História Vínculo (ShortFic) - Capítulo 3


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Categorias Once Upon a Time
Personagens David Nolan (Príncipe Encantado), Dr. Archie Hopper (Jiminy Cricket), Emma Swan, Henry Mills, Lacey (Belle), Malévola, Personagens Originais, Regina Mills (Rainha Malvada), Sr. Gold (Rumplestiltskin), Xerife Graham Humbert (Caçador), Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Tags A B O, Alpha, Alpha Beta, Beta, Comportamento Possessivo, Gremma, Ômega, Swanqueen, Universo A/b/o
Visualizações 122
Palavras 1.796
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Famí­lia, FemmeSlash, Ficção, Ficção Científica, LGBT, Luta, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 3 - Capítulo 3


Regina gemeu e intensificou o movimento da mão em torno do seu membro endurecido.

– Emma – ofegou quando os testículos apertaram de novo, prestes a explodirem em mais um orgasmo.

Ela recostou uma mão e a cabeça na superfície fria dos azulejos e rosnou quando o primeiro fluxo de esperma saiu. Seu corpo já não estava mais tão superaquecido, mas Regina ainda sentia as gotas de suor escorrendo na pele pegajosa e caindo no chão enquanto esvaziava toda sua carga, respingando sêmen grosso no vaso.  

A cada fio de porra branca que caía na porcelana, a Alpha rosnava o nome da Beta, frustrada por não tê-la embaixo de si para poder dar o nó e encher o ventre da sua companheira com filhotes. De seus filhotes. De pequenas e lindas criaturas parecidas com Emma.

Com mais uma bombeada forte, Regina relaxou, dando dois passos para trás e encostando-se na parede do banheiro com a boca aberta, quase sem fôlego e sentindo o corpo exausto. O pênis começou a ficar flácido e um sorriso fraco surgiu em seu lábios. Sua rotina finalmente chegou ao fim e ela sobreviveu aos dois dias de sofrimento.

Com as pernas trêmulas, andou apoiada na parede para fora do banheiro e encontrou o quarto completamente bagunçado, como se um furacão tivesse passado por ali. Havia restos de frutas e muitas garrafas d’água vazias espalhadas pelo chão.

A cama estava revirada e com os lençóis amontoados e rasgados embaixo de uma pilha de travesseiros. Regina sentiu um pouco de vergonha ao recuperar uma memória de si mesma fodendo os travesseiros enquanto rasgava os lençóis, rosnando ferozmente. Aquela rotina havia sido muito violenta, além de inesperada.

Ela tinha tomado supressores duas semanas antes, então não deveria ter entrado no cio naquele período. Sua rotina acontecia a cada seis meses, mas, desde que se separara de Emma, passou a consumir aquelas drogas para ter apenas um cio por ano. Era uma escolha arriscada, pois os cientistas ainda não conheciam muito bem os efeitos do uso regular dos supressores nos organismos de Alphas e Ômegas.

A Alpha começou a arrumar a bagunça, antes de ir tomar banho. Desde que Gold prendeu-a ali com Daniele, o lugar se transformou em sua prisão. Sempre se isolava naquele quarto quando sua rotina se aproximava, porque temia ir atrás de Emma e machucá-la no momento que seu cio atingisse o ponto mais doloroso, quando sua mente estivesse totalmente nublada pelo instinto de acasalar e procriar.  

Regina sentiu sua garganta apertar de fome e de sede, enquanto recolhia os restos de comida e as garrafas, jogando-os no saco de lixo. Mas abafou essa sensação e passou a retirar a roupa de cama, incluindo os travesseiros, dando o mesmo destino a essas coisas porque tudo estava  imprestável. O colchão coberto de sêmen precisaria ser substituído antes de sua próxima rotina, que ela esperava fosse dali a seis meses e o quarto estava mais que impregnado pelo odor forte de Alpha no cio e precisaria ser lavado, mas faria isso depois também.

Estava muito debilitada e a fome e a sede só aumentaram com os pequenos esforços que fez ajeitando superficialmente a bagunça.

Ela voltou para o banheiro e ligou o chuveiro, ficando um tempo embaixo da água corrente, refrescando-se e bebendo pequenos goles, querendo amenizar pelo menos a sede que sentia. Ensaboou todo o corpo e cabelos, e quando se achou finalmente limpa, saiu do box, indo até o armário do quarto, de onde tirou uma toalha e roupas limpas.

Enfim, estava arrumada e poderia ligar para que sua irmã, Zelena, viesse libertá-la de seu cativeiro. Nos últimos nove anos, Zelena se transformou em sua protetora, a pessoa responsável por mantê-la presa naquele quarto durante a rotina e também a que cuidava de Henry nos dois dias que a Alpha permanecesse ali.

Achou seu celular no chão, embaixo da cama, e procurou o número da irmã, enviando a seguinte mensagem: “Pode vir me soltar, a rotina acabou.”  

α β Ω

Emma passou o dorso da mão na testa, enxugando o suor. O chapéu de abas largas não estava sendo eficiente em amenizar a temperatura quente do sol naquela manhã. Ela transpirava mais do que o normal enquanto mexia na terra, preparando o solo para o plantio de sementes.

Como sempre, ouvia apenas o ruído dos ramos das árvores se movendo cada vez que o vento passava, ou o canto dos pássaros sobrevoando acima de sua cabeça. Por isso, estranhou quando o som baixo de um motor de carro se juntou ao barulho da natureza, aproximando-se da cabana onde vivia.

Girou a cabeça no mesmo instante que a viatura do Xerife estacionou ao lado da cerca que delimitava sua propriedade. Emma se ergueu do chão e limpou uma mão na outra, olhando para Graham que desceu do carro e ficou do outro lado da porteira.

– Bom dia, senhora Mills – ele estava com o semblante franzido por causa do sol batendo em seu rosto – Encontrei sua ovelha.

Emma foi até a porteira, ficando de frente para o homem.

– Onde ela está?

Os olhos de Graham caíram para a bandagem que cobria a mais recente mordida de Regina no pescoço da Beta.

– A uns cinco quilômetros de distância daqui – o homem torceu o nariz, incomodado com o cheiro forte da Alpha envolvendo Emma – Mas sinto dizer que não sobrou muito dela. Foi atacada por outro animal.

Emma não demonstrou surpresa. Depois que se passaram quatro dias do desaparecimento, imaginou que a ovelha tivesse mesmo sido levada por alguma fera selvagem. Havia rastros de um animal de porte grande e pesado perto do cercado. Ela só não entendia como ele conseguiu desviar das armadilhas ao longo das estreitas cercas para pegar a ovelha.

– Posso te levar lá se você quiser vê-la – o homem ofereceu.

Emma o encarou, pensando que não seria uma boa ideia passar tanto tempo perto dele. Graham era muito atraente e possuía um cheiro profundo de bosque. Não era tão excitante como o aroma clássico de Regina, que Emma sempre associou a tons refrescantes de lavanda e alecrim, mas, mesmo assim, a excitava. Lembrou da conversa com Archie e decidiu que seria melhor evitá-lo sempre que possível.  

– Não é necessário – ela sorriu de leve para suavizar a negativa. Também não queria ofender o instável ego Alpha – De qualquer forma, agradeço por ter vindo aqui me avisar.

Ele devolveu o sorriso, estufando levemente o peito e exibindo-se para a Beta.

– Estou sempre ao seu dispor e você já sabe onde me encontrar, Emma. – Pronunciou o nome dela num tom enrouquecido.

– Obrigada – repetiu, acenando para o homem e virando-se para disfarçar seu rubor, com a intenção de voltar para o que estava fazendo antes dele chegar.

– Só mais uma coisa – o Alpha tornou a falar e Emma ficou de lado para fitá-lo – Tenha cuidado. Pela forma como a ovelha foi destroçada, eu diria que tem um animal muito perigoso rodando sua propriedade – Graham se despediu e entrou na viatura.

Emma observou o veículo desaparecer pelo caminho arborizado. Depois, andou na direção da cabana onde vivia, mostrando uma ruga de preocupação no rosto.

α β Ω

Zelena estacionou o Mercedes em frente a sua casa e Regina desceu do carro. Antes que elas fechassem o portão de entrada, Henry abriu a porta e correu para recebê-las.

 – Estava com saudade mommy – ele falou com os braços ao redor da cintura da morena.

– Eu também filhote – Regina sorriu para seu garoto, passando a mão nos cabelos castanhos dele, antes de se inclinar e beijá-lo amorosamente na testa.

– Fui dormir mais tarde ontem, porque tia Lena me deixou comer chocolate à noite com Alicia e Zoe.

Zelena arregalou os olhos, chocada por estar sendo dedurada pelo próprio sobrinho.

– Mas que moleque linguarudo – disse com indignação, dando um leve tapa na cabeça do menino.

Regina rapidamente tirou os olhos do filho, voltando-se para a irmã.

– Não bata nele – rosnou involuntariamente.

Aquilo era apenas o instinto de proteger sua prole se manifestando, pois também ainda sentia os efeitos do recente cio nublando sua mente.

– Calma, Rainha Alpha – Zelena levantou as mãos, divertindo-se, pois sabia que a irmã não oferecia perigo.

A filha mais velha de Gold também era uma Alpha, mas, diferente de Regina que havia se acasalado com uma Beta, contrariando os planos do pai, Zelena se uniu a uma doce Ômega, chamada Belle, com quem já tinha duas filhas.

– Desculpe, Zel – Regina se constrangeu quando percebeu o que tinha feito.

Henry assistia tudo em silêncio, olhando de uma para a outra. Ele já entendia mais ou menos o que era o sistema, denominado ABO, que passou a reger a sociedade depois que a espécie humana quase foi dizimada por causa de uma guerra biológica que durou cerca de dez anos.

Encerrado o conflito, a expectativa de vida entre os humanos caiu para quarenta anos e a taxa de natalidade diminuiu de forma alarmante, tendo em vista as doenças e viroses que se alastraram rapidamente pelo mundo através da ação dos agentes biológicos ainda presentes na água, no solo e no ar, mesmo após décadas do fim da guerra.

Foi então que os cientistas resolveram criar uma nova espécie, juntando os genes humanos ao de outros seres. Na época, pessoas doentes se voluntariaram para participar da pesquisa, buscando uma cura ou, pelo menos, uma sobrevida, mas as únicas cobaias que resistiram aos testes foram as que receberam os genes lupinos, criando assim os híbridos de humanos e lobos.

Desde então, mesmo que os humanos nasçam não-híbridos, também é comum que, na adolescência, alguns indivíduos evoluam, transformando-se em Alphas ou Ômegas. Se isso não acontecer até os 16 anos, o indivíduo continuará sendo um Beta.

– Esquece, sis – Zelena sorriu amplamente, dando um beijo na face da irmã e mostrando que tudo estava bem. – Vamos entrar que Belle e as meninas já devem estar nos esperando para o almoço.

Regina acenou com a cabeça e voltou a olhar para Henry, acariciando o rostinho rechonchudo do seu filhote. Ele tinha os olhos verdes, diferentes dos seus castanhos e dos azuis de Daniele. Era estranho perceber como isso fazia ele se parecer com Emma, mesmo não tendo os genes dela. Talvez fosse a forma que o destino encontrou de mostrar que Henry deveria ser filho das duas e não fruto de um plano cruel elaborado por um homem miserável que, infelizmente, era seu pai.  

– Eu te amo, sabia? – a Alpha falou amorosamente para o pequeno.

– Eu sei, eu também te amo – ele mostrou um sorriso lindo, elevando suas bochechas rosadas.

De mãos dadas, os dois atravessaram o caminho de tijolos que levava para dentro da casa de Zelena e Belle, enquanto Regina pensava que deveria marcar uma consulta com sua médica e melhor amiga, Mal Dragon, para falar sobre sua inesperada e violenta rotina.


Notas Finais


Explicação => Supressores no dicionário ABO são drogas que inibem o cio de Alphas e Ômegas. Elas tem efeito contrário a outra que Gold aplicou em Regina para acelerar a rotina dela no passado. Entendido?

Qualquer dúvida, use a caixinha abaixo.


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