História Vírus Letal - Capítulo 20


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Categorias Histórias Originais
Tags Apocalipse, Drama, Zumbi
Visualizações 4
Palavras 1.388
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Famí­lia, LGBT, Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo
Avisos: Canibalismo, Drogas, Linguagem Imprópria, Mutilação, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 20 - 20


Corremos até chegar ao posto de base avançado do pessoal do exército ainda seguidos por poucos infectados, alguns soldados se reuniam na frente do posto prontos para atacar qualquer infectado que se aproximava, enquanto algumas famílias se abrigavam ali dentro. Já dentro do posto para pensar no que tinha acontecido, então sento encostado numa parede com Nathan e junto dele deixo minhas lágrimas caírem. Aquele garoto amigável, bondoso e amável, tinha acabado de sacrificar suas vidas pelas nossas, por que você tinha que fazer isso Enzo, por quê? Em silêncio abraço o Nathan e fico ali com ele tentando manter minha mente distante de toda aquela confusão, mas sempre voltava a pensar na última cena que vi do Enzo. Fiquei quase uma hora sentado ali abraçando o Nathan, enquanto escuto uma voz familiar me chamar. 
- Thiago...Nathan...Precisamos sair daqui...
   Disse a Cassie e quando olho para a garota vejo que ela também estava chorando e meio tremula, então enxugo minhas lágrimas aceno positivamente com a cabeça e me levanto e então ajudo o Nathan a se levantar.
- Ei amigão...vamos nessa.
    Falo para ele que continua em silêncio já sem chorar, então abraço ele de lado indo até a Cassie a abraçando também e então fomos até onde estava minha mãe, Rogério e Daniel, respiro fundo olhando para eles que estavam muito abalados também, principalmente Rogério que encarava o chão com uma expressão de choque sem conseguir falar nada parecia que a qualquer momento ele iria desmoronar ou explodir, então tomo coragem e resolvo falar.
- O que vamos fazer agora?
  Daniel cabisbaixo enquanto mexia com um graveto no chão responde baixo com a voz meio rouca. 
- Nós vamos embora...Conversei com o pessoal do exército eles vão levar a gente em segurança ao carro e então vão tentar retomar o controle do formigueiro, caso não consigam, vão abandonar o lugar com os outros...
    Ficamos em silêncio novamente por alguns minutos até um soldado aparecer e nos chamar para irmos embora, então entramos em um de seus carros blindados, entramos e logo o motorista começa a dirigir, por sorte ele tomou um caminho diferente pelo o qual nós vimos e no final o Daniel só havia pegado umas quatro armas para gente. Era possível ver muitos infectados nas ruas que os soldados estavam tentando eliminar com seus carros armados e era possível ver moradores nas ruas ajudando também.
  Chegamos ao nosso carro, então descemos silenciosamente do carro do exército e andamos até nosso carro, enquanto o pessoal do exército nos dava cobertura. Já estávamos todos dentro do carro só  faltava Rogério que estava na porta olhando ao seu redor como se estivesse perdidos em pensamentos.
- Ei Rogério temos que ir agora...
  Disse Daniel do volante o chamando, mas aparentemente Rogério  não deu muita bola, ele fecha a porta do carro e olha para dentro e começa a falar com lágrimas brotando em seu rosto.
- Meu filho queria ficar e lutar por esse lugar...Ele morreu nos dando uma chance de sobreviver...Eu não posso ir embora e deixar esse lugar morrer igual meu filho, eu vou ficar e lutar, vou ajudar a reerguer esse lugar meus amigos e se quiserem voltar depois serão bem recepcionados, agora vão e deixe o resto com a gente.
  Fala o Rogério se distanciando do carro dando um último aceno se despedindo da gente e se encontrando com um soldado que o entrega uma arma, enquanto Daniel começa a dirigir e se distanciar do Formigueiro, era possível ouvir barulhos de tiro perto da entrada do lugar, até que aquele lugar começa a sumir do nosso campo de visão dando lugar a uma pequena cidadezinha abandonada e logo a uma estrada.
  Não sabíamos exatamente para onde ir ou o que fazer era como se nossas essências tivessem ficado naquele lugar chamado formigueiro. Já fazia algumas horas que estávamos na estrada e o Sol começava se pôr, achamos um pequeno posto de gasolina no qual o Daniel para o cara para podermos descansar essa noite, nos certificamos de que o lugar estava vazio, comemos alguns macarrões instantâneos e nos ajeitamos para dormir não teve muita conversar além do necessário e de certa forma isso foi bom, então me arrumo em um cantinho para dormir lado a lado com a Cassie e Nathan e minha mãe e Daniel dormiram em lugares diferentes.
  Depois que adormeci tive alguns sonhos estranhos, sonhei que estava no carro da minha mãe com a Cassie e ela estava sorrindo e logo em seguida o sonho muda e vejo o Eric infectado me atacando e o Nathan matando ele, logo em seguida vejo os infectados invadindo nossas casas e o senhor Alessandro morto e logo em seguida o Enzo sorrindo e os infectados encima de seu corpo.
   Acordo assustado e confuso com todos esses sonhos me sento para poder respirar melhor, olho para a Cassie e percebo que ela estava dormindo e então olho para o outro lado onde deveria estar o Nathan e percebo que ele não está lá. Olho ao redor da lojinha de conveniência e nada dele, então me levanto e vou até o lado de fora e vou até o lado de fora e o vejo sentado encostado em uma das bombas de gasolinas e vou até ele e me sento do seu lado.
- Também não conseguia dormir?
  Pergunto para ele o abraçando de lado, odiava ver meu irmão mal, aquilo para mim era horrível. Ele olha para mim de relance e acena positivamente com a cabeça. Eu queria muito poder saber falar alguma coisa para reconfortar ele, mas eu não fazia a mínima ideia do que falar, ficamos ali sentados em silêncio por um longo tempo até que Nathan quebra o silêncio.
- Se ele estivesse aqui agora provavelmente estaria me dando uma bronca por estar triste e estaria fazendo alguma brincadeira sobre isso tudo, por que as coisas acontecem do jeito que acontecem? Por que não poderia ter sido diferente?
- Talvez se tivesse sido diferente mais de nós não estaria aqui agora Nathan, não temos que ficar triste por ele ter partido, temos que ficar felizes por ele ter feito parte da nossa vida de uma maneira boa e sim eu sei é uma merda, tudo isso é uma grande merda.
- A vida é uma merda Thiago e não podemos fazer nada para mudar isso, pelo menos ela permite a gente se feliz nem que seja por alguns momentos, mas para que vale tudo isso do que vale a vida se no fim todos temos o mesmo final?
- Não sei maninho, não sei, mas prometo descobrir e te contar depois. Vamos pensar positivo a vida pode ser até uma merda, mas pelo menos não cheira como uma.
- Besta
  Fala o garoto dando uma leve risada e rio também, olho para o Nathan e percebo o quanto ele está diferente mais maturo, meu irmãozinho está crescendo e isso por um lado é bom, mas pelo o outro é ruim não quero que ele cresça.
- Hey Nathan, por favor não cresça isso é a maior merda que existe.
  Falo para meu irmão e ficamos ali sentados por mais algum tempo conversando e então voltamos para dentro e dormimos mais um pouco e não demora muito para o dia clarear e acordo com minha mãe nos chamando. O dia estava nublado e com um leve sereno, então decidimos passar o dia nesse posto para não se arriscar muito na estrada, comemos um pouco.
- Ei pessoal...
  Diz Daniel chamando a nossa atenção.
- Eu sei como todos aqui eram próximos do Enzo e...E bem, eu só queria dizer que...droga, eu não queria falar nada clichê, mas a verdade é que ele vai fazer falta e era um bom garoto e por mais que sua morte tenha sido horrível, foi uma morte nobre e todos reconhecemos isso, então vamos fazer um brinde a ele.
    O Daniel se levanta e vai ate uma mochila tirando uma champanhe e serve todos inclusive Nathan em copos de plásticos, minha mãe olha feio para o Daniel por ele ter servido o Nathan, mas não reclama, então levantamos os copos e fizemos um brinde.
- Ao Enzo!
  Falamos juntos e passamos o dia conversando e tentando nos manter ocupados e então logo a noite caiu e fomos dormir novamente.

 



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