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História Vinho ou Café - Capítulo 3


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Capítulo 3 - Diálogo


Fanfic / Fanfiction Vinho ou Café - Capítulo 3 - Diálogo

Essa tua frase teve efeito em mim, tanto que não parávamos de nos tocar. Ali naquela cama você estava despida, e não sentia que era somente sobre as roupas espalhadas pelo chão, mas sobre cada momento, sobre suas feições de prazer e felicidade. Me recordo que sua boca não saia da minha, tanto que brinquei questionando se era vício, e você disse que não tinha culpa se minha boca era tão gostosa, me deixando completamente desconcertada, porque tudo aquilo não era comum. Era a primeira vez que me entregava de tal forma a alguém que acabará de conhecer, e sei que se assustou com minha confissão, mas essa é a realidade, jamais fui adepta ao casual. Não queria te assustar, mas sim dizer que de algum modo tudo aquilo era diferente, especialmente porque senti.

Senti através de nossas conversas profundas e o modo como você ao se deitar em meu peito, notou até os meus batimentos cardíacos, dizendo que estavam acelerados demais, ou em como você disse ao menos três vezes: ‘’Você é linda’’. E sabe, eu não sei reagir a elogios, e talvez seja difícil acreditar neles. Meu passado não foi gentil, e pude te contar um pouco dele quando falamos sobre romantismo, e atos românticos. Lhe contei sobre um pedido de namoro que um dia fiz, e que recebi um não, e você disse que se eu te pedisse em namoro assim, me pediria em casamento, e que absolutamente pedi em namoro as pessoas erradas. E por falar em namoro, você também falou sobre o seu, falou sobre o quanto é complicado se desligar, mas que em certos momentos é preciso seguir em frente.

Nós conversamos sobre tudo naquela noite, relações, gostos, ambições, sobre seus jogos favoritos e sua propriedade para falar sobre eles. Te vi assumindo que gosta de coisas de ‘’nerd’’, e confesso que está sendo ‘’difícil’’ admitir que até aqui, ainda não encontrei nada que não tenha gostado em você. Pois você e seu jeito, tem tom e sintonia ideal. E não entendo toda essa intensidade, eu nunca fui assim. Mas seja como for, não me arrependo. Estar com você ali, na minha cama, era definitivamente confortável, exceto é claro pela parte em que você tinha que ir embora, e as complicações que tivemos a seguir.

Porque sim, infelizmente tivemos complicações. Tivemos quando sua avó teve uma reunião familiar onde eu fui pauta, e ela acabou te deixando triste. E a verdade é que você queria poder se assumir um dia para eles, mas se entristeceu ao perceber que esse dia pode estar distante, afinal, sua avó pediu para que tomasse cuidado comigo, e não se aproximasse tanto. 

Eu também me vi triste por essa reunião, e porque se a liberdade fosse de fato plena, você estaria aqui comigo agora, ao invés de te escrever sobre todos os detalhes do nosso encontro. Escrevo, pois não quero esquecer. Escrevo, pois não gosto de café e quase perdi sua confiança por isso, mas acabei ganhando de volta, pois eu amei o gosto dele em sua boca.

Não quero pensar aqui em como será o amanhã, mas gosto de pensar que no agora está sendo tudo maravilhoso contigo, e que estamos vivendo, ainda que nos assuste pela tamanha intensidade, pois o ‘’nós’’ foi assim, no ato, sem explicações ou causas aparentes. E Ana, eu sinto muito. Eu não sei o que fez comigo, mas você me dá vontade de escrever. E aqui eu continuo, pois na terça-feira lá estávamos nós novamente. Era aniversário da minha avó e do seu primo, e era uma chance incrível para um novo reencontro. E foi, quando me vi já estava dentro do carro com suas duas primas e minha mãe. Ouvi alguém dizer: ‘’tão cheirosa’’, quando você entrou no carro, e você disse: ‘’ah, eu não passei nada’’. Eu achei engraçado essa tua resposta, confesso, pois pareceu aqueles momentos em que elogiamos a roupa de alguém, e essa pessoa diz: ‘’Gostou? É da minha mãe.’’  Mas ok, lá estávamos nós. Você me olhando de um jeito todo lindo, e sendo você, pois essa é você, amável e carinhosa com todos, e Ana, é uma qualidade incrível.

Quando estávamos quase chegando em minha casa, me recordo em falarmos sobre perfume. Eu disse que não havia passado, e você riu dizendo que é um milagre e que não acreditava, pois sabe que passo perfume até para dormir. E você acertou, eu desconversei e disse que tinha passado sim, mas que estava pouco. Quando vi, em questão de segundos após esse diálogo, já estávamos novamente no meu quarto, e eu já estava novamente na sua boca, ou lhe preenchendo de cafuné, ou recebendo seus carinhos espontâneos, ou conversando sobre qualquer coisa aleatória, pois nossas conversas possuem esse tom, e eu amava poder ter várias opções com você e todas elas serem incríveis.

Após um tempo de conversa, fui em direção ao meu guarda-roupa para pegar um creme e lhe entregar. Esse creme era de café, e isso arrancou de você a seguinte fala: ‘’para alguém que não gosta de café, você tem muitas coisas com ele’’ Sim, cremes, perfume (coffe duo man). Você estava certa. Mas aquele creme em questão, era uma amostra da empresa que minha mãe trabalha, você me disse que eu estava sendo uma boa garota propaganda da marca, mas retruquei dizendo que você precisava ver minha mãe falando sobre os produtos, e não deu outra. Em algum momento, minha mãe entrou no meu quarto e quando comentei sobre o creme, ela só te disse: Acredite na beleza.

Isso te arrancou risos, e eu é claro gostava de te ver rindo. Mas, nosso tempo ali estava curto, e foi assim anunciado pelo seu primo que entrou no quarto te chamando, para a festa de aniversário dele. Naquele dia, ainda que fosse também aniversário da minha pessoa favorita no mundo, minha avó, passei mais tempo ao seu lado, e minha avó entendeu. Ela entendeu que você tinha que voltar para sua cidade e que o nosso tempo juntas estava um tanto fugaz, e além do mais, você estava ao lado da minha casa, era fácil me dividir entre as duas festas.

Bem, com esse entendimento fiquei em sua tia, enquanto conversávamos muito, e você me enlouquecia com o cheiro de cerveja que vinha da sua boca. E eu te disse isso, a propósito, e estava tentando entender porque certos aromas que eu não gostava, ficavam maravilhosos em você. E em como era capaz de atravessar um trauma pessoal, ou seja, minha relação com o álcool, para simplesmente me sentir confortável ao seu lado.

Mas, preferi não pensar muito sobre. Naquela noite conversamos sobre ex, sobre dependência emocional, sobre maturidade, sobre redes sociais e sua distância delas, e sobre tarot. Sim, assuntos totalmente aleatórios e você falava enquanto fazia carinhos em minha perna, ou simplesmente jogava suas pernas em cima das minhas. Ainda que tivesse me dito que suas primas vieram lhe questionar se você sabia que eu gostava de mulheres, ou se estava acontecendo algo entre nós. E bem, você aparentemente não se importava, pois dizia que queria me beijar na frente de todos e eu não duvidava de você, e na verdade, não duvidar, me fazia lhe querer ainda mais. 


Notas Finais


Capítulo curto, mas prometo que vou postar todo o diário bem rapidinho. Quero logo poder finalizar Vinho ou Café.


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