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História Virtual Love - Capítulo 22



Notas do Autor


É isso, se conseguirmos escrever mais vamos postar antes das datas! Como estão indo de quarentena?

Capítulo 22 - 22. Let My Daughter Go


Fanfic / Fanfiction Virtual Love - Capítulo 22 - 22. Let My Daughter Go

"Siga em frente, não sofra, fique alegre quando ouvir a minha voz, saiba que eu estarei olhando o seu sorriso. – Eminem"

P.O.V. Alex Danvers

Peguei meu celular após ver Kara subir com a carta e mandei uma mensagem para Sam.

Agente Danvers: Ei, a caixinha acabou de chegar, Kara subiu com ela.

Sam Árias: Você tem sorte que é para o bem de Lena ou estaria morta agora.

Agente Danvers: Você é louca? Eu estou fazendo exatamente o que vocês mandaram, informar vocês.

Sam Árias: Desculpe, Ruby não me deixou dormir a noite toda.

Agente Danvers: O problema não é meu que sua namorada não te deixou dormir.

Sam Árias: Ruby é minha filha, idiota.

Sam Árias: [Foto do início do capítulo]

Agente Danvers: Ela é o bebê mais lindo do mundo, só perde para mim.

Sam Árias: Isso porque você não me viu quando bebê.

Agente Danvers: Se tivesse visto teria me apaixonado já na maternidade.

Sam Árias: Para! Eu vou levantar agora, Ruby acordou, até mais?

Agente Danvers: Claro, até!

Desliguei o celular e coloquei no bolso da jaqueta.

– Apaixonar na maternidade? Sério? – Bufei entrando de volta na casa.

A verdade é que desde a conversa com Lex, não conseguia tirar a morena que estava com ele da cabeça. Não queria me envolver até resolver minha situação com Maggie, mas ter o número dela era uma tentação considerável.

Horas mais tarde logo após o almoço, ela voltou com uma mensagem me fazendo sorrir, Kara viu meu sorriso:

– A detetive mandando mensagem? – Perguntou sorrindo ao me ver sorrir para o celular.

– Sim. – Menti para que não soubesse que eu havia falado com o Luthor.

Sam Árias: Eu poderia estar descansada, se alguém não tivesse me acordado tão cedo hoje.

Agente Danvers: Me Sinto culpada, mas se soubesse que você tem um bebê teria falado com você mais tarde.

Sam Árias: Não é sua culpa que Ruby teve cólicas de madrugada.

Agente Danvers: Ela está melhor por falar nisso?

Não houve tempo para responder, uma almofada atingiu meu rosto e olhei para Kara que prendia o riso, era bom vê-la sorrir, mas péssimo que eu não poderia mais conversar com Sam.

Kara P.O.V

Aquele pequeno pedaço de papel pesava um tanto em minhas mãos, sentia que se abrisse aquele envelope tudo que eu estava evitando me atingiria com uma força que eu simplesmente não aguentaria e sentiria o peso do mundo nas minhas costas.

Alex todo dia vinha até mim para poder perguntar se eu li, se eu ia ler e isso já estava me deixando furiosa pois ela tinha essa necessidade de saber os dois lados da história e eu não tinha. Eu não quero saber o lado da Lena, eu apenas quer sentir a minha dor e deixar as coisas seguirem seu caminho. Ler essa carta só vai aumentar a dor que eu Tô sentindo e eu não quero isso pra mim nesse momento.

Semana que vem eu volto a trabalhar, e eu não sei como eu vou me portar diante a Cat, tenho certeza de que ela ainda vai querer uma matéria sobre Lena Luthor e eu também sei que eu não vou ter malicia para fazer algo do tipo.

Expor Lena vai ser algo que eu sempre irei me recusar a fazer, não importa o quão machucada eu esteja, eu jamais faria isso com uma pessoa que eu ainda tenho sentimentos.

- Ka... Tem uma, visita...? Lá embaixo para você. - Alex disse um pouco confusa e com certo receio, deixei as coisas na cama e me levante mais confusa ainda. Não seria a Lena, seria?

- Quem é? - cruzei os braços nervosa.

- A sra. Luthor. - Alex disse receosa e com um pouco de cautela. Senti minha respiração pesar, o que aquela mulher poderia querer comigo?

Desci as escadas com a cabeça erguida, não vou deixar ela passar informações pra filha dela de como ela está sofrendo.

- Sra. Luthor? - eu nunca tinha visto a mulher pessoalmente, e confesso que nem queria.

- Kara Zor-El Danvers. - a mulher sorriu porém não estendeu sua mão, ou seja, ela não esta aqui de boa vontade.

- No que eu posso ajudar? - perguntei olhando para cima mas Alex não estava no topo da escada como e imaginava.

- Eu só queria te agradecer Kara. - arqueio a sobrancelha confusa.

- Agradecer pelo que? - quase ri, uma mulher como aquela não poderia sair da sua casa pra vir fazer hora com a minha cara.

- Por deixar minha filha é claro. - ela passou o mindinho pela sobrancelha ainda sorrindo. - Antes de você aparecer minha filha estava sempre em casa com a família ou trancada naquele escritório criando projetos revolucionários. E depois que você apareceu... bem, ela começou a sair, a se divertir, a ter um brilho nos olhos que eu nunca tinha visto antes e bem, isso me deu esperança que a minha filha finalmente encontraria alguém depois de, depois de anos de sofrimento e reclusão. Eu quero agradecer Kara, por você ter me dado um pouquinho de esperança de que eu veria minha filha sorrindo novamente, se apaixonando e se permitindo ser feliz do jeito que ela estava. - suspirei já ficando nervosa. - Agora, eu não vejo mais minha filha, ninguém mais vê a Lena para ser sincera. - Lilian começou a perder a pose altiva. - Ela se trancou em um apartamento, não come, não dorme, está se afogando em arrependimento só por estar se sentindo a pior pessoa do mundo no momento.

- Sra...

- Eu quero agradecer senhorita Danvers, por ter acabado com o brilho dos olhos da minha filha. Por escutar um homem ganancioso que está fazendo de tudo e conseguindo para acabar com a minha filha. Por escutar apenas o que quer ouvir, por ver apenas a sua verdade, por não ver um ser humano que erra em minha filha. Ser uma Luthor não é sinônimo de perfeição. Ser uma Luthor é um sinônimo de superação. E eu vou mover céus e terras para que Lena supere o dia em que te conheceu.

- Sra. Luthor... - tentei mais uma vez falar mas um soluço interrompeu minhas palavras e eu me perdi chorar tudo que eu estava segurando. Eu chorava por mim, chorava por Lena, por nossa situação, pelo passado, presente e futuro. Eu sentia que uma parte de mim tinha morrido com aquelas palavras. - Eu sinto muito, nunca foi a minha intenção machucar a Lena. - eu tentava falar enquanto as lagrimas desciam incessantemente e os soluços cortavam as palavras.

- Eu não ligo para as suas intenções garota. - ela disse um pouco mais alto. - Suas intenções não são nadas comparado a dor da minha filha. Eu só te peço um pequeno favor Kara. Eu quero que continue evitando Lena, se ela te ligar ignore, se te mandar mensagem não responda, se ela aparecer na sua porta, não abra. Eu quero que você deixe bem claro para a Lena que ela não significa mais nada na sua vida. Que ela foi um erro e que você se arrepende amargamente de um dia tê-la conhecido.

Comecei a negar com a cabeça, aquela conversa não fazia sentido. Lilian era mãe de Lena e estava pedindo para que machucasse mais a filha dela. Que tipo de mãe ela era?

- Eu não entendo. - disse finalmente me acalmando. - Como pode me pedir uma coisa dessas? Lena ela é sua filha e você está me pedindo para machucá-la?

- Você já a machucou Kara, eu não estou pedindo para fazer isso, você já fez isso quando preferiu escutar um homem asqueroso ao invés da mulher que você dizia estar apaixonada. Minha filha nesse exato momento está se acabando em bebida, não esta comendo, sua cabeça está funcionando o mínimo possível. - Lilian se levantou pegando sua bolsa. - Eu só quero que não piore a situação dando esperanças para Lena, ela não merece passar por esse tipo de situação novamente. Eu quero que ela fique bem, que ela se recupera sem que tenhamos que tomar medidas drásticas.

- Que tipo de medidas? - me levanto também.

- Só se mantenha longe, ou continue seu trabalho, está fazendo isso muito bem.

E assim ela saiu da casa da minha mãe como se nada tivesse acontecido.

Lena P.O.V

Eu já estava cansada de ficar em casa sofrendo. Isso estava acabando com a minha sanidade e com a minha vida. Percebi como tinha perdido peso drasticamente, tinha bebido em um dia o que eu não bebia em um ano desde minha última decepção. Mas agora era diferente, agora a minha decepção era comigo mesma e disso eu não poderia me livrar.

Depois de uma semana me acabando em bebida, alimentação precária e chororô eu resolvi que não ia resolver absolutamente nada me afogar em álcool, me matar de fome ou algo parecido.

Acordei cedo e fui me arrumar. Seria meu dia de recomeçar.

Tinha algumas roupas que eu nunca tinha usado no closet, poucos saltos e felizmente roupa íntima. Não iria precisar voltar pra casa da minha mãe tão cedo. Talvez nunca.

Me arrumei e fiquei na sala esperando o momento em que Lex iria aparecer. Ele chegou um pouco mais cedo do que imaginei, ainda estava passando o batom quando ele chegou. O jeito que ele me encarava chegava a ser cômico e beirava ao desespero, ele fez de tudo para se manter calmo e não me encher de perguntas. Era exatamente disso que eu precisava, de alguém que não me fizesse perguntas.

Deixei bem claro que eu não estava a fim de conversa, pedi para que ele buscasse meu carro e sai.

A empresa continuava a mesma, meu pai tinha assumido novamente os negócios do qual eu tomava conta o que não me surpreendeu.

- Pestinha! - sua voz saiu abafada por causa da máscara que ele usava. - Que saudades minha filha, já estava a ponto de mandar invadirem aquele quarto em que você se trancou.

- ... - por mais que eu quisesse falar algo, eu não conseguia, sentia que se fosse falar eu voltaria a chorar e dificilmente iria parar.

- Lena, não faz isso. Não sofra em silêncio. - ele abriu os braços e eu me aconcheguei. Sentia saudades dos seus abraços. Sentia saudades de ser a menininha de toda a família. Sentia saudades de ser criança. Por que temos que crescer?

Depois de me acalmar meu pai me levou até o terraço da empresa. Eu odiava ir naquele lugar pois o prédio é absurdamente alto e eu tenho um grande medo de altura, mas, como eu estava com meu pai não via problemas em enfrentar meu medo.

- Me conte o que está acontecendo. - meu pai se sentou na borda do prédio olhando para baixo e eu apenas me mantive afastada o suficiente para não conseguir olhar para baixo.

- Eu magoei uma pessoa muito importante para mim papai, e eu sinto que nada no mundo vai mudar isso. - respondo olhando para o céu.

- Você acredita realmente que nada no mundo vai mudar isso? - ele questiona olhando para baixo me deixando mais nervosa do que eu já estava.

- Não é questão do que eu acredito pai, é fato. - cruzo os braços. - Você pode parar de olhar para baixo?!

- Por que? - ele me olha confuso. - Não tenho medo de cair pestinha. É um fato, se eu cair dessa altura é morte na certa.

- E isso não te preocupa? Cair e me deixar aqui sozinha? - pergunto irritada, como pode ficar tão calmo assim com a morte lhe olhando tão de perto?

- Eu não vou me jogar Lee, e a não ser que você me empurre, eu estou seguro. Agora pare de mudar de assunto e me diga sobre o fato de que o que você fez é imperdoável. - ele bate ao seu lado indicando que queria que eu me sentasse junto a ele. O que jamais iria acontecer.

- Você não conheceu a Kara, apenas o Lex e a Sam. - contei a história inteira sem omitir nenhum detalhe. Meu pai ouvia tudo com atenção e não me interrompeu em nenhum momento. Eu já não chorava mais. Doía, mas eu já estava acostumada a sofrer por motivos do coração. Nada que eu não tenha vivido antes.

- E você acha que se isso não tem perdão?

- Você acha que tem?

- Lee. Eu cometi a maior traição que pode acontecer em um relacionamento. Eu traí a sua mãe, a enganei por anos e quando ela descobriu a verdade ela conseguiu me perdoar, estamos juntos até hoje e todo dia eu faço de tudo para me redimir mesmo sabendo que ela não espera mais por isso. - ele suspirou. - Não adianta você ficar sofrendo pelo o que você acha que está acontecendo, você tem que procurar essa moça e ao menos se explicar, se ela não te perdoar saberemos que ela apenas não era a pessoa certa para você.

- Mas eu quero que ela seja a pessoa certa.

- Dizem que querer é poder. Não concordo. Vontade não é tudo, é importante, fundamental, uns 30%. Mas não basta. É somente um passo. O resto é coragem. - meu pai disse sorrindo.

- Não vale citar Clarissa Corrêa. - me dei por vencida e me sentei ao seu lado. Meu pai tinha razão, se eu caísse o máximo que aconteceria seria a minha morte. Se ela ocorresse, a dor iria embora.

- Vamos para de pensamentos negativos? Você não vai cair, e não se prive de sentir dor, a dor é inevitável Lena, mas o sofrimento é opcional. Agora vamos, sua mãe me mata se souber que eu te trouxe aqui. - ele me puxa de volta ao interior do prédio e não me deixa trabalhar. - Hoje teremos o dia de pai e filhos. Lex tá esperando a gente no carro.

- Eu sai de casa a toa? - pergunto desanimada, eu só queria ocupar minha cabeça com algum projeto para salvar o mundo.

- A toa não, vamos nos divertir e ocupar sua cabeça com outra coisa. Não quero você pensando em coisas negativas.

- Eu nunca penso negativo.

- Sem piadas sem graça Lee, por favor. - meu pai começa a rir achando graça de não sei o que sendo que nem a piada eu pude fazer.



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