento colidindo contra seu rosto e fazendo seus cabelos levemente flutuarem era gelado, e fazia seu corpo arrepiar algumas vezes pois parecia que não sabia decidir se era forte e rápido, ou fraco e lento.

O suéter negro que usava também não aquecia muito seu corpo, e sentia suas pernas congelando mesmo estando cobertas por calças. Sentia como se as pétalas da rosa em sua mão pudessem sair voando uma por uma a qualquer momento.

O fato de estar se direcionando para um cemitério não era algo muito alegre também.

Cemitério Kuroko Ston, sendo seu nome ironicamente uma homenagem para a primeira pessoa que morrera naquele local, e também tal local servindo como o maior cemitério da cidade. Ao adentrar o lugar, avistara que já havia pessoas por ali.

Um horário um tanto incomum para se fazer uma visita para outra pessoa, mas como estava fazendo o mesmo não questionaria.

Sua atenção fora especialmente chamada por uma pessoa que se assemelhava a um homem, parado de frente para um dos túmulos mais distantes, e que aparentemente possuía asas vindo de suas costas. Era como se já tivesse o visto em algum lugar, mas tendo o mínimo de senso comum sabia que era uma grande falta de respeito abordar alguém que sequer conhecia logo naquele momento. 

Se ajoelhara em frente ao túmulo da tão querida e amada mãe, posicionando a flor vermelha na terra e juntando ambas as mãos, começando uma curta oração. Ao menos ainda visitava e pedia perdão por ser quem é atualmente para a mulher que teve paciência o suficiente para lhe criar sua vida inteira.

Ao terminar de ditar tais palavras mentalmente, fora surpreendido com o celular no bolso vibrando de repente, e ao desbloquear o aparelho percebera que era Kirishima fazendo spam no grupo dos alunos.

Era estranho o ruivo com poder de endurecimento estar acordado aquela hora. Logo logo então Mina e Katsuki foram despertos de seu sono com as vinte e nove mensagens que o colega enviara. Não se importara muito, afinal, todos poderiam ter pesadelos ou terem insônia.

Ao menos, era sexta-feira, e por causa do ataque na U.S.J ontem e os grandes danos causados ao professor principal no ataque, não haveria aula.

Como se não fosse o suficiente um de seus colegas estar enchendo não apenas seu saco enquanto fazia spam, pois aquele era para ser um momento apenas só seu com suas memórias do passado, o celular vibrara novamente e dessa vez era uma ligação de Tomura.

Atendera rapidamente já um tanto estressado e posicionara o aparelho no ouvido. — Diga. — Disse simplista, para ouvir a voz de Dabi no outro lado da linha;

— Pegamos o pirralho e acho que conseguimos matar a babá dele. E agora, senhor fodão?

— Se possível droguem o pivete, ou apenas o deixem inconsciente pelo maior tempo possível. Eu apareço aí de noite e prossigo com o plano, estou ocupado agora. — Respondera e desligara o celular, não permitindo o colega de trabalho de continuar sua fala.

"Nós ainda somos seus amigos. Você ainda acredita nisso, Izuku?"

Aquela frase ecoou por sua mente, a frase que sempre era dita em seus pesadelos. Referente ao que teria sido o melhor e o pior período de toda sua vida.

Agora não era hora de relembrar o passado, era hora de seguir em frente e fazer seus planos alcançarem o sucesso.

Sim, é claro que carregar uma verdade que apenas ele tinha conhecimento sobre doía muito. Pois sequer tinha à quem relatar aquilo que sabia.

Especificamente, o fato daquele orfanato que passara toda sua infância ser na verdade uma "casa de preparação e testes". Pois afinal de contas, Satoru, o dono do orfanato e o que as crianças costumavam chamar de "papai" era na verdade apenas um maníaco que lucrava vendendo crianças com individualidades poderosas. Os compradores sempre tinham as melhores das intenções com as crianças, ou também as piores das intenções.

Se diria ser consideravelmente sortudo, pois aos quatorze anos foi enviado para o tal apartamento onde atualmente mora e agora era sustentado por um misterioso alguém que lhe enviava dinheiro por cartas.

Não teve o risco de cair na mão de retardados doentes mentalmente e sofrer ainda mais abuso, por causa que nasceu sem individualidade.

E claro, só um rosto bonitinho não seria o suficiente para chamar a atenção dos clientes de Satoru Ryora. 

Finalmente se cansou de relembrar da época em que a noite caía Izuku costumava cuspir sangue e ter seus gritos abafados por conta dos abusos, então ficara de pé e dera uma tragada no cigarro que acabou de tirar do bolso.

Continuando a estragar seus pulmões, saira daquele local melancólico e agora caminhava pelas ruas de concreto que estavam um pouco mais movimentadas.

Deveria ser por volta das seis e dez agora.

Seu bolso vibrou novamente, acessou a notificação nova do celular e foi redirecionado até uma conversa com um contato desconhecido. E a foto do contato revelava tal pessoa ser Uraraka.

"Ei Deku, ainda acordado?"

Estanhou a garota estar ativa aquela hora, mas novamente, todos poderiam ter pesadelos, compromissos ou insônia.

"Acordada essa hora, Uraraka-San?"

"Fui fazer uma visita para uma pessoa, sabe. E você?"

"Posso dizer o mesmo."

"Então, eu estou sozinha hoje. Quer sair mais tarde?" Ficara um tanto surpreso com o quão rápida e direta fora a garota. Aquela era a chance perfeita de a fazer morder a isca.

"Claro! Que hora fica bom para você?"

"Meio-dia vai ser a melhor hora para mim hoje. Que tal?"

"Certo, eu mando mensagem antes de sair de casa. Tchau." Enviara a localização da praça central, desligando o aparelho e o escondendo no bolso de novo. 

[ . . . ] 

— Ele realmente mandou vocês fazerem isso? — Tomura disse um tanto incrédulo, dando um tapa sutil no próprio rosto usando quatro dedos, mais propriamente, sobre a mão cobrindo seu rosto.

Os olhos avermelhados observavam a cena em frente de si, de Toga balançando os braços animada com o fato de ter conseguido praticamente um copo inteiro do sangue da babá da criança, e de Dabi segurando o garoto de cabelos rosas desacordado em seus braços.

— Sim. Ainda não sabemos qual a individualidade do moleque. — Disse o moreno entediado, relembrando dos acontecimentos de mais cedo.

— Fomos seguidos por um herói na hora de invadir a casa da babá, e se dependesse do Dabi ele teria comido o cu daquele cara.

— Não sou esse tipo de cara.

— 'Esse tipo de cara'? Você quer dizer um.. — Posicionou as mãos no rosto com um largo sorriso, recebendo o pior dos olhares do mais alto. — Hihihi!

"Hawks notou que aqueles dois só podiam ter escapado tão rápido assim por um beco próximo de onde anteriormente havia os visto.

Se encontrava agora em um labirinto profundo de mais e mais becos  a cada um que entrava. Não duvidava que daqui a pouco encontraria Nárnia se ficasse mais tempo andando por ali.

Sua audição aguçada lhe permitia escutar passos baixos e cautelosos qual pareciam se aproximar cada vez mais.

Só não esperava é claro, que o verdadeiro inimigo estivesse vindo de cima.

— Procurando por alguma coisa, herói? — Se virara rapidamente para a sua esquerda, vendo um homem de cabelos negros espetados cair dos céus e a mão do mesmo estar agora praticamente cobrindo a cara do herói alado.

Aquilo tudo havia sido tão rápido, mas tão devagar na visão do número três. Tal qual logo teve uma grande rajada de fogo azul ativada contra si, e obviamente seu rosto fora a parte mais atingida.

O homem tão rápido até para si mesmo não havia previsto aquele ataque. 

Mesmo com dor nas pálpebras superiores abrira os olhos em um reflexo rápido para ver se a acompanhante daquele maníaco estava lá, e bom ter feito. 

— Toga! — Dabi apoiara os braços contra o chão, impedindo de se colidir contra a dura superfície e possivelmente machucar seu crânio.

Um dos canivetes da garota loira que fora lançado na tentativa de atingir o herói passara de raspão por suas asas e pela perna direita do vilão.

— Vá em frente.. — Continuou o mesmo, impulsionando as pernas para trás em uma cambalhota, mantendo uma distância razoável entre aquele em sua frente e podendo ficar de pé agora para ter mais precisão sobre seus ataques. — Eu seguro o passarinho aqui. 

"Passarinho, huh?" Foi a frase dita mentalmente por Hawks para si mesmo. Estava zombando, mas era difícil lidar um inimigo com um poder que poderia facilmente acabar consigo enquanto ainda tinha que prestar atenção naquela garota.

A pior parte foi notar que aquele homem bizarramente bonito possuía técnicas e habilidade.

Abaixara brevemente sua guarda, enviando todas as penas de uma única asa para cima da loira que corria do local.

— Nem pense nisso! — Ouvira o tom tanto enfurecido do tal com individualidade de fogo, se voltando para tal rapidamente ao sentir que algumas das penas atingiram a cintura e tornozelo da garota.

Dabi usara dois curtos jatos de fogo em ambas as mãos para ser brevemente impulsionado para o ar e ter uma boa vista de Toga e Hawks, lançando mais uma rajada explosiva de fogo que incendiou o resto das penas indo na direção da colega.

— Oh.. — Pronunciou-se um tanto irônico ao ver que o loiro havia transformado uma de suas penas em uma espada e a cravado o mais alto possível em uma das paredes do beco, salvando seu corpo da explosão, por exceto suas pernas. — Então os 'profissionais' realmente são alguma coisa. 

Dabi percebera que algumas penas da outra da asa foram enviadas em sua direção, e na hora de desviar duas delas atravessaram com tudo a pele queimada de seu braço. Fazendo o moreno ranger os dentes em dor.

— Seu maldito. — Riu ao ouvir tais palavras virem da boca do herói que certamente partiria para cima de si nos próximos segundos.

Não se apercebera mas dera uma vantagem e abertura para Hawks atacar naquele momento. O mesmo então agarrara a pena-espada e saltara no ar para cima do vilão.

— Vou brincar um pouco com você agora, já que afinal de contas..você já a deixou fugir."

— 'Brincar' é uma palavra com vários sentidos, Dabi-kun! O que exatamente você quis dizer então? Hyahh..o amor é lindo! — Dizia Toga rodopiando no mesmo local, ainda sorrindo de forma bizarra.

— Toga, já chega! A prioridade aqui agora é o pivete, então nós não temos tempo para suas maluquices agora. — O homem se direcionara já estressado até o sofá, se sentando e deixando a criança em seus braços em uma posição que não devia ser a mais confortável das posições.

Sua atenção fora chamada por um suspiro trêmulo quase inaudível, qual deveria ser do garoto.

Notou que a mão do mesmo que residia em seu peito parecia emitir um brilho fraco, e os olhos negros não notoriamente abertos ganhavam mais destaque pela linha de sangue que escorria da testa até abaixo dos mesmos.

[ . . . ] 

Meio-dia já. Izuku havia aproveitado para chegar em casa e dormir por três horas, para logo depois acordar, preparar algo para a hora atual e para mais tarde. Agora estava usando um sobretudo marrom e um cachecol  vermelho ao redor do pescoço, falando com Dabi em seu celular enquanto esperava a chegada de Uraraka na entrada da praça central.

"A individualidade desse garoto é estranha."

Tal frase lhe intrigou bastante, mas agora já tinha marcado aquele encontro então não podia voltar atrás.

Tinha enviado Toga e Dabi para sequestrarem o filho de Izumi, ou mais precisamente, Luka Kai. 

— Deku! — Ouvira a voz entusiasmada lhe chamar, e ao olhar para sua esquerda encontrou a garota que vinha correndo em sua direção.

A mesma usava um curto macacão rosa e por baixo do mesmo leggings, sapatilhas e uma jaqueta de pano.

A mesma parou ao seu lado, se segurando em seus joelhos com a respiração pesada. Como se tivesse vindo o caminho todo correndo. — D-Desculpe.. te deixei esperando por causa da minha tolice. — Forçando a calmaria da sua respiração, ainda notoriamente instável, recompôs sua postura. — Você está aqui já faz muito tempo?

— Bem, acho que uns dez minutos.

— D-Desculpa! — A garota por algum motivo estava extremamente nervosa, e isso qualquer um que passasse por perto notaria.

O garoto soltou uma risada baixa antes de responder, tentando de alguma forma acalmar a colega.

— Não se preocupe Uraraka-san, eu que sou um pouco apressado mesmo. — Esticou sua mão direita, acariciando os fios castanhos da mesma.

A viu lhe olhar com o rosto avermelhado, então quebrara o contato achando que teria a assustado.

Izuku tomou atitude, agarrando o pulso da mesma e a trazendo para dentro da praça. — Eu ouvi que uma sorveteria abriu aqui, dizem que é muito boa!

— A-Ah! Que pena, eu não trouxe nenhum dinheiro.. — Disse a mais baixa com certa melancolia, e tal frase despertara uma rápida ideia na mente do esverdeado.

Minimamente manifestou suas asas, enviando uma das penas até um rapaz qualquer que estava ali por perto para roubar a carteira no bolso de trás dele.

Estendera a mão para trás para agarrar a carteira, a pegando e a estendendo para a garota. — Não se preocupe, eu pago a sua parte! — A pena se desfez, e logo o rapaz aleatório começou a dizer que havia sido assaltado e nem havia percebido. 

— Olha! Acho que é aqui! — A dupla se estabeleceu em frente de um local chamado "Aisukurimu & Buraddi". E depois de alguns segundos Izuku percebeu que aquele era sim o lugar que estava procurando. — Vai querer sorvete de que sabor, Uraraka-San?

— Hum.. — Pensou baixo, mas em poucos segundos dando sua resposta definitiva. — Vou querer morango e chocolate branco.

— Parece bom! Vá escolher uma mesa para nós enquanto vou fazer nossos pedidos, por favor. — A garota assentiu sorridente e então se separou do esverdeado. A melhor parte na opinião de Uraraka era o fato das mesas possuírem guarda-sóis no centro, então não passariam calor se a temperatura possivelmente esquentasse e seus sorvetes também não derreteriam.

Mesmo sendo bem cedo o ambiente estava consideravelmente lotado, mas conseguira encontrar o local perfeito!

Puxou uma das cadeiras e se sentou em tal, juntando ambas mãos trêmulas e as apertando com força em cima da superfície lisa e branca.

Aquela era sua primeira vez na vida em que teria se apaixonado, e seus pais nunca falaram ou lhe aconselharam sobre coisas desse tipo.

Deku era sua primeira paixão. E Uraraka teria que lidar com essa enchurrada de sentimentos completamente sozinha.

Afinal, não adiantava ficar desabafando e chorando para seu irmão..pois ele era uma criança, e sequer sabia falar. 

Achava por acaso um tanto patético ter se apaixonado tão rápido por alguém que mal conhece. 

— Voltei! — Fora desperta de seus pensamentos sobre romance, família e falas da mamãe. O pote de porcelana guardando o doce ali dentro fora posto em sua frente, e também notara que calda de chocolate e pedaços de marshmallow foram adicionados. — Você não disse se queria algo a mais e eu achei só sorvete uma opção muito seca, então adicionei mais algumas coisas!

Era um tanto irônico, pois enquanto o pote de Uraraka era uma festa de cores o de Izuku era apenas menta e calda de chocolate.

— N-Não têm problema! Afinal, quem sou eu para reclamar? — Juntou os pedaços de marshmallow com o sorvete em um pedaço só e enfiara na boca, permitindo um sorriso ser formado no seu rosto ao degustar o sabor doce e refrescante.

O esverdeado se sentara a frente da amiga, rapidamente comendo um pedaço do seu sorvete e o ingerindo também. — O que você quer dizer com isso?

— Você já está bancando minha parte por causa que fui tonta e esqueci de trazer dinheiro, seria muita cara de pau de eu reclamar sendo que você já está fazendo tanto por mim! — Izuku estava sendo sincero consigo mesmo, que vendo aquela garota tão feliz e gentil a sua frente, caindo direitinho em todos seus truques até o deixava com pena de estar a manipulando tão friamente para algo que futuramente virá a se tornar uma imensa bola de neve. Mas para a perfeição sentimentos serão inferiores.

Sua resposta fora apenas um sorriso, vendo o rosto de tal corar novamente e rapidamente o foco se voltar para o sorvete.

— Sabe, Deku.. — De repente, começara Uraraka. — Eu fiquei intrigada quando você disse que também tinha ido fazer uma visita para alguém.

Aqueles olhos inocentemente curiosos lhe traziam pena e raiva ao mesmo tempo, pois aquelas eram memórias perturbantes que odiava relembrar.

Suspirou, franzindo a testa antes de prosseguir e pensando se realmente deveria revelar coisas tão pessoais assim, até uma resposta lhe vir a cabeça.

— Sabe, eu acho que eu nasci na cidade vizinha, quero dizer que ao menos foi o lugar onde fui encontrado..

— "Encontrado"?

— Sabe, eu fui órfão desde que tinha dois anos, e se conheci meus pais antes desse período eu não me lembro de nada. — Se divertia com a reação da garota, pois ela parecia extremamente chocada com tais revelações. — Ao menos quem me achou, era uma pessoa realmente forte e incrível. Admiro ela de ter tido tanta paciência comigo. 

Pora mais um pedaço da sobremesa gelada em sua boca antes de prosseguir, digerindo e indo em frente. — Eu vim para Musutafu justamente porquê minha mãe adotiva foi enterrada aqui, e sabe, eu acho necessário nós fazermos visitas para as nossas pessoas especiais. Independentemente delas ainda estarem aqui ou não.

— Uau. — Soltara a morena por impulso naquele momento, um tanto chocada sobre o passado u  tanto trágico que o garoto que amava tinha enfrentado. — Sua história aparenta ser bem triste, e você é alguém que por acaso sabe usar bem as palavras.

— Heh. Bem, eu me abri sobre minha vida, agora é sua vez de falar sobre sua "visita".

— Minha..vez? C-Certo. — Uraraka suspirou fundo, como se estivesse achando forças para se lembrar daqueles momentos. Principalmente, para se lembrar de sua mãe. —Acho que já fazem três anos mas, eu me sentia muito solitária e sempre tive uma certa dificuldade em me socializar, então eu pedi um irmãozinho para meus pais.

Heiwa Uraraka, seu irmãozinho mais novo que achava ser o melhor presente que já havia recebido em toda sua vida.

Um presente que supera todos os presentes de aniversário e Natal. 

— Mas então, no oitavo mês de gestação da minha mãe ela descobriu que meu pai estava traindo ela. Ocorreu que eles discutiram dentro do carro uma vez que foram no mercado, meu pai perdeu o controle do carro e então eles bateram de frente com um caminhão. — Izuku abrira os olhos ainda mais, claramente surpreso com o que ouvira. — Minha mãe entrou em coma e quase perdeu meu irmão, e meu pai depois disso continua com aquela mulher e mal olha para cara dos filhos dele..

Rapidamente, as lágrimas já escorriam pelo rosto de Uraraka. Os olhos fechados e pressionados com força, o lábio inferior sendo pressionado pelos dentes brancos e os soluços contidos. Tudo demonstrava o quanto aquelas memórias consideravelmente recentes machucavam a garota.

Uraraka sentiu algo macio tocar seu rosto, e notara então que era a mão de Izuku.

— Desculpe, eu não queria te fazer chorar. Muito menos queria fazer esse rostinho bonito ficar triste. — A mão do garoto a sua frente era fria e secava suas lágrimas, mas de certa forma, aquela sensação gelada lhe aquecia. 

— Eu quero me tornar uma heroína pelo dinheiro.. —  Pusera sua mão sobre a do garoto, o vendo praticamente arregalar os olhos. — Para pagar o tratamento da minha mãe e a ter conosco novamente o mais rápido possível, e também dar uma vida melhor para meu irmão. — A mão livre fora cerrada sem força e estendida até o campo de visão do esverdeado. — Nós dois já passamos por muita coisa, e eu quero te ajudar no que for preciso, Deku!

Pena. Pena era o que sentia da garota naquele momento, mas precisava continuar no personagem. — Eu também quero te ajudar, Uraraka-Chan. — Fora a sua vez de estender seu punho, dando um soquinho leve no da garota.

A água ainda escorria daqueles olhos, mas o sorriso parecia demonstrar felicidade sem algum resquício de dor. 

[ . . . ] 

Izumi se mantinha de pé em frente a mesa do chefe. Os punhos cerrados com força e as pernas tremendo em raiva daquele homem, e em tristeza da notícia que foi dada.

— Então, a Mei Hatsume, ou quem quer que seja a babá do moleque, está internada no hospital com traumatismo craniano..e o garoto simplesmente desapareceu? — Chisaki juntou as mãos, levantando uma de suas sobrancelhas tentando a todo custo manter o resquício de paciência em si.

A esverdeada em sua frente confirmara com um balanço da cabeça, ouvindo um suspiro notoriamente enfurecido e logo o som da cadeira se arrastando bruscamente.

O mais velho usando aquela máscara estranhamente assustadora se aproximou da garota, agarrando seu queixo e forçando o encontro de ambos olhos. — Não se preocupe, eu vou trazer nosso filho de volta e então matar os desgraçados.

— Você quer dizer o meu filho. — Izumi desferira um tapa contra a mão em seu queixo, dando um passo para trás e aumentando a distância entre si e Chisaki.

Abrira mais os olhos verdes em um susto ao ver pequenas manchas ao redor dos olhos dourados. Significando que havia enfurecido mais ainda o moreno.

Por mais que sua individualidade fosse poderosa, era praticamente impossível ir em um mano à mano com Overhaul.

— Ainda rebelde, Izumi? Não tente lutar contra, você sabe que é minha.

"Sua.."

— Afinal de contas.. — Rebatera calmo, se direcionando em passos pesados para as portas de madeira, indo para fora do cômodo. — Aquele pirralho possuindo poderes de ver o passado e o futuro, ainda possivelmente tendo herdado os seus poderes, é uma arma de destruição que não pode cair nas mãos de crianças fingindo serem bandidos. 


Notas Finais


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