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História Vingadores: Consequências Infinitas - Capítulo 23


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Notas do Autor


Estamos entrando na reta final dessa primeira parte da história, pessoal!!! Ainda há muito o que contar, mas o primeiro clímax já bate na porta!!!

Capítulo 23 - Preparação


Fanfic / Fanfiction Vingadores: Consequências Infinitas - Capítulo 23 - Preparação

Matt Murdock, A.K.A. Daredevil (Demolidor)


Localização atual: Complexo dos Avengers (Vingadores)



Namor, Namorita, Moon Knight (Cavaleiro da Lua) e eu voltamos todos para Nova York na nave em formato de lua crescente do vigilante com os dois criminosos algemados o caminho todo, Cloak (Manto) e Dagger (Adaga). E logo quando a gigantesca megalópole podia ser vista no horizonte, Moon Knight (Cavaleiro da Lua) inicia o pouso. Antes de descermos metade da altura até o chão, Thor e uma nova heroína voam até a nossa frente e param a uma distância segura.

- Estão entrando em área restrita dos Avengers (Vingadores), sabem disso, não? - A mulher loira com um poder dourado ao seu redor, trajando um uniforme em azul e vermelho com detalhes também dourados, aponta para o grande "A" lá embaixo.

Namor toma conta dos controles de voz da nave:

- Sou um velho conhecido de Steve Rogers e parceiro diplomático de Tony Stark, o soberano de Atlântida, Rei Namor. Desejo vê-los.

Todos observamos atentamente enquanto Thor e a mulher trocavam olhares, para então o Deus do Trovão responder:

- Certo, pousem e nos sigam.

- Será que estamos fazendo o correto? - Perguntei aos tripulantes da nave, enquanto Moon Knight seguia com os procedimentos do pouso. - Não senti muita firmeza na voz de Thor. Para falar a verdade, nunca senti. Ele é um ser de outro mundo literalmente, todo-poderoso, misterioso... Até que ponto podemos confiar nele?

- Olha, eu vejo filmes de heróis... Não precisa agir como o Batman em relação ao Superman. - O jovem criminoso, Cloak (Manto), diz em tom despreocupado.

- Eu não sou de acompanhar ficção, muito menos a ficção jovem, mas o Batman não é referência de preparo e inteligência emocional? - Rebati com um sorriso de canto.

- Ele tem um ponto. - A sua parceira no crime, Dagger (Adaga), concorda em um murmúrio.

- Se Steve Rogers confia nele, eu também confiarei. - Namor diz, com seu nariz empinado.

Minutos depois, conhecíamos a sala de reuniões dos Avengers (Vingadores), enquanto o conhecido cientista e Avenger (Vingador), Bruce Banner, chamava os membros restantes. Introduziram para nós: um guaxinim falante alienígena chamado Rocket Racuum; a tal mulher loira que nos interceptou ao lado de Thor, Carol Denvers, a Captain Marvel (Capitã Marvel); Pepper Pots, a CEO da Stark Industries e noiva de Tony Stark; James Rhodes, o War Machine (Máquina de Combate); a agente dos Avengers (Vingadores) chamada Jessica Drew, a Spider-Woman (Mulher-Aranha); um deprimido Clint Barton, o Hawkeye (Gavião Arqueiro); uma jovem europeia que aparentava ter poderes, Vanellope Van-Haart; um jovem latino-americano e inumano, Lucas Meira; e duas agentes da S.H.I.E.L.D, Melinda May e Daisy Johnson, a Quake (Tremor); isso tudo antes de Bruce voltar, seguido de perto pela Black Widow (Viúva Negra) e o Captain America (Capitão América), ambos com roupas civis. Senti o cheiro de feromônios sexuais no ar assim que os dois últimos entram, o que indica que entre eles houve uma tensão do tipo, não sabia dizer em qual grau, mas houve.

- Então, estes são os nossos visitantes? Olá. - Steve Rogers nos cumprimenta.

- Não apenas visitantes, somos aliados. - Namor parece impaciente ao dizer, ajeitando-se em sua cadeira ao redor da grande mesa redonda com o símbolo dos Avengers (Vingadores) estampado nela.

- Você...? É realmente ele...? - Steve o olha, parecendo confuso. - Rei Namor?

- Em pessoa.

Ambos estendem as mãos e as apertam de maneira amigável. Foi o mais próximo de um sorriso que Namor chegou desde que o conheci e ainda assim sua expressão era bem endurecida.

- Certo, novos aliados... Apresentem-se. - O Captain America (Capitão América) pede, abrindo os braços de forma acolhedora.

- Sou Moon Knight (Cavaleiro da Lua), o enviado da lua para ajudar a reestruturar este planeta. - Marc se prontifica na apresentação. - Trouxe estes três aliados comigo.

Ele aponta para o resto de nós, que nos apresentamos em sequência.

- Seu capitão, Steve Rogers, já me apresentou. Sou o Rei Namor de Atlântida. E esta é minha prima, Namorita. - Ele aponta para a garota de pele azul e cabelos ruivos ao seu lado.

- Olá. - Namorita cumprimenta.

- Não sei se acompanham as notícias locais de Nova York. Se sim, devem ter ouvido falar do Demônio de Hell's Kitchen, o Daredevil (Demolidor). Este sou eu. - Acenei brevemente para todos ao final.

- Ótimo. Namor, pela nossa antiga relação, agradeço verdadeiramente pelo reforço. Faremos bom uso de todos. - O capitão parece satisfeito. - Parece ser uma boa equipe que tem aí. Amanhã, marcaremos um horário para treinos de combate na sala de simulação, afinal precisamos de uma química em equipe, conhecer as habilidades uns dos outros.

- Esse cara realmente fala como um líder. - O guaxinim espacial diz de forma surpresa.

Horas depois, após prepararem uma janta de bom tamanho para todos, com um banquete a parte praticamente só para Thor, ganhamos nossos quartos nos alojamentos do que eles chamam de Complexo dos Avengers (Vingadores). Estar em uma equipe novamente era ligeiramente constrangedor, depois do que aconteceu entre mim e os Defenders (Defensores) na época da luta contra o Tentáculo. Além de eu ser um cara de trabalho solo, ainda estou lidando com grandes personalidades que não tem uma vida privada, ou seja, não tem uma identidade secreta. Se conseguirmos restaurar a ordem, creio que devo deixar essa equipe de lado, mas por enquanto a situação urge mais que minha necessidade de anonimato.

Após eu tomar um banho e trajar roupas normais, sentei naquela macia cama do meu novo quarto. Tudo havia mudado tanto depois de deixar a Jessica com Karen e Foggy. Aliás, já havia mudado antes. Eu costumava proteger uma cidade que nunca dorme das pessoas que não a deixavam dormir, mantinham seu povo sempre de olhos abertos, com medo das sombras nas vielas escuras. Mas depois da dizimação, fomos todos obrigados a manter ambos os olhos abertos e não dormir, pois tanto o bem quanto o mal foram eliminados na mesma proporção, deixando para trás apenas pessoas desesperadas... e o desespero é o tempero final do caos. Foram as noites mais difíceis da minha vida, pois eu conseguia sentir toda a carga emocional nas vozes e ações das pessoas, todas carregadas de medo e angústia. Meus sentidos aguçados foram especialmente afetados por tudo isso. Então, em nome de toda essa situação, para tentar reverter às coisas a como eram antes, decidi tomar um passo a frente e deixar de lado meu tabu com equipes por enquanto, formando alianças com quem poderia me ajudar a mudar algo.

E após tanto deixar a mente vagar por ideias e suposições, acabei por pegar no sono.




Daisy Johnson, A.K.A. Quake (Tremor)


Localização atual: Complexo dos Avengers (Vingadores)



Como de costume acordei cedo para meu treinamento matinal e a dieta regrada estabelecida pela S.H.I.E.L.D a fim de obter resultados máximos de seus agentes. Passei por todos os exercícios mentais e saí para comer e não treinar o corpo em jejum, preciso sempre de bastante energia para sustentar poderes dessa magnitude (desculpem pelo trocadilho). A maioria do pessoal no Complexo ainda dormia, pois eram seis horas da manhã ainda. Então, pude andar livremente com roupas casuais como se estivesse em casa.

Ao passar pela cozinha para preparar os cereais com leite, notei Thor parado de braços cruzados em roupas normais da Terra na sala de reuniões, olhando pela janela para o sol que nascia lá fora. Não me aproximei nem tentei bisbilhotar, não o conhecia bem para saber o que se passava, como ajudar ou como ele reagiria, então apenas comi em silêncio e rumei para o quarto, a fim de me vestir para o treinamento físico.

Nos corredores, dei de cara com Steve saindo de forma silenciosa de um quarto, olhando ao redor e parecendo alerta.

- Oi. - Falei logo atrás dele.

- Oi! - Ele se vira e dá um passo atrás, parecendo surpreso.

- Esse quarto não é seu, é? - Levantei uma sobrancelha, com um leve sorriso.

Sua reação desconfortável, acariciando ambas as mãos juntas, deu a resposta para minha pergunta.

- Eu... Eu só estava... - Steve tenta se explicar.

- Fica calmo, nós não temos nada para me dever explicações. Claro, tivemos aquela noite ótima há alguns dias, mas foi algo casual. Ninguém está preso a ninguém. - Pus a mão em seu ombro, com um sorriso amigável.

- Está realmente tudo bem assim? - Ele parece preocupado ainda.

- Sim. A amizade continua daí para frente. Nunca vou esquecer o apoio que me deu quando eu precisei. - Dei uma pasua antes de continuar. - E de como você é bom de cama. 

O capitão da equipe parece levemente desconcertado com o elogio, desviando o olhar para baixo. Então, recompõe-se com alguma ideia em mente, mudando de assunto.

- Acho legal montarmos uma sessão de treino em equipe. Bom para conhecermos os perfis dos novos aliados, são muitos. - Steve põe uma mão na cintura e outra no queixo, pensativo.

- Eu acho que só posso concordar, Cap. Em duas horas para todos? - Perguntei, totalmente inclinada a ser prestativa.

- Sim, por favor, agente Johnson. - Ele me trata com a mesma cordialidade de brincadeira.

Andamos cada um para um lado do corredor, mas antes que eu virasse na esquina ao final, chamei uma última vez por Steve.

- Aí! Sabe que as aranhas viúva negra sempre matam os machos da espécie, não sabe? - Não me contive com o trocadilho.

Ele apenas permaneceu paralisado, sem muita reação, enquanto eu continuei meu caminho, não conseguindo conter a risada da sua cara de espanto.

Algumas horas depois, May e eu preparávamos uma sala enorme para treinamento, esperando Steve. Como sempre, ela estava bem calada e focada em seus afazeres.

- Mais um inumano, hein? - Ela fala algo finalmente, lendo a ficha de Lucas com informações desde peso e altura até os padrões psicológicos que já conseguimos reunir.

- Sim. Com certeza há muitos outros pelo planeta precisando da minha ajuda. Eu sou um símbolo para eles, sabe... - Comentei, com a ficha do Daredevil (Demolidor) na mão.

- Sobre isso... não sei se já sabe, mas existe uma Família Real de inumanos, eles vivem em uma cidade que é bem mais do que aquele refúgio da sua mãe foi. - May abaixa a ficha, olhando diretamente para mim. Droga, que merda de olhar penetrante... Sempre que ela faz essa cara, vem assunto por aí.

- Estou pronta para ouvir o porém. - Sentei com um sorriso irônico bem de frente para ela. - Mas primeiro... como sabe disso tudo?

- Enquanto você estava fora, recebemos contato da Família Real. A rainha deles, Medusa, exige sua presença e a do garoto que vocês resgataram. Não gostei muito do tom de voz dela, mas não pude fazer muito. Ela praticamente me olhou de cima a baixo e logo desdenhou. Sabe como não vou com a cara desse tipo de pessoa.

Contive a risada dos comentários de May sobre a tal de Medusa. Deixei que ela continuasse contando o que ouviu.

- A rainha afirmou que já tem ciência da importância que você representa aos inumanos do mundo todo e quer te conhecer. Disse que é hora da Família Real cumprir seu papel para com a raça.

- Eu ando conhecendo bastantes personalidades importantes do mundo, não é mesmo? - Ri um pouco. - Presidentes de vários países, líderes da S.H.I.E.L.D, heróis famosos... Se o mundo estivesse em condições normais, eu até consideraria criar um canal no YouTube contando sobre essas experiências.

May levanta uma sobrancelha, avaliando-me de forma cética.

- Ah, vai! Iria ser muito legal! - Tentei convencer, mas ela só revira os olhos.

Após isso, focamos no trabalho. Deixei minha mente vagar por uns breves momentos sobre como seria conhecer essa Família Real dos Inumanos e onde eles vivem, como é sua cidade oculta. Só esperava por uma coisa: que não houvessem mais Krees para atrapalhar. Se tudo desse errado, a Captain Marvel (Capitã Marvel) com certeza ajudaria contra os desgraçados.

Não demorou muito, Steve finalmente entra na sala, acompanhado da Black Widow (Viúva Negra), ambos trajando seus atuais uniformes de herói.

- Daisy, May. - Natasha cumprimenta com um sorriso.

- Bom dia. O que temos por aqui já? O pessoal já vai chegar. - Cap pergunta, apoiando as duas mãos na fivela do cinto após apoiar o escudo em uma cadeira.

- Capitão, analisamos as fichas de todos durante a manhã e preparamos as sessões de treino perfeitas, com intuito de aperfeiçoar os pontos fortes. Também produzimos uma pasta com as principais duplas para suprir os pontos fracos de cada um. - May já se pronuncia, mostrando todo o nosso trabalho.

- Isso realmente me lembra da época em que os Avengers (Vingadores) operavam em força total, há pouco mais de dois anos atrás. - Steve sorri, analisando e tendo boas reações aos arquivos enquanto os folheava lentamente.

- A Melinda sempre foi uma das melhores agentes. - Natasha comenta, olhando os arquivos junto ao Cap.

- Obrigada. - May faz uma leve reverência em agradecimento, junto com um sorriso breve.

A porta atrás de nós se abre e por ali entra a Captain Marvel (Capitã Marvel) com roupas casuais.

- Opa! Então quer dizer que todos estão em trajes de gala? - Ela sorri, de forma leve e despreocupada. Então, toca em um bracelete que mais parecia uma jóia em seu braço e dali seu uniforme azul, vermelho e dourado cobre todo o corpo dela. - Primeiramente, bom dia, galera.

- Bom dia. - Respondemos todos juntos.

- Veja, Carol, as duas agentes da S.H.I.E.L.D que prepararam, já que você gosta tanto dessa organização. - Steve estende a mão com os papéis para Carol.

Ela vai folheando e dando sinais de aprovação ao longo da perícia. Então, os três heróis param de frente para nós, nossos três líderes prontos para deixar essa equipe preparada: Steve Rogers, o Captain America (Capitão América); Carol Denvers, a Captain Marvel (Capitã Marvel); e Natasha Romanoff, a Black Widow (Viúva Negra).

- Beleza! Vamos reunir o pessoal! - Carol diz de forma enérgica, levantando um punho e apertando ele com um sorriso. Aquilo me fez imaginar ela como um personagem de anime em um momento de determinação.

Minutos depois do chamado ser emitido ao grupo de todo o Complexo dos Avengers (Vingadores), estávamos May e eu entre os heróis que encaravam os três líderes da equipe. Todos compareceram: Thor; a garota de cabelos rosa que acompanha Thor, Black Pearl (Pérola Negra); Rocket; Banner; Daredevil (Demolidor); Moon Knight (Cavaleiro da Lua); o Rei de Atlântida, Namor; a prima do Rei, Namorita; o Hawkeye (Gavião Arqueiro) sob outro codinome, Ronin; a agente do Complexo dos Avengers (Vingadores), Jessica Drew, sob o codinome de Spider-Woman (Mulher-Aranha); a noiva de Tony Stark, Pepper Pots, agora utilizando a armadura Rescue (Resgate); Rhodes com a armadura War Machine (Máquina de Combate); e nosso resgatado do Rio de Janeiro, Lucas, ainda sem nome de herói. Era com certeza um verdadeiro grupo de super-heróis e que faria jus ao nome. Os Avengers (Vingadores) certamente vingarão o universo pela dizimação de Thanos!




Thanos, o Titã Louco, portador da Manopla do Infinito


Localização atual: Santuário II, Espaço



- Tem certeza que deseja continuar com isso? - Levantei mais uma vez, segurando qualquer indício de que fraquejaria. Se eu me permitisse, isso seria a fagulha que eles precisam para continuar lutando contra mim.

- Não podemos desistir, pai! Eu deveria ter te enfrentado logo depois de Xandar, mas fugi e pessoas do Universo inteiro pagaram pela minha covardia. - Thane, já bem machucado e sangrando, consegue ao menos se ajoelhar, nada mais. Sua alma queimava com ódio, querendo ver meu sangue no chão, mas seu corpo não suportava mais tanta luta. Eram muitos ferimentos e um prolongado tempo de batalha. - Seu monstro!

- Apenas morra!!! - Stark desce com um corte de uma lâmina criada a partir de nanotecnologia da armadura.

Segurei a primeira, mas ele consegue me cortar na horizontal com a outra lâmina. Dei dois passos atrás, enquanto o Iron Man (Homem de Ferro) aproveitou meu momento fraquejando e voou para cima de mim criando pesados martelos nas mãos e socando em voo. Thane aproveita para me agarra pelo pescoço e enforcar, enquanto prendia minha mão com a manopla no chão através de um pisão. Berrando, joguei ambos para longe.

Como eles podem não entender meu plano? O que foi feito, foi pelo bem do universo, mas agora um novo mal se aproxima e nós, que fomos poupados, temos o dever de proteger quem precisa. Como com as Jóias do Infinito, eu não conseguiria sozinho.

- Já chega! - Falei de forma ríspida. - Perdemos tempo precioso de preparação nesta batalha sem sentido. O verdadeiro inimigo nunca fui eu, o verdadeiro se aproxima, mas se não fizermos nada, estaremos perdidos. Unam-se a mim, pelo menos para essa batalha. Quero impedir que o universo seja destruído.

- Você o pôs em ruínas, não tem moral nenhuma para fazer qualquer pedido e muito menos para se ver como o salvador. - Stark abre seu capacete, olhando com todo o seu ódio para mim.

- Ele não irá se importar com quem deve matar para atingir seu objetivo quando chegar. Conseguirá ser pior do que acham que eu fui, ouçam-me! - Esbravejei.

- Espera... - O garoto da Nova Corps consegue se levantar, ferido. - Se esse cara está com medo, então a parada é séria... Não perceberam isso?

- Está sugerindo se unir a esse cara? Logo você? - Tony torce a cara de raiva para a ideia.

- Ele tem toda a razão, Tony Stark. - Thane intervém a favor do garoto.

- Filho, sempre soube que era sensato.

- Não me venha com seus sentimentos, pai. - Ele me encara friamente, cortando meu elogio. - Saiba que minha motivação não é qualquer consideração por você, mas sim redenção por um dia ter te ajudado. Agora... Stark, Nebula (Nebulosa), o que me dizem?

Os dois balançam a cabeça positivamente, minha filha bem calada até o momento.

- Então, vamos ajudar você, Thanos. Porém... - Stark vem se aproximando a passos lentos. - Assim que terminarmos, eu mato você.

Dei um sorriso irônico antes de prosseguir.

- Ao menos, sei que tentará, mas... Acordo fechado.

Estendemos as mãos para selar o acordo.

Então, olhei ao redor ao sentar em meu trono. A luta veio parar dentro da minha nave, Santuário II, onde trouxe Eitri, o anão das forjas, junto. Ele consertaria a Manopla aqui mesmo. Meu exército ainda circulava pelos arredores, fazendo esta fortaleza gigante ainda funcionar. Não era uma completa solidão, mas muita coisa foi sacrificada para que eu chegasse até aqui... Meu planeta e seu povo, assim como vários outros, minha família...

Ver meus dois filhos, o jovem Nova e o Iron Man (Homem de Ferro) bolando planos na minha frente encheu novamente o ar deste lugar, trazendo lembranças de quando Nebula (Nebulosa), Gamora e Thane eram meus filhos mais fiéis e queridos.

Varri para longe os pensamentos nostálgicos de tempos que não voltam mais e decidi focar em nosso próximo passo. Ao me aproximar do pequeno grupo de heróis desfuncionais, entendi seu plano: Stark queria que fôssemos aos Avengers (Vingadores) na Terra. Com certeza, era a melhor escolha para a situação, porém péssima para mim, afinal machuquei-os em primeira mão. Talvez, pensar menos no perigo que Thor representa ajude a criar uma abordagem menos hostil...



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