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História Vingadores: Ultimato (REESCRITA) - Capítulo 13


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Notas do Autor


Oi galerinha, tudo bem? Espero que sim. Aqui é o Saitama, e depois de uma semana, eu trago o décimo terceiro capítulo da reescrita de Ultimato. Como viram, a partir desse capítulo, os títulos serão apenas nomeados como Capítulos (exemplo: o capítulo 14 vai se chamar Capítulo 14, etc), pois eu não quero dar spoiler hehe. Espero que gostem deste aqui.

Boa leitura.

Capítulo 13 - Capítulo 13


....

Base dos Vingadores

Com a missão de recuperar as Joias do Infinito no passado cumprida, os heróis descansavam em alguns lugares da Base enquanto outros buscavam criar uma nova manopla para que pudessem usar na vindoura revanche. E enquanto tudo isso acontecia, Ben Tennyson estava no terraço da instalação, sentado em uma borda e observando o começo da tarde daquele dia. Havia muitas coisas acontecendo ao mesmo tempo, e também em tão pouco. Aquilo certamente não era algo que uma criança de 12 anos passaria normalmente, mas ele sabia que sua vida tinha deixado de ser normal há muito tempo. 2 anos com o Omnitrix no pulso, e um único evento galáctico mudou seu pensamento e modo de enxergar as coisas. O fez perceber a verdadeira realidade do heroísmo. Era algo bom, porém, que trazia consequências que Ben nunca poderia imaginar que aconteceriam consigo. Teve o risco de perder sua família várias vezes, e tudo por culpa de erros bobos seus. Por mais que ainda tivesse esperança de trazer metade do Universo de volta a vida, a sensação de impotência percorria o olhar e todo o corpo do garoto. O peso do mundo ainda continuava em suas costas por ter entregado a Joia da Alma para Thanos, a fim de salvar Gwen. Porém, a que propósito? Ela havia morrido do mesmo jeito...

Para completar, a revanche contra o Titã Louco estava mais próxima do que nunca. Talvez, se enviassem uma mensagem a Carol Danvers no espaço, ou a própria mandasse a localização do refúgio do vilão, o grupo sairia imediatamente para encerrar aquilo. Estar com uma única transformação restante no Omnitrix deixava Ben preocupado e receoso se poderia ajudar ou não na batalha. Thanos ainda tinha a Joia da Alma em sua posse, e não seria fácil recuperá-la, mesmo com um poder semelhante em suas mãos, mais oponentes poderosos como Thor, Sonic e Hulk. Com todas essas reflexões, Ben apenas suspirou fortemente, deixando suas insatisfações fluírem pelo ar.

Ben (refletindo) – Ah, o que eu faço agora, Gwen?

Azmuth (se aproximando) – Problemas? – Ben se virou, vendo o galvaniano parado o observando – Vejo que está numa intensa e profunda reflexão.

Ben – Ah, Azmuth... Não é nada. Só...

Azmuth – A batalha contra Thanos realmente deve ter tido alguma coisa de especial. Nunca vi você desse jeito tão... Desagitado.

Ben (triste) – Você tinha razão quando me deu aquele sermão. Eu entreguei a Joia da Alma pro Thanos pra proteger a Gwen... Mas o que eu ganhei com isso? – Ficou cabisbaixo – Tem horas que eu não sei se sou digno do Omnitrix.

Azmuth (intrigado) – Interessante. Você quase nunca concordou com meus julgamentos superficiais. Deve ter acontecido alguma coisa para pensar deste jeito. Diga – Se sentou ao lado do garoto – Como foi a viagem?

Ben – Eu... Sinto muito, Azmuth. Eu nem fazia ideia do que tinha acontecido pra você conseguir a Joia... É terrível.

Azmuth – Agora você entende por que eu nunca dou muita bola para assuntos emocionais – Pensou um pouco – Mas eu reconheço que também errei com isso. Sempre coloquei a minha dor e sentimentalismo acima da dos outros, e por isso, acabo me afastando demais de uma boa convivência... Diferente do que Xeneth realmente queria.

Ben – E por minha culpa, o desejo dela de reunir as espécies do Universo já era...

Azmuth – Não, Ben. A culpa não é sua – O garoto ficou surpreso – É minha. Se ao menos eu tivesse contado sobre a Joia a você, talvez estivesse mais preparado para as ameaças, mas meus medos de que Vilgax descobrisse-a acabaram me forçando a desistir disso. Porém, ainda há uma chance de manter o sonho dela vivo.

Ben (desanimado) – Ah, eu não sei... Eu não tenho minhas melhores transformações pra usar na batalha, e o Thanos não vai entregar a Joia tão facilmente, mesmo com todo o poder que temos em mãos. Aliás, não é só estalar os dedos e desintegrar ele?

Azmuth – Infelizmente, você está certo. Mas, desde quando isso te impediu de fazer o que pensa? E sobre estalar os dedos, não funcionaria. As Joias do Infinito criam uma proteção ao redor do usuário que o impede de ser atingido por ataques desse tipo. Por isso, terá que ser uma disputa franca de poderes ou uma luta corporal.

Com as explicações de Azmuth, Ben passou a olhar novamente para o horizonte, quando o raio de luz do sol iluminou seu rosto. Era uma decisão absurda em suas mãos naquele momento. O galvaniano praticamente tinha o inspirado a lutar para recuperar a Joia da Alma e aquilo o deixava mais esperançoso de que conseguiria fazê-lo, mas ainda sim, o medo de acabar morrendo no processo era grande. Thanos era um oponente muito perigoso, e que não tinha misericórdia de seus adversários. Mesmo com uma possível distração, arrancar a Joia de sua manopla seria muito difícil. Certamente, uma dúvida muito cruel para uma única criança como ele. Porém, em meio a toda essa reflexão, um inesperado acontecimento poderia enfim colocar as cartas de Ben no jogo novamente, depois de tanto tempo.

De repente, um barulho começou a ser ouvido, deixando Ben e Azmuth surpresos. Era o próprio Omnitrix que estava apitando e brilhando daquele jeito, como se estivesse alertando de alguma coisa. O galvaniano conhecia aquela função, mas ainda estava desconfiado de que o mal funcionamento sem a Joia da Alma estivesse gerando falsos alarmes. Logo, ele ficou no joelho do jovem Tennyson, passando a olhara para o Omnitrix com uma expressão de seriedade. Ben não tinha ideia do que estava acontecendo ali, e nem tinha ideia se era algo bom ou não.

Ben (surpreso) – O que tá acontecendo, Azmuth? Ele nunca fez isso!

Azmuth (sério) – É o que vamos descobrir agora – Tossiu um pouco – Omnitrix, o que o sistema de alarmes quer dizer?

Omnitrix – Fonte de energia voltou a Vormir. Fonte de energia voltou a Vormir.

Azmuth (surpreso) – Ah, mas é impossível...

Ben – Espera, Vormir? Você mencionou isso quando eu estava em Galvan Prime do passado. Mas, fonte de energia?

Azmuth – Me parece que os tais Power Rangers conseguiram cumprir sua missão na Joia da Alma. Ela é a fonte de energia do Omnitrix.

Bem (sorrindo) – Então, quer dizer que a Joia voltou pra Vormir?

Azmuth (preocupado) – Sim, e isso era o que eu temia – Ben ficou preocupado – Se você se lembrar do que eu provavelmente disse sobre Xeneth, sabe os riscos que isso tem.

Ben (idem) – Essa não... O preço... – Em meio a toda a preocupação, o jovem pensou um pouco sobre aquilo, decidindo o que fazer – Olha, eu vou mesmo assim, Azmuth.

Azmuth – Não entende o que vai acontecer caso vá!

Ben – Claro que eu entendo! Mas eu vou dar um jeito de burlar isso! Tem que ter outra maneira de recuperar a Joia!

Azmuth – Mas você-

Ben (decidido) – Eu não ligo pra esse relógio idiota – Mostrou o Omnitrix – Só quero que o desejo da sua esposa se concretize. E você também ia querer isso, não é? – Azmuth ficou cabisbaixo.

Azmuth (cabisbaixo) – Pois bem... Se insiste nisso, vai ter que ter uma nave.

Com isso, o galvaniano pegou um pequeno aparelho de seu bolso, tão pequeno que era quase menor que uma pedrinha. E então, o ativou, fazendo a nave gigantesca que veio para a Terra ressurgir sobre o gramado, desativando sua camuflagem. Aquilo deixou Ben surpreso, mas ele apenas assentiu para Azmuth antes de sair do terraço em direção a dentro da Base. Precisava ser o mais rápido possível para que Max, nem ninguém da equipe desconfiasse de seu pequeno plano para recuperar a Joia da Alma. Assim que conseguiu entrar, desceu as escadas rapidamente e começou a correr pelos corredores, levando o Primeiro Pensador em seu ombro direito. Por sorte, quase todos estavam observando o que estava acontecendo no laboratório, portanto, o caminho estava livre para passar despercebido.

Não demorou muito tempo para que os dois conseguissem chegar ao hangar da Base, passando a observar da janela a nave gigantesca de Azmuth parada em meio ao gramado. Por mais que já estivesse dentro da mesma, ainda sim, Ben ficava bem surpreso com o tamanho e também com a avançada tecnologia presente do lado de fora. Aquilo com certeza deveria ser um veículo de transporte bem eficiente, e também uma arma eficaz para se usar em uma batalha difícil. Porém, enquanto observava a magnitude da nave, ele logo se lembrou que o tempo estava correndo e que precisava ser rápido, assim voltando a correr para a saída mais próxima possível. Logo que conseguiu, correu pelo gramado, indo na direção do veículo gigante e parando bem a frente do mesmo. Era ainda maior do que visto de longe. Azmuth pegou o mesmo aparelho, o usando para fazer uma pequena escada aparecer, e então deu um salto até o chão, fitando Ben com seriedade e preocupação. Mais do que ninguém, o galvaniano sabia o terrível preço que era pago para conseguir a Joia, mas tinha esperança de que o jovem Tennyson conseguiria alguma forma de burlar isso, ainda que fosse difícil.

Azmuth – Tem certeza mesmo disso?

Ben (sério) – Sim. Tem muita gente que vai precisar do Omnitrix em poder total pra batalha, e eu vou conseguir a Joia custe o que custar.

Azmuth – Ok, mas certifique-se de voltar – Nisso, o garoto ficou silencioso – Você ouviu?

Ben – Eu não vou voltar, Azmuth – O galvaniano se assustou – Fiz muitas besteiras com o Omnitrix durante esses 2 anos... E tá todo mundo nessa situação por minha culpa. Talvez pagar com a vida deva ser a coisa certa a se fazer.

Azmuth (preocupado) – Mas, Ben-

Ben – Já tá decidido. Eu vou fazer isso e não vai me impedir.

Azmuth - ... Certo, então.

Ben – Diz pro vovô e pra Gwen, quando ela voltar, que eu fiz isso por eles.

??? – Ah, então vocês estão aí.

Surpresos com a repentina fala, os dois então se viraram para trás, vendo que tinham sido descobertos por alguns membros da equipe. Mais precisamente, dois deles. Indo na direção de Ben, Natasha e Clint pareciam confusos com o que estava acontecendo ali na frente. Azmuth até balançou a cabeça, sabendo que teriam que contar o que estavam planejando e o grupo todo saber da informação. O galvaniano, ainda sim, se sentia ainda mais preocupado com algumas possibilidades que lhe vinham a cabeça, mas tentou manter as evidências para não levantar suspeitas. Mesmo assim, logo que Natasha chegou ali, percebeu que tinha alguma coisa de errado. Azmuth não deveria estar dentro do laboratório ajudando na construção da manopla? E por que ele e Ben estavam parados em frente a nave do Primeiro Pensador? Aquilo parecia estranho, e a ruiva apontou um olhar desconfiado para os dois a sua frente. Quanto a Clint, ele parecia um tanto confuso também. Um clima de tensão estava plantado ali, e isso fazia Ben suar de pressão.

Natasha – Vocês estão aqui. Azmuth, precisam de você no laboratório.

Azmuth – Ah, sim. Avise a eles que eu já vou.

Clint – Mas, por que os dois estão aqui? – Olhou para a nave – Uau! Vieram cultuar a nave gigante?

Natasha – Clint...! – Ele deu de ombros – Mas sério. Por que estão aqui no gramado? O Max pediu pra gente procurar vocês.

Ben (pensamento) – Ah, droga... Vou ter que contar...

Azmuth (suspirando) – Bom, vejo que não temos outra escolha a não ser contar. A Joia da Alma voltou a Vormir, seu lugar de origem, o que dá a entender que a missão dos Rangers deu certo de alguma forma.

Natasha (feliz) – Que bom! Temos que contar isso pros outros!

Ben – É, mas agora, eu tenho que recuperar a Joia em Vormir – Natasha e Clint ficaram surpresos – Eu vou fazer isso.

Clint – Espera, mas você vai sozinho? Uma criança precisa de um acompanhamento de um adulto, e o Azmuth precisa ajudar na manopla.

Ben (preocupado) – N-não! Não precisam vir comigo.

Clint – Mas o que tem de errado na gente te acompanhar?

Natasha – Recuperamos a Joia e voltamos.

Azmuth (receoso) – Sim, mas ao menos sabem?

Clint (confuso) - Sabe o quê?

Natasha (confusa) - Nós podemos recuperar a Joia e fazer seu relógio voltar ao normal. O que há de errado? – Ben e Azmuth se entreolharam, tristes.

Azmuth (triste) - A Joia da Alma tem um local especial dentre as seis Joias do infinito. É necessária uma troca, uma alma por uma alma, e por isso não podemos ir, não podemos sacrificar alguém, mesmo que seja em prol de um bem maior...

Após ouvirem a explicação de Azmuth sobre a Joia e seu preço terrível, Natasha e Clint ficaram assustados, se entreolhando enquanto mantinham olhares perplexos. Nunca imaginariam que uma das Joias teria uma maneira tão específica e pesada para ser recuperada. Os dois então olharam para Ben e Azmuth, que ficavam cabisbaixos ao perceberem o choque dos companheiros devido a notícia. Natasha fitou seu melhor amigo, e eles se afastaram um pouco, a fim de dialogarem sobre aquilo. Desde que tudo aquilo tinha começado, nada mais tinha passado pela cabeça da ruiva além de poder salvar seus amigos e as pessoas dizimadas por Thanos. O arqueiro também tinha o mesmo pensamento, por mais que estivesse fazendo coisas horríveis como revolta ao que aconteceu no mundo. Ambos os dois espiões começaram a conversar, expondo suas opiniões, os prós e contras de aceitar aquela missão. Aquilo combinado demorou pouco mais de 1 minuto, e deixava Ben cada vez mais apreensivos com o resultado. Não queria que ninguém o acompanhasse. Seria demais perder um companheiro de equipe por conta de sua necessidade de recuperar a Joia, e logo ele viu Clint e Natasha voltando para perto dele e de Azmuth.

Clint (decidido) – Vocês podem ficar surpresos, mas nós vamos.

Ben e Azmuth (confusos) - O QUE?!

Natasha - Entendam. O seu Omnitrix, Azmuth, é uma das mais poderosas armas do Universo, pelo que sabemos. Se conseguirmos a Joia, o relógio pode voltar a funcionar e pode ajudar a salvar a tudo e todos. Sem ofensa, mas mesmo com a manopla completa e o Thanos com 5 delas, nossas chances são mínimas.

Clint – Precisamos de mais poder pra vencer essa.

Ben (preocupado) – Não! Por favor, não vão comigo! Eu... Não poderia aceitar...

Natasha (se agachando) – Ben, está tudo bem. Não precisa se preocupar com a gente.

Clint – É, a gente decidiu fazer isso. Vamos conseguir a Joia – Fitou Azmuth - Eu vou conseguir ela.

Azmuth (preocupado) - Mas em troca-

Clint – Sabemos, mas não importa que o preço seja a minha vida. Se minha família conseguir viver em um Universo livre do Thanos, eu sacrifico minha vida quantas vez for necessário.

Natasha (concordando) – E desistir está fora de questão – Olhou para Ben – Preciso que entenda, Ben. Nós somos seus amigos e companheiros. Se um Vingador precisa de ajuda, vamos ajudá-lo.

Ben (cabisbaixo) – Tá... Obrigado...

Azmuth – Argh! Espero que realmente essa loucura valha a pena ser feita...!

Clint (indo até as escadas da nave) – Bom, se vamos viajar, a hora é essa.

Natasha (idem) – Vamos, Ben. Azmuth, avise aos outros disso.

Azmuth – Ok – Fitou Ben, e ele estava cabisbaixo – Ben, você não precisa levá-los se quiser...

Ben – É que... Se algum deles acabar se sacrificando no meu lugar, eu não conseguiria aceitar. Seria minha culpa de novo... Alguém teria morrido por causa do Omnitrix e por minha causa.

Azmuth (sábio) – Acredito que uma das maiores características de um verdadeiro herói esteja justamente no fato de ele carregar um peso gigante em suas costas – O garoto se demonstrou inseguro – Mas também, estar disposto a sacrificar a si mesmo para o bem de todos – Começou a voltar para a Base – Faça o que achar melhor, Tennyson. A escolha definitivamente é apenas sua...

O galvaniano então usou um teleporte com outro aparelho em sua cintura, voltando para dentro da Base e deixando Ben sozinho no gramado, a refletir sobre aquelas palavras. Tudo que havia lhe sido dito de certa forma era verdade. As virtudes de um herói eram estar disposto a tudo para salvar as pessoas, mas também conviver com um determinado peso em suas costas. Aquilo o fazia pensar em possibilidades nada agradáveis com a adição de Clint e Natasha a sua missão, mas ainda sim, Ben já sabia o único caminho para impedir que mais tragédias ocorressem para todos. Max com certeza ficaria abalado, e o garoto esperava que um milagre acontecesse para que seu avô pudesse entender seus motivos. E assim, ele foi para dentro da nave, pronto para ir a Vormir. Subiu as escadas e assim que chegou na cabine, se sentou na cadeira mais próxima, vendo Clint e Natasha ativando os comandos, como se já soubessem quais fossem os certos para ativar o veículo. O pequeno localizador no centro tinha o planeta traçado já em rota, e logo, a nave começou a se erguer no ar, sendo ativada. O arqueiro ficou espantado, mas logo deu um sorriso, passando a usar os controles de movimento para levar o veículo até os céus em uma velocidade incrível. Chegando na estratosfera do planeta, Natasha então olhou para um botão do seu lado esquerdo, com um símbolo de tubo e uma nave adentro, aparentemente já sabendo do que se tratava. Os três heróis se entreolharam, com certa preocupação percorrendo seus corpos. Podia não parecer, mas todos eles estavam receosos, pois sabiam que um deles não voltaria. Era difícil ter que aceitar aquilo, e não havia outra escolha. Era tudo ou nada naquele momento, uma jornada apenas de ida para um, e de angústia para os dois que sobrevivessem ao ritual.

Clint – Última chance pra alguém desistir. Vocês concordam?

Natasha (decidida) – Sim.

Ben (preocupado) - ...

Clint – Ben, tá tudo bem se não quiser ir. Nós podemos voltar e vamos eu e a Nat apenas.

Ben (preocupado) – Não. Eu vou sim. A Joia da Alma e tudo que aconteceu é minha responsabilidade. Eu tenho que ir junto, por obrigação moral.

Clint (assentindo) – Ok. Vamos lá então.

Natasha – Se segurem. Isso aqui deve balançar bastante – Clint e Ben assentiram, e ela apertou o botão do hiperespaço, com a rota traçada para Vormir.

Respondendo ao comando, a nave entrou no tubo de hiperespaço, passando a usar os pontos de salto mais próximos para atravessar a galáxia a uma velocidade extremamente alta. Nenhum dos três tinha viajado de uma maneira assim, nem mesmo o próprio Ben, que já foi a outros planetas várias vezes. As cores presentes enquanto voavam pelo cosmos iluminavam seus olhos, quase os hipnotizando pela magnitude de tudo aquilo que estava acontecendo. Eram milhares de anos-luz de tempo-espaço se desdobrando diante do trio, mas logo aquele evento se acabou. O destino já estava a frente do pequeno grupo.

Vormir

Deixando que o espaço infinito voltasse a aparecer ao redor, as centelhas de luz brilhantes ao fundo voltavam a emitir sua luz. Porém, havia algo que se destacava a frente deles. Um planeta escuro, iluminado por uma fonte de energia rubra saindo de sua ponta e também levemente pela luz da estrela mais próxima, coberta por outro corpo celeste mais próximo. Todos ali dentro estavam impressionados com a magnitude do horizonte a sua frente. Era lindo ver aquilo, por mais preocupante que a missão fosse. Nisso, Ben se levantou, indo até o vidro da nave, onde Clint também se levantava junto com Natasha para observar mais de perto. Era realmente muito impressionante estar diante de um lugar como aquele.

Ben (surpreso) – Caramba...

Clint – Se estivéssemos sob outras circunstâncias, isso aqui seria incrível.

Natasha – É... Hora de recuperar seu brinquedinho, Ben.

A missão particular de Ben Tennyson para recuperar a Joia da Alma estava começando, com o acompanhamento inesperado de Clint Barton e Natasha Romanoff. Ambos estavam determinados a pagarem o preço para salvarem seus entes-queridos e assim terem mais chances de acabarem com Thanos de uma vez por todas. Porém, eles precisavam ser rápidos, mais do que nunca antes.

Base dos Vingadores

Enquanto o pequeno grupo chegava até Vormir para recuperar a Joia da Alma do presente, o resto dos sobreviventes continuava próximo ao laboratório, onde a manopla para as Joias do passado estava sendo construída. Seus estágios eram já os finais, mas o grupo de cientistas, formado por Tony, Tails, Rocket e Professor Hulk, ainda precisava da ajuda de Azmuth, e ele havia saído há algum tempo. Todos estavam um tanto apreensivos para sua chegada, pois sabiam que o tempo era curto, mas Max se demonstrava preocupado com o sumiço de Ben. O garoto tinha dito que iria refletir em algum ponto e até aquele momento, não tinha voltado até a sala próxima ao laboratório. E então, quando menos esperou, o Encanador presenciou a chegada de Azmuth até ao seu lado, o deixando um tanto surpreso por aquele repentino aparecimento. Os demais que estavam próximos logo ficaram aliviados, e Professor Hulk se aproximou, pronto para levar o galvaniano para o laboratório ajudar na construção da manopla. Porém, ele parecia preocupado, em um misto de tristeza com receio. Aquilo incomodava Max. Sabia que alguma coisa tinha a ver com Ben e seu sumiço estranho.

Professor Hulk – Ah, aí está você, Azmuth – Estendeu sua mão – Vem, precisamos de você no laboratório.

Azmuth – Claro. Mas, precisam saber de uma coisa.

Max (desconfiado) – O que você fez com o Ben dessa vez, Azmuth? – Todos na sala ficaram surpresos com a fala de Max – Eu sei que você e ele acabaram fazendo alguma maluquice. Demoraram demais para voltar, e o meu neto não voltou até agora.

Professor Hulk – Max, fica calmo. Mandamos Clint e a Nat para chamá-lo. Logo, eles devem-

Max – Doutor, agradeço sua preocupação, mas eu sei que quando Ben não volta logo, é porque aconteceu algo sério.

Azmuth (receoso) – Sim, Max. Você está certo com suas suposições, e eu já espero que não vá gostar do que aconteceu. Nenhum de vocês vai.

Max (preocupado) – E o que aconteceu?

Azmuth - ...

Steve (de longe) – Azmuth...!

Azmuth – Ben, Barton e Romanoff pegaram a minha nave emprestada, e a usaram para ir aos confins mais sombrios da galáxia... Ao planeta Vormir.

Com aquela bombástica informação, todos os presentes ali próximos ficaram completamente boquiabertos, principalmente Tails, Max e Professor Hulk. Ninguém ali esperava que o Azmuth fosse capaz de fazer algo como aquilo. Mandar um trio para um sistema estelar nos confins da galáxia era quase como suicídio, ainda mais se não era compartilhado com os demais membros da equipe. Porém, Max e Tails tinham um outro motivo para se preocuparem com aquilo. Vormir. Já tinham ouvido aquela palavra alguma vez em suas vidas. Mais precisamente, quando viajaram a Galvan Prime de 2014 e tiveram uma conversa com o Azmuth daquela linha do tempo, descobrindo os motivos de sua personalidade fechada. Ele e sua esposa Xeneth haviam ido a Vormir para conseguirem a Joia da Alma, a fim de finalizarem o Omnitrix e concluir o desejo de ambos de unir as espécies da galáxia com o aparelho. No entanto, o preço a ser pago para conseguirem acabou sendo caro. A vida da galvaniana. Sabendo daquilo, os dois que se encontravam naquele lugar logo se demonstraram extremamente preocupados. O Encanador, por sua vez, também tinha um misto de irritação. Por que teria Azmuth mandado seu neto, Clint e Natasha para uma missão suicida? Eles já tinham poder necessário para acabar com Thanos. Assim, logo ele extravasou.

Max (irritado) – Por quê?! Por que, Azmuth?!

Professor Hulk (preocupado) – Max, se acalme.

Max (irritado) – Não, Doutor! Não dá pra se acalmar numa situação dessa! Você não sabe no que isso vai dar!

Professor Hulk (surpreso) – C-como assim?

Azmuth (suspirando) – Eu tentaria esconder isso o máximo possível, mas fugir é inútil... Tails e Max já sabem do que vai acontecer, inevitavelmente...

Sonic – Tails, é verdade, amigão? – O menino-raposa apenas assentiu levemente.

Azmuth – Vejam bem. Cada Joia do Infinito tem seu papel no Universo, extremamente fundamental, mas de que adianta tudo isso se não há alma para viver nessa realidade. Por isso, a Joia da Alma tem um lugar especial entre as seis. Ela não pode ser conseguida como as outras, pois necessita de um ritual – Suspirou – Um preço altíssimo...

Professor Hulk (preocupado) – E que preço seria esse?

Max (sério) – Alma por alma... – Bruce ficou assustado, percebendo do que se tratava - Acho que dá pra entender onde queremos chegar...

Azmuth – Isso significa que dos 3, apenas 2 sairão com vida.

Todos (surpresos) – O QUÊ?!

Mais uma informação bombástica acabou sendo jogada pra cima dos heróis sobreviventes próximos dali, os deixando estáticos com aquilo. O que Azmuth estava dizendo era algo completamente inacreditável, em destaque para Professor Hulk e Steve, que ficavam preocupados com a possibilidade de Clint ou Natasha acabarem não voltando, mas também receosos com o que aconteceria caso Ben morresse. Era uma missão suicida mandar alguém ir recuperar a Joia da Alma, sabendo que a maneira de conseguir isso seria com a morte de alguém. Podia ser qualquer pessoa, mas justamente seus companheiros mais próximos... Aquilo deixava Bruce irritado com a situação, olhando para Azmuth, sem nem querer saber os motivos pelos quais ele teria feito aquela bizarrice de missão. Ele tentou avançar para cima do galvaniano, tomado pela raiva e emoção do risco que Natasha estaria correndo com aquilo. No entanto, Sonic usou da velocidade, usando de sua força também para parar o verdão com uma única mão.

Sonic – Calma aí, grandão. Não queremos ter uma briga desnecessária por aqui.

Professor Hulk (irritado) – Desnecessária? Ele tá mandando a Nat, o Clint e o Ben pra morrerem!

Sonic – Olha, eu não sei como você tá se sentindo, mas eu garanto que deve ter um motivo a mais pra isso. Eu duvido muito que o Azmuth tenha mandado eles, se o que Tails disse da viagem for verdade. Por favor, se acalma e vamos ver o que ele tem a dizer.

Max (de braços cruzados) – Por mais que eu esteja inconformado, eu concordo com o Sonic – Olhou para Azmuth – Pode explicar.

Azmuth – Pois bem. Eu avisei que ia procurar Ben, e o encontrei no terraço da Base. Ele disse que se achava um inútil para batalhar com Thanos e que mesmo com nossas forças, ainda seria difícil o derrotarmos, o que de certa forma é verdade.

Tony – Tá subestimando a gente, hein?

Azmuth – Continuando, eu conversei um pouco com ele, até que o Omnitrix apitou, dizendo que a fonte de energia voltou a Vormir. A missão dos Rangers foi completada, de algum modo – O grupo ficou surpreso, mas contente com a notícia – Thanos não tem mais a posse das 6 Joias do Infinito.

Rocket – Ah, beleza. Agora é só estalar os dedos e vaporizar ele do mapa.

Nebulosa – Não é assim tão fácil.

Gamora (decepcionada) – Infelizmente, as Joias concedem uma proteção contra ataques invisíveis como estalos ou qualquer outro movimento invisível. Deveremos ter uma luta justa.

Azmuth – O que Gamora diz é verdade. Nossas chances de vencer são pequenas mesmo assim. Eu aconselhei Ben a pegar a Joia da Alma, mas não o mandei. Deixei a escolha com ele, e ele aceitou. Assim que chegamos no gramado, onde minha nave se encontrava, Barton e Romanoff apareceram, descobrindo nosso plano. E mesmo contando sobre os riscos, eles aceitaram por vontade própria. Eu não podia fazer nada para detê-los, portanto, apenas dei uma última escolha para Ben antes de partir, mas ele foi junto.

Max (preocupado) – Argh... E agora?

Professor Hulk (idem) – A Nat foi mesmo sabendo que pode morrer... Por quê?

Steve – Desde que tudo isso começou, ela sempre quis fazer de tudo para trazer todos de volta... Só não sabia que iria a esse ponto...

Marinette – M-mas e agora? O que vamos fazer? Ficar aqui esperando quem vai se dar mal nisso?

Tails – Não temos outra escolha. Assim que finalizarmos a manopla, vamos atrás do Thanos com uma assinatura de energia mais precisa das Joias, e vamos precisar de todo mundo.

Azmuth – Vamos finalizar a manopla, Banner. E... Torcer para que, de alguma forma, eles consigam sobreviver.

Professor Hulk (assentindo) – Ok... – Estendeu sua mão, e Azmuth pulou – Olha, me desculpa por ter surtado.

Max – Eu também, Azmuth.

Azmuth – Não se preocupem. Tinham razão em desconfiar de mim, mas agora, não podemos perder tempo. Com a missão dos Rangers completa, é provável que Thanos saiba que iremos atrás dele. Temos que ser rápidos.

E então, os dois se retiraram para o laboratório, deixando o resto do grupo apenas a refletir sobre o fato de que teriam de se despedir de um de seus companheiros. Custe o que custar. Era a frase que Steve dissera antes da viagem do tempo, e parecia que Ben, Clint e Natasha estavam dispostos a levar aquilo ao limite, apenas para permitir mais chances dos heróis finalmente triunfarem sobre Thanos. A missão mais arriscada da vida dos três, mas que seria essencial para o futuro de tudo que estava por vir. E enquanto toda essa discussão acontecia, essa missão parecia já ter se iniciado nos confins da galáxia.

Vormir

A nave já tinha pousado sobre a superfície do planeta. Ao saírem, Ben, Clint e Natasha logo se depararam com o horizonte sombrio, iluminado levemente pela luz da estrela, mesmo que ela estivesse sendo coberta em sua maior parte. Ainda sim, conseguia-se enxergar ao redor. Eram dunas e dunas de areia e poças de água rondando tudo no caminho, deixando o trio um tanto confuso com o ambiente. Não parecia haver nenhum sinal de civilização ou até mesmo de vida naquele planeta, deixando o pequeno grupo ainda mais preocupado com a missão, mas todos sabiam que não podiam voltar atrás. Não num momento como aquele. Iriam recuperar a Joia a qualquer custo, mesmo sabendo que um deles iria ter que fazer o sacrifício derradeiro. Logo, caminhando um pouco, olharam para a grande montanha presente ali próxima. De alguma forma, os três sentiam que o que procuravam estava lá. Era um grande cume. Mais de 300 metros, o que os deixava um tanto preguiçosos para subir tudo aquilo, mas logo Ben ativou o Omnitrix, e o único ícone disponível apareceu.

Natasha – Ben, sabe que é sua última transformação, né?

Clint – Se o seu alien não for útil, vamos ter que andar uns 300 metros pra cima.

Ben – Eu sei, mas esse aqui vai resolver as coisas. Tá na hora de ficar Gigante!

O garoto bateu no Omnitrix, gerando um clarão verde e cegando os dois companheiros temporariamente, mas eles logo conseguiram ver uma sombra crescendo cada vez mais. Era um ser com mais de 70 metros de altura, o alienígena mais poderoso de Ben, o Gigante. Então, ele agarrou Clint e Natasha com uma única mão, mas não usando força para acabar não os esmagando. Rapidamente, deu um super-salto até o topo da montanha, tendo avistado um caminho quase no topo e jogou os dois espiões para essa estrada. Por sorte, acabaram caindo no chão, mas não se machucaram. Logo que viu que estavam bem, Gigante deu outro salto, e o Omnitrix rapidamente começou a apitar, e então o fez voltar ao normal quando estava bem acima do caminho da montanha. Ben começou a cair descontroladamente, surpreso pela transformação ter acabado tão rápido e sabendo que seus aliens não estavam mais disponíveis.

Ben (desesperado) – AAAAAAAHHHH!!! – Parou de cair, olhando para Clint segurando sua camisa – Ah, muito obrigado! Achei que fosse morrer nessa!

Clint (colocando o garoto no chão) – Tranquilo, garoto. Agora vamos chegar até aquela Joia.

Natasha (sentindo frio) – Cara, como o Azmuth e a esposa dele sobreviveram a esse frio?

Clint – Bom, eles são sapos evoluídos, então não duvidaria nada.

Ben – Tecnicamente, eles não são sapos.

Natasha – Tanto faz o que eles são. Ainda duvido.

??? – Bem-vindos – Ao ouvirem a voz ecoante, os três ficaram em posição de alerta, com Clint apontando uma espada, Natasha com suas pistolas e Ben apenas ameaçando com os punhos – Clint, filho de Ediff; Natasha, filha de Ivan; Ben, filho de Carl – Se entreolhando, eles apenas se aproximaram do ser.

Natasha (ameaçando) – Quem é você?

Ben – E por que fica sua voz fica ecoando desse jeito?

??? – Considerem-me um guia. Para vocês e todos que buscam a Joia da Alma, que acabou de retornar ao seu lugar após longos anos.

Natasha – Ah, legal. Então leva a gente até ela e a gente sai daqui.

Ben (preocupado) – Mas e o preço?

??? – Ah, senhorita – A figura nas sombras sai, se revelando como Johann Schmidt, o Caveira Vermelha, dado como morto na sua batalha com o Capitão América – Se fosse assim tão fácil...

..

Não tendo outra escolha, o pequeno grupo passou a seguir o Caveira Vermelha pelo caminho até o topo da montanha, e não demorou muito até que chegassem a uma plataforma, com um aro de pedra gigante e a beira de um precipício. O coração de cada um ali começava a ficar acelerado a cada passo dado para frente, mas nenhum ali deixava demonstrar o medo que sentiam no momento. E então, pararam abaixo do aro, onde o guardião da Joia ficou de lado, dando espaço para o trio de heróis observar o que acontecia. Natasha parou a frente do penhasco, o observando com Clint e Ben. Se assustaram com a altura.

Caveira Vermelha – O que procuram está a sua frente... Assim como o que temem.

Natasha (séria) – A Joia está lá.

Ben (preocupado) – Acho que eu já entendi qual seria o preço...

Caveira Vermelha –Para conseguir realmente o que procuram, é necessário um sacrifício... Mas não um sacrifício normal...

Ao ouvir aquelas palavras, Ben se assustou. E então, o garoto se sentou, em choque pela revelação. Mesmo quando quer, não poderia fazer nada para ajudar, e ainda por cima, estava certo que ele teria de carregar a culpa da morte de um dos dois companheiros em suas costas. Estes acabaram se distanciando, para conversar com o Tennyson.

Clint (acenando) – Então, é... Legal hehe – Olhou para Natasha e Ben – E agora? Vai ver ele tá inventando.

Ben (preocupado) – Eu espero que esteja...

Clint –Ninguém mais sabia o nome do seu pai?

Natasha (refletindo) – Eu não... Azmuth amava a Xeneth, e saiu daqui com a Joia, mas sem ela... Não é coincidência com as falas do guardião – Se lembrou da frase de Steve – Custe o que custar.

Clint (olhando para o penhasco) – Custe o que custar.

Ben (preocupado) – Custe o que custar – Natasha se levantou, e Ben também.

Natasha – Sem a Joia, o pessoal terá menos chances de vencer o Thanos.

Clint (sério) – É... Acho que nós dois sabemos quem tem que ir.

Natasha – É...

Ben (se aproximando do penhasco) – Eu vou – Os dois companheiros o fitaram, surpresos – Desde que ganhei o Omnitrix, eu nunca fiz algo que realmente prestasse com ele. Cometi tantas bobagens... Eu não mereço essa vida de herói. Talvez se eu... Pular... Eu possa me perdoar pela Gwen... – Se sente agarrado – Hã?

Natasha (preocupada) – Ben, não. Não vamos deixar isso acontecer.

Ben (preso) – Não! Me deixa ir! Eu tenho! – Natasha o puxou para perto – Por favor... E-eu preciso fazer isso...!

Clint – Me desculpa, mas não vamos arriscar perder uma criança em nossas mãos. Eu sei que o peso vai ser grande, mas isso vai ajudar todo mundo. Te ajudar a salvar o Universo. Deixe isso com nós dois.

Ben (negando) – Não! Eu não vou deixar ninguém mais morrer! – Tentou se libertar, mas Natasha atirou um ferrão elétrico, deixando o garoto no chão.

Natasha – Desculpa, Ben, mas eu não posso deixar – Clint segurou sua mão, e ela retribuiu, fitando seu amigo.

Clint (sério) – Bom, acho que não estamos falando da mesma pessoa, Natasha.

Natasha (confessando) – Nesses 2 meses eu tentei só uma coisa. Fazer o possível para trazer todo mundo de volta e ajudar a derrotar o Thanos.

Clint – Ah, não vem com essa de discursinho pra mim, Nat...

Natasha – O que você acha que eu quero? Eu tô tentando salvar a sua vida, idiota.

Clint – Mas eu não quero que faça isso – Os dois se entreolharam, com a emoção subindo e até fazendo Clint lacrimejar – Natasha, você sabe o que eu fiz... O que eu me tornei.

Natasha (lacrimejando) – Eu não julgo as pessoas pelos seus maiores erros.

Clint (idem) – Mas devia.

Natasha – Você não julgou...

Clint (assentindo) – Você é muito mala, sabia?

Completamente tomados pela emoção de se despedirem um do outro, Clint e Natasha encostaram suas testas uma na outra. Sua amizade havia se estendido ao longo de vários anos, começando há muito tempo atrás, quando o arqueiro fora enviado para assassinar a russa. Um pedido da S.H.I.E.L.D., devido a letalidade da mulher, mas Clint a poupou, logo a fazendo entrar para a agência internacional e se tornar uma boa pessoa. Os dois se tornaram melhores amigos desde então, saindo em várias missões, incluindo a famigerada missão de Budapeste, a mais lembrada pela dupla. Quando Loki apareceu, Natasha não tirava da cabeça seu único pensamento de salvar seu amigo do controle mental do Deus da Mentira, além de proteger seu segredo sobre sua família escondida. Porém, quando soube de suas chacinas no Japão nos últimos 2 meses da vinda de Thanos, novamente seu objetivo se tornou trazer de volta Barton. Era mais que uma amizade comum. Era um laço quase de irmãos, que estava prestes a se romper com o sacrifício de um dos dois. E então, eles separaram as testas, preparados para aquilo.

Clint – Ok, venceu – Deu um pontapé em Natasha, a deixando no chão – Diz pra minha família que eu os amo.

Natasha então deu um soco em Clint, também aplicando uma joelhada dupla para o tirar de cima e então se levantar, apontando seus ferrões contra ele.

Natasha – Por que não diz você? – Atirou contra o peito de Clint, o fazendo grunhir pelo choque.

Ela se virou para o penhasco, passando a correr em sua direção para pular. Sabia que precisava arriscar tudo se quisesse trazer normalidade ao Universo novamente, mas Clint não estava disposto a perder, se livrando do ferrão e sacando uma flecha explosiva. Ele atirou contra Natasha, explodindo ao seu lado e a jogando contra algumas raízes próximas. Logo, o arqueiro jogou o arco e a espada para longe, passando a correr na direção do penhasco enquanto a espiã se recuperava, vendo seu melhor amigo a fitando. Barton deu um salto, e aquele parecia ser o seu fim. Um pouco longe, Ben se livrava dos ferrões, ficando preocupado ao ver os dois brigando e correndo até lá. Natasha, logo que Clint deu o salto, pulou em sua direção, o agarrando em pleno ar e deixando que os dois caíssem precipício abaixo. No entanto, a ruiva usou um gancho para fincar o arqueiro na parede, prendendo a corda a sua cintura enquanto ele a segurava para não cair. Porém, o gancho se soltou, sendo agarrado por Ben com toda a força para manter estável. O garoto claramente já sabia que não poderia fazer nada além de assistir, ficando trêmulo com aquilo. Não poderia ajudar ninguém, nem quando mais precisavam. No penhasco, Clint tentava puxar Natasha para cima, mas sem sucesso, o deixando desesperado.

Clint (desesperado) – Nat, não faz isso – Tentou usar sua outra mão para puxá-la, mas percebia que Ben ficava com dificuldades devido a isso, o que o deixava mais desesperado ainda – Por favor...! Espera! – A mão de Natasha começou a escorregar.

Natasha (aceitando) – É a minha hora...

Clint (negando) – Não... Por favor, não!

Natasha (assentindo) – Eu tô tranquila...

Clint (desesperado) – Não! – Natasha derramou uma lágrima, sorrindo – Não...

Sorrindo, Natasha apenas pegou impulso na montanha, pulando para trás e se jogando penhasco abaixo, deixando Clint desesperado, negando ao ver sua melhor amiga caindo. Ben também ficou em choque, derramando uma lágrima ao ver que mais uma pessoa tinha morrido para ajudar a sua causa. Mais alguém havia morrido por causa do Omnitrix. Um peso enorme caiu sobre o jovem Tennyson, que se esforçava para não derrubar o outro companheiro ainda na montanha. No altar no solo, jazia o corpo morto de Natasha Romanoff, que havia feito o sacrifício supremo para recuperar a Joia da Alma para o Omnitrix, tendo feito isso para que os seus amigos conseguissem ter mais chances contra Thanos. O ar frio cobria a visão daquilo, enquanto sangue escorria de sua cabeça. O ritual estava completo, e o aro no topo da montanha liberou uma energia aos céus, deixando que eles iluminassem tudo e causassem um apagão ao redor.

Após aquilo tudo, Ben e Clint estavam deitados, um do lado do outro, sobre uma das poças de água presentes próxima a nave de Azmuth. Eles logo acordaram, se lembrando de tudo e ficando assustados ao verem que não estavam mais na montanha. E então, o garoto olhou para sua mão direita, a esquerda do arqueiro, onde um brilho laranja era emitido. Ele a abriu, vendo que a Joia da Alma estava em sua posse mais uma vez. Aquilo o fez dar um leve sorriso, mas então, se lembrou de Natasha, e de seu sacrifício. Clint chorava devido ao fato de ter perdido sua melhor amiga.

Clint (devastado) – Ah, não... – Bateu na água várias vezes – Por que não fui eu? Por quê?

Ben (triste) – Droga... É tudo minha – Se lembrou de algo.

“Acredito que uma das maiores características de um verdadeiro herói esteja justamente no fato de ele carregar um peso gigante em suas costas, e também na capacidade de se sacrificar para salvar aqueles que ama...”

As palavras de Azmuth acabaram voltando a sua mente bem no momento em que ia novamente se culpar pelo que tinha acontecido com Natasha. O galvaniano mais uma vez tinha conseguido ser um sábio, impedindo Ben de continuar com aquilo. Tudo que aconteceu não era sua culpa, e sim o verdadeiro dever de um herói. Natasha havia se sacrificado para que o Universo pudesse ter mais chances de voltar ao normal, e não para satisfazer as vontades do garoto. Logo, este suspirava, percebendo o que devia fazer. Olhou para Clint, se aproximando dele para consolá-lo da morte da companheira de equipe. Ambos estavam sentindo uma tristeza imensa em seus corpos, sem saber o que fazer.

Ben (triste) – Ei.

Clint (chorando) – Que que você quer, carinha? J-já conseguiu a Joia... Me desculpa... Eu acabei te fazendo ver o que aconteceu com ela... Uma criança não deveria passar por isso..

Ben – Cara, tá tudo bem.

Clint – Não, não tá! – Ben ficou cabisbaixo – Minha melhor amiga... A única que se importou comigo quando eu tava causando uma chacina... A Nat se jogou por mim. Deu a vida por uma droga de Joia! – Percebeu que foi rude – Ah, me desculpa, Ben... É que...

Ben (com a mão no ombro de Clint) – Tudo bem. Olha, eu também estou sentindo o que aconteceu. Eu não queria que ninguém morresse, mas não pude impedir. Eu sempre achei que fosse minha culpa, mas a Natasha só estava fazendo o dever de uma verdadeira heroína, e eu acho que ela não fez isso para que nós ficássemos aqui nos lamentando. Nossos amigos precisam de nós. Vamos honrar a memória da Nat derrotando o Thanos. Ela se sacrificou para que pudéssemos ter uma chance.

Clint (lacrimejando ainda) – Eu sei, m-mas... Sem ela...

Ben – Cara, você disse que queria faria de tudo para conseguir sua família de novo, né? – Clint o fitou, um tanto surpreso enquanto mais lágrimas escorriam – Faça o sacrifício da Nat valer a pena para que eles possam viver num Universo livre do Thanos, como você falou na Base.

Em meio a imensa tristeza percorrendo seu corpo, Clint começou a pensar sobre as palavras que Ben havia acabado de lhe dizer. Ele tinha uma certa razão. Natasha sempre havia demonstrado, desde que tudo aquilo começou, o desejo de fazer de tudo para que as pessoas pudessem viver em um mundo onde Thanos não poderia mais atacá-los. Seu sacrifício era a prova viva disso. A ruiva realmente tinha ido até as últimas consequências para que a realidade continuasse a ter uma chance de existir. Porém, por mais que fosse doloroso conviver num mundo sem sua melhor amiga, Clint se levantou, limpando as lágrimas. Ainda estava triste, com certeza, mas sabia que havia outras pessoas que precisariam de sua ajuda no momento. Natasha não morreria em vão, e aquilo era uma promessa. O arqueiro olhou para Ben, e deu um leve sorriso, assentindo antes de começar a voltar para a nave.

Clint – Coloque esse troço no seu relógio e vamos voltar. Eles precisam de nós.

Ben – Tá. Omnitrix, abrir compartimento central – O relógio obedeceu, e Ben retirou o chip contido ali dentro, o jogando na água – Certo, vamos lá – Com a Joia da Alma em mãos, o garoto a recolocou no compartimento interno. O Omnitrix voltou ao normal enquanto uma luz verde era emitida – De volta ao jogo, dessa vez.

Clint (na ponta das escadas) – É bom ter um alien voador, porque eu vou deixar você aqui senão vier logo.

Assustado com a ameaça, Ben logo deu meia volta, chegando até onde Clint estava e subindo as escadas da nave rapidamente. Os dois conseguiram chegar a cabine em pouco tempo, se ajeitando em seus lugares e também deixando o de Natasha vazio, como forma de honrar sua memória. Usando os mesmos botões, o arqueiro conseguiu fazer o veículo se erguer nos céus, apontando para o espaço e voando até a estratosfera novamente. Com isso pronto, ele assentiu para Ben, que saiu de seu assento, indo até a cabine e traçando a rota de volta ao planeta de onde saíram. A Terra já estava ao alcance da dupla, e logo, o garoto apertou o botão da viagem entre saltos. Quase não teve tempo de voltar ao seu lugar antes que a nave entrasse na velocidade da luz e começasse a voltar para o Sistema Solar. As coisas estavam começando a esquentar cada vez mais.

Base dos Vingadores

Com a pequena missão terminada, Clint e Ben começavam a voltar para a Terra, com a Joia da Alma em posse e também com a notícia triste do sacrifício de Natasha. Porém, enquanto não chegavam, o restante dos heróis sobreviventes na Terra se preparava para algo ainda maior. Graças a revelação de Azmuth sobre o sucesso do plano dos Rangers, todos sabiam que precisavam trazer metade do Universo de volta o quanto antes para assim terem mais chances contra Thanos. Aquela altura do campeonato, o Titã Louco já saberia que seus inimigos se preparavam para uma revanche, e com apenas 5 Joias em mãos, seus exércitos estariam o reforçando. Necessitavam de força máxima para combater a ameaça final do vilão. No momento, no laboratório, Tony controlava alguns pequenos aparelhos a distância com sua mão, sendo acompanhado de Professor Hulk, Tails, Rocket e Azmuth. Os cinco estavam sérios, e o bilionário posicionou os mecanismos com as Joias do passado, os direcionando a manopla de nanotecnologia presente a frente. Assim que as Joias se aproximaram, a luva formou buracos que se encaixassem, e então, elas foram colocadas ali, finalizando a Manopla Stark. Tony suava, e logo deu um sorriso, igualmente ao resto.

Rocket – BU! – O resto do grupo se assustou, olhando o guaxinim com irritação – Hehehe...

Tails – Tá na hora, então.

..

A Manopla Stark então era analisada sobre um pedestal, com um laser passando sobre suas camadas enquanto os heróis se reuniam ao redor. Todos estavam com seus respectivos uniformes, com exceção de Tony e Thor, vendo o bilionário e Rocket conseguirem os últimos ajustes para o objeto. Tudo ocorria normalmente, até que duas figuras conhecidas atravessaram a porta do laboratório, deixando o grupo surpreso, mas aliviado ao verem quem eram. Clint Barton e Ben Tennyson haviam conseguido voltar até a Base dos Vingadores, tendo pousado há 2 minutos e pouco depois dos heróis se reunirem. Porém, logo acabaram notando algo errado, ficando preocupados enquanto os outros dois companheiros apenas trocavam olhares tristes.

Rena Rouge – Espera, tá faltando alguém, não é?

Professor Hulk (preocupado) – Clint, Ben, cadê a Nat? – Os dois negaram com a cabeça.

Aquilo deixou todos dentro da sala em completo choque devido ao que aquele gesto significava. Vormir era o local da Joia da Alma, e para consegui-la, necessitava-se de um sacrifício. As explicações de Azmuth sobre o lugar pairaram sobre a mente do grupo novamente, os fazendo lembrar e perceberem o que realmente havia acontecido naquela pequena missão. Bruce não podia acreditar. Seus olhos transmitiam o mais puro choque de realidade que já teve em toda a sua vida, juntamente do início de uma tristeza enorme. Natasha tinha sido uma das principais causadoras de sua mudança, tanto como Banner como Hulk. Ela tinha sido importante em sua vida, mas aquela revelação, mesmo que cogitada, estava sendo demais. Professor Hulk não podia acreditar no que ele ouviu, ele não queria acreditar na inevitável realidade a sua frente. Natasha Romanoff, a Viúva Negra, estava morta. Aquilo deixava todos cabisbaixos, lamentando a perda. Ben era consolado por seu avô, com o peso daquilo em suas costas.

Professor Hulk (triste) - Não, não, não - Ele falou se sentando no chão e derramando algumas lágrimas – Não! A Nat não...!

Clint (idem) - Ela... era para ter sido eu. Ela me impediu. Era... – Thor tocou em seu ombro, apenas fechando os olhos – Por quê...?

Ben – Devia ter sido eu... Ah, é tudo minha culpa.

Steve (se segurando) - Não era pra ter sido nenhum dos dois. Thanos causou isso ao Universo, e matou vários de nossos companheiros, por um plano doentio. Desde então, Romanoff nunca desistiu nem por um segundo de achar uma chance de trazê-los de volta – Ficou cabisbaixo – Sei que parece não ser o momento, mas ninguém tem culpa de nada aqui.

Professor Hulk  (se levantando) – É difícil de acreditar, mas tem razão, Capitão. Foram motivos nobres que fizeram com que as duas das mulheres mais honráveis do Universo... - Ele falou essa última parte olhando para Azmuth - ... dessem suas vidas para conseguir essa Joia e ajudar a população - O esverdeado se levantou e limpou as lágrimas que caiam de seus olhos - Não vamos deixar que seja em vão. Vamos construir essa manopla, vamos trazer todos de volta e vamos matar aquele filho da puta.

Gamora (sorrindo) – Falou bonito.

Sonic – Como eu esperava alguém falar isso?

Rocket – Ok, vamos fazer pela ruivinha. Mas a questão que fica é: Quem vai estalar os dedinhos?

Thor (se aproximando) – Eu. Deixa comigo aqui.

Tony, Steve, Scott e Steven (impedindo) – Opa, opa, opa!

Thor (confuso) – Mas o que é isso?

Steve – Olha, não decidimos quem vai colocá-la ainda.

Steven – É, cara. Se acalma aí.

Thor – Ah, legal. Então, o que faremos? Ficar esperando o Thanos vir nos atacar? – O grupo revirou os olhos – Escutem, EU sou o Vingador mais Forte.

Sonic (desconfiado) – Desde quando, meu chapa?

Scott (confuso) – Não é melhor discutir? Um jokenpô, sei lá.

Sonic (sorrindo) – É assim que o Goku, eu, o Vegeta e o Shadow decidimos no meu mundo.

Thor (confiante) – Olha, essa responsabilidade é minha – Tony o impediu de chegar mais perto.

Tony – Normalmente, eu concordaria. Mas isso é diferente.

Thor (irritado) – Deixa eu fazer. PARA, DEIXA EU FAZER! – Segurou a camisa de Tony, desesperado – Por favor, me deixa fazer. Desde que tudo começou, eu não fiz uma única coisa honrada, Stark. Me deixe ter essa chance agora.

Tony (sério) – Olha, não é só o fato da luva estar canalizando energia que iluminaria um continente inteiro. É que... Você não tá em condições.

Sonic – Mas eu estou! – O grupo olhou para o ouriço, que pegou a Manopla em um piscar de olhos – Deixa comigo essa!

Todos (preocupados) – Não, não, não.

Sonic – Eu consigo!

Tails (desesperado) – NÃO! – Ficou a frente do seu melhor amigo, ativando seu canhão – Tenta pôr a Manopla e eu atiro, Sonic! Você não vai fazer isso!

Sonic (sério) – Tails, eu – Reparou que a Manopla sumiu – Ah, cara.

Tails – Eu não vou arriscar perder mais um amigo se isso der errado!

Ladybug – Certo, então quem vai fazer.

Professor Hulk (decidido) – Eu vou – Todos o fitaram, e ele começou a se aproximar de Tails – Ver o que as Joias fizeram com o Thanos quando ele estalou os dedos... Destruíram seu braço esquerdo. Nenhum de vocês conseguiria aguentar.

Max – E por que você conseguiria, Doutor?

Professor Hulk – É um chute, mas a radiação das Joias é basicamente Gama. Eu acho que – Suspirou – Eu fui feito pra isso.

Os heróis então concordaram, vendo que não havia outra escolha a não ser entregar aquela responsabilidade para o esverdeado. Acreditavam em suas palavras sobre a Radiação Gama, pois era especialista na área. Logo, começaram a se preparar.

Porém, enquanto começavam a fazer isso, algo sinistro começava a acontecer sobre os céus da Base. Portais gigantes abertos pela Joia do Espaço apareceram, liberando que 10 Naves Santuário II atravessassem e enfim chegassem a Terra. Todo o exército de Thanos estava contido naquelas colossais naves, juntamente de sua Ordem Negra e as 5 Joias do Infinito que tinha em sua posse. O Titã Louco sorria ao ver que chegaram ao planeta azul novamente. Ele iria mostrar aos Vingadores seu real poder, mas algo acabou atiçando sua atenção. Uma energia familiar, e que o fez ficar irritado imediatamente. Era a energia das Joias do Infinito. Naquele momento, Thanos sabia que os heróis, de alguma forma, haviam conseguido ter a posse de seu mesmo poder. Fauce de Ébano se ajoelhou a sua frente.

Fauce – Meu senhor, chegamos ao nosso destino.

Thanos (sorrindo) – De alguma forma, aqueles patéticos heróis copiaram meu poder das Joias – Fauce se surpreendeu – Não fique surpreso, Fauce. Eles também recuperaram a Joia da Alma. Vamos ter todas em nossas mãos.

Fauce – Alguma ordem de imediato?

Thanos – Entregue nosso presente de boas-vindas...

O Titã Louco sorriu, sabendo o que estaria para acontecer com seus maiores inimigos, e também sabendo que não poderiam escapar do que se aproximava.

A chegada das naves ainda era desconhecida para os heróis no laboratório. Professor Hulk segurava a Manopla Stark em suas mãos enquanto o resto da equipe se preparava para o pior, chegando próximo. Tony se afastou, indo também se preparar para o que aconteceria. Todos sabiam que aquela era a única chance que tinham de reverter o estalar de dedos e trazer metade do Universo de volta a vida o quanto antes. Bruce engoliu seco, mas se demonstrou determinado.

Tony – Tudo bem aí?

Professor Hulk – É, acho que sim.

Tony (explicando) – Muito bem. Todo mundo que o Thanos desintegrou há quase 3 meses, traga de volta pro momento atual. E certifique-se daqueles que estavam em barcos, navios ou em algum veículo.

Professor Hulk – Já pensei nisso. Vamos nessa.

O esverdeado então olhou para sua direita, começando a ver a equipe de sobreviventes se preparando para o que estava por acontecer sob seus olhos. Capitão América preparou seu escudo; Homem-Formiga e Máquina de Combate ativaram seus capacetes; Thor protegeu Rocket com sua mão; Rexarts formou uma bolha gigante sobre ele, Ladybug e Rena Rouge; Sonic se transformou em Super Sonic, usando sua aura para proteger Tails, Gamora e Nebulosa; Ben preparou o ícone de Enormossauro para proteger Azmuth e Max; e por fim, Tony tocou duas vezes em seu reator no peito, ativando sua nova armadura, a Mark 85, e formando um escudo para proteger Clint. Todos estavam devidamente preparados. Nisso, Professor Hulk suspirou.

Homem de Ferro – S.E.X.T.A.F.E.I.R.A., faz um favor. Ativa o Protocolo Porta do Celeiro – Com o protocolo, a Base inteira foi fechada.

Professor Hulk – Todo mundo volta pra casa...

Preparando-se para colocar a Manopla Stark, a mesma, por ser feita de nanotecnologia, começou a se ajustar ao tamanho da mão do esverdeado, que foi colocando pouco a pouco. Até que com o objeto em sua mão direita, a energia surpreendente das Joias foi liberada pelas veias de seu corpo, fazendo Bruce cair de joelhos no chão devido a dor de segurar tamanho poder. E acabou não demorando muito para a energia começar a ser liberada cada vez mais, começando a fazer Professor Hulk gritar de dor. Aquilo deixou os heróis preocupados devido a situação do companheiro, principalmente ao verem que a energia das Joias pouco a pouco começava a destruir o tecido da roupa do esverdeado, juntamente de seu braço direito. Era realmente um poder inimaginável.

Rexarts (preocupado) – Ah, não vai dar bom.

Ladybug – O quê? Por quê?

Rexarts – É demais pra suportar! Até mesmo pro Bruce!

Thor (idem) – Tira a luva! Tira a luva!

Capitão América – Não, Thor! Espera! – Olhou para Bruce – Bruce, tá tudo bem? – O esverdeado continuou agonizando de dor.

Homem de Ferro – Fala comigo, Banner.

Professor Hulk (agonizando) – AAAAAHHH!!! – Controlou a dor um pouco – E-eu tô legal...

Max (surpreso) – Caramba!

Com toda a força de vontade do mundo, e sabendo que metade do Universo precisava ser salva, Professor Hulk deu dois fortes suspiros, erguendo sua mão direita enquanto sentia a dor de tamanha energia percorrendo seu corpo. Era um esforço absurdo, mas que ele pagou. E então, em meio a agonia, ele enfim conseguiu estalar seus dedos, provocando um rápido clarão. Após isso, Bruce acabou caindo no chão, largando a Manopla enquanto todo o grupo corria para ver seu estado. Clint até chutou a luva para longe.

Capitão América – Bruce!

Homem de Ferro (sem a máscara) – Não toquem nele – Passou um gelo no braço queimado do esverdeado, que segurava a mão de Steve.

Professor Hulk (com dificuldades) – Deu certo...?

Thor – A gente não sabe ainda.

Ben – Espero que tenha dado, né?

Enquanto todos os heróis checavam o estado de Banner, Scott começava a andar para uma janela próxima, onde uma árvore se encontrava em meio as portas se abrindo novamente. Precisava ver se realmente o plano havia dado certo. No laboratório, Clint ouvia um celular tocando em uma direção, olhando e começando a andar até lá, sem saber quem estava ligando. Ladybug, vendo de perto a situação de Professor Hulk, sentiu algo vibrando em sua cintura, vendo que era o seu celular-iôiô. Quando viu quem era, a emoção tomou conta de seu rosto, juntamente as pernas bambas. Sabine Cheng, sua mãe, estava ligando para ela. Aquilo a deixava completamente emocionada, mas a azulada teve força o suficiente para aceitar a ligação e então colocar o celular no ouvido, ainda sem saber o que dizer.

Sabine – Alô, Marinette?

Ladybug (emocionada) – O-oi, mãe...

Do lado de sua amiga, Rena Rouge deu um largo sorriso, vendo a felicidade novamente resplandecendo no rosto de Marinette. Eram quase 3 meses sem um sorriso daqueles. Na mesa, Clint observava o celular, vendo que era o seu. A pessoa que estava ligando era ninguém menos que sua esposa, Laura Barton, desaparecida no estalar de dedos de Thanos. Aquilo o fez ficar emocionado. O arqueiro então pegou seu celular, aceitando a ligação e começando a falar com Laura.

Laura – Clint?

Clint (quase chorando) – O-oi...

Observando a árvore, Scott logo notava que alguns passarinhos estavam voltando do pó, literalmente, gerando uma alegria contínua para os bichinhos. O ex-ladrão deu um sorriso. O esforço que fizeram não tinha sido em vão. Metade do Universo enfim estava de volta a vida, graças aos heróis sobreviventes, que lutaram até o máximo para que a paz voltasse.

Scott (feliz) – Gente, eu acho que deu certo...

A alegria de que o plano tinha dado certo era tanta, que nenhum dos heróis presentes naquela sala percebeu que o perigo se aproximava da Base. Deitado no chão, Professor Hulk olhou para a janela, vendo as Naves Santuário II e um míssil vindo na direção da instalação. Uma enorme explosão aconteceu, jogando todos para longe e causando um sério dano estrutural. Em seguida, a nave principal disparou mais 11 mísseis na direção de toda a instalação gigantesca dos Vingadores, destruindo tudo em seu caminho e até mesmo acabando com uma parte da floresta que cercava o local. O prédio principal acabou desmoronando, deixando que Máquina de Combate, Rocket e Professor Hulk caíssem em meio aos vazamentos de água, e Gavião Arqueiro despencasse até o sub-solo com a Manopla. E enfim, o último míssil atingiu o que restava da estrutura, causando uma grande explosão enquanto as naves pairavam sobre a agora destruída Base dos Vingadores.

Por debaixo dos escombros, Professor Hulk usava seu braço esquerdo para manter os escombros estáveis enquanto Rhodes e Rocket permaneciam presos em detritos. O esverdeado usava de toda a sua força, mas parecia que não ia ser o suficiente.

Rocket (desesperado) – Eu não consigo respirar! Eu não consigo!

Rhodes (analisando) – Isso aqui vai desabar ainda mais! – Desativou a armadura, saindo dela e indo até perto de Rocket.

Rocket – Eu não consigo respirar!

Professor Hulk – Rhodey, Rocky! Saiam daqui!

Ignorando o aviso do esverdeado, Rhodes rastejou até onde Rocket estava preso, pegando um pé de cabra próximo e o fincando debaixo do destroço. Usando toda força possível, ele conseguiu salvar o guaxinim ao empurrar o pedaço de metal para longe, o fazendo ficar aliviado. No entanto, o pior ainda estava por vir para o trio. Enquanto tentavam se recuperar, a água da Base começou a inundar tudo.

Professor Hulk – Gente!

O aviso acabou vindo tarde demais, pois a inundação engoliu Rhodes e Rocket, começando a se alastrar por todo o nível. Aquilo definitivamente era uma certeza de que a situação não estava nada favorável para o pequeno grupo. Alguns andares acima, sobre os destroços, Scott recobrava a consciência, já em sua forma minúscula e tentando entender o que estava acontecendo ao redor. Tudo pegava fogo e tinham destroços por todo lado, deixando o Homem-Formiga preocupado. Logo, ele ouvia Rhodes no rádio.

Rhodes – May Day, May Day. Alguém na escuta? Estamos no andar inferior e está inundando!

Scott (preocupado) – E-eu tô aqui. Eu tô aqui. Estão me ouvindo?

No sub-solo, sob alguns outros escombros, Clint Barton começava a acordar depois de cair vários metros até ali, tentando se recuperar da queda e até grunhindo para isso. Ao se levantar, retirou uma pedra de suas costas, se apoiando em alguns destroços próximos. Aquilo tinha o pegado de surpresa. Na verdade, pegou todos os heróis de surpresa. Ainda estava sendo difícil acreditar que haviam sido atacados, mas Clint conseguiu se levantar, pegando uma lanterna para ver se conseguia achar alguém por ali. Sua preocupação por conta do momento era grande.

Clint – Capitão? – Não teve resposta, desligando a lanterna – Ok, tenho que sair daqui.

Olhando para frente, o Gavião Arqueiro logo conseguiu ver, sob os escombros, a Manopla Stark parada bem ali, com as Joias do Infinito do passado. Então, soube que deveria levá-la para longe dali. Porém, ouviu um barulho estranho, dando alguns passos para trás e sacando uma flecha de luminosidade. Clint se virou, disparando seu armamento e iluminando o corredor as suas costas. Alguns Outriders espreitavam pela parede, observando a flecha os revelar ali e focando suas atenções no herói a sua frente. Este acabou ficando assustado ao ver a manada de alienígenas, guardando seu arco.

Clint – Então tá.

Ele então começou a correr, pegando a Manopla Stark consigo e iniciando uma verdadeira fuga dos Outriders pelos corredores do sub-solo. Era uma corrida pela vida a partir dali para o Gavião Arqueiro, que teria que usar de suas habilidades para escapar.

Ainda quase do lado de fora, Tony andava pelos destroços, encontrando os corpos desmaiados de Capitão América e Rexarts, tocando neles com um seu pé. Ambos acordaram na hora, ainda assustados pelo repentino ataque que sofreram com a destruição da Base. O bilionário se ajoelhou, carregando o escudo de Vibranium em um tom de brincadeira, embora a situação fosse séria.

Tony – Andem, acordem! – Steve o fitou – Capitão, se voltar a deixar cair, vai ficar pra mim.

Capitão América (surpreso) – O que aconteceu?

Steven (olhando ao redor) – Cara, que susto! O que causou isso?

Tony (sério) – Atiçamos um lobo solitário, e ele nos atacou com sua alcateia. Vamos. Precisamos sair daqui – Ajudou os dois companheiros a se levantarem.

O trio então começou a andar por entre os destroços da destruída Base, ainda se perguntando o que diabos estava acontecendo por ali, por mais que Tony já tivesse uma pequena noção. Eles logo conseguiram achar uma saída, onde Sonic e Thor se encontravam, sem nenhum arranhão após aquele ataque devastador das 10 Naves Santuário pairando sobre os céus negros. A dupla observava para baixo, com uma seriedade fora do comum preenchendo seus rostos. Aquilo fez Steve, Tony e Steven olharem na mesma direção, para o ser que provocou tudo. Thanos. Ele estava sentado sobre uma pedra, com uma espada de duas lâminas gigante plantada no chão e seu elmo em uma ponta. As 5 Joias do Infinito permaneciam em sua Manopla. Seu poder continuava imenso, apesar de não ser mais absoluto. Os cinco Vingadores então se juntaram, passando a observarem o Titã Louco de longe.

Tony (sério) – O que ele tá fazendo?

Thor – Absolutamente nada.

Sonic – Só vendo se as pedras da Base são tão boas quanto as que ele tem na luvinha dourada dele.

Steven (percebendo algo) – O braço esquerdo dele tá curado...

Steve – Ele veio até nós. Onde estão as Joias do passado? E o Ben?

Tony (apontando para baixo) – Debaixo de tudo isso. Perdemos contato com todo o resto da equipe.

Steve (sério) – É melhor que as Joias permaneçam assim.

Thor – Isso aí é uma armadilha.

Steven – Eu não me importo.

Sonic (batendo os punhos) – Vamos dar uma surra nele e tirar a manopla.

Thor (aliviado) – Tá bem. Era só isso que eu queria ouvir.

Os olhos do Deus do Trovão se eletrizaram, e as nuvens de chuva surgiram, juntamente do som de um raio ao fundo. Era sinal de que a batalha estava prestes a começar. E então, com seu corpo soltando inúmeros choques, começando a formar sua armadura de batalha, Thor abriu os dois braços e mãos. Um grande trovão caiu sobre sua cabeça. O Mjolnir e o Rompe-Tormentas vieram até a sua posse, e o deus agarrou suas duas armas enquanto sua capa vermelha surgia e voava, em uma aparência imponente. Os cinco Vingadores principais estavam prontos para a batalha final contra Thanos, a que prometia ser a mais épica de todas.

Thor (sério) – Vamos deixá-lo morto dessa vez.

E assim, eles começaram a andar pelos destroços, na direção do Titã Louco e seu imenso poder. Este continuava sentado sobre um escombro, segurando uma pequena pedra quando enfim viu a aproximação dos heróis, dando um leve sorriso. Eles haviam mudado muito desde a última vez em que se enfrentaram na Guerra pelas Joias do Infinito, mas não era o suficiente para intimidá-lo ou coisa do tipo. Sua loucura estava em um nível muito maior devido as próprias Joias. Ele queria sangue, queria batalha. Resolver as coisas num instante não teria mais graça sem uma boa luta.

Thanos (sorrindo) – Não conseguiram conviver com o próprio fracasso... Aonde isso trouxe vocês? – O grupo continuou se aproximando e ele abaixou a cabeça – De volta a mim – Os cinco heróis se separaram, parando em frente ao Titã Louco, que olhou para Sonic e Tony – Sempre achei que ao eliminar metade da vida, a outra poderia prosperar – Fitou Steve – Mas mostraram a mim – Olhou para Steven e Thor – Que isso é impossível. Enquanto houver aqueles que se lembrem do antigo mundo, haverá sempre aqueles que não aceitarão o mundo próspero que eu criei. Por isso, resistirão, e é isso que demonstraram.

Tony – É, a gente é teimoso mesmo.

Thanos (sorrindo) – Ah, eu agradeço, Stark. Porque agora, eu sei o que devo fazer – Jogou a pedrinha para longe e se levantou.

Sonic – O que você deve fazer? Que tal se render, tirar a manopla antes que leve uma surra da gente, hein?

Thanos – Bem que vocês iriam querer isso, não? – O ouriço engoliu em seco – Eu vou destroçar este Universo até o último átomo, graças a Joia da Alma e as outras Joias que coletaram pra mim.

Steven (assustado) – V-você sabe?!

Thanos (colocando seu elmo) – Com as 5 Joias que tenho em posse, eu consigo sentir outras Joias. Não acharam que iam me burlar desse jeito, né? – Steven ficou preparado, formando um escudo – Eu formarei então, um novo Universo – Retirou sua espada do chão, a observando – Repleto de vida, e que vai apenas agradecer pela prosperidade que eu lhes darei – Irritado, Thor energizou suas duas armas – Um Universo grato.

Capitão América (irritado) – Estará banhado em mortes!

Thanos – Eles nunca saberão – Tony estava furioso – Porque vocês não viverão para contar.

Confiante em seu triunfo verdadeiro sobre os Heróis Mais Poderosos da Terra, Thanos sorriu, ficando em posição de batalha e encarando seus inimigos com sangue nos olhos. Sua sede por sangue aumentara ainda mais, e aquilo acabou sendo o suficiente. Thor então deu um grito de guerra, avançando contra o Titã Louco com suas duas armas enquanto Homem de Ferro formava uma espada de nanotecnologia. Thanos usou a Joia do Espaço, jogando o herói para longe, usando sua espada para repelir o escudo de Capitão América e também o próprio Rexarts. Ele desviou do Mjolnir de Thor, dando um golpe em Steve Rogers com a espada, o jogando para longe. Logo em seguida, o Titã Louco chutou o Deus do Trovão contra um destroço, refletindo as rajadas de ki disparadas por Super Sonic.

A maior batalha pelo Universo havia começado...

Continua...


Notas Finais


Espero que tenham gostado. Agradeço a todos que estão comentando e favoritando, Vocês são muito feras!

Foi isso por hoje! Até mais, pessoal!


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