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História Robô - Capítulo 1


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Notas do Autor


Essa história faz parte do projeto "Uma Criança Sobrenatural", que visa reunir textos inspirados em títulos de episódios da série de ficção científica Doctor Who, mas que não precisamente precisam ser do universo dela.
Tem mais informações no jornal (deixei o link nas notas finais), onde explico direitinho o projeto, porém se ainda tiver alguma dúvida pode me perguntar.

O título de episódio que inspirou essa história foi "Robot", ou "Robô", primeiro episódio do 4° Doutor. U personagem principal dessa história é um robô, por isso optei por usar pronomes neutros ao se refirir à elu, por que robôs, pelo menos nessa história, não tem gêneros.

Capítulo 1 - Capítulo único


Quando começou a ser ativado pôde ouvir as suas iguais fazendo barulho ao seu redor. O campo dê visão foi também ativado, assim como a sensibilidade. Logo conseguiu sentir conforme a programação lhe havia instruído, e entendeu que aquilo devia ser o que chamavam de vida. 

Sua única tarefa era simples, comparando o que o restante dos robôs devia executar. Lhe cabia somente descer ao planeta intitulado por seus habitantes como Terra e fazer uma análise geral, com foco nos seres considerados inteligentes de lá.

Logo caminhou e sem olhar para os lados ou se distrair com a imensa produção de robôs, chegou à nave compacta já pré-programada. A viagem, sem relevância para seus sentidos, foi bem sucedida, apesar do pouso ter sido forçado contra a rica substância descrita pelos habitantes do planeta pela fórmula H2O.

A substância não danificou os seus componentes, e sem demora caminhou para superfície sólida, onde ficou parado um segundo revendo os passos da missão. O primeiro requeria que não chamasse atenção, portanto fez sua aparência exterior ser semelhante à de um dos seres do planeta, um de uma categoria conhecida como "mulher", pois era mais abundante que a outra categoria, conhecida como "homem".

Se aproximou das construções do lugar e viu diversos indivíduos, dentre os quais um sentado em frente à uma construção e deitado sobre um pedaço de algo que chamou de "papelão". 

- Por que está deste modo quando as temperaturas podem ser prejudiciais para você? - Perguntou u robô.

- Ora, não tenho outro lugar pra ir - Respondeu o habitante local esfregando as mãos.

- Todos os seres não vivem em seus lares?

- A maioria sim, mas nem todos, moça. Agora - Disse ele levantando-se. -, vou indo, não posso perder o sopão. Pode vir também, se quiser, eles tem assistentes sociais lá.

Antes que u robô fizesse outra pergunta, um som surgiu próximo ao local em que estavam e chamou sua atenção. Elu e o ser que sentia frio se aproximaram, assim como alguns outros habitantes locais, que começavam a tirar aparelhos do bolso. 

- O que são esses dispositivos?

- Celulares. A senhora deve ter batido bem forte.

- Isso está correto, mas a nave não se danificou muito.

O habitante local sacudiu a cabeça e voltou o olhar à fonte do barulho: um ser humano que caira de uma das construções humanas.

- Percebo que este ser está perdendo líquido importante para a manutenção de sua existência. Esses outros com os celulares estão ajudando?

- Não mesmo.

- Então qual a razão do que estão fazendo?

- Mostrar a tragédia pra outros.

- Essa ação não tem sentido. Qual é o propósito disso?

- Não sei, moça.

U robô estava confundindo-se, então deduziu que o melhor a perguntar era o porquê daquele ser estar perdendo a vida ali, e foi o que perguntou ao habitante local que sentia frio.

- Você pode pensar que são fracos os que tiram a própria vida. Eu não sei o que pensar, não vejo muito propósito em estar aqui. A vida às vezes perde a graça e a gente se pergunta pelo que vale à pena continuar, e ao não vermos quase nada esperamos que talvez algo apareça algum dia.

Elu guardou a resposta e se afastou quando alguns outros seres chegaram e dispersaram os que usavam celular. Logo o local havia sido cercado e u robô decidiu continuar a explorar e coletar informações. Entrou numa das construções dos seres da Terra e viu um grupo deles saindo de uma cabine cujas portas abriam horizontalmente.

- Você é fraco ou forte? - Perguntou se aproximando deles, todos os quais percebeu serem da categoria "homem". Um deles olhou para elu e deixou o grupo por um instante.

- Você é da imprensa? Eles ainda estão em cima de mim depois daquela coisa com a fotógrafa, não é? Diga ao seu chefe que sou forte e vou encarar os fatos, embora sob qualquer perspectiva eu não tenha feito nada. Mas agora preciso ir, tenho uma reunião pra discutir os assuntos da crise logo mais.

- O que fará nesse evento?

- Debater, ora bolas. Mas não pode ir, todos os jornalistas já foram convidados e você não está na lista, senhora... 

- Eu posso apresentar questões para debate se puder ir a esse encontro e me reunir com vocês.

O ser expressou um movimento nos lábios que elu não entendeu.

- Você não é o adequado para ir em reuniões, minha querida. O Luiz ali - Ele apontou para um dos outros seres com quem conversava antes de sair da cabine. -, é negro mas ainda assim tem status aqui então ainda pode ir, por mais que não seja tão esperto quanto eu e os outros. Você... Bem, não quero me envolver em mais nenhum ataque dos seus amigos fãs do politicamente correto, mas...

Ele foi parando de se expressar. U robô sabia que "negro" era o termo para designar a quantidade da substância chamada melanina na pele dos seres do planeta, porém não conseguia entender qual a relação disso com a capacidade para discutir em reuniões. Seus circuitos estavam quase colapsando, então decidiu deixar aquele lugar e procurar outras informações.

- Caso tenhamos que pôr alguém por cotas talvez te chamemos - Disse o ser com quem acabar de conversar enquanto ia embora.

Nos lugares chamados ruas da cidade dos habitantes, haviam faixas brancas pintadas onde pessoas esperavam enquanto veículos passavam.

- Esses meios de transporte... Do que chamam? - Perguntou a um pequeno ser parado ao seu lado com a mão dada à outro maior da categoria "mulher". 

- São carros - Respondeu o pequeno ser.

- A substância que expelem parece ser prejudicial à vocês, segundo minha análise.

- Carros poluem o meio ambiente, moça, é verdade.

- Então porque há tantos deles se sabem disso?

Nesse momento os seres seguiram seu caminho e u robô ficou para trás, processando as informações que coletara. Algumas faíscas saíram de sua cabeça enquanto elu caia nas ruas. Um pequeno grupo de seres a rodeou e apontou os celulares. Dentre eles um ainda se aproximou e perguntou se elu estava bem.

- Eu... Eu... - Dizia sem conseguir se expressar bem, pois seus sistemas estavam morrendo. - Eu não consigo entender vocês... São complexos demais... 


Notas Finais


Aos que haviam lido o jornal do projeto de ontem pra hoje, talvez seja bom dar uma olhada de novo, pois coloquei uma regra extra, que não muda muita coisa, e aumentei um pouco o prazo, que agora vai até 07 de março.
Sobre a nova regra, é basicamente sobre quem postar uma história do projeto precisar colocar o título do episódio em que se inspirou como título do capítulo de sua história. Não muda muita coisa, mas mesmo assim resolvi acrescentar esse detalhe pra ficar mais organizado.

Link do jornal atualizado: https://www.spiritfanfiction.com/jornais/uma-crianca-sobrenatural--projeto-primeiros-episodios-doctor-who-18540648


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