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História Vingadores - O Legado - Capítulo 35


Escrita por:


Notas do Autor


bom galerinha...
e este aqui é o último capítulo da Kimberly de 2014
próxima vez que veremos ela será apenas em 2017

espero que tenham gostado da personagem, eu particularmente adoro ela rsrs

bom, é issuu
até amanhã 😊🍃💕

Capítulo 35 - Despedida


Fanfic / Fanfiction Vingadores - O Legado - Capítulo 35 - Despedida

Espaço/ 2014

Morag


      Kimberly Danvers:


  Yondu disse que não iria conosco para Xandar. Disse que não queria ser preso por saquear, matar, vigiar a filha adotiva da Nova Prime durante 17 anos e mais umas coisas. Eu tinha que concordar que se a Irani descobrisse que eu só fiz tudo isso porque o Udonta mw ensinou ao longo dos anos, ela não só o prenderia, ela o mataria.


  Assim que ele nos informou desse fato, pedi aos tripulantes das naves pousassem sob a superfície do planeta para que eu pudesse me despedir do meu pai adotivo, e informei ao Graham Saal que Peter me levaria de volta para Xandar. É claro que ele hesitou em deixar a filha de criação da Nova Prime com um fora da lei 100% cretido, mas eu garanti que teríamos que ir para lá porque tínhamos negócios a tratar.


  Depois que a Tropa Nova partiu vitoriosa, e os saqueadores pousaram suas naves sob Morag, eles saíram de suas naves e se reuniram para conversar sobre a batalha, enquanto se recuperavam da mesma.


  Os Guardiões estavam conversando entre si, e eu estava com eles, até olhar ao redor e ver que os saqueadores estavam de partida. Procurei rapidamente com o olhar e vi que o Udonta estava vindo até nós.


  - Quill - ele disse, se aproximando e parando frente a frente com o meu pai. - Acho que isso é um adeus, garoto.


  - É, acho que sim. - Disse Peter, e então, ambos sem jeito e sem intenção de "ferir sua masculinidade", se abraçaram, e eu pude escutar um sussurro do azulzinho para o meu pai.


  - Tem uma filha incrível, Quill. - Ele disse. - Cuide dela por mim.

  Eles se separaram e Peter olhou para o homem que o cuidou durante a maior parte de sua vida, aquele que era praticamente o seu pai, como era para mim.


  - Vou cuidar. - Ele disse e olhou para mim e deu um sorriso de canto.


  Depois disso, Udonta apenas deu um tapinha no ombro do meu, virou as costas para ele, e começou a se afastar do nosso grupo para partir. Quando ele já estava consideravelmente distante eu disse:


  - Hey - e ele parou de andar, e voltou-se para mim com um sorriso. - Não vai se despedir da sua garota?


  - Então - ele disse, enquanto eu caminhava até ele e parava na sua frente -, você conseguiu.


  - Não - falei e dei um sorriso labial. - Nós conseguimos. Obrigado por ajudar, Yondu. Sei o quanto foi difícil para você desfazer a pose de líder durão para ajudar uma garotinha na primeira missão dela.


  - Qualquer coisa pela minha garota. - Declarou e eu sorri. - E você não é uma garotinha, é uma guerreira.


  - Virou feminista agora? - falei brincalhona e ele sorriu.


  - Cala a boca e aceita o elogio, Lanterninha! - disse e eu ri. Assenti com a cabeça e esperei um tempo, depois falei:


  - Então... vai vir me ver mês que vem?


  - Vai continuar com a Nova Prime? - questionou e eu olhei para trás, vendo o grupo de desajustados, mas era o meu grupo de desajustados.


  Voltei a olhar para o Udonta e sorri de leve.


  - Essa é a minha família de verdade - falei para ele. - Eu estou em casa agora. - Ele retribuiu o sorriso de satisfação.


  - Então acho que o Quill não vai gostar de me ver vindo visitar a filha dele uma vez por mês. - Comentou e eu ri.


  - Acho que não. - Falei sorrindo.


  - Então... - ele disse, olhando para mim quase como se fosse uma lamentação. - Acho que isso é um adeus, garota.


  - É, acho que sim. - Falei colocando as mãos nos bolsos da calça e balançando o corpo de frente para a trás, de forma leve; querendo abraçá-lo, mas acreditando que ele não queria ser visto assim pelos "colegas de trabalho". - Não faça nada que eu não faria.


  - Eu posso ser lindo como um anjo - falou o Udonta -, _mas não levo jeito para ser um.


  - Ei - repreendi indiganada. - Essa frase é minha! - protestei e ele riu. - Eu... só queria te agradecer.


  - Você fez praticamente tudo sozinha... - começou ele, mas eu o interrompi.


  - Não, não por isso. - Falei e olhei para ele. - Por tudo. Obrigado por cuidar de mim e me ensinar tudo o que eu sei, pai. - Sorri fraco e eu pude ver que ele estava com os olhos tristes e orgulhosos.


  - Vem cá - falou cedendo e eu corri até ele para abraçá-lo, com um sorriso no rosto.

  Udonta acariciou meus cabelos castanhos-claros compridos, que não estavam mais no rabo de cavalo, enquanto meu rosto estava apoiado em seu pescoço, liberando algumas poucas lágrimas de alegria e tristeza ao mesmo tempo.


  Pouco antes de nos separarmos, ele disse sussurrou para mim:


  - Você é uma garota. A melhor - eu soltei um leve riso e sorri. - Vou sentir sua falta - falou quando nos separamos.


  - Eu também vou, Azulzinho. - Falei e ele sorriu.


  - Cuida deles, garota. - Recomendou e eu olhei para trás, vendo eles ainda conversando. - Precisam de você. - Voltei a olhar para o Yondu e falei:


  - Vou cuidar. - Ele sorriu fraco e eu fiz o mesmo. - Tchau, Yondu. A gente se vê por aí. - Ele sorriu, e então virou as costas, indo embora.


  Virei as costas para os saqueadores, e comecei a caminhar na direção dos Guardiões, que era constituído por dois humanos e cinco esquisitões. Eles olharam para mim quando me aproximei e Peter perguntou:


  - O quê era aquilo com o Yondu?


  - Uma despedida. Já que nós dois sabemos que você não ia querer ele me visitando uma vez por mês. - Falei simplesmente, olhando para ele.


  - Vocês...? - começou, mas eu o interrompi antes que completasse a pergunta.


  - Não! Credo! - ele soltou um suspiro aliviado. - Por quê? Está com ciúmes de pai da sua filha ter um namorado? - perguntei com um sorriso de canto e todos olharam para ele.


  - O quê? Não - falou olhando para os outros, que expressavam "é mesmo?" com os olhos. - Tá, talvez. Mas e daí? Eu sou pai agora. - Eu gargalhei e ele me olhou confuso.


  - Não é com o Yondu que tem que se preocupar então, pai. - Falei passando por ele e dando um tapinha em seu ombro, e indo para a nave.


  - O quê ela quis dizer com isso? - perguntou para os seus novos colegas e eu ouvi eles rirem.


  - Só cuida bem dela - pediu a Gamora, após todos entrarem na nave, e eu sorri. - Ou o Yondu te mata. - Falou e soltou uma risada. 


  - Eu sei - ele disse, sorrindo, e depois o sorriso desapareceu, dando espaço a uma feição tristonha. - Mas ele era a única família que eu tinha.


   Eu me aproximei dos dois, e a Gamora disse:


  - Não - e nós duas seguramos a mão dele e eu disse:


  - Não era.


  Peter olhou para nós, e sorriu. Nós éramos uma família agora.


      Algum tempo depois


  - Queridos, cheguei! - exclamei assim que entrei no salão onde ficava o Centro de Comando da Tropa Nova.


  - Saal - falei sorrindo quando o vi próximo à mesa onde ficavam o sistema de observação de Xandar. - Eu sabia que você ia aparecer para nos ajudar. - Abracei ele contra a sua vontade e me afastei vendo a cara sem graça dele, eu apenas sorri. - Rhomann! - exclamei e corri até ele, abrançando-o, mas não tão forte se não podia machucá-lo. - Estava com saudades de mim? - perguntei sorrindo quando nos separamos.


  - É claro, Srta. Kimberly - falou, não conseguindo conter o sorriso.


  - Que isso, Dey? Já cansei de pedir para me chamar de Kim - falei alegremente. - Viu? Eu disse que a minha mãe não iria nos matar.


  - Kimberly Rael! - ouvi Irani chamar e fiz careta.


  - Talvez só a mim. - Falei e me voltei na direção dela. - Oi, mamãe! - falei sorrindo como se nada tivesse acontecido.


  - Você fugiu - ela começou a listar todas as coisas erradas que eu fiz nos últimos dias. Isso vai demorar... -, ajudou cinco prisioneiros a fugir de uma prisão de segurança máxima, manteve contato com saqueadores, participou de uma luta em que poderia ter morrido, e tudo isso para quê?


  - Bom - falei quase como se fosse uma negociação -, em minha defesa, eu ajudei a salvat Xandar e tudo o que Ronan destruiria se pegasse o Orbe. Então, já é alguma coisa - sorri e ela continuou séria. - Tá - falei e suspirei. - Irani Rael, apresento a você Peter Quill, o Senhor das Estrelas - indiquei o moreno e ela o olhou. - O meu pai.


  - Então você é o motivo de ela ter feito tudo isso, Sr. Quill. - Concluiu ela, e ele pareceu um pouco sem jeito.


  - É, então - ele disse -, em minha defesa - Acho que sei a quem puxei, observei comigo mesma -, ela fez tudo isso por vontade própria.


  - O que interessa - falei e ela voltou a olhar para mim - é aqui está aquilo que pode destruir um planeta se cair nas mãos erradas. - Peguei o Orbe que estava preso no meu coldre e entreguei em suas mãos.


  - Como você...? - indagou Peter, descrente da minha agilidade imperceptível.


  - Apenas guarde isso, no lugar mais seguro possível. - Falei e ela assentiu.


  - Mas e então? - Irani disse. - Está pronta para voltar para casa? - perguntou e eu suspirei.


  - Na verdade - falei sem jeito -, eu estava pensando em... ficar com o meu pai de verdade. Se você permitir, e se ele quiser, claro.


  Olhei para ele, que estava ao lado dos outros. Eu estava insegura de mim mesma. Não tinha certeza se depois de tudo o que passamos juntos ele ainda iria querer a minha presença no seu grupo.


  - Claro - ele disse, quase que imediatamente. - É claro que eu quero você comigo. - Eu sorri alegremente com isso, e voltei a olhar para a mulher que me criou.

  Ela ficou me observando por um tempo, e então suspirou e disse:


  - Tudo bem - fez uma pausa. - Pode ficar com o seu pai.


  - Obrigado, mãe! - agradeci imensamente, e a abracei. - Por tudo. - Sorri quando nos separamos e ela fez o mesmo.


  - Bom - falou o Denarian Dey -, Sr. Quill e os seus, vamos levá-los para se limparem e depois voltamos aqui. Temos uma coisa para mostrar para o Senhor das Estrelas.


      Alguns minutos depois


  - De onde você tirou isso? - perguntou Peter, vendo um holograma interno do seu corpo sob a mesa, que continha uma luz laranja brilhando no centro do seu peito.


  - Quando o prendemos colocamos uma anomalia no seu sistema nervoso e fizemos uns testes. - Explicou Rhomann.


  - Eu não sou terráqueo? - perguntou meu pai após um momento de silêncio.


  - Você é metade terráqueo - esclareceu Nova Prime. - Sua mãe era da Terra, o seu pai... ele... - ela procurou palavras para explicar sobre o desconhecido - é alguma coisa bem mais antiga, que nunca havíamos visto. - Houve um momento de silêncio, para que ele pudesse assimilar aquilo. - Seus amigos chegaram - informou voltando-se para a porta de onde eles saíam já limpos e com roupas novas. - Em nome da Tropa Nova - ela parou frente a nós -, gostaríamos de expressar a nossa profunda gratidão, por ajudarem a salvar Xandar. Se puderem seguir o Denarian Dey - apontou para o Rhomann, sorrindo de forma carismática -, ele tem uma coisa para mostrar.


  - Agradeço. - Falou meu pai e começou a caminhar ao lado do Denarian Dey, Rocket e Groot.


  - Obrigada. - Agradeceu Gamora à Nova Prime e começou a se retirar do salão ao lado de Drax.


  - Eu... - Falei para a Irani - prometo que venho te visitar.


  - Eu agradeço, Kimberly. - Falou sorrindo e me abraçou. - Se cuida. - Recomendou quando nos separamos e eu assenti, e logo comecei a caminhar para fora do salão.


  - Vou sentir sua falta, Saal. - Falei sorrindo e parando em frente à ele. O grandão revirou os olhos e deu um sorriso discreto.


  - Eu também vou sentir sua falta, garota. - Falou e me puxou para um abraço. Finalmente!


  Depois que nos separamos, eu fui para fora dali, onde vi os Guardiões lado a lado, escutando as palavras do Denarian Dey.


  - Eu tenho família - falou com seu jeito calmo e grato. - Está viva graças a vocês.


  - E vai continuar assim, já que o Ronan está morto agora. - Falei surgindo entre eles.


  Eu tinha que acabar com o momento.

  Mas a sensação de saber que salvamos inúmeras vidas era gratificante, o que fez todos sorrirem orgulhosos quando Dey disse aquilo sobre a sua família.

  - Seus registros criminais foram apagados - informou ele. - Mas devem ficar atentos se forem violar a lei de novo no futuro. - Peter assentiu.

  - Perguntinha - se pronunciou Rocket. - Se eu ver alguma coisa que eu quero para mim, mas que pertence a outra pessoa?

  - Você vai ser preso. - Falou Rhomann simplesmente.

  - Mas e se eu quiser mais do que a pessoa que está com ela? -  acrescentou o guaxinim.


  - Ainda assim é ilegal. - Disse o Denarian.


  - Mas isso não faz sentido. Eu quero mais, entendeu? - Rocky falou e nós rimos. - Estão rindo de quê? Não dá para ter uma conversa civilizada? - Gamora foi até ele e logo ela, o Rocket e a Nebulosa foram para a nave.


  - E se alguém fizer alguma coisa irritante - disse Drax, de uma forma sinistra -, e eu decidir remover a espinha dele?


  - Isso... na verdade, é... homicídio. - Explicou Rhomann, meio acanhado. - É um dos piores crimes que existem, então também é ilegal.


  Drax apenas resmungou e começou a caminhar em direção à nave.


  - Eles vão ficar bem - garantiu meu pai. - Eu vou ficar de olho neles.


  - Você? - indagou o Nova, soltando uma risada.


  - Eu - falei escorando o meu braço no ombro do Peter - vou ficar de olho. - Eles soltaram risos divertidos. Olhei para o Dey e sorri de leve. - Tchau, Rhomann. Espero ver você de novo - me despedi e ele sorriu.


  - Vou sentir falta das suas encrencas, Kim. - Soltei um riso nasal e ele me abraçou.


  Por mais que eu estivesse com o meu pai e com uma família maior agora, eu iria sentir falta da antiga.


  - Eu também, Soldado Bonzinho. - Falei e sorri quando nos separamos.


  Meu pai então segurou na minha mão e nós começamos a ir em direção à nave, enquanto eu acenava para o Rhomann. Vendo a imagem do meu planeta natal pela última vez dali.


      Algum tempo depois


 

Nós havíamos saído de Xandar há algum tempo. Peter estava sentado em uma espécie de banco da nave, lendo algo escrito num papel antigo que estava em uma espécie de embrulho para presente. Suponho que poderia ser algum presente que ele recebeu de sua mãe antes de ser raptado.


  Quando terminou de ler, ele abriu o presente e colocou afita que estava na caixinha para tocar. Lágrimas rolavam pelo seu rosto, e em sinal de empatia, eu me sentei ao seu lado e o abracei.


  Logo vimos a Gamora vir até nós e dar um sorriso labial para ela, indicando que tudo estava bem agora. E o mais incrível, foi ela começar a acompanhar o ritmo da música com movimentos discretos.


      Alguns minutos depois


  - O quê vamos fazer agora? - perguntou meu pai.


  Ele restava pilotando a nave, Rocket estava sentado no banco à um metro e meio do dele, Drax estava no de trás, enquanto Gamora, Nebulosa Groot e eu estávamos de pé. A Verdinha caminhou até Peter e ficou ao seu lado, já eu estava ao lado do banco onde o Destruir estava e Nebulosa estava ao meu lado. Acho que seríamos boas amigas, ela é foda e eu gosto disso.


  - Alguma coisa ruim? - ele disse. - Alguma coisa boa? De tudo um pouco?


  - Você é o nosso líder - falei -, Senhor das Estrelas.


  Eu podia jurar que ao ouvir isso ele esboçou um sorriso em seu rosto.


       - De tudo um pouco. - Falou e rumou a nave para outra direção. 



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