História Visitando os pecados - Capítulo 8


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Notas do Autor


Brotei dnv

Capítulo 8 - Algum lugar


Estou 'puta! Revoltada 'pra 'caralho! Quando eu penso que minha vida não tem como piorar eu descubro que sim, tem sim. E piora de uma maneira catastrófica.

Por quê? Nada demais... Tem alguns pequenos exemplos que eu amaria citar só para vocês verem que não é exagero meu. 

Só preciso pensar por onde começar... Já sei!

Calor. Eu estou andando debaixo desse sol, que é a representação exata do calor do inferno, faz 3 dias. Toda água que tinha no meu corpo evaporou e a sede só aumenta ainda mais. Cheguei a conclusão de que vou morrer de insolação; Chuva. Porra, parece até tortura. Eu passo o dia morrendo debaixo do sol e à noite, que eu deveria ter paz, começa chover. Tem vezes que parece que o céu está caindo. E para piorar é gelada; Vento. Eu não sou tão leve, mas ventando do jeito que venta nesse lugar que eu não sei onde é, falta pouco me carregar. Não é exagero ou modo de falar, literalmente quase me carregou; Frio. Quando não estou morrendo de calor eu estou morrendo de frio. Sério. Acho que eu devia ter pego uma das cobertas, porque quando eu acordo tem gelo nos meus cílios de tão frio que esse lugar é.

Acho que tem mais, mas no momento eu estou muito revoltada para falar. Isso mesmo! Só para vocês verem a gravidade da situação, eu sem falar é muito raro. 

— Aonde estamos indo? Estamos andando à dias e até agora nada... – Star falou limpando o suor de sua testa. 

— Eu também gostaria de saber. – falei só por falar. Eu não estava nem aí, tudo o que eu queria era água.

Eu, por algum motivo, não deveria ter falado isso. Porque elas pararam no mesmo instante e ficaram me encarando.

— O que foi agora? – perguntei. Já estava cansado o suficiente para ter que aturar mais uma frescura delas.

— Você não sabe para aonde estamos indo? – Isa perguntou incrédula.

— Err... Não. – falei o óbvio. 

— E estamos te seguindo? – Isa perguntou outra vez.

— Sei lá, me respondam vocês. Vocês são doidas se estiverem fazendo isso... – falei rindo. Elas são loucas se realmente estavam me seguindo. Logo eu.

Percebi que elas estavam sérias me encarando. Elas só podem estar de brincadeira se realmente estavam me seguindo.

— Você estava indo na frente, queria o quê? – Isa falou. Agora que ela falou faz sentido.

— Que vocês me chamassem caso eu estivesse indo no caminho errado. – falei como se fosse óbvio, e realmente era.

— Eu vou te matar! – Isa correu na minha direção e se jogou em cima de nim. – Agora a gente vai morrer por culpa sua! – ela gritou e começou me enforcar. Senti um leve desejo de vingança, mas deve ter sido impressão minha. 

— Eu estava só brincando... – falei tentando sorrir enquanto lutava para não morrer. 

Isa me soltou e se levantou.

— Será que podemos continuar? – perguntei e elas concordaram. 

Comecei andar e elas me seguiram. Imagina se elas soubessem que eu não faço ideia de onde estamos, e muito menos aonde estamos indo? Dessa vez eu ia morrer. Melhor continuar com o teatro para elas não perceberem.


[...]


Andamos por mais dois dias. Até agora elas não perceberam que eu menti quando falei que sabia para aonde estávamos indo.

— Já chegamos? – Kiara perguntou. 

Merda! 

— Ainda não... – falei tentando esconder meu nervosismo.

— Para aonde estamos indo? Você até agora não falou... – Isa perguntou. Pude perceber um leve tom de deboche na voz dela. Será que ela já percebeu?

— Vão saber quando chegarmos... – falei um pouco mais rude e elas se calaram.

Eu estou sentindo que isso vai dar merda.

Continuamos andando até subirmos em uma colina. Era estranho, mas aquelas colinas e a grama verde me pareciam ser bem familiares. Eu podia jurar que já tinha visto elas em algum lugar, só não conseguia me lembrar.

Quando chegamos ao topo da colina eu me joguei no chão. Aquela grama era super macia, e o vento serviu para me acalmar. Eu poderia passar horas aqui, nessa grama.

Macia.

Verdinha.

Super gelada.

Confortável.

Eu poderia dormir aqui.

— Leventa! – Isa falou e chutou minha perna de leve.

Suspirei. Levantei lentamente e olhei para uma colina meio distante. Era uma das mais altas por ali, e no topo dela parecia ter alguma coisa. Uma árvore esquisita, talvez. Não... Era uma casa!

— Vamos! – gritei e saí correndo. Comecei a descer a colina sem me preocupar com nada, o que não foi uma boa ideia. 

Eu tropecei. 

Não foi de todo ruim, a grama macia amorteceu minha queda e eu desci rolando mesmo. Uma experiência incrível, se eu não precisasse urgentemente de água eu subiria a colina só para descer de novo, e rolando.

As meninas desceram calmamente tentando não cair. Duraram séculos aquela merda! Depois de muita enrolação elas chegaram até onde eu estava, e só para acrescentar eu ainda estava deitada. Aquela grama serviria perfeitamente para uma cama. 

Me levantei só por estar morrendo de sede, eu precisava chegar logo naquela casa.

Olhando daqui parecia ser um pouco longe, eu diria no mínimo uns 20 minutos caminhando. Obviamente dobraria para 40 por causa das meninas enrolando, mas acho que agora elas vão ter uma motivação para andarem mais rápido.

Comecei andar e as meninas me seguiram, eu espero, de coração, que elas não demorem. Era só passar por duas colinas, mais alguns metros andando reto e depois subir outra colina que chegaríamos.

Até que não demorou muito. A primeira colina não era muito alta, então foi fácil de subir. Quando estávamos prestes a descer, eu sem querer deixei meu pé na frente da Isa e ela tropeçou, fazendo assim com que ela descesse a colina rolando. Aproveitando a deixa eu desci também, as meninas deram de ombros e fizeram o mesmo. Não foi tão divertido quanto a outra, mas mesmo assim foi bom.

Nos levantamos e seguimos em frente. A segunda colina não era tão baixa, na verdade parecia ser bem mais alta em relação a última. 

Começamos a subir. No meio da colina eu já estava quase morrendo, mas não podia parar. Novamente, descemos a colina rolando. 

— Isso é maravilhoso! – Mel falou se levantando e dando pulinhos de felicidade.

Realmente, é meu novo passatempo!

Agora só faltava andar mais um pouco e subir a colina para chegarmos na casa. 

Começamos a caminhar novamente, mas dessa vez estávamos mais cansadas. A última colina ferrou com nossas energias.

— Ai... – Isa resmungou e se jogou no chão. – Alguém me carrega? – ela perguntou... não, suplicou.

Eu poderia matar ela, mas eu não estava com disposição para isso. Eu fui até ela e a coloquei nas costas. Ela envolveu os braços no meu pescoço quase me matando enforcada. Eu segurei na perna dela e nós continuamos andando. 


[...]


Depois de muito tempo e reclamações (a maioria vindas da Isa, é claro) nós chegamos ao pé da colina. Suspirei e comecei a subir, seria mais fácil se a Isa não estivesse me enforcando. 

Eu pensei em desistir, mas não! Eu precisava beber água antes...

Quase morrendo, nós terminamos de subir a colina. Quando vimos a casa corremos até a porta e a Star abriu a mesma com certa brutalidade, mas, quem liga? 

Finalmente chegamos em algum lugar!

Eu podia jurar ter visto alguns personagens de um anime que eu assisti, mas antes de pensar em qualquer coisa, eu e as outras meninas caímos no chão desmaiadas.


Notas Finais


Alguém sabe onde chegamos? Palpites? Digam aí....
Me desculpem os erros.
Até mais 💕


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