História Vínculo (ShortFic) - Capítulo 8


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Categorias Once Upon a Time
Personagens David Nolan (Príncipe Encantado), Dr. Archie Hopper (Jiminy Cricket), Emma Swan, Henry Mills, Lacey (Belle), Malévola, Personagens Originais, Regina Mills (Rainha Malvada), Sr. Gold (Rumplestiltskin), Xerife Graham Humbert (Caçador), Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Tags A B O, Alpha, Alpha Beta, Beta, Comportamento Possessivo, Gremma, Ômega, Swanqueen, Universo A/b/o
Visualizações 150
Palavras 1.670
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Famí­lia, FemmeSlash, Ficção, Ficção Científica, LGBT, Luta, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi, divirtam-se!

Capítulo 8 - Capítulo 8


Regina acordou sentindo seu corpo quente e pegajoso. Estava agarrada a Emma que ainda dormia profundamente, exausta da rotina sexual que já durava quase um dia. 

A Alpha passou a língua pelos lábios secos e a dor incomoda cobrava o preço das horas sem se alimentar. 

Sua ereção cutucava as nádegas de Emma, e Regina precisou abafar um gemido que ameaçava-lhe escapar pela boca. Sabia que sua Beta estava dolorida e exausta, então era necessário dar-lhe um descanso.

Com pesar, Regina se virou, afastando-se do adorável cheiro de baunilha com canela que a excitava, mas também lhe acalmava.  

O lençol que cobria apenas sua cintura, formou uma pequena tenda sobre a dura ereção, e Regina rolou para fora da cama silenciosamente, decidida a se refrescar um pouco no banheiro. Talvez a água gelada amenizasse não somente seu calor, mas também sua excitação. 

De pé ao lado da cama, deu uma última verificada em Emma e seus olhos desceram pelas costas cobertas de sinais, de mordidas e também hematomas, até chegarem na entreperna. Ela estava de lado e o lençol havia escorregado, deixando à mostra a vagina vermelha e inchada da Beta. 

A Alpha deixou escapar um lamento entristecido por saber que machucara daquela maneira sua companheira. Precisava controlar seus instintos, pois ainda faltavam horas para seu cio acabar e, se continuasse descontrolada do jeito que estava, poderia machucar Emma de uma maneira ainda mais dolorosa. 

α β Ω

Depois do banho, Regina escolheu uma calça de moletom e um top no armário de Emma e foi para a cozinha, providenciar alguma coisa para elas comerem, deixando sua esposa ainda adormecida na cama. 

Na cozinha, a Alpha bebeu quase duas garrafas d’água, enchendo-as e guardando-as na geladeira depois, de onde tirou algumas frutas e pegou uma maçã para comer. Quando deu a segunda mordida, ouviu o bip do seu celular e se inclinou no balcão americano, olhando para a bagunça da sala, buscando seu blazer em meio as peças de roupas espalhadas no piso de madeira. 

Ao identificá-lo no chão, andou até o blazer e remexeu nos bolsos internos, encontrando o celular e o acendendo para verificá-lo. Restava pouca bateria e ela viu que havia mensagens de Zelena, a maioria do dia anterior. 

“Ei, sis, o que aconteceu? A professora ligou pedindo para que eu fosse buscar Henry porque você não apareceu no colégio.” 

Regina se censurou em silêncio por ter esquecido completamente do seu pequeno. Que péssima mãe eu sou. Ainda bem que posso contar sempre com a minha irmã.

Abriu a segunda mensagem.

“Belle chegou há pouco e disse que te viram entrando em seu carro acompanhada por Emma e que você parecia no cio  ( ͡° ͜ʖ ͡°). Imagino que deve estar agora acasalando com ela, né? :D”

Regina revirou os olhos.

“Só isso mesmo para fazê-la esquecer de Henry. A propósito, ele está bem e para não traumatizá-lo com a verdade, inventei que você precisou fazer uma viagem inesperada para resolver assuntos da prefeitura. O garoto é esperto, não sei se acreditou na minha desculpa, mas pareceu se conformar e está brincando com as meninas agora.”

Regina soltou um suspiro aliviado, agradecendo mais uma vez pela irmã maravilhosa que tinha. 

“Espero que consiga voltar com sua companheira, sis, afinal, nem você, nem Emma merecem continuar infelizes, separadas… Já está na hora de um recomeço para mostrar ao traste do nosso pai que o vínculo de vocês, por mais que seja inesperado, é tão especial e forte como o de qualquer outro casal que se ame.” 

Essa mensagem emocionou a Alpha, fazendo seus olhos molharem. Zelena, diferente de Gold, sempre apoiou o relacionamento da irmã com a Beta. 

A Alpha escutou um barulho de chuveiro no quarto, deduzindo que Emma já tinha acordado. A bateria do seu celular estava no fim, mas ainda deu tempo dela escrever uma rápida mensagem para irmã, agradecendo-a por cuidar mais uma vez de Henry e dizendo que no dia seguinte elas conversariam. 

Desligou o aparelho e o enfiou no bolso do blazer, deixando-o no sofá. Quando se virou para voltar à cozinha, viu na parede a foto emoldurada de Emma, ainda criança, ao lado do pai, um ômega que morreu um pouco antes do casamento de Regina com a Beta. 

Emma tinha os mesmos cabelos dourados e os olhos verdes de James Swan. Regina não conviveu muito com o homem. Só sabia basicamente que ele era um cientista e que veio morar em Storybrooke quando Emma tinha uns dez anos.

Nunca se soube quem era a mãe ou o outro pai da Beta. James era muito calado e vivia praticamente isolado do restante da comunidade, morando com a filha naquela pequena fazenda que ele mesmo transformou em uma propriedade agrícola e sustentável, onde plantava frutas, legumes, flores e criava alguns animais para prover a si e a sua filha, vendendo o excedente para os comerciantes em Storybrooke.  

James ensinou a Emma tudo sobre horticultura e quando ela se separou de Regina, decidiu reativar a pequena fazenda que lhe fora deixada de herança. Desde então, sobrevivia do que produzia ali. 

O barulho de passos no chão de madeira, fez Regina voltar a si e entrar novamente na cozinha para começar a preparar uma salada para Emma.  

Quando a Beta apareceu do outro lado do balcão, Regina a olhou sem saber ao certo o que dizer. Os cabelos loiros estavam úmidos e ela usava uma camisa branca com os primeiros botões abertos. Emma exalava também um cheiro refrescante de banho recém tomado e o tesão pulsou dentro das calças de moletom da Alpha. 

 – Bom dia! Eu estava aqui mexendo em sua cozinha, tentando lhe preparar uma refeição… Espero que não se importe. – Regina falou meio atrapalhada, sentindo o rubor se espalhar por seu rosto. 

Era estranho sentir-se assim, afinal elas tinham passado as últimas horas acasalando, mas uma coisa eram palavras ditas no auge do calor provocado pelo cio e pela excitação, outra bem diferente, era tentar manter uma conversa normal entre duas pessoas que estavam separadas há nove anos. 

Emma olhou-a em silêncio, parecendo também meio constrangida pela estranheza da situação. 

– Sem problema – sorriu de canto. – Você pode pegar a garrafa de água para mim, por favor? E me dar uma dessas maçãs?

Regina assentiu em silêncio e buscou o que Emma precisava na geladeira. Entregou-lhe a garrafa, um copo e a fruta. Depois, começou a cortar um kiwi, jogando os pedaços numa tigela, enquanto com o canto do olho tentava seguir os gestos da esposa.

Emma aplacou a sede e deixou o copo em cima do balcão, dando uma mordida generosa na maçã ao mesmo tempo que olhava para Regina cortando uma banana. Ela estava de lado e a Beta podia ver o volume na calça da Alpha. 

Engoliu o pedaço da maçã e passou a língua nos próprios lábios enxugando o sumo doce que escorria.

– Vejo que seu cio ainda não acabou – a Beta comentou de repente, antes de morder novamente a fruta.

Regina enrijeceu e seu membro ficou mais tensionado contra o tecido grosso do moletom. 

– Ainda não – a Alpha Interior quase rosnou e a morena girou a cabeça para encontrar os olhos brilhantes da Beta.  

Ela é sua, o que está esperando para acasalá-la de novo?, sua mente começou a embaçar de desejo.

– Então não seria melhor voltarmos para a cama? – a Beta sugeriu calmamente.  

A Alpha vibrou com a sugestão.

– Emma – mas Regina continuava com receio – Você parece ainda cansada e imagino que esteja dolorida também –  falou, contrariando os apelos da Alpha Interior. 

A Beta mostrou um sorriso leve, deixando o que sobrou da maçã em cima do balcão. 

–  Sempre achei adorável esse seu jeito todo preocupado e atencioso comigo, mesmo quando você ainda estar sob a influência do cio. – Contornou o balcão para se aproximar da outra. 

– Emma –  Regina falou em tom de advertência, enquanto a Alpha dentro de si se agitava. 

Ela é sua. Pegue-a. Acasale-a.

A Beta não se intimidou, chegou por trás de Regina e deixou um beijo na pele quente e exposta na altura do pescoço moreno. 

A Alpha gemeu e, ainda mais, quando a mão de Emma escorregou até a sua, fazendo-a soltar a faca que ainda segurava. 

– Sim, eu estou dolorida –  a Beta sussurrou no ouvido de Regina – Mas de uma maneira que sempre gostei de ficar dolorida… E que, até ontem, tinha esquecido de como era boa essa sensação. 

A Alpha grunhiu e Regina teve que se controlar para não fazer o que a loba dentro dela tanto queria.

–  Tinha esquecido como é gostoso quando você me fode duro por horas –  a Beta deslizou a outra mão pela cintura de Regina entrando por baixo da calça e agarrando o eixo maravilhosamente firme de sua mulher. 

Sem querer, a Alpha começou a empurrar os quadris, gemendo, enquanto a mão de Emma ia e vinha ao longo da ereção. 

–  Emma, por favor… –  tentou mais uma vez, inclinando a cabeça para trás, sabendo que não aguentaria se a Beta seguisse provocando-a.

–  E lembrei que sempre que eu ficava dolorida assim, nós dávamos um jeito de continuar  – a Beta não ligou para os apelos da outra – Era o momento que você me colocava de quatro e me fodia por trás. 

–  Já chega – a Alpha rosnou profundamente, antes de se virar e agarrar os cabelos de Emma, puxando-a para um beijo forte, duro, possessivo e exigente. 

A Beta sorriu no meio do beijo, sentindo a umidade encharcar a fina calcinha que usava.

Quando os lábios se separaram, Regina se curvou e a colocou no ombro direito, fazendo a Beta soltar uma exclamação de surpresa ao ser levada daquela maneira para fora da cozinha. 

–  Eu vou dar o que você tanto estar querendo –  a Alpha disse num tom intenso e rouco enquanto avançava a passos apressados pelo estreito corredor na direção do quarto, levando a esposa jogada em seu ombro. 

Ela só não pode ver o imenso sorriso de prazer e excitação que tomou os lábios rosados da Beta ao ouvir aquela promessa.



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