História Violett - Capítulo 10


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Elizabeth Olsen, Sebastian Stan
Visualizações 5
Palavras 2.849
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Famí­lia, Festa, Ficção, LGBT, Luta, Mistério, Poesias, Romance e Novela, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Hey!

>Desculpa pelos erros ortográficos e de pontuação .

> Espero que estejam gostando.


Boa
Leitura💟

Capítulo 10 - Purple


Fanfic / Fanfiction Violett - Capítulo 10 - Purple

Violett

Se passou uma semana des da ultima vez que vi James. Nesse meio tempo liguei para ele uma vez . Ele não atendeu. Não sabia onde havia errado , James viu julgamento onde não tinha , eu não estava com pena ou enojada, até porque não vi muito, mas eu senti. Senti cada cicatriz e quão profundas eram , não senti pena. Não. Logo pelo contrario, não me importava , simples.

Nos dois primeiros dias eu havia esperado o encontrar no café red velvet , foram três horas sentada na mesma cadeira e esperando que a porta se abrisse e eu veja ele entrando e pedindo seu café, puro e forte. Ele não veio. Percebi o quão idiota estava sendo e desisti.

Sarah insistiu muito para que eu lhe contasse oque aconteceu. Parece que o cabelo não ajudou a esconder o chupão . Eu disse que não havia acontecido nada , mas ela não acreditou o suficiente para não continuar a perguntar a cada cinco palavras que fala. Ela e Kath estavam brigadas , ela não quis me explicar o porque , porque segundo ela eu a odiaria mais. Agora Sarah passava maior parte de seu tempo em que não estava estudando, comigo.

Meu professor havia nos dado um trabalho , acabei fazendo dupla com Mark Carte, mas como previsto ele era filhinho de papai, insuportável e inconveniente. Eu o odeio.

No fim fiz o trabalho inteiramente sozinha , mas não permiti que ele ganhasse nota. Não seria justo . Com sorte o professor entendeu meu lado e deu os créditos do trabalho todo para mim . Mark obviamente não ficou feliz.

Na quinta-feira, passo em uma livraria e compro alguns novos livros de poesia, eu não sei se era sorte ou destino - até porque não acreditava nisso - mas a livraria precisava de um novo vendedor e eu de um emprego. Falei com o dono , um homem gentil devo admitir . Ele era alta e magro . Lembrava meu pai. Barba rala e loira assim como seu cabelo , ele sempre usava um lenço azul no pescoço e combinava com seus olhos. Ele foi super educado e surpreendeu-se com meu currículo, não havia muita coisa apenas um curso básico de informática completamente concluído e um estágio num escritório quando eu tinha 17 que aceitei fazer para poder ajudar meu pai a pagar minha faculdade. Acho que oque o surpreendeu foi meu amor pela leitura e o fato de conhecer muitos livros , e eu sou uma das maiores clientes desse lugar. Aqui é o único lugar que vende livros quase impossíveis de achar , e o salário me ajuda a pagar o aluguel do apartamento a metade da minha faculdade ja que a outra metade quem paga é meu pai e ainda sobra uma quantia favorável para fazer algo.

Após a conversa com meu novo chefe vou direto ao apartamento. Sarah estava dormindo, sei que estava cansada então não iria acorda-la .

Vou para meu quarto e tiro os sapatos os jogando em qualquer lugar. Largo a bolsa na cama junto aos livros, tiro minha blusa e meu sutiã. Abro o guarda roupa e pego uma camiseta comprida com a estampa de dinossauro , tiro minhas calças e as jogo na cama também. Pego um elástico de cabelo na bancada e amarro meu cabelo num rabo de cavalo frouxo. Deito-me na cama e mando mensagem para meu pai , contando que arranjei um emprego. Ele fica alegre e me deseja sorte.

Suspiro.

Encaro meu guarda roupa por alguns segundos e me levanto. Talvez eu me arrependa disso , mas a súbita vontade de ver seu rosto novamente me perturba. Fico na ponta dos pés e me estico para pegar uma caixa em cima do movel. Ao pega-la me sento no chão deixando-a a minha frente.

Após pensar um tempo concluo que se queria realmente abrir deveria parar de tergiversar. Abro a pequena caixa e vejo a primeira foto , era eu e ela num balanço na casa da minha avó, ela sorria para meu pai enquanto ele cantava uma música idiota para me fazer rir. Eu ri. E a foto ficou linda , e minha avó me chamou de birrenta logo em seguida. Solto a foto sobre o tapete e pego um lenço dourado , ela o amava , disse que foi um presente da sua avó antes de morrer.

A porta se abre e Sarah entra. Ela se surpreende ao ver as coisas sobre o tapete, ela sorri e senta-se ao meu lado.

- Achei que tinha deixado essas coisas em Santa Mônica. -- ela diz.

- Não. -- digo suspirando. -- Eu peguei , precisava te-la comigo .

- Eu também sinto falta dela. -- Sarah pega uma foto , era nós duas ainda pequenas vestidas de princesa, e ela. Ela sorria e sobre sua cabeça tinha uma coroa de plástico de princesa. -- Ela me ajudou a passar pela minha primeira menstruação. Foi tenso.

Sorri.

- Foi. -- rimos . As lágrimas já ameaçavam cair e eu tentava as evitar limpando-as com as costas da mão. Coloco as fotos de volta na caixa e me levanto as colocando em cima do guarda roupas novamente. Sarah se levanta e vem até mim.

- Você esta bem?

- Aham. Ah, consegui um emprego. -- digo.

- Serio? Que bom , e seu pai ?

- Esta feliz.

- E o James ?

- Oque tem ele ?

- Não sei. Não andaram se falando , sei la. -- suspiro.

- Não, mas é melhor assim. -- falo . -- E a Kath?

- Nada. -- ela estava triste e isso era claro.

- Se ela não voltar ela é uma idiota. Você é incrível. -- coloco minhas mãos no seu rosto e limpo a lágrima que caia no seu rosto .

- Vou fazer pipoca e chocolate quente. E podemos ver o filme para o seu trabalho. -- ela diz.

- Você vai achar chato.

- Eu sei. -- ela faz careta e sai. Suspiro .

Mesmos depois de tanto tempo isso ainda me machuca. Não importa o quão grande seja meu autocontrole, as vezes ainda me pego pensando e relembrando coisas daquele dia e de todos os outros depois dele. Horriveis e frustrantes.

Vou para sala e vejo Sarah colocando a pipoca na vasilha . Os chocolates quentes ja estavam na bancada nas nossas canecas, a dela roxa bebê e a minha violeta . Pego as duas canecas e as levo na mesa de centro. Sarah vem com a enorme vasilha até o sofá e senta-se ao meu lado.

Eu deveria ver o tal filme e fazer uma resenha para entregar , o grande problema era que o filme era insuportavelmente chato , Sarah dormiu nos primeiros vinte minutos. Não demorou para eu perceber que deveria fazer o mesmo. Antes que meus olhos se fechem por completo o telefone começa a tocar , penso em não atender , mas ignorar se tornou impossível ao ver o visor. "Soldado".

- Alô? -- ele diz. Inicialmente eu fiquei muda , não sabia oque dizer . -- Violett , esta ai ?

- Sim. -- digo, sonolenta . -- Oque você quer?

- Preciso que venha na delegacia e pague minha fiança .

- Oque? Tem noção de que horas são? Eu te falo : são duas da manhã.

- Eu sei muito bem que horas são. Mas é serio.

- Esta bem. -- sento-me. -- Estarei ai em meia hora.

- Ok. -- ele desliga.

Me levanto e arrumo Sarah no sofá. Vou até meu quarto e visto uma calça e um casaco por cima da camiseta, solto meus cabelos e os arrumo com as mãos, escovo meus dentes e calço uma bota baixa . Pego uma quantia de dinheiro e escondo na sola do sapato. Pego minha bolsa colocando meus documentos e meu celular, pego um cobertor no guarda roupa e volto para a sala , jogo o cobertor de pelagem rosa por cima de Sarah e desligo a tv.

Desço as escadas do prédio até a entrada fechada. Ja não era Carlos que estava na recepção agora era Maurício, um homem de 44 anos sério que botaria medo em qualquer um . Peço que abra a porta para que eu saísse, ele de má vontade abre , digo que volto em breve e que abra para mim . Ele apenas concorda e volta a sentar-se atrás do balcão.

Entro em meu carro coloco a chave na ignição e dirigo até a delegacia. James me deve um grande favor , e farei questão de cobrar. Paro em frente o lugar e tranco o carro , havia uma mulher encostada no muro no outro lado da rua. Segurei a alça da minha bolsa e entrei as presas na delegacia.

- Boa noite. Eu vim para pagar a fiança de James Scott. -- o homem foi super simpático comigo, no tempo em que enchi a papelada ele me contou de seus filhos pequenos e como sua mulher cozinhava bem , não sei como chegamos a esses assuntos, mas pelo menos me ajudou a me livrar da raiva que sentia de James ao me fazer vir aqui após me ignorar durante uma semana.

Sou levada até as celas , havia apenas três pessoas uma delas era James. O policial abre a cela e James olha na minha direção, agradeço ao homem que a abriu e volto para a entrada do lugar sendo seguida por James.

Ele assina os papéis e eu volto a conversar com o homem de antes , lhe dou um panfleto de desconto num restaurante que ganhei na minha última ida ao centro . Ele agradece e sorri.

James acaba de assinar os papéis e me olha.

- Obrigada. -- ele diz.

- Me deve essa. Afinal , oque fez para ser preso?

- Briga de bar.

- Ah, e porque me ligou? E a sua irmã?

- Você viria sem muitas perguntas e ela contaria a Alfredo e Mariane. -- ele mexe nos bolsos da calça e pega o maço de cigarro, ele o acende e o coloca entre os dentes. Bufo.

- Seu pré- julgamento é sensacional. Finge que nada aconteceu ignorando minha existência e agora que precisa de mim , você me liga.

- Deixe de ser dramática. -- levanto uma sobrancelha.

- Dramática? Eu não acredito, você fica com essa pose de badboy que não se importa com nada nem ninguém, mas eu sei que dentro de você tem algo que se importa muito. -- falo. -- Eu passei dois dias durante 3 horas no café esparando que você magicamente aparecesse lá e possamos concertar toda essa merda . Você nem se importa.

Ele bufa.

- Eu não quero suas desculpas.

- Eu não vou pedir desculpas. Você viu julgamento onde não tinha, eu não me importo com nenhuma de suas cicatrizes e feridas, eu nem as vi. Eu senti elas nas pontas dos meus dedos , e não senti a mínima pena ou nojo de você.

- Comece a pensar antes de falar. -- ele se põem a minha frente. -- Você não queria transar comigo, você não quer por suas mãos em mim Violett.

- Eu imagino quantos olhares ja recebeu, mas eu não sou eles. No fundo é você que sente nojo e medo dessas cicatrizes , elas são partes de você, mas você não aceita.

- Vai embora Violett. -- paro o olhando , não era possível alguém ser tão distante de uma realidade dessa forma.

- Eu não acredito. -- murmuro.

- Oque mais você quer? Quer que eu agradeça. Obrigado Violett , por sair da proteção do seu mundinho e pagar a maldita fiança! -- ele grita.

Ele não poderia simplesmente agradecer por me fazer vir até aqui como uma pessoa normal ? Era tão difícil agirmos como dois adultos tendo uma conversa normal sem gritos , ou coisa do tipo? Pelo visto sim. Não somos normais esse era o problema, essa relação esta me fazendo descobrir um prazer mórbido em gritar e brigar , acho que é essa adrenalina que esta me fazendo sentir-me viva.

Imagino que ele também se sinta assim. Isso era péssimo. Com certeza não era um passo saudável para um relação.

- Eu vou embora. -- digo indo até meu carro.

- Isso era tudo que eu tinha que fazer para você calar a merda da boca?

- Boa noite, James. - entro no carro e dou partida. Com a hora as ruas estavam vazias então não demorou  muito para voltar para casa. Maurício abriu para mim e o agradeci pedindo desculpas por o encomodar. Sei que era seu trabalho , mas ninguém sai durante a noite .

Entro no apartamento e Sarah ainda esta dormindo. Jogo minha bolsa na poltrona e me sento ao lado dela , tento levanta-la para tira-la do sofá. Graças a minha força consigo posiciona-la para que ela ande alguns passos  até seu quarto . Ajeito-a na cama e a cubro com o cobertor da Hello Kitty que ela insistia em manter na cama. Pego minha bolsa na sala e volto para meu quarto, tiro as calças, as botas e o casaco e me jogo na cama.

Entro na livraria e deixo minha bolsa debaixo do balcão. Sr. Tonsohn meu novo chefe havia me dado as chaves , assim quando eu chegasse mais cedo que Bruno o outro funcionário eu poderia abrir e ir preparando o lugar para um dia de trabalho. Bruno entra com um sorriso grande e me compromenta.

- Quem consegue esse bom humor logo pela manhã? -- digo.

Bruno tinha uma pele morena , seus cabelos cacheados tão perfeitos quanto um anjo tinham um cheirinho otimo de Coco. Ja tínhamos uma boa relação ja que eu comprava muito aqui , e ele sempre me atendia até trocamos mensagens de vez em quando , quando chega livros novos . Ele tinha 25 anos , alto e bonito. Sorte dos caras que transam com ele.

- O sorriso é o segredo de uma vida bem vivida. -- ele diz.

Balaço a cabeça sorrindo. Pegamos as caixas nos fundos e tiramos os livros de dentro delas. Os colocamos nos lugares certos , entre uma conversa e outra consegui descobrir muitas coisas sobre ele. Ele mora com a avó, desde que sua mãe morreu e seu pai o expulsou de casa ao saber que o filho é gay. Ele trabalha aqui até o fim da tarde e depois ia para a faculdade, ele havia conseguido a bolsa no começo do ano depois de muito tentar. Ele estudava arte , disse que algum dia me mostraria seus desenhos.

Atendemos os primeiros clientes, a maioria eram adolescentes e pais de crianças querendo matérias para os filhos. Uma garotinha entrou, ela era loira de olhos castanhos, devia ter uns 10 anos . Ela abraça Bruno que retribui sorrindo.

- Violett, essa é a Emilly filha do Sr. Tonsohn nosso querido chefe. -- ela me olha meio envergonhada, me abaixo até ficar na sua altura.

- Olá, Emilly. Meu nome é Violett , é um prazer conhece-la .

- Sabia que você tem nome de flor ? -- assenti.-- Minha mãe também tinha. -- ela diz.

- Aé? E qual era o nome da sua mãe?

- Jasmim. -- sorri.

- É lindo.

- Emilly, eu disse para você me esperar. -- Sr . Tonsohn entra e sua filha corre para seus braços. -- Ah vejo que ja conheceu a Violett.

- Sim , ela é legal. -- diz Emilly.

Meu primeiro dia de trabalho havia cido tranquilo, ao contrario da aula de hoje. Mark brigou com o professor exigindo ganhar sua nota , é claro que ele negou. Não seria justo. No fim fiquei mais que o esperado na faculdade, tudo isso para convencer Mark a fazer outro trabalho só que sozinho dessa vez. Assim ele garantiria sua nota e me deixaria em paz. Ou não, ele ainda esta posseço comigo. Quando chego Sarah não esta , mas logo em seguida me manda mensagem dizendo que vai dormir na Kath. Apenas respondo um "ok" e deixo o resto para quando ela voltar para casa.

Faço um macarrão instantâneo e como junto a uma Coca-Cola gelada , vendo um filme qualquer. Tomo meu banho e me jogo na cama , depois da ultima noite eu precisava de um descanso de verdade .


As ruas estavam vazias e frias.  O ar estava rarefeito e me fazia tossir as vezes , olho em volta a procura de alguém, mas eu estava sozinha. Completamente sozinha. 

Passo meus braços ao redor do meu corpo tentando me aquecer, mas não adiantava. Andei rapido tentando achar sinal de alguma alma viva , mas não havia nada . 

- Ei! 

Grito. Ninguém responde. 

Meu braço arde , não uma ardência normal , uma ardência estranha que queimava minha pele. Olho para a parte ardida e vejo os numeros 1080-037 , passo minha mão por cima tentando amenizar a dor . 

Já não me sinto sozinha.  Há alguém aqui. Olho para trás e vejo uma silhueta masculina, ele se aproxima em passos rápidos e ríspidos . Franzo o cenho tentando enxergar, mas a neblina densa dificultava.  

Ele tinha algo em mãos. 

Era um fuzil. 

Ele se aproxima. 

Ele atira. 


Notas Finais


Espero que tenham gostado.
Byeee


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