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História Visitando os pecados - Capítulo 16


Escrita por:


Notas do Autor


Sou louca, mas nem me importo!
Passou das 2:00h da manhã e eu aqui, postando fanfic.
Bateu uma puta vontade de postar esse capítulo, mesmo dando trabalho pra ler ele todo novamente antes de postar. Esse eu tenho um carinho especial não sei dizer porque. Mas eu amo! E espero que vocês gostem tanto quanto eu.
Pode ser que vocês achem um pouco estranho, mas prometo que logo tudo vai se encaixar.
Nada acontece por acaso, lembrem-se disso.
Boa leitura💕

Capítulo 16 - Cidade de Liones


Meliodas conversou com todos e decidimos que nossa primeira parada seria no reino de Liones. Além de ser a primeira cidade no caminho, era um dos lugares mais prováveis. Segundo Meliodas, talvez o Bartra quisesse ver a filha e pediu para algum mago levar ela até ele.

Era uma possibilidade, não vou negar, mas acho que seria um pouco estranho ele fazer isso. Ele não iria simplesmente transportar a filha até lá sem avisar antes. E se ele realmente quisesse ver a filha, poderia ter se comunicado com Merlin e pedido que a mesma mandasse Elizabeth magicamente para lá.

— Estamos quase chegando. – Meliodas falou depois de voltar do lado de fora.

Assim como no anime, estávamos viajando dentro da taberna sendo carregados pela "Mamãe Hawk". Uma experiência incrível e única, mas existia outras maneira de viajar que eu penso ser bem melhor.

Se a Merlin está aqui, por que ela não nos transporta direto para lá? Pouparia tempo e seria muito mais fácil de achar a Elizabeth. Mas se eles preferem gastar dias, o problema é deles. Desde que ainda tenha cerveja, estou tranquila.

— Pensei que você fosse ficar mais animada. Estamos indo para o reino de Liones, vai ser incrível! – Isa se sentou ao meu lado tentando chamar minha atenção.

— Eu sei, mas estou cansada, não sei... – disse indiferente e continuei bebendo minha cerveja.

— Está tudo bem? – ela perguntou preocupada. – O Ban te fez alguma coisa?

— Não precisa se preocupar. – sorri para ela. – Ele não fez nada dessa vez. Eu só estou cansada mesmo. Quando chegarmos na cidade, prometo que vou ficar melhor. Quem sabe um passeio me acalme...

Isa pareceu não ter acreditado, mas não falou nada. Ela continuou ao meu lado bebendo também.

Por algum motivo, o único que não estava bebendo naquele momento era o Meliodas. Não sei se ele estava preocupado com a Elizabeth ou se era por outra coisa. Provavelmente é pela Elizabeth, mas infelizmente não tem como eu saber.

— Vou falar para a Kiara ir lá... – Isa disse e se afastou de mim. Ela foi até a Kiara e falou para ela ir conversar com o Meliodas.

Talvez ela consiga fazer ele conversar ou pelo menos mudar aquela expressão de velório. Ele está sendo chato e eu não quero ninguém assim durante a viagem. Já basta eu!

— É maravilhoso ver a confiança que vocês têm em mim. – Ban falou me tirando dos meus pensamentos.

— Do que está falando? – perguntei antes de colocar mais cerveja na caneca.

— A primeira hipótese dela foi que eu tinha te feito alguma coisa. – ele falou se referindo a fala de Isa.

— Se bem que se fosse ao contrário até eu iria desconfiar. – respondi sem olhar nos olhos deles. Eu sabia o que aconteceria se olhasse.

A verdade é que eu estava imensamente envergonhada pelo que aconteceu. Sempre que vejo os olhos dele, me lembro do corpo dele sobre o meu. Não tem nenhuma maneira de eu não lembrar disso, a não ser que eu consiga uma amnésia ou alguma doença do tipo.

Como eu consigo uma? No momento estou precisando, e urgentemente.

— Você sabe que a maioria das vezes é culpa sua, não sabe? – ele pergunta com um sorriso no rosto.

— E quem continua é você. – rebati do mesmo jeito.

O sorriso sumiu e ele suspirou. Eu ainda evitava olhar nos olhos dele, mas parece que a vida resolve jogar contra mim sempre.

— Pode olhar nos meus olhos, por favor? – ele perguntou quase que como uma ordem. Se não fosse o "por favor" no final da frase, eu teria certeza que ele estaria me ordenando.

Fiz o que ele pediu. Por mais que não quisesse, tinha que ter um motivo para ele me pedir algo tão estranho desse jeito. Ele nunca se importou se eu olhava para os olhos dele ou não.

— A nossa convivência seria bem melhor se a gente parasse de se tratar feito crianças e agisse como os dois adultos que somos, não acha? – ele perguntou sem deixar de me encarar fixamente.

Preciso nem dizer que eu literalmente ignorei o que ele disse. Eu sabia que se olhasse nos olhos dele eu iria ficar desse jeito.

— Estela? – ele me chamou.

Puta que pariu, ouvir ele dizendo meu nome é tão... Esquece!

— Sim, eu concordo com você. – respondi e virei o rosto para o outro lado.

Por sorte, Kiara veio igual a uma louca e me agarrou. Acho que alguém exagerou na bebida, e esse alguém não fui eu.

— Já chegamos... – ela falou rindo.

Não me perguntem porque ela está rindo. Provavelmente é o efeito do álcool.

Em poucos segundos senti tudo parar de se mover, indicando que a Mamãe Hawk parou. Meliodas veio até nós falando que podíamos sair.

— Vamos nos separar em duplas. – ele disse enquanto nos olhava, provavelmente pensando nas duplas. – Escanor vai com a Merlin.

Logo, os dois saíram.

— King pode ir com a Isabela. – Meliodas falou apontando para os dois. Deu ruim, os dois preguiçosos juntos. – Mel e Star podem ir juntas. Ban e Estela vão juntos, tentem não se matar.

— Fala isso para ele. – disse entediada.

Meliodas não respondeu. Ele sabia que não iria adiantar de nada.

— Gowther vai com a Diane e eu vou com a Kiara. – ele falou e saiu andando.

— E eu? – Manu perguntou irritada por ele ter esquecido dela.

— Você vai ser a dona do bar enquanto estamos fora. Venda o máximo que conseguir. – ele falou sorrindo para ela e saiu. Uma das poucas vezes que vi ele sorrindo.

Manu é mais que sortuda. Queria eu ficar aqui sendo a dona do bar, e não sair com essa girafa.

Caso você não tenha percebido, vida, eu quero ficar longe dele! O último acontecimento me deixou abalada.

Saímos cada um para o lado. Estávamos um pouco afastados do centro da cidade, então tive que andar bastante.

Durante o caminho ficamos em silêncio. Por um momento senti falta das provocações e implicâncias, por mais que resultassem em quase mortes, eu gostava.

— Pode andar mais rápido? – ele perguntou me apressando. Confesso que não o culpo, eu estava andando mais devagar que uma lesma. Acho que se uma passasse por mim agora, ela iria rir de mim.

Não respondi. Apenas fiz o que ele pediu indiretamente.

— Não estou acostumado com você em silêncio por tanto tempo. – ele falou tentando quebrar o silêncio. – Aconteceu alguma coisa? Desde que você dormiu do lado de fora parece que está pensativa. Foi por minha culpa?

Confesso que me doeu ver ele se culpando. Não sei como eu diria para ele que é apenas uma das minhas crises existenciais, e que em breve aquele momento iria passar.

Eu costumava ficar daquele jeito de vez em quando. Quieta, pensativa e triste. Normalmente acontecia do nada. Por mais que fosse um momento feliz, eu simplesmente mudava de humor.

Durava horas, e nessas horas eu ficava bastante sensível. Qualquer coisa me machucava psicologicamente mais do que deveria. E a consequência disso era lágrimas, muitas lágrimas. 

Eu não esperava ter um desses momentos justo quando estou aqui. Era para eu estar feliz e satisfeita, longe de tudo que me faz mal. Mas nem aqui os problemas me abandonam, parece que não tenho muita escolha.

— Não é culpa sua. – respondi curtamente, depois de um tempo em silêncio.

— Se não é culpa minha, por que está agindo desse jeito comigo? – Ban perguntou tentando chamar minha atenção.

Eu caminhava olhando para o chão, enquanto eu tentava conter as lágrimas. O pior desses momentos de crise, são os ataques de choro. Eu simplesmente chorava sem motivos, e não conseguia parar.

— Hoje eu estou agindo assim com qualquer um. Não ache que estou sendo ignorante com você ou que é culpa sua. Só tenta não falar muito hoje, por favor. Não quero me sentir culpada por algo que eu não controlo. – fui ignorante. Eu não queria, mas na maioria das vezes eu não consigo controlar. Essas crises afetam até mesmo meu comportamento.

Ban se calou após ouvir o que eu disse. Eu me senti mal, mas não iria voltar atrás. Quando isso passasse eu pediria desculpas.

Não demorou muito e chegamos na cidade. A pequena conversa acabou me distraindo e só fui me dar conta quando já estava em um aglomerado de pessoas.

— Vamos começar pelas barracas. Não vai ser difícil achar uma garota de cabelos platinados e olhos azuis caso ela tenha passado ou esteja nessa cidade. Creio que não exista muitas pessoas assim por aqui. – falei e Ban apenas concordou com a cabeça. Ele estava fazendo o que eu havia pedido. Isso me magoou, mas é culpa minha. Fui eu que pedi por isso, certo?

Caminhamos até a primeira barraca. Vendia algumas frutas, em grande parte maçãs. Fiquei admirada. Eram grandes e num tom de vermelho que eu nunca tinha visto. A aparência era tão suculenta que eu estava quase babando ali, além de ter me esquecido de perguntar sobre Elizabeth.

— Com licença, a senhora viu uma mulher de cabelo platinado e longo com os olhos azuis por aqui? – Ban perguntou para a mulher que cuidava da barraca.

Não seria melhor perguntar pela princesa? Talvez assim eles soubessem quem é. Teria muito mais chances de encontrar ela desse jeito.

— Não, infelizmente não vi. Eu adoraria poder ajudar vocês, mas se ela tivesse passado por aqui eu saberia. – ela respondeu educadamente. Ela já era idosa, e o tom de sua voz me deixava calma. Pena que isso não duraria enquanto eu estivesse nessa crise.

— Obrigado... – Ban respondeu frustrado. Acho que ele queria encontrar Elizabeth na primeira tentativa.

Ele entregou o dinheiro na mulher e pegou duas das maçãs. Olhei aquilo sem entender, mas resolvi não questionar.

Saímos em direção a outra barraca.

— Toma. – ele falou me oferecendo uma das maçãs que havia comprado. Não sabia se aceitava ou não. Eu fui tão rude, e ele sendo tão gentil comigo, por mais estranho que seja. – Eu vi o quanto você olhava para elas, coma. Eu não coloquei veneno nem nada do tipo, você estava muito perto e iria perceber.

Sorri levemente e peguei a maçã. Agradeci e continuamos caminhando. Cada vez que ele era gentil comigo eu me sentia ainda mais pior, se é que era possível.

Nossa busca por informações durou quase o dia todo. Havia tantas pessoas naquela cidade, e a resposta era sempre a mesma. Ninguém havia visto ela.

Uma grande decepção isso. Aquilo significava que iríamos ter que partir para outra cidade, caso nenhuma das outras duplas tenha conseguido alguma informação.

— Não acha que deveríamos ir no castelo? Talvez ela não tenha passado pela cidade, e sim sido transportada direto até o pai dela. – Ban falou olhando o castelo.

Sinceramente, eu queria mesmo era uma cama para me deitar e chorar abraçada com o travesseiro até me acalmar, mas parece que com Ban no mesmo quarto que eu isso não vai ser possível. Seria humilhante chorar perto dele, não quero passar por isso. Então o jeito vai ser procurar mais informações.

Eu não acho que a Elizabeth esteja no castelo ou que o pai dela saiba de algo, mas se ele realmente insiste eu vou.

— Tanto faz. Eu não acho que ela esteja lá, mas não custa tentar. – respondi entediada.

Ele começou andar e me puxou junto com ele.

Durante a nossa caminhada silenciosa e entediante, ele colocou suas mãos em sua nuca, deixando os braços meio abertos. Um detalhe totalmente inútil que não vai mudar a vida de ninguém, mas que eu reparei. O jeito que ele olhava para os cantos mostrava que estava tão insatisfeito quanto eu.

— Se não quiser ir eu entendo, eu também não quero. – falei e ele olhou para mim.

— Seria bem melhor se a Merlin usasse algum tipo de magia para localizar ela, e eu não tivesse que ficar procurando. – ele ignorou totalmente o que eu falei e resolveu reclamar.

— E você acha que eu não pensei nisso? – perguntei retoricamente. – Eu poderia estar deitada agora, mas ao invés disso estou tentando que rodar a cidade toda perguntando para pessoas desconhecidas se elas viram a terceira princesa de Liones, vulgo Elizabeth. – falei suspirando. Nada contra a Elizabeth, por sinal adoro ela, mas se bem que a Merlin tem conhecimento o suficiente de magia e pode localizar a platinada facilmente.

— Você não precisa estar fazendo isso, você nem ao menos conhecia ela. – ele falou e eu olhei para ele.

— Realmente, eu não conhecia, mas estou fazendo isso como um favor. – ao menos não menti.

Novamente ficamos em silêncio. Estava sem tornando chato, aos poucos minha crise parecia estar melhorando, mas mesmo assim eu não estava totalmente normal.

— Ai, porra! – escutei Ban falando após pisar em algo.

Olhei para ele surpresa. Nunca havia ouvido ele falar algo do tipo, e nem sabia que ele conhecia essa palavra.

— Que foi? – ele perguntou após perceber que eu o encarava. – Eu escutei você falando isso quando bateu o rosto na parede. – muita coisa está explicada.

Acabei de perceber que sou má influência para ele. A prova de que eu realmente preciso diminuir meu vocabulário de palavras de baixo calão e a frequência que eu uso essas palavras está bem ao meu lado reclamando.

Daí vocês pensam, como eu bati o rosto na parede? A resposta é simples. Levantei com sono para ir ao banheiro, e esqueci que não estava na minha casa. O resto da história vocês já conseguem imaginar.

Continuamos andando até o castelo. Passamos pelos portões depois que os guardas reconheceram Ban. Sinceramente, foi uma perda de tempo. Ban poderia ter passado por eles sem esperar um dos idiotas falar, "É um dos sete, deixe ele passar". Não gostei de não terem notado minha existência, mas eu não os culpo. Até porque entrei nesse mundo não faz muito tempo. Não tem como ninguém aqui saber que eu existo ou sequer notar minha presença quando se estou com o Ban.

— Olá, Ban. – o rei Bartra falou assim que paramos em sua frente. Ele estava sentado em seu trono com dois guardas ao seu lado.

Fiz uma pequena reverência com as mãos como se não me importasse com nada daquela formalidade idiota, e eu realmente não me importava. O rei me encarou por alguns segundos e depois voltou sua atenção para Ban. Como eu disse antes, ninguém se importa com minha presença.

— O que te traz aqui? Ainda mais sem os outros... – Bartra falou curioso.

— Estamos procurando por Elizabeth. Ela não esteve por aqui, esteve? – Ban perguntou.

— Não, por enquanto eu não a vi. Ela sumiu? Aconteceu algo? – ele mudou da água para o vinho em instantes.

— Ela... – comecei falar, mas fui interrompida. Eu só ia dizer que ela virou poeira cósmica, nada mais.

— Merlin emprestou um aparelho de teletransporte para ela, só não sabemos para onde ela foi. Mas não se preocupe, ela só deve estar se divertindo. Assim que a acharmos falaremos com você. – Ban falou sorrindo e saiu me arrastando pelo braço.

Bartra olhou tudo aquilo desconfiado. Se ele acreditou ele não pode ser rei, porque ser enganado dessa maneira é somente para os burros.

Assim que nos distanciamos do castelo me soltei do platinado e o olhei irritada. Odeio quando as pessoas acham que tem algum direito sobre mim e querem controlar tudo o que eu faço. Odeio quando as pessoas não me deixam falar o que penso. Odeio também quando me seguram e me tiram de um lugar sem saber se quero ou não, sem saber se eu tinha algo para falar ou não. E foi exatamente isso que o Ban fez!

— Não adianta me olhar assim! – ele falou e saiu andando, ignorando minha presença assim como todo mundo nessa merda de lugar.

O segui e continuei com minha expressão irritada. Mas logo ela se desfez. A crise bateu forte de novo e a vontade de chorar se tornou quase incontrolável. Eu já percebia minha visão ficando turva de tantas lágrimas se formando.

Não! Eu não posso chorar! Eu não posso permitir que Ban me veja tão vulnerável dessa forma! Ele não pode me ver deixando uma lágrima sequer cair!

— Você parece que está quase chorando... – ele disse quando me encarou nos olhos. Ele parou na minha frente e aproximou seu rosto do meu para que pudesse me ver melhor, já que ele é mais alto e eu estava olhando para baixo.

Eu não aguentei mais segurar e deixei as lágrimas desceram sem me preocupar. Ele ter falado aquilo foi a gota d'agua. Eu não poderia mais segurar depois daquilo.

Ele ficou sem reação. Acho que ele não esperava que eu realmente chorasse. Ele deve ter perguntado aquilo sem perceber, talvez estivesse na esperança de que tenha sido só imaginação dele ou que tenha visto mais do que realmente era.

Cobri meus olhos com as mãos e chorei ainda mais. Eu já não tinha mais controle sobre mim, só o que eu sabia era chorar, minha mente era apenas um vazio, e meu corpo já não respondia mais. Eu me joguei de joelhos no chão enquanto chorava ainda mais. Não me importava se ia machucar os joelhos, só precisava deixar aquilo tudo sair. As lágrimas caíam em abundância, e eu tentava secar elas de qualquer maneira, mas era sempre o mesmo resultado, eu só chorava mais.

Senti meu corpo ser tirado do chão. Ban me pegou no colo e logo depois começou me carregar. Eu não via nada, então apenas abracei seu pescoço e me deixei ser carregada.

Pouco tempo depois senti meu corpo ser colocado no chão novamente, mas dessa vez não era o chão duro de pedra, e sim um gramado maravilhoso. Limpei as lágrimas e pude ver o sol se pondo.

Como é possível que ele saiba que eu gosto de assistir coisas do tipo?

— Imaginei que você gostaria. É uma das coisas que eu mais gosto de fazer... – ele disse olhando para o sol, assim como eu. – Isso me faz lembrar da...

— Elaine. – completei.

Mordi meu lábio inferior. Por um momento senti um leve incômodo ao ver ele falando dela de uma maneira tão apaixonada, mas sei que foi só por causa da crise. Durante esses momentos, além de ficar sensível, minhas emoções se misturam e eu já não sei direito o que sinto.

— Você realmente conhece todos nós... – ele disse se deitando na grama. Fiz o mesmo.

Sorri por um breve momento. Errado ele não estava. Eu sou mais que viciada no anime, não era de se esperar menos de mim.

Ficamos ali até o sol sumir completamente. No fim, ele me puxou e me abraçou. Foi a primeira vez que não fiquei irritada por alguém me puxar daquele jeito. Eu até... gostei?

Poucas pessoas no meu mundo conseguiam me acalmar daquela maneira durante as minhas crises. Ban acabou de entrar para lista, mesmo não sendo do meu mundo.

(...)

Quando chegamos no Chapéu de Javali era quase 21:00 horas da noite. Eu me surpreendi pelo tempo que demoramos, mas achei melhor não falar nada.

Antes de entrar para dentro, Ban me ajudou a lavar o rosto para que ninguém percebesse o quanto eu havia chorado. Ele está ficando mais atencioso comigo a cada segundo.

Fofo, não é? 

Quando entramos eu me assustei com a expressão de todos. Algo de muito ruim havia acontecido, e eu tinha certeza de que não havia sido com a Elizabeth.

Estava faltando algumas pessoas ali.

— A Isa, a Mel e a Star... Elas.... Sumiram. – com muita dificuldade Kiara conseguiu falar.

Aquilo foi como um choque para mim. Como assim sumiram? O que houve com elas?

Senti minhas pernas ficarem fracas e logo Ban me guiou até um dos banquinhos. Todos acharam estranho aquela atitude, mas parecem ter optado por não falarem nada.

Agora além da Elizabeth, tem mais três pessoas desaparecidas. Tem como piorar? Acho melhor nem pensar.


Notas Finais


Eu gastei bastante tempo verificando se tinha algum erro. Talvez uns 30 minutos ou mais.
Eu não precisava fazer isso, podia muito bem esperar outro dia para postar. Mas como eu falei no começo, puta vontade de postar.
Se tiverem alguma dúvida podem me perguntar nos comentários.
Esse capítulo deu trabalho, mas valeu a pena cada segundo que gastei escrevendo ele.

Até o próximo💕


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