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História Vision "show me you" - Jikook - Capítulo 6


Escrita por:


Notas do Autor


Tradução do capítulo: Cuidado inesperado
Boa leitura meus anjinhos❤

Capítulo 6 - Soins Inattendus


Fanfic / Fanfiction Vision "show me you" - Jikook - Capítulo 6 - Soins Inattendus

Minha visão estava turva, a essa altura eu já começava a ter sinais claros de embriaguez pelo excesso de álcool apesar de não estar tão lúcido disso, as luzes da cidade se pareciam apenas com borrões coloridos e os carros que passavam por mim pareciam mais rápidos e mortais que o normal, também havia chovido durante a madrugada e o cheiro da água no asfalto era agradável para mim, apesar dos meus sentidos estarem alterados, não deixava de ser bom. Não era novidade de que uma grande quantidade de bebidas alcoólicas causavam esses tipos de danos, além das alterações internas de cada um, eu diria que eram os famosos demônios interiores que despertavam a cada gole. Alguns ficavam mais violentos, outros mais felizes, e outras mil sensações e emoções, mas para mim nada disso acontecia. Eu não me divertia como os outros, não ria e não chorava, eu apenas ficava vulnerável...

Na verdade, eu não sabia se essa era a palavra certa para definir suicidas inconseqüentes. Pois é, minha responsável noite de trabalho terminou da forma mais improvável possível, comigo aceitando a proposta de Min Hyun para bebermos tudo que não havia sido utilizado após o término da festa para comemorarmos nossa própria sobrevivência a madrugada dos soberbos, eu sei que isso não foi uma decisão boa e muito menos inteligente mas eu estava com raiva... de mim, da minha vida, das minhas escolhas e ate mesmo raiva de Jeon Jungkook e seu discurso idiota.

Raiva de Min Hyun....

Eu estava completamente fodido, bêbado, com raiva, sozinho em uma área da cidade que era completamente desconhecida para mim andando pelas ruas sem destino por sequer ter a capacidade de pegar um ônibus naquele estado. Sem noção do perigo, sem medo de morrer, quem me viu por ali provavelmente sentiu pena, eu sequer fiz questão de tirar aquele maldito avental azul marinho.

— Park Jimin, você tá mal pra caralho. — resmunguei rindo com a voz arrastada para mim mesmo enquanto encarava o asfalto molhado e reluzente, caminhando exatamente como um zumbi.
   
Eu estava completamente perdido, não sabia o quão longe do hotel eu havia caminhado, mas a essa altura minhas pernas já doíam, e eu sem dúvidas ainda estava distante de casa. Me sentia inútil e irresponsável, talvez eu não devesse ter ido tão longe com meus sentimentos confusos e revoltados, mas ao mesmo tempo sabia que não podia controla-los. Eu era como uma bomba relógio de sentimentos, que não pensava e suas ações e muito menos nas consequências.

Naquele momento eu encarei o céu o vazio, que se despedia das cores escuras lentamente dando lugar a mais um nascer do sol, uma pequena vontade de chorar invadiu meu peito fazendo com que minha garganta ardesse, imaginei como minha mãe estaria me olhando de lá agora. Provavelmente decepcionada, com seu coração pesado mesmo depois de morta, e a culpa era minha.

— Desculpa mãe, por nunca ter te dado orgulho, não pude nem sequer te proteger. — sussurrei enquanto uma lágrima solitária escorria pela minha bochecha direita, andando sem olhar, desejando apenas poder estar perto dela novamente e acabar de uma vez por todas com tudo isso. — Me deixa ir com você... Eu sou tão inútil aqui...

Aquilo não era um pedido, soava mais como uma súplica, como um desespero, e um pedido de socorro. Eu não acreditava em milagres. — pelo menos não mais. — mas no momento em que ouvi o som estridente da buzina e o freio descontrolado do carro pensei pela primeira vez ter sido ouvido por alguém misericordioso.

            ~~~~~~~~     ~~~~~~~~

Algumas horas antes...

Jungkook parecia muito seguro de sí, nenhum de seus movimentos pareciam demonstrar nervosismo ou coisa assim, seus passos em direção ao pedestal eram firmes e diretos e suas mãos não excitaram em tocar o microfone. Cada açao dele era seguida de milhares de olhares atenciosos, inclusive os meus, me sentia um completo idiota por isso, Jeon não era um imã e nem eu qualquer tipo de metal, então porque eu simplesmente não saia dali? Porque insistia em estar curioso para ouvir como seria sua voz?

Eu não sabia quem ele era de verdade, mas ja queria odiá-lo, queria o afastar de mim o mais rápido possível porque me sentia fragilizado, como se ele pudesse facilmente quebrar todas as barreiras protetoras que eu construí em volta de mim na intenção de não deixar ninguém chegar perto, só assim eu não seria machucado... de novo.

— Admite, ele é um tremendo gostoso. — Taehyung falou repentinamente me tirando dos meus pensamentos.

— O quê?

— Da pra ver na sua cara, ta se sentindo atraído por ele. — afirmou.

— Não diga bobagens, só estava curioso para saber quem ele era já que o nome dele está na boca de tanta gente. — respondi um pouco desconfortável enquanto via o ruivo rir de forma tendenciosa.

— Vai por mim, não é só o nome.

A forma como Taehyung se referiu a ele fez com que uma leve onda de calor atingisse meu rosto, o que provavelmente me faria ficar corado em segundos se continuasse pensando no que exatamente ele quis dizer com isso, mas felizmente, — ou não. — um som veio do pequeno palco chamando nossos olhares de volta ao ceo.

Jungkook parou por um instante com seus lábios próximos ao microfone enquanto parecia encarar cada canto do salão com seu olhar fatal e sério, parecia tendencioso demais, ele sabia exatamente quem ele era e o que causava nas pessoas e claramente usava isso a seu favor. — egocêntrico pra caralho. — isso era bem irritante, porém eu tinha que admitir que funcionava bem, ele com certeza devia ser apenas mais um desses caras manipuladores.

Eu não confio nas pessoas, muito menos pessoas como ele.

— Boa noite a todos. — ele finalmente falou dando mais uma pausa proposital, que me deu tempo suficiente para sentir e apreciar o tom de sua voz, ela era grossa mas não como a de Taehyung, Jungkook tinha seu próprio tom de superioridade, seu próprio timbre sedutor e promíscuo, eu tenho certeza que poderia até se tornar doce se quisesse. Mas ele provavelmente gostava de soar mais rígido, a forma como ele travava o maxilar, como úmidecia seus lábios avermelhados com a língua antes de falar, ele sabia o que causava e gostava de dominar isso. — Eu não vou dizer coisas clichês como ''obrigado pela presença de todos'', creio que se estão aqui é porque foram movidos pelo próprio interesse em algo, e eu gosto disso, gosto de pessoas que sabem o porque das coisas que fazem. É por isso que minha empresa hoje está em um patamar tão alto, eu sempre soube onde queria chegar e soube recrutar as pessoas certas para isso. — Ah, sério isso? jurei ter visto Do Yoon suspirar sua satisfação com o elogio discreto de Jeon, que no caso havia soado mais egocêntrico do que eu pensava. — E graças as metas nítidas que eu sempre tive em minha mente hoje eu tenho a oportunidade de mais uma vez ser o responsável por escolher mais uma new face para o mercado da moda. Mas para ser sincero, abrir este concurso junto aos meus sócios foi minha última opção, ver jovens e adolescentes brigando como animais por uma vaga em uma revista não parece ser o que eu preciso, meninas artificiais como todos querem, garotos que estão dispostos a ir muito além da câmera para serem escolhidos, não sinto que esse tipo de pessoa sejam a verdadeira arte que eu busco, mas abrirei uma excessão para isso ja que o rosto que eu procuro não veio até mim antes. — um burburinho começou a se alastrar por ali por causa da declaração tão tendenciosa do fotógrafo, mas mesmo assim ele permanecia firme, não se abalando por nada que as pessoas comentavam entre sí, ao contrário de mim que senti todas as forças que eu tinha em meu corpo se esvaírem no momento em que seus olhos encontraram os meus por algum motivo entre as máscaras, Jeon Jungkook me olhava fixamente, como se soubesse quem eu era e porque estava ali, como se pudesse ver minha alma, e antes que eu criasse coragem para sair daquele transe ele continuou. — Isso se ele realmente existir.

Mesmo após o fim do discurso de Jeon as pessoas continuavam paradas provavelmente assimilando tudo que ouviram do fotógrafo,— o que ele queria? —, e — o que seria a perfeição para ele?— eu não entendia muito sobre o mundo dos modelos mas apenas pelo que eu via por ai já poderia ter uma ideia. A indústria era restrita, eles queriam pessoas tão dentro de medidas impossíveis que chegava a ser tosco, e a quantidade de garotas e garotos que estavam tentando atingir essas metas é tão grande e mesmo assim ele não está satisfeito?

— Uau, ele realmente não se importa com a mídia. — Taehyung falou ainda do meu lado.

— Como ele pode dizer essas coisas? — questionei irritadiço. — Falar que garotas são artificiais e insinuar que garotos são prostitutos? Ele não pensa como isso pode afetar essas pessoas?

Taehyung sorriu levemente me deixando ainda mais confuso.

— Jungkook é um artista, e como todo artista ele tem sua própria maneira de ver a arte, e isso que faz as fotos dele serem tão requisitadas em todo mundo. As pessoas não sabem o porque gostam das obras mesmo quando acham as coisas que ele fala idiota, mas isso e uma coisa que apenas quem esta sob a lente de sua câmera sabe.

     Apesar do tom aveludado na voz de Taehyung eu não me deixei abalar.

— Continua parecendo estúpido.

Após isso as pessoas apenas pareceram esquecer tudo que foi dito, e assim o bar voltou a ficar agitado pelo resto da noite. Quando o último convidado foi embora eu quase nem acreditei que havia sobrevivido a tantos bêbados exigentes, meu corpo estava completamente cansado e meus olhos pareciam querer se fechar porém a dor eminente em minhas pernas me lembravam que eu ainda tinha um logo caminho até minha casa.

Eu estava terminando de guardar os últimos copos quando a figura animada de Min Hyun apareceu pela porta da adega segurando duas garrafas de vodca, com um sorriso pretensioso no rosto o loiro se aproximou de mim mais feliz do que eu esperava.

— O que é isso?

— Nossa recompensa pela noite desagradável. — ele falou abrindo as duas garrafas. — Vamos brindar as custas deles já que podemos.

— Eu não acho que seja uma boa ideia Hyun. — sibilei um pouco sem ação, mas o garoto pareceu não se importar.

— Tem algo que você gostaria de esquecer se pudesse? — a pergunta dele me pegou de surpresa e eu o encarei perdido por alguns segundos, a resposta era óbvia, eu queria poder esquecer muitas coisas. Então apenas acenei com a cabeça um singelo sim. — É claro que tem, então?— ele estendeu a mão com a garrafa para mim.

— Só um pouco. — aceitei com um sorriso tímido sem saber como tudo iria terminar depois, mas uma coisa era certa, nunca confie em pessoas que dizem que vão beber pouco, pois essa é a maior mentira que podem contar.

Risos altos ecoavam pelo beco atrás do grande hotel, eu já havia perdido noção do tempo e a única coisa que me importava eram as inúmeras garrafas pelo chão, minha consciência já estava a beira de me abandonar enquanto eu continuava rindo das coisas que Hyun dizia mesmo sem entender sobre o que era, parecia engraçado, era o que importava.

— Ei Hyun. — o chamei de forma arrastada enquanto dava mais um gole na garrafa que ainda estava em minha mãos. — Você conhece aquele cara?

— Quem? — ele questionou tão arrastado quanto eu.

— Jeon...Jungguk.. sei lá. — tentei pronúnciar seu nome da forma que podia, acho que ele entendeu de qualquer maneira.

— Ah! O fotógrafo metido, é eu conheço um pouco sim, já trabalhei em outros eventos dele. — respondeu em pequenos intervalos para beber sua vodca.

— Hmmm. — resmunguei. — E como ele é?

— Está sempre com um ar sério, sempre rodeado de pessoas mesmo que ele pareça não se importar com isso, e ele tem cheiro de lavanda com menta. — ele falou rindo antes de se virar para mim. — Por quê quer saber? Tá interessado no fotógrafo Park?

— Não diga besteira. — eu ri dando um leve tapinha em seu ombro. — É apenas curiosidade, já que ele parece ser um idiota.

— São todos iguais. — resmungou levantando sua garrafa agora quase vazia. — Um brinde aos idiotas!

— Um brinde aos idiotas! — concordei sem me importar.

— Você fica bonito com essa máscara Park, mas deve ficar ainda mais sem ela. — Hyun de repente sibilou se aproximando.

— Hum? O quê? Não, não posso tirar. — respondi me afastando por impulso. — É do Taehyung, eu não posso perder.

— Ei! Tá tudo bem, não precisa tirar, você fica lindo de todas as formas. — o garoto continuou se aproximando mesmo que eu parecesse ainda estar confuso. — Passei a noite toda querendo sentir sua boca. — os dedos do Min acariciavam minhas bochechas, e no mesmo instante uma sensação ruim aflorava em mim, aquelas lembranças... O jeito que ele me tocava enquanto via o terror em meus olhos, o sorriso sádico toda vez que via minha dor, o meu medo enquanto andava pelas ruas estreitas de Busan....

— Hyun! Hyun não, eu não quero, eu tô muito bêbado. — sibilei tentando me afastar, mas o garoto insistia em ficar próximo.

— Só um beijo e eu deixo você ir. —ele pressionou suas mãos em meu rosto e eu comecei a ficar em pânico então apenas deixei que o desespero falasse por mim.

— Não! Me deixa em paz! —eu gritei como pude, vendo a expressão de susto no rosto do garoto, eu me senti constrangido e apenas corri para longe dali.

Sozinho e com medo.

~~~~~~ ~~~~~

Hora atual...

Eu não sabia onde eu estava, meus olhos ainda estavam fechados e a única coisa que eu podia sentir era a dor que se alastrava por cada centímetro do meu corpo. Me mexi com dificuldade sobre a superfície macia de um colchão, e pouco a pouco senti minha visão voltar, me deixando bem mais tranquilo ao reconhecer o ambiente familiar do meu quarto.

Porém, minha cabeça ainda doía muito e eu não me lembrava de muita coisa da noite anterior, apenas de estar trabalhando e depois... mais nada. Movi meu corpo entre resmungos até que eu pudesse encarar o vazio do teto do meu quarto, eu ainda estava vestido com a roupa que usara no trabalho, mas porque eu não havia a tirado antes de dormir?

Eu estava um pouco assustado, não se lembrar das coisas que fez pode parecer desesperador, e isso fez com que eu me esforçasse para tentar lembrar pelo menos um pouco das coisas que fiz na noite anterior. Eu cheguei na festa, e lembro de ter visto Kim Taehyung e ele me ajudou com uma máscara caríssima para que eu pudesse trabalhar e — Ai meu deus! —, o susto fez com que meu corpo levantasse em apenas um solavanco enquanto meus olhos varriam o quarto em busca do pequeno adereço.

Eu já estava pensando em todas as formas de como diria a Taehyung que eu havia perdido sua máscara mas por sorte o brilho prateado da peça em cima do criado mudo chamou minha atenção aliviando imediatamente o peso em meu coração. A máscara estava delicadamente apoiada no pequeno abajur que ficava ao lado da minha cama, junto a um pequeno bilhete escrito a mão. Me aproximei do pequeno papel o pegando em minhas mãos para lê-lo melhor, talvez aquela pudesse ser uma pista de como eu havia ido parar em casa sem me lembrar de nada. Mas o que vi só me deixou ainda mais confuso. Havia um número de telefone, escrito junto a uma pequena frase que dizia:

'' O álcool é o inimigo dos que querem viver, se estiver bem, por favor me ligue''

Álcool? Eu havia bebido? Isso explicaria facilmente o porque da dor de cabeça e dos lapsos de memória, mas ainda não respondia o que havia acontecido exatamente e nem quem havia me trazido até em casa e me colocado na cama. Isso deve ter sido no mínimo vergonhoso, mas talvez eu devesse ligar para a pessoa seja ela quem for, se eu tiver sorte pode ser que caia no telefone de Kim Taehyung mas ao mesmo tempo isso parece improvável já que a máscara continuava ali e escrever mensagens anônimas não fazia muito seu estilo.

— Talvez mais tarde. — eu disse a mim mesmo sobre a ligação enquanto levantava da cama para ir em direção a cozinha beber um pouco de água, minha garganta já estava gritando.

Como se as surpresas no quarto não fossem suficientes o desconhecido generoso e anônimo também havia deixado uma pequena sacola de compras com coisas para o café da manhã, — eu deveria comer aquilo? — a desconfiança bateu em minha mente na mesma intensidade que a fome atingiu meu estômago, fazia muito tempo que eu não comia bem, então talvez não fosse ruim aceitar o presente seja lá de quem fosse.

Me aproximei da sacola para verificar o que havia dentro — por sorte, nenhuma bomba! — apenas uma pequena caixa de ovos, suco de laranja e alguns tipos de pães e geléias. Talvez um omelete não fosse tão ruim a essas horas, na verdade eu nem sabia que horas eram apenas estava com fome.

Eu estava quase indo em direção ao fogão quando o envelope branco em cima da bancada me chamou atenção, a mesma letra que estava no bilhete do meu quarto também estava naquele envelope, a pequena mensagem dizia que aquele era o dinheiro do meu pagamento pela festa e eu até acharia isso normal se ali não tivesse muito mais do que eu esperava. Mais que caralhos, com aquela quantia eu poderia pagar mais dois meses de aluguel e ainda ter uma alimentação mais adequada.

Aquilo era estranho, eu não sabia se aquele dinheiro realmente deveria ser meu, mas eu estava feliz. Me peguei imaginando as expressões que a senhora Soo faria ao ver que eu estava conseguindo pagar minhas contas e sobreviver, era realmente muito gratificante. Eu havia ficado tão eufórico que não queria esperar mais nenhum segundo para pagar o que eu lhe devia, então eu sai rapidamente do meu apartamento descendo dois lances de escada até chegar no apartamento da adorável senhora, que logo abriu a porta ao ouvir minhas batidas.

— Oh! Criança o que faz aqui? E porque ainda está com as roupas de ontem? — ela perguntou preocupada enquanto me indicava para que entrasse. — Trabalhou mais do que deveria? Eu fiquei preocupada.

— Eu to bem, só cheguei muito cansado e acabei dormindo sem perceber. — menti, mas a senhora parecia não acreditar e isso me deixou um pouco preocupado.

— Jimin sabe que eu tenho um grande carinho por você, não sabe? — ela começou a dizer, aumentando ainda mais as minhas suspeitas de que havia algo errado.

— Sei mas, por quê está falando isso? — questionei curioso, a senhora suspirou levemente antes de me responder.

— Alguns vizinhos me disseram que viram você chegando com um rapaz em um carro de luxo, e que estava usando uma máscara de diamantes. — a cada palavra que ela dizia eu sentia os batimentos do meu coração acelerarem preocupados, o que eles estariam pensando? — Jimin, o que você estava fazendo com esse homem?

Uma expressão de surpresa e medo atingiram meu rosto, eu queria poder explicar para a senhora Soo que eu não havia feito nada de errado ou impulsivo, mas como dizer isso quando na verdade eu nem sabia o que tinha acontecido? E muito menos sabia quem era aquele homem com quem cheguei, que no caso era a mesma pessoa que havia deixado o bilhete e o dinheiro do envelope. Mas eu não podia falar a verdade, não sem saber qual era ela, então me vi obrigado a mentir para a pessoa que mais me tratava bem nesse prédio.

— O nome dele é Kim Taehyung, ele é modelo, o conheci na terapia em grupo que o doutor Jin me indicou, acabamos nos tornando amigos e acabei o encontrando por acaso no evento em que trabalhei, era uma festa de máscaras então como eu não tinha uma ele me emprestou a dele. — finalizei após dizer quase tudo sem respirar. — Eu estava muito cansado então ele se ofereceu para me trazer em casa, mas não estava fazendo nada demais, eu juro.

— Não precisa jurar criança, as pessoas criam idéias na cabeça delas que as vezes nem existem, eu acredito em você.

A serenidade no olhar da senhora Soo fizeram com que meu coração pesasse após ter mentido para ela, a forma como confiava em mim me lembrava muito a minha avó, sempre ingênua e pura mas mesmo com tudo que acontecia não deixava de me amar nunca.

— Obrigado. — sorri agradecido enquanto finalmente tirava o dinheiro do bolso. — Aqui está o valor do aluguel, tem ate um pouco mais pelo atraso mas creio que seja o suficiente.

— Ganhou tão bem assim? — ela parecia feliz por mim.

— Festa de gala. — pisquei a fazendo rir.

Aquele era um momento bom, mas eu sabia que aquele dinheiro não duraria para sempre e que eu precisava fazer algo rápido. Começando por descobrir quem era a pessoa do bilhete.


Notas Finais


E ai estão gostando? 😊
Estou tentando atualizar o mais rápido que posso já que tenho outra fic pra Atualizar também.
Enfim até a próxima💜


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