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História Vingadores: Ultimato (REESCRITA) - Capítulo 4


Escrita por:


Notas do Autor


Opa, galerinha! Tudo bom com vocês, eu espero que sim. Enfim, trago a vocês o 4o capítulo da reescrita de Ultimato. Eu espero que vocês gostem!

Boa leitura a todos, leiam isso em casa e lavem muito bem as mãos hehe!

Capítulo 4 - O começo de uma reviravolta!


“O estalo tinha afetado inúmeros planos ao redor de todo o Universo existente, e os sobreviventes buscam jeitos de saírem dessa situação tensa, usando de tudo que podem para resgatar metade da vida. Thanos continuava escondido, mas os Vingadores na Terra mantinham-se firmes nas buscas por seu paradeiro enquanto os Cartoon Rangers tentavam localizar Nick Fury. Encontrando um pager modificado, os heróis logo assimilaram a assinatura de energia, sendo recebidos repentinamente por uma mulher misteriosa e que perguntara onde está o ex-Diretor da S.H.I.E.L.D.. No espaço, o grupo desajustado recebe a triste informação de que a Benatar não tem conserto e que eles acabarão por morrer a falta de recursos no vácuo do espaço. Se por um lado, Ben e Alya aceitaram e se desculparam um com outro, Marinette não aceitou, correndo ao seu quarto e sendo consolado por Gamora, ganhando mais confiança juntamente do despertar de Tikki. Enquanto isso acontecia, em um lugar dentro da Joia da Alma, os heróis dizimados em Titã se reúnem. Sabendo do plano de Gwen e Strange, eles agora buscam encontrar os demais mortos para assim poderem enfrentar Thanos no plano espiritual e sair de seu controle absoluto. Os benfeitores restantes estão determinados a tudo para pôr um fim a esse pesadelo, mas a batalha mais importante de suas vidas, está apenas começando...”

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Galvan Prime

Considerado por muitos o lar dos seres mais inteligentes de toda a galáxia e um dos planetas mais avançados em tecnologia, Galvan Prime se encontrava em um estado de calamidade absurda. Diversos galvanianos corriam pelas ruas, alarmados enquanto as famílias tentavam se consolar após o trágico evento que dizimou metade da vida no Universo. O tempo corria diferente do da Terra, e portanto, havia se passado pouco mais de 5 horas desde a Dizimação. Nunca em toda a história, o povo tinha passado por tamanho desespero. Os maiores cientistas do planeta esforçavam-se para localizar a fonte de energia nos radares estelares, mas o desconhecido evento que provocou aquilo, de alguma forma, deixou uma barreira em certo ponto do espaço. Nenhum parecia ter a esperança de que tudo voltaria ao normal alguma hora. No entanto, havia um único galvaniano que não estava disposto a desistir de seu povo e nem das vidas custadas em toda aquela situação. Ele, de certa forma, sabia o que tinha causado aquilo. Aquele era Azmuth, considerado o maior gênio da galáxia e conhecido por criar inúmeros dispositivos de extremo poder, incluindo o Omnitrix, cobiçado por muitos malfeitores pelo cosmos. Entre eles, o tirano conquistador de 10 Mundos, Vilgax. Ele continuava em seu laboratório, terminando de trabalhar em um dispositivo manual, com o objetivo de localizar um objeto em específico. Enquanto trabalhava, um galvaniano alarmado adentrou a sala, ofegante.

- Senhor! Temos um problema com os radares! Precisamos que venha!

Azmuth – Eu sei, Albedo. Mas, eu tenho um plano para isso – Terminando de mexer no aparelho, Azmuth apertou um botão, o fazendo ligar – Certo, está funcionando perfeitamente.

Albedo (confuso) – O que seria isso, senhor?

Azmuth (saindo do laboratório) – É um localizador da energia que o Omnitrix emite naturalmente – Azmuth fitou Albedo – Albedo, quero que você fique responsável por cuidar de Galvan Prime enquanto eu estiver fora.

Albedo – Onde você vai?

Azmuth – Localizar a causa disso. E tentar resolver. Eu sou o culpado por tudo isso estar acontecendo. Por isso, caso eu não volte, quero que cuide do planeta. Agora, abra a campo de pouso.

Albedo (surpreso) – Você vai atrás do portador do Omnitrix? De novo? – Azmuth assentiu, e os dois adentraram um pequeno elevador – Me pergunto o porquê de não ter tirado o relógio daquele garoto ainda.

Azmuth – Às vezes, me faço a mesma pergunta. Mas, ele sempre me surpreende de alguma forma. Veremos se isso é verdade.

Os dois galvanianos conversavam entre si, demonstrando até mesmo ter uma boa relação, como mestre e aluno na área da ciência estelar. Albedo havia entrado para a equipe de pesquisa de Azmuth através de uma seletiva, mas se demonstrara muito superior aos demais membros, sendo elogiado até mesmo pelo próprio criador do Omnitrix. Isso o deixava orgulhoso, mas se esforçava para manter sua humildade com os outros. Após algum tempo conversando, o elevador chegou até a área de pouso, onde diversas naves encontravam-se. Azmuth logo saiu, indo na direção de um traje espacial presente a alguns metros da nave gigantesca a qual pilotaria, o que deixava Albedo um tanto confuso. Por que seria necessário a maior nave do arsenal para uma viagem? Ele se livrou dessas perguntas, indo na direção do controle e começando a acessar os sistemas principais dos veículos com facilidade, conseguindo ativar o certo enquanto o criador do Omnitrix colocava um capacete. Após terminar de colocar seu traje, ele se dirigiu até a entrada da nave, que abriu uma escada. Azmuth então passou a se dirigir a escada, determinado a consertar aquilo.

Azmuth (determinado) – Enfim, vamos lá – Se virando, ele fitou Albedo nos controles – Albedo, cuide de tudo e todos por mim. Com todas as suas forças!

Albedo – Sim, senhor. Eu o farei.

Assentindo para o mais novo, Azmuth começou a subir as escadarias da nave, a adentrando de maneira rápida e assumindo os controles manuais com certa facilidade. Aquele era o veículo mais avançado, poderoso e rápido de Galvan Prime e de diversos setores. Também sendo considerada uma das mais eficientes de toda a galáxia, mas que só deveria ser usada em casos de emergência. Azmuth não explicaria o motivo daquilo a ninguém, por isso, era certeza que seria taxado como um criminoso durante sua pequena viagem para encontrar Ben Tennyson novamente. No entanto, os radares indicavam que ele estava em uma nave em um espaço nulo. Era necessário um salvamento, depois, alguns sermões bem dados. E assim, a nave saiu da área de pouso, deixando apenas o solitário Albedo a presenciar tudo. Fazendo uma curva ousada para subir aos céus, a nave logo conseguiu atingir o espaço fora de Galvan Prime, passando a viajar pelo cosmos enquanto, na cabine, Azmuth acoplava seu dispositivo de rastreamento nos controles principais. A energia fora transferida pelo sistema, e uma rota foi traçada, assim dando a localização certa e o caminho para a Benatar. Ativando os motores de hiperespaço, logo, a nave sumiu dali, viajando rumo ao desconhecido.

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Base dos Vingadores, Terra

No planeta azul, os Vingadores receberam o recente reforço vindo de Carol Danvers, a Capitã Marvel, que veio a Terra atender o pedido de Nick Fury. Descobrindo que o mesmo se foi, ela compartilhava naquele momento, o mesmo desejo de vingança contra Thanos e a determinação para reverter seu estalar de dedos. Na sala principal, o grupo dos sobreviventes mais a loira agora observavam um mapa estelar sendo feito a partir do momento em que o Titã Louco liberou energia cósmica pelo Universo com o estalo. Nenhum dos heróis, nem mesmo Rocket ou a própria Carol, tinham visto tamanho poder sendo expelido antes. Era algo novo. No entanto, nenhum ali parecia querer desistir de continuar as buscas. Na verdade, um deles. Esse era Thor, o Deus do Trovão. Sentado em uma poltrona enquanto observava o grupo a posicionar os dados, as mágoas de sua vida e a culpa de não ter matado Thanos voltavam à tona, o fazendo grunhir de raiva. Inúmeros inimigos apareceram. Todos com o objetivo de matá-lo. Mas o Titã Louco era uma ameaça diferente. Mesmo sabendo que no atual estado, era mais forte que o vilão, Thor ainda sentia medo apenas em lembrar de seu nome. Tanto pela morte de metade do povo asgardiano sobrevivente e de seus amigos queridos, quanto pelo simples fato de ele ter conseguido vencer os Maiores Heróis da Terra e possivelmente do Universo inteiro. Ele cerrava seu punho. A raiva fluindo em seus olhos deixava claro sua insatisfação. Mesmo que não fosse caçar Thanos, precisava agir em prol de algo. Sem ele perceber, Rocket chegava perto.

Rocker (preocupado) – Cara, precisa de alguma coisa?

Thor – Não, lebre. Eu estou bem.

Rocket – Sei...

Thor – Eu não sei o que fazer! – O grupo fitou o deus, surpresos - Eu estou... Preso aqui sem poder fazer nada! Sem caçar Thanos, e nem achar meu povo! Então, será que dá pra parar de perguntar se eu estou bem?! Porque eu não estou nada bem!

Rocket (sério) – Como eu disse, você não é o único que tá sofrendo aqui, pirata-anjo! Pode não parecer, mas eu tô desesperado pra achar minha família! E o pior, é que eu nem sei se eles sobreviveram! Assim como o Max e os Rangers que nem sabem se os companheiros deles estão... Vivos! – Thor se sentiu humilhado, mantendo-se firme – Então, será que dá pra você parar de ser trouxa e virar homem?!

Thor (humilhado) – E-eu não...

Max – Alguém precisa consolá-lo. Rocket só vai piorar as coisas.

Carol (decidida) – Eu vou – Ela se dirigiu até Rocket e Thor – Ei, ô do cabelo curto. Você é asgardiano, né?

Thor – Sim...

Rocket – Veio aqui pra piorar a situação do garoto?

Rhodes (indiferente) – Mais do que você é impossível – O guaxinim grunhiu de raiva.

Carol – Então, acho que eu posso te ajudar – Thor a fitou, confuso – Tem um povo chamado Skrulls, que eu ajudo a se refugiarem em um planeta. Recentemente, um grupo de asgardianos clamando pelo seu rei chegou lá. Bom, acho que o rei é você. Não quer ter uma chance de encontrá-los?

Thor (segurando nos ombros de Carol) – Sim, por favor! Me diga onde eles estão! – Carol lhe entregou um localizador, emitindo um sinal – Isso é o suficiente?

Rocket – Thor, confia na palavra da moça aí – O deus assentiu – Acho que nós podemos partir agora.

Thor (assentindo) – Sabiamente. Capitão, Nat. Eu irei ficar fora por um tempo, mas se precisarem, voltaremos num instante.

Steve – Pode ir, Thor. Sabemos o quão importante isso deve ser.

Natasha – Só não dê a louca e vá tentar encontrar o Thanos – Thor assentiu, e ele saiu da sala junto de Rocket – Bom, ficaremos um pouco desfalcados com essa saída.

Bruce (analisando) – Thanos não vai ser achado tão fácil. É provável que tenhamos tempo até eles voltarem.

Os heróis continuavam a analisar os dados coletados após a chegada de Carol a Base. Os sentimentos de Thor, antes misturados em raiva e dor, agora estavam focados na esperança para encontrar e salvar o restante de seu povo, enfim. Isso tudo graças ao belíssimo sermão de Rocket e a informação dada pela nova integrante. Um sorriso prevalecia em seu rosto, algo que não acontecia desde há mais de 1 mês, tempo que se passara desde o estalar de dedos e a batalha pelas Joias do Infinito. Saindo da base e indo para o gramado, ele e Rocket se preparavam para fazer a viagem pela Bifrost. No entanto, o guaxinim ainda sentia uma pequena dor em seu peito por conta do que acabara falando ao Deus do Trovão havia alguns minutos. Ele era o único amigo que lhe restava, ao menos em seu conhecimento. Não deveria fazer aquele tipo de coisa. Provavelmente, já tinha perdido toda a sua família nos Guardiões da Galáxia. Perder a amizade de Thor não era uma opção naquele momento. E enquanto o deus chamava o Rompe-Tormentas a sua mão, ele decidiu se desculpar.

Rocket (arrependido) – Me desculpa, tá, Thor?

Thor (com o machado em mãos) – Está tudo bem, lebre.

Rocket – Não, não tá tudo bem. Argh...! – Thor ficou um tanto surpreso – Eu nunca valorizei família ou amigos na minha vida inteira. Perder quase toda a minha família tá sendo difícil, cara. E, eu pus em risco minha amizade com você por... Raiva.

Thor – Não fique preocupado. Você me ajudou a perceber que eu sempre deverei permanecer com esperança em momentos assim. Não há com o que se desculpar.

Rocket – Tá bom, então... – Percebeu algo – Ei, mas, será que seria uma boa ideia levar o Sonic junto?

Thor – Estava pensando o mesmo – Ergueu o Rompe-Tormentas ao céu – Vamos perguntar.

Decidindo ir ao encontro do ouriço azul, Thor ativou a Bifrost com seu machado, e um raio de luz arco-íris desceu sobre os dois heróis, enfim os fazendo sair da Base dos Vingadores. O destino, no entanto, não seria o espaço, e sim a Irlanda, local atual de treinamento para Sonic. Em meio a viagem, Rocket se demonstrava um tanto contente por conta das palavras do Deus do Trovão. Não ter feito nada de errado, e ainda ter ajudado a provocar aquilo era um sentimento que o deixava com o coração aliviado, como se um peso na consciência tivesse sido retirado de suas costas e sumido. Naquele momento, o guaxinim sabia que poderia contar com seus companheiros sobreviventes para continuar e seguir em frente. E a Bifrost continuou seu caminho...

Irlanda

O treinamento era algo que passou a ser extremamente recorrente na vida de Sonic desde que fora “resetado” no Universo 7. Desde que chegou à Terra e fora adotado pelo Avô Gohan, ele e Goku passaram pelos mais diversos tipos de desafios para superar seus limites e se tornarem cada vez mais fortes. De alguma maneira, o ouriço era mais propício a evolução do que qualquer guerreiro em seu mundo. Não importasse o quão mais fraco estivesse, em pouco tempo de treino, seu nível de poder elevava-se a novos estágios, surpreendendo a todos. No entanto, Sonic nunca sequer havia notado essa capacidade até voltar aquele universo. A sua “realidade original”. Para combater Thanos, estava sendo necessário o máximo de conhecimento sobre suas habilidades e índices de crescimento. Isso o fez notar o gigantesco potencial que continha dentro de seu próprio ser. E então, a Irlanda acabou se tornando seu ponto fixo por mais de 1 mês desde que a Dizimação aconteceu. Precisava ativar os estados divinos caso quisesse ter uma chance contra o Titã Louco. Usando sua resistência, Sonic manteve-se parado em meio a um gigante penhasco. Pelo tempo que fosse necessário. Ele se encontrava ainda a observar o horizonte ao mar, com suas botas do gi de batalha um pouco sujas de terra enquanto algumas gotas de água pingavam de seus espinhos azuis. Apesar de estar focado, o raio de luz da Bifrost caindo as suas costas o fez abrir um sorriso enquanto as figuras de Thor e Rocket o observavam.

Sonic (sorrindo) – Imagino que encontraram o uva-passa.

Rocket – Bem que queríamos, mas não. Ainda estamos procurando e está impossível.

Thor – Viemos convidá-lo para uma pequena aventura espacial – Sonic se virou, tirando seus pés da terra e observando a dupla – E eu sei que você tem um fetiche em sair por aí.

Rocket (confiante) – Aceita? Já aviso que não tem prêmio ou recompensa.

Sonic (olhando seu punho) – Pode ser. Ficar aqui parado me deixou bem mais forte, mas é inútil para eu conseguir as formas divinas de novo – Thor e Rocket ficaram confusos – Eu explico depois. Vamos lá.

Thor – Pois bem. Venha ao meu lado direito e nós poderemos partir.

Sonic – Não dá pra conjurar um raio de Bifrost super-grande?

Rocket (impaciente) – Só vem logo, cara! – Sonic revirou os olhos, indo até o lado direito de Thor – Eu espero que dessa vez a gente vá!

Sonic (curioso) – Qual o destino?

Thor (esperançoso) – Asgard. O lugar onde o meu povo se encontra – O ouriço assentiu.

Sonic – Maneiro.

Com todos definidos e prontos para a viagem ao planeta indicado por Carol, Thor ergueu o Rompe-Tormentas aos céus, abrindo o raio de luz da Bifrost e fazendo os três heróis sumirem do campo. Em poucos segundos, já estavam viajando pelo sistema estelar a uma velocidade absurda. Era nítido que o raio se movia mais rápido do que o comum, por conta da pressa do Deus do Trovão a encontrar seu povo. Naquele momento, ele demonstrava as preocupações de um bom rei, querendo proteger a todos, não importando os custos necessários. Sonic observava o espaço fora do raio enquanto Rocket observava o radar para conseguirem achar o planeta indicado. O trio, desde a batalha inicial contra Thanos em Wakanda e a forja do Rompe-Tormentas em Nidavellir, estavam, aos poucos, desenvolvendo uma amizade interessante. Uma equipe poderosa, mas ao mesmo tempo, unida para enfrentar as ameaças existentes. Baseando-se no momento ao qual estavam, seria necessário que estivessem juntos para terem uma chance de fazer tudo voltar ao normal. No entanto, não estavam preocupados com o que poderia acontecer na Terra. Carol Danvers já tinha se demonstrado corajosa e poderosa o suficiente para Thor, e isso o aliviava. Os Vingadores e o resto da equipe estavam em boas mãos. Sonic, por sua vez, questionava se realmente sua ajuda na batalha era necessária. Não conseguia usar seu máximo naquele Universo, e nem ao menos fazer companhia para seu melhor amigo num momento de tristeza. Isso fazia o ouriço se considerar um péssimo companheiro, porém, ele ainda não sabia das próprias extensões e limites de seu poder, que estavam muito além do que poderia imaginar. Não sabia... Que seus sentimentos manipulavam eram o que dava vida as suas super-formas variadas. E então, a Bifrost sumiu em meio ao cosmos...

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Espaço

Mais de 1 mês tinha se passado desde que o fatídico evento que dizimou metade do Universo aconteceu, e desde então, os heróis perdidos no espaço encontravam-se em situações perdidas. Os suprimentos tinham acabado, o oxigênio duraria por mais um dia. Tudo levava a crer que aquele era realmente o fim dos 7 indivíduos presentes na Benatar, já um tanto desnutridos por conta de quase 2 dias sem um único grão de comida ou água ser ingerido no organismo. Nenhum parecia ter a esperança de que poderiam sair do vácuo infinito do espaço. Em meio a tamanha tristeza e sentimentos negativos percorrendo todo o grupo, a única coisa que podia-se fazer, era tentar uma despedida de seus entes-queridos através de uma mensagem. Pensando nisso, Tony, Steven e o resto se reuniam no cockpit, para “morrerem a observar a beleza do Universo”, segundo o bilionário. Este estava encostado em uma estrutura da cabine enquanto botava o capacete destruído da Mark 50 no chão, se preparando para gravar a mensagem enquanto Steven o observava com uma ansiedade no rosto. Stark deu um forte suspiro, e passou a mão por detrás do objeto a sua frente, apertando um botão e assim ligando o mesmo em um scanner de sua própria face. Não acreditava que era daquele jeito que acabaria se despedindo de sua amada, mas se fosse o que o destino lhe programou, que assim fosse.

Tony (tocando no capacete) – Tá ligado? Ei, Senhorita Potts. Se encontrar essa gravação, não espalhe, ou o mundo vai chorar. Eu nem sei se você vai ver isso, e nem se está...  – Ele coçou os olhos – Ah, meu Deus, espero que sim. Hoje é o dia 32? Não. 31. A situação permaneceu a mesma desde poucos minutos após a partida. Por sorte, a infecção por conta do corte cessou graças ao nosso amiguinho de pedra rosa aqui e a baba curativa dele – Steven deu um leve sorriso – Eu e a azulzinha conseguimos reverter os íons das células de combustível para ganhar mais 48 horas de oxigênio. Você também ia gostar do pessoal que está aqui. Um garoto com um relógio alienígena, duas garotas com animaizinhos e poderes de joias, uma espadachim e sua irmã, que é a azulzinha e o nosso amigo Steven. Porém, acho que não vamos durar mais do que isso. Vagar por aí, a milhares de anos-luz da loja de conveniência mais próxima, com o oxigênio indo acabar amanhã de manhã, pra daí, acabar – Suspirou fundo – E, Pep, eu sei que não haveria mais surpresas, mas, eu realmente tinha que por mais essa pra fora. Não fique chateada com isso. Quer dizer, talvez você acabe num choro compulsivo por duas semanas e depois, seguirá em frente com uma enorme culpa – Tony, um tanto emocionado, encostou na parede – Eu vou descansar um pouquinho, me deitar. Mas, saiba que antes de apagar, eu vou sonhar com você... É sempre você...

Naquele momento, podia-se ver a tristeza percorrendo o rosto de Tony Stark, algo quase nunca visto por nenhum que estava ali, com exceção de Gamora e Nebulosa. Era um tanto estranho ver alguém tão orgulhoso e sarcástico estar daquele jeito. Algumas expressões tristes brotavam nos rostos dos heróis que observavam a gravação da mensagem do bilionário. De certa forma, podiam sentir sua dor. Estar longe daqueles que ama realmente era um golpe duro de se lidar. E então, de maneira devastada, Tony pôs sua mão por detrás do capacete, enviando a mensagem e o fazendo parar de scannear. Ele passou a observar a vasta imensidão do vácuo a frente da Benatar, desesperançoso com o futuro. Vendo que precisava ajudar, Steven saiu de seu assento, indo até o companheiro e colocando a mão em seu ombro de maneira determinada. O bilionário se virou, e viu o híbrido dar um leve sorriso e assentir, demonstrando não só aprovação pela mensagem, mas também estabilidade. Estava tudo bem ficar daquele jeito. Ele então saiu, deixando que o líder dos Rangers assumisse a função para gravar a sua mensagem aos seus entes-queridos. A preocupação era nítida em seus olhos por conta de não saber se estavam vivos ou não, mas ainda sim, criou coragem para apertar o botão por detrás do capacete. Dessa vez, não houve scanneamento. Tony sabia que não daria certo, portanto, o desativou e ativou apenas a função de gravação. Steven então deu um forte suspiro.

Steven – Então, por onde eu começo...? Oi pessoal... Sei que estou fora por mais de 1 mês e tudo mas, essa é uma mensagem de despedida. De todos. Tanto para quem sobreviveu ou não e... Cara, eu espero que vocês estejam vivos... Toda a minha vida... Pareceu girar em torno da minha mãe. Eu odiei isso. Sentia que não importasse o que eu fizesse, ela sempre me superava, mesmo não estando aqui. Mas, hoje eu vejo uma coisa. Que vocês, mesmo depois que ela havia se ido e mesmo depois de tudo que fiz, me apoiaram e me amaram. Desculpe, Bismuto, Peridot, Lapis, Garnet, Perola e Ametista por não ter aproveitado e dado valor ao amor de vocês, e ter deixado minha raiva me consumir e nos separado por tanto tempo. Eu espero que se ouvirem isso, saibam que o garotinho que criaram desde pequeno... – Ele derramou lágrimas de tristeza – S-sempre as amou. Sinto muito, Clarêncio. Cara, eu sou um péssimo líder. Deixei tantas responsabilidades em suas costas, justamente em uma luta como essa... Eu não sei como seguir em frente com essa culpa de... Provavelmente ter matado alguém da equipe – Steven encarou o espaço - Confio em você pra assumir daqui, sei que está pronto e que será melhor que eu. Essa é a mensagem de Steven Torta Fofa Demayo Quartz Universo para a minha família e amigos. Eu os amo e sinto por não conseguir dizer diretamente.

Completamente arrependido de seus atos passados, Steven passou sua mão por detrás do capacete, apertando o botão de desligar e enfim enviando sua mensagem. O objeto fez um som estranho, deixando os heróis presentes ali um tanto surpresos pelo que tinha realmente acontecido ali. Tony ficou um tanto triste, se levantando de seu assento, pegando o capacete e voltando ao lugar. O bilionário tinha olhares de todo o grupo, mas estava vidrado na visão do espaço a fora da Benatar. Tudo logo ficou claro para o resto. O capacete tinha perdido sua energia restante, assim impedindo qualquer função a mais e deixando Marinette, Alya e Ben um tanto arrasados. Queriam gravar e se despedir de seus parentes também. A azulada se encolheu em um canto, completamente devastada por não poder dizer adeus a seus pais e amigos restantes na Terra. Com o fim da bateria do capacete, todo o grupo se encostou em um canto, já entregues a morte. Um silêncio profundo podia ser notado em toda a Benatar, antes agitada com as músicas de Peter Quill e as brigas entre os Guardiões. Gamora, vendo isso, derramava algumas lágrimas. Sentia falta da alegria, da diversão. Até mesmo das confusões e desentendimentos. Tudo aquilo a fazia ter alguma fagulha de excitação ou felicidade. Não acreditava que acabaria por morrer na mesma nave a qual construíra uma família. Porém, ainda sim, aceitou seu destino, fechando os olhos e sentindo uma mão em seu ombro. Era Nebulosa, que sentia a dor de sua irmã e logo se ajoelhou, também ficando de olhos fechados a esperar a morte certa. Mas, acabaria daquele jeito? De um jeito tão... Triste?

Bom, definitivamente, nenhum dos tripulantes da Benatar naquele momento esperava o que estava prestes a acontecer. Já aceitando seus destinos, uma intensa luz verde fez todos ficarem em alerta. Surpresos, Ben e Marinette foram até o vidro, se surpreendendo ao ver um gigantesco cruzador verde aparecer acima da nave dos Guardiões, abrindo um compartimento, juntamente de um raio trator. Preocupados, os heróis passaram a se entreolhar.

Alya (preocupada) – E agora?

Gamora – Se preparem para uma batalha! Vamos todos para a porta de entrada! – Sacando sua espada no chão, a esverdeada correu com Nebulosa para fora do cockpit.

Steven (formando um escudo) – Eu vou também! Tony? Marinette? Alya? Ben?

Tony (olhando seu corpo sem armadura) – Não tô muito em condições, mas vou tentar ajudar – Steven jogou seu morfador para Tony – Valeu aí!

Marinette – Tikki, pronta?

Tikki (preparada) – Vamos lá!

Alya (sorrindo) – Trixx?

Trixx – Vai ser bom ser útil!

Ben (olhando o Omnitrix sem energia) – Bom, vou fazer o possível.

Os cinco então saíram correndo em disparada para longe do cockpit, descendo as escadas até o nível mais baixo da nave e logo ficando ao lado de Gamora e Nebulosa na porta de entrada. Todos os heróis estavam preparados para enfrentar o inimigo que tinha acabado de capturar a Benatar para si. De repente, passos tímidos puderam ser escutados, deixando todos ainda mais alertas para um novo perigo. Um tanto desconfiada, Gamora dirigiu sua mão até o painel de abertura, apertando o botão e enfim fazendo a porta se abrir. Quando uma figura pequena apareceu na frente, a esverdeada atirou sua espada, mas acabou errando por conta do desvio do ser. Os sete ainda tentavam entender o que realmente estava acontecendo ali, quando a figura de Azmuth apareceu, observando o grupo e surpreendendo os mesmos por seu tamanho pequenino.

Tony (surpreso) – Um...

Marinette e Alya (assustadas) – UM SAPO!! AAAAAAAHHHH!!!!

Steven – Espera, o que tá acontecendo aqui?

Gamora (surpresa) – Um galvaniano...

Nebulosa – O que ele faz aqui?

Ben (preocupado) – Droga, eu tô fudido...

Azmuth – Eu imaginava que encontraria você aqui, Tennyson – O grupo ficou surpreso e passou a fitar Ben – Só não imaginava que estaria junto com as filhas do cara que causou todo esse desastre. Prazer em conhecê-las, Gamora e Nebulosa.

As duas (surpresas) – Sabe nossos nomes?

Azmuth – Estão brincando? São as assassinas mais conhecidas da galáxia?

Gamora (incomodada) – Éramos.

Steven (confuso) – Espera, eu ainda não entendi. Ben, quem é esse carinha? – O garoto suspirou e chamou o grupo a sair da nave. Eles o fizeram, ficando de frente para Azmuth.

Ben – Gente, esse é o Azmuth, maior mente na galáxia e criador de muitas coisas – Mostrou o Omnitrix – Incluindo o Omnitrix.

Tony (fitando Azmuth) – Olha, eu nunca esperava que o cara mais inteligente da galáxia fosse um alienígena-sapo.

Azmuth (desprezando) – E eu nunca esperava que um humano fosse tão idiota – Tony se irritou – Enfim, eu o resgatei. Mas, eu quero saber algo. Por que entregou a Joia da Alma para alguém como Thanos?! Condenar o destino do Universo inteiro não é uma opção, Tennyson!

Ben (irritado) – Você não tava lá pra saber o que eu passei! Condenar o Universo podia não ser uma opção, mas deixar um Titã Louco como aquele cara matar minha prima também não era! Eu não tive escolha! Eu – Ele agarrou os cabelos – Nunca me senti tão fraco! Então, vê se para de criticar, e aprende a sentir a dor dos outros, viu, Azmuth!

Marinette (puxando Ben para trás) – Ok, Ben. Se acalma – O garoto assentiu, passando a ofegar – Inspira, expira. Isso.

Azmuth (um pouco arrependido) – Talvez eu tenha sido um pouco superficial demais. Porém, acho melhor discutirmos isso depois. Vocês estão parecendo sacos sem fundo.

Alya – 2 dias sem suprimentos dá nisso...

Azmuth (apontando para um lugar) – Baseado nisso, me precavi com algumas refeições na sala a qual estou direcionando. Tem comida que poderá os abastecer de novo.

Não deu nem mesmo um segundo, e todos os heróis, famintos, sumiram da frente de Azmuth, o deixando um tanto surpreso enquanto via eles correndo até o refeitório. O galvaniano então deu de ombros, passando a ir na direção oposta e usando um pequeno teletransportador para voltar a cabine do transportador. Pegando seu traje espacial, o criador do Omnitrix acertou as coordenadas para a Terra, ativando o hiperespaço em poucos segundos e assim saindo do quadrante vácuo com uma grande velocidade. O grupo que estava a deriva agora agradecia pelo que acabara de ocorrer. Estavam a beira da morte, quando Azmuth apareceu na hora certa e os levava para a Terra naquele momento, rumo aos seus parentes e entes-queridos. Enfim, tinham uma chance de vê-los de novo e se preparar para uma revanche contra Thanos. Com esses pensamentos, o transportador seguiu viagem pelo cosmos.

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Costa dos Arrecifes, Dimensão Z

Os heróis pareciam não ter limite em força de vontade para reverter o estalar de dedos de uma vez por todas, e os Rangers Lendários pareciam compartilhar do mesmo atributo. Sabiam o mínimo sobre o que teria causado toda aquela tragédia, mas já era o suficiente para determinar que uma missão dimensional deveria ser traçada até o vilão de tudo. Em uma busca para encontrar todos os Rangers ainda sobreviventes, Cam conseguiu, usando a Rede de Morfagem, localizar os últimos integrantes essenciais. Com uma mensagem enviada a todos e respondida, o grupo, agora reforçado com o policial do futuro, Bridge, se mobilizou para chegar a Costa dos Arrecifes para assim viajarem a Dimensão Original e salvarem todo o Universo. Após uma meia-hora usando os raios de luz ninja para se locomoverem, os Rangers enfim pousaram na praia, observando o mar a frente e tudo ao redor com certa tristeza. Aquele lugar era um dos mais lotados de todo o país, mas estava completamente vazio e silencioso por conta da Dizimação. Isso apenas fortalecia o desejo de Jason, Tommy e os demais em acabar com todo o sofrimento presente no globo. Enquanto observavam, alguns se perguntavam.

Carlos – Olha, sei que isso é importante, mas quando exatamente eles vão chegar?

Shane (sério) – Estou começando a me perguntar isso.

Tyler (vendo algo) – Gente! – Os Rangers o fitaram enquanto ele apontava em uma direção – Olha lá!

Tommy (sorrindo) – São eles.

Na fumaça da neblina apontada por Tyler, um grupo de seres passou a ter sua sombra visível em meio a tudo, deixando os Rangers um tanto surpresos, até que eles se revelaram. Eram os demais sobreviventes que finalmente tinham aparecido e correspondido a mensagem enviada por Cam. Eles caminhavam, já vendo o grupo principal a esperá-los um pouco mais a frente. Tyler foi o primeiro a correr, sendo seguido pelo resto até alguns metros de Jayden, o Ranger Samurai Vermelho, que liderava o outro time na caminhada até aquele ponto. Junto dele, mais de 10 outros antigos e formados Power Rangers. Entre eles, havia Kira, a Ranger Dino Trovão Amarela; Casey, o Ranger Fúria da Selva Vermelho; Troy e Gia, Rangers Vermelho e Amarela de Megaforce, respectivamente; Mike, Emily e Mia, Rangers Verde, Amarela e Rosa de Samurai, respectivamente; Brody, Preston, Hayley e Sarah, Rangers Vermelho, Azul, Branca e Rosa de Aço Ninja, respectivamente. Juntando os dois grupos, ali estavam reunidos 27 Power Rangers Lendários, juntos para enfrentarem a maior ameaça já vista por qualquer um ali.

Jason (cumprimentando Jayden) – É bom vê-los!

Jayden (cumprimentando Jason) – Nós que agradecemos o alerta. E a propósito, é uma honra conhecê-lo.

Kira – Soube que era do Cam na hora – Cam deu um joinha – E fico feliz que esteja bem, Dr. O.

Tommy (aliviado) – Ainda bem que sobreviveu, Kira. Todos vocês.

Preston (vendo Koda) – Koda? Você tá aqui?

Koda (sorrindo) – Preston! Como vocês estar?

Brody – Vivos, pelo menos.

Troy (cochichando) – Nem imaginava lutar com os Rangers Lendários de novo.

Gia – Bom, eu já lutei com eles de novo antes de você – Troy ficou surpreso, voltando-se para Jason.

Mike (confuso) – É bom ver que muitos sobreviveram e tudo, mas, por que nos chamaram? Algum plano pra trazer todo mundo de volta?

Tommy (discursando) – Sim, nós temos um plano. É fato de que todos aqui estão sofrendo por conta de ter perdido amigos ou até mesmo... entes-queridos. O importante é que nós os reunimos aqui porque sabemos de sua capacidade não só como Power Rangers, mas como pessoas de verdade. Determinados e sempre dispostos a salvarem o mundo não importando as circunstâncias. O que estamos pedindo a vocês, é que se apresentem para novamente se tornarem os Rangers e salvarem não só essa dimensão, mas todas elas.

Jason (continuando) – O inimigo dessa vez se chama Thanos, e ele é parte da chamada Dimensão Original, a primeira de muitas existentes num Universo. Ele usou alguma coisa para matar metade da vida em toda a realidade, e isso afetou todas as dimensões de maneira aleatória... Tanto que a Dimensão dos Rangers RPM não teve sobreviventes... Mas, usando o transportador dimensional do Wes, nós vamos ajudar os heróis dessa dimensão a reverterem tudo e assim salvarem todas as dimensões.

Casey – Ok, mas como vamos lutar sem nossos poderes de Ranger?

Cam (tocando em um aparelho) – Não tem problema com isso – Apertando um botão, os morfadores respectivos de cada Ranger voltaram, os surpreendendo – Restaurei seus morfadores e a energia infinita deles através da Rede de Morfagem.

Emily (surpresa) – Podemos morfar de novo?

Mia – Que bom!

Kira (ansiosa) – Então, o que estamos esperando? Vamos logo.

Zenowing – A garota pareceu ser sábia com as palavras – Se virou para Wes – Poderia fazer as honras?

Wes (pegando um aparelho) – Certamente – Apertando um botão, Wes abriu um portal para a Dimensão Original – É só atravessar. Eu calculei exatamente onde temos que ir.

Jason – Vamos, então.

Indo até o portal, Jason o atravessou, começando a ser seguido pelos outros 25 Rangers, com exceção de Wes, que permaneceria ali para fechar o portal. Um a um, os Rangers demonstravam estar mais do que prontos para reverter a situação a qual se encontravam e mais uma vez, salvar a Terra de um colapso. Quando Jen finalmente atravessou, o Ranger Vermelho da Força do Tempo se dirigiu ao portal, o atravessando em parte e apertando o botão de fechar. Numa pressa, ele pulou para dentro, deixando que enfim, todos os Rangers sobreviventes fossem a Dimensão Original. Naquele momento, os Power Rangers estavam entrando em uma missão quase como suicida, que, sem eles saberem, estaria os levando rumo a maior batalha de todos os tempos. O tempo ia passando, a angústia e sofrimento aumentando, mas os heróis de inúmeras dimensões ao longo do Universo estavam ficando cada vez mais dispostos a enfrentarem o perigo e trazer paz a tudo e todos novamente. Só faltava um elemento para que a batalha enfim começasse...

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Mundo da Alma, Dimensão Original

No entanto, enquanto os heróis do lado de fora iam se mobilizando para tentar trazer todos de volta, seus companheiros dizimados já tinham despertado em meio a um lugar estranho, conhecido como Mundo da Alma. Com a informação de que os únicos futuros que poderiam dar a chance de vitória ao grupo era seguindo as instruções de Strange e Gwen, o grupo de heróis que estava em Titã caminhava pelo mundo. O objetivo era encontrar a floresta de Wakanda, onde os demais estão ainda a recobrarem a consciência. Andando por algum tempo, o grupo logo conseguiu avistar o local indicado, passando a correr para lá o mais rápido que podiam para encontrar os heróis de lá. Cada um ali tinha sua própria motivação, por mais tosca ou complexa que fosse, estavam trabalhando num mesmo objetivo de conseguir virar o jogo pra cima de Thanos e voltar ao mundo real de uma vez. Abrindo um portal, Strange logo fez com que todo o grupo conseguisse chegar até a floresta, os deixando um tanto desnorteados, mas eles logo se recuperaram.

Quill – Cara, vê se não faz isso de novo, tá?

Nino – Vamos começar as buscas. Quanto mais rápido encontrarmos o resto dos heróis, mais chances do futuro que vencemos se realizar.

Peter (formando sua máscara) – Falou bonito. Vamos lá, gente.

Os heróis então se separaram pela floresta, começando a correr em grupos ou até mesmo sozinhos em meio aquele terreno desconhecido. Todos faziam o máximo esforço para verificar todos os locais presentes ali, aparentando estar com uma tremenda pressa para achar os companheiros que morreram em Wakanda. Strange e Gwen, apenas observavam na entrada do terreno. Podiam não transparecer, mas a preocupação era grande nas mentes da dupla. Eram milhares de milhões de futuros possíveis que chegavam até aquele momento. Mais precisamente, 50.000 visões levavam os heróis até aquele ponto de procura. Uma responsabilidade muito grande recaía sobre suas costas. A de comandar e coordenar tudo o que for possível para garantir a verdadeira vitória na batalha mais importante da existência. Os dois feiticeiros permaneciam um tanto quanto alertas enquanto o resto do grupo se desdobrava para encontrar os heróis perdidos no terreno com rapidez. Havia preocupação em todos também. Todo movimento deveria ser feito com força de vontade. Caso contrário, era provável que nunca mais vissem seus amigos e família. Um desejo muito mais do que pessoal, mas unânime para os heróis. Peter usava as árvores para dar saltos e observava de cima. Estava procurando sozinho, e aquilo certamente o deixava um tanto estranho. Ser o único herói solo ali era um tanto difícil. Avistando algo, o aracnídeo pousou, encontrando o corpo de Groot ainda a acordar.

Groot (acordando)  - Eu sou... Groot...

Peter (surpreso) – Você é um dos heróis por aqui! Deixa eu te ajudar! – Se apoiando nos ombros de Groot, Peter consegue fazê-lo levantar – Caramba, você é uma árvore!

Quill (chegando ali) – GROOT! – Preocupado, o pistoleiro acabou derrubando Peter no chão – Que bom que você tá aqui! Cadê o Rocket?

Drax (confuso) – E como você está nesse lugar?

Mantis – Talvez o Thor tenha levado ele pra essa floresta.

Groot (aliviado) – Eu sou Groot.

Quill – Também ficamos felizes em te ver, mas cadê o Rocket? – Groot acabou se entristecendo – Aquele safado conseguiu ficar vivo!

Peter (confuso) – Gente, do que vocês tão falando?

Quill (apresentando) – Ah, Garoto-Aranha, esse aqui é o Groot, nosso... Rebelde da nave.

Peter (acenando) – Prazer.

Os Guardiões e Peter continuavam a conversar com Groot, quando um barulho vindo de entre os arbustos da floresta os fez entrar em estado de alerta. Peter fez uma pose de batalha enquanto Quill e Drax sacavam suas respectivas armas e Groot se demonstrava preparado. Porém, a figura que saiu do meio das folhas fora completamente inesperada pelo grupo. Também recobrando a consciência após ser desintegrada, Cream agora observava o grupo de heróis, e abriu um sorriso no rosto por ver os Guardiões ali. Estes por sua vez tinham uma cara de espanto ao ver a coelha ali. Nem imaginavam que ela também teria sido vítima do estalar de dedos. Bom, ali ela estava.

Peter (surpreso) – Espera, você não é uma das amigas do Sonic?

Cream (se apresentando) – Sim, eu sou! Muito prazer, eu sou a Cream!

Peter – Bom, eu sou o Homem-Aranha, mas pode me chamar de Peter – A coelha assentiu.

Cream (feliz) - Guardiões! Vocês também estão aqui? – Ela logo percebeu algo – Ah, não... Vocês também morreram..

Mantis (animada) – Sim, mas nós temos um plano.

Drax – É só nos seguir que vamos explicar.

Assentindo para o destruidor, o resto do pequeno grupo formado ali então passou a andar para longe daquele região da floresta. Enquanto caminhavam, passavam a observar os horizontes e o céu, novamente notando que apenas eles tinham um padrão de cor “normal” dentro daquele lugar. Nenhum deles ali entendia de verdade o que o Mundo da Alma era exatamente, mas sabiam que deveriam confiar na palavra de seus companheiros para sair daquela situação com êxito. Enquanto chegavam perto do local de entrada na floresta, Peter começava a reformular seus próprios pensamentos quando a sua “solidão” dentro do grupo de heróis. Aquilo, andar com pessoas que sabiam pelo que passava, o fazia pensar se realmente estava sozinho em meio a toda aquela confusão intergaláctica. Aquilo abriu um leve sorriso no rosto do Parker, até que ele conseguiu avistar Strange e Gwen, ainda parados na entrada da floresta, como se estivessem a espera deles. O olhar dos dois transparecia um pouco de impaciência, e o motivo logo foi revelado. Juntamente dos dois magos, Adrien, Nino e Chloé estavam os esperando, já com os demais heróis. O grupo ficou um tanto espantado com a rapidez do trio Miraculous, enfim ficando frente-a-frente com os mesmos.

Chloé (impaciente) – Demoraram mais do que minha manicure!

Nino – E ainda conseguiram achar só dois? E o resto?

Strange – Não. São todos os que estavam espalhados.

Jake (confuso) – Espera, quem é você e como sabia que estávamos aqui?

Peter – Basicamente, ele e a garota ruiva ali – Apontou para Gwen – Sabem de tudo que está acontecendo aqui e do futuro.

Gumball – Não vai me dizer que eles são aqueles vudus de bola de cristal, né?

Nicole (apreendendo) – Gumball! Não é porque já é quase um adulto que pode ser grosso desse jeito!

Quill (confuso) – Alguém tá entendendo o que tá acontecendo aqui?

Ametista – Amigo, acho que só os dois ali que “sabem de tudo” devem estar entendendo.

Gwen (vendo os heróis discutirem) – Strange, falta mais uma – O mago assentiu, abrindo um portal no centro e deixando que uma mulher caísse – Ok, estão todos aqui.

Gus (socorrendo a mulher) – Você está bem?

??? – Sim, eu estou. Obrigada – Ela se assustou ao ver Gus – Ai, meu Deus! Um dinossauro?!

Adrien (coçando a nuca) – Não se preocupa. Também nos assustamos quando encontramos eles – Apontou para os heróis de Wakanda atrás – Mas já nos acostumamos.

Peridot (analisando) – Com uma análise, dá pra concluir que essa união de muitos tipos de espécies dá uma tremenda bola de confusões e discussões.

Sam (desprezando) – Ou bagunça.

Steve Pizza – Mas, quem é você, afinal de contas? – Apontou para a mulher.

Hope (um pouco confusa) – Bem, eu sou Hope Van Dyne, filha de Hank Pym e Janet Van Dyne. E sinceramente, eu estou bem confusa com o que está acontecendo aqui.

Bucky – Bem vinda ao nosso mundo.

Strange (pronunciando) – Certo, eu sou Stephen Strange. Eu e a senhorita Tennyson ali sabemos de tudo o que está acontecendo mais do que ninguém, incluindo Thanos. Este lugar onde nos encontramos é o Mundo da Alma, uma dimensão interna da Joia da Alma que abriga e prende as almas de quem é capturado pelo portador. No caso, Thanos não quis nos capturar, mas, eu acabei jogando uma magia específica em todos vocês para que viessem até aqui. O resto dos que foram desintegrados... Infelizmente, acabou falecendo. Porém, está é a chance que temos para dar a volta por cima.

Wanda (um pouco irritada) – Nem quando eu desisto, eu consigo me livrar desse fardo! Grrr....!

T’Challa (preocupado) – Wanda, sei que está triste pelo Visão, mas, como Strange disse, essa é a nossa chance de dar a volta por cima. E quem sabe, trazer ele de volta.

Wanda (inconformada) – Argh, tá bom. Eu vou ajudar. Mas apenas porque eu quero o Visão de volta – Strange assentiu.

Gwen – Já é o suficiente. Primeiro, precisamos nos reunir e montar um plano. Portanto, mãos a obra!

Os heróis presentes de ambos os lados de Strange e Gwen então assentiram, demonstrando estarem preparados para começar a reviravolta para garantir a vitória definitiva do bem sobre o mal avassalador de Thanos. Tudo que existe estava começando a entrar em jogo naquele momento em específico. As forças sobreviventes, usando tudo que estava ao seu dispor, logo iniciavam uma missão quase suicida, mas que seria necessária para salvar o conceito de realidade por inteiro. Em meio a um desajustado e confuso grupo formado por alienígenas, super-soldados, jovens, espécies pré-históricas, imortais e até mesmo comidas e animais, havia a chama da esperança para um futuro melhor. E então, decididos a colaborar com a dupla de feiticeiros, todos se reuniram no centro para discutir um plano para derrotar Thanos de uma vez por todas e acabar com seu reinado de terror sobre o Universo. No entanto, o Titã Louco também tinha seus próprios métodos para contra-atacar e estabelecer fixamente seu domínio tirânico sobre tudo o que existe. E isso, era algo que ninguém sequer poderia desconfiar.

O Jardim

O Universo necessitava de equilíbrio para que pudesse enfim prosperar. O jeito para conseguir isso seria acabar com metade da vida existente. Um sacrifício tão grande, mas que era um preço a ser pago para se chegar a salvação interplanetária. Todo o conceito de realidade existente estava nas mãos de um tirano cruel que, sem piedade, acabara de cometer um assassinato em larga escalar usando um poder além da imaginação de qualquer ser. As Joias do Infinito não eram um brinquedo ou algo para ser guardado com muito carinho. Eram poderes capazes de tornar o usuário um deus por completo, disponibilizando um infinito arsenal de habilidades e eventos em escala nunca antes imaginadas. Porém, nunca antes tinha sido usada para um propósito tão genocida e maléfico quanto a última vez. O rosto por trás desses atos de sofrimento e dor encontrava-se usando-as novamente para motivos pessoais, mas que contribuiriam para a destruição de tudo o que existe mais uma vez. Marcado por cicatrizes e usando a Manopla do Infinito mais uma vez, estava Thanos, o Titã Louco, que usava os artefatos de mais poder no Universo em meio ao seu novo lar. Acreditava que com seus objetivos cumpridos, nada mais o preocuparia, mas as constantes visões dos Vingadores o atacando e conseguindo desfazer tudo estavam, aos poucos, o assombrando e deixando sua paranoia maior. Porém, sabia que dessa vez, necessitaria de todos os recursos possíveis para assegurar sua vitória. Podia ter o maior poder do Universo em suas mãos, mas nunca era bom subestimar seus inimigos, principalmente se os mesmos destruíram seus planos várias vezes antes. Thanos conhecia como os heróis da Terra eram persistentes. Afinal, impedir uma invasão Chitauri não era algo fácil, mesmo que eles tivessem uma fraqueza boba. Seria necessário trazer os mortos de volta para a batalha que certamente viria. Ali mesmo, a sua frente, os corpos e restos mortos de sua Ordem Negra jaziam sem vida. O titã podia até mesmo ser alguém impiedoso, mas tinha compaixão para com aqueles que considerava seus filhos. Lamentava a morte dos mesmos. Porém, isso mudaria logo logo. A Joia da Alma e do Tempo brilhavam na Manopla que era apontada aos restos mortais.

Thanos – Meus filhos, sinto muito por não ter estado lá quando precisaram de minha presença. Mas, hoje, eu prometo que com esse poder conquistado, eu os trarei de volta – As Joias do Tempo e Alma brilharam mais intensamente – Levante-se, minha Ordem Negra. O tempo de vocês na terra ainda não acabou.

Com a energia das Joias sendo emitidas para os restos mortos dos membros da Ordem Negra, o corpo de todos começou a se refazer por completo graças a Joia do Tempo, enquanto a Joia da Alma entregava a alma de cada um. Tudo estava indo de acordo com o planejado, e isso fazia o Titã Louco sorrir. Já com os corpos e almas restaurados, Thanos desativou as Joias, deixando que seus filhos enfim acordassem, um tanto alarmados com a situação. Estavam confusos enquanto observavam o Jardim. A única coisa a qual se lembravam era terem sido mortos pelos heróis da Terra e suas forças. No entanto, logo que viram seu pai a frente, se ajoelharam, como sinal de respeito.

Ordem Negra – Pai, desculpe-nos. Nós te desapontamos.

Thanos (sorrindo) – Muito pelo contrário – O quarteto ficou confuso e Thanos mostrou a Manopla completa – “Com as 6 Joias, eu poderia simplesmente estalar os dedos, e metade do Universo deixaria de existir.”

Próxima Meia-Noite (contente) – Então, você conseguiu? – Thanos assentiu.

Fauce de Ébano – Mas, ainda sim, noto uma preocupação em seus olhos, meu senhor.

Corvus Glaive – Aqueles que se oporem, iremos punir com a morte.

Cull Obsidian (batendo os punhos) – MORTE!

Thanos – Sim, meus filhos, eu venci aqueles heróis. Porém, os sobreviventes deles continuam a tentar desfazer o que custei a realizar. Andei tendo visões sobre uma batalha a qual eu perderia. Por isso, e por não estar presente quando morreram, eu os ressuscitei. Agora, preciso que reúnam todo o exército ainda restante. Todos, sem exceção – Ele abriu um sorriso – Porque nós vamos acabar com essa insolência de uma vez por todas.

Vendo a confiança de seu pai, todos os membros da Ordem Negra sorriram largamente, demonstrando toda a sua maldade enquanto um novo caminho do mal começava a surgir. E dessa vez, os heróis iriam precisar estar mais preparados do que nunca para impedir que as vontades de Thanos, o Titã Louco, se alastrassem pelo Universo mais uma vez. O tempo corria, e sem saberem, os benfeitores restantes deveriam correr contra o relógio para completarem seu plano e salvarem tudo o que existe mais uma vez.


Notas Finais


E então? Gostaram? Espero que sim. Bom, esse foi mais um capítulo dessa reescrita pra vocês. Novamente, leiam fanfics em casa e lavem muito bem as mãos (ou passem alcool gel que tá suave também kkk). Enfim, se cuidem, pessoal. Até mais!

OBS: Confiram o novo capítulo de Crise nas Infinitas Terras, fic em parceria com o @marvelfan25. https://www.spiritfanfiction.com/historia/crise-nas-infinitas-terras-17615199/capitulo19
Link do capítulo de ontem. Espero que gostem :-)


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