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História Visitas a Ele - Priel - Capítulo 16


Escrita por:


Notas do Autor


Chegamos ao fim.
Desculpa se alguma ponta ficou desamarrada ou se algum detalhe passou despercebido.
Agradeço a companhia que me fizeram até aqui e peço desculpas por esse final. Claro, a desculpa por minha demora também.
Desfrutem! ❤️

Capítulo 16 - Visita oito - Você nunca deixou de me fazer visitas


A temperatura do ambiente pareceu se elevar de repente. Mas provavelmente era culpa do esforço anterior que eu havia feito para tentar voltar a respirar sem líquido ou resquícios desse que fez eu me engasgar. 

Uma coisa era certa, eu fiquei desconcertado com a fala dele.

"O que importa é que tu não tem mais débitos com a justiça." Informei com um fraco sorriso. "Eu fico feliz por ti, de verdade. Porém agora eu preciso ir, tem pessoas me esperando."

"O carinha que te chamou um pouco antes do seu irmão ir?" Perguntou puxando a pele do lábio, demonstrando estar apreensivo com o que ia sair dos meus lábios.

"Sim, ele e o resto do elenco." Afirmei, minha cabeça balançando em confirmação também.

"Ele parece ser um cara legal, fico feliz que tenha..." Ele ficou mudo por um momento e me olhava inocentemente. "Será que posso te pedir um abraço antes de você ir?"

Hesitei um pouco antes permitir. "Claro, só um abraço não custa nada, certo?"

Abri meus braços para recebê-lo.

"Espero que você seja feliz." Ele afirmou, acomodando a cabeça na curva do meu pescoço, havia um tom de amargura escondida no desejo de me ver feliz.

"Eu também quero que você seja feliz, Prior." Desejei em retribuição.

Ele mantinha o abraço. Eu não ia desfazer, eu não conseguia.

"Você ainda usa o mesmo perfume? Depois de todo esse tempo?" Perguntou-me com uma nota dolorosa na voz.

"Sempre." Respondi, sentindo sua mão pressionar com mais intensidade minha cintura. "Algumas coisas nunca mudam, não é?"

Ele desfez o momento. Sua bochecha deslizou suavemente sobre a minha. Nossos corpos ainda não haviam se separado por completo. Ele fez a respiração dele se tornar audível. Poucos centímetros separavam nossas faces e os olhos úmidos dele me atraiam como um potente imã.

Eu pude notar uma lágrima escorrer por sua bochecha. "Ei!" Intervi de imediato ao ver a dificuldade do outro em esconder a dor. "Chorar não, por favor."

"Não quero atrasar seu compromisso." Ele afirmou enquanto eu secava sua lágrima. "Melhor irmos lo..."

Não dei espaço para ele continuar se lamentando. O surpreendendo e surpreendendo a mim mesmo, no momento seguinte eu o beijei. Os lábios dele eram a única coisa que eu podia sentir naquele pedaço do tempo que havia sido paralisado. Meu rosto se tornou quente e provavelmente avermelhado. A mão dele percorria a extensão das minhas costas, me fazendo ter arrepios estremecedores. Ele parecia indefeso e acuado e senti-lo daquela forma era indescritível. Os movimentos dele eram suaves e delicados e minhas mãos percorreram um curto trajeto até alcançarem o pescoço dele. Ele gemeu manhoso contra os meus lábios na minha tentativa de afastar e eu cedi a sua pequena birra intensificando a proximidade entre nós. Quando o fiz clamar por ar, ele mesmo forçou a separação de nossas bocas.

"Acho que isso já resolve as pendências entre nós, certo?" Perguntei, secando as gotículas de suor que se formaram em minha testa.

"Não. Não resolve as pendências." Ele respondeu, sua respiração estava pesada.

"Faltou alguma coisa para ser esclarecida?" Tentei me recordar de algo enquanto minha mão se embolava no cabelo dele de forma provocativa.

"Nossas promessas."

"Nossas promessas? Quais?"

"Você prometeu que não ia me deixar da última vez que nos vimos."

"Eu havia prometido para um outro Prior, um que não existia."

"Eu existo, talvez não do mesmo jeito que você me projetou, mas... Não faz diferença, acho que realmente devemos ir."

"Qual outra promessa eu fiz? Tu disse "nossas promessas"." Insisti com aborrecimento.

Era notório que eu estava com segundas intenções quando eu sequer tentava as esconder. Mas ele estava escorregadio, com algum tipo de desconfiança.

"Não foi você e sim eu, mas não tem necessidade."

"O que tu me prometeu? Eu não me recordo, juro."

"Já falei que não tem necessidade, não é nada demais. Algo sem importância, de verdade."

"Mas eu estou curioso para saber, não gosto de ficar desse jeito. Vamos, fale." Não cedi e ele percebeu que eu não iria suportar mais desculpas.

"Não foi bem uma promessa, era só eu realizar... Você tem certeza que quer que eu fale?"

"Sim, óbvio."

"Você queria me ver ajoelhado na sua frente."

"Eu tive uma boa quantidade de pessoas se ajoelhando para mim desde então." Mordi o lábio dele que está visivelmente incomodado com a minha observação. Era claro que ele a julgava desnecessária.

"Além do seu namorado? O Gagu." Disse de maneira cortante.

"Não é Gagu. O nome dele é Guga e ele não é meu namorado. Tu acha que eu trairia alguém de verdade?"

"Pode até não ser namorado, mas já se ajoelhou para você."

"E que diferença faz?"

"Nenhuma, não é mesmo? Já ocupei seu tempo mais do que deveria. O Gugu deve estar esperando por você."

"O nome dele é Guga e eu estou tão atrasado que não quero mais ir encontrar com eles."

"Desde que não venha me culpar depois. Por que esse lugar ficou tão quente de repente? Será que o Guigo desligou o ar condicionado?" Sacudiu a camisa como uma tentativa de estabilizar a própria temperatura.

"O nome dele é Guga. Será que tu poderia parar de falar sobre ele? Por que não pergunta se eu não posso apagar seu fogo?"

"Porque desse jeito você só vai conseguir me aquecer ainda mais." Ele deu um sorriso sacana.

"E se esse for meu desejo?" O questionei. "Devo me fazer de rogado e esperar que tu gentilmente me convide para sua cama?"

"Você não era tão saidinho assim, Daniel."

"E nem você era tão ingênuo." Retruquei, trancando a porta.

"Continuo não sendo."

"Então o que está esperando para se ajoelhar? Preciso te dar mais quantas indiretas diretas?"

Eu me recostei na penteadeira quando ele se levantou e encostou seu corpo contra o meu. Ele não disse nada, apenas atirou sua boca rudemente contra os meus lábios e foi prontamente retribuído na mesma intensidade. Suas mãos grudaram-se na minha cintura por pouco tempo. Um pouco depois seus longos dedos lutavam em uma briga desigual contra o indefeso botão da minha calça que sequer tentou resistir, expondo o zíper para aquela mão apressada que tratou logo de abaixa-lo. Selou nossos lábios uma última vez antes de ceder seu corpo ao ajoelhar-se contra o piso frio que só era protegido pelo seu jeans.

"Era essa a visão que te deixou maluco só de imaginar?" Perguntou maliciosamente enquanto seu queixo acariciava o volume que foi formado com a presença dele.

A única resposta que eu consegui dar foi uma respiração mais forte. Seus dedos estavam resistindo para descer a minha calça e ele deslizou sua língua sobre minha barriga, deixando um rastro úmido nela.

Quando enfim ele me livrou das peças de baixo, apenas as colocando no chão, suas mãos repousaram sobre minhas nádegas e me puxaram para perto do rosto dele. Eu instintivamente o segurei pelo cabelo e joguei minha cabeça pra trás ao me sentir abrigado pela boca quente e úmida dele.

Não pude conter os gemidos e ele pareceu ainda mais motivado a continuar me torturando com os lábios. Pareciam tão adequados, feitos sob medida para me acalentar. Eu conseguiria os desejar dia e noite de modo ininterrupto.

Quando ele engoliu uma vez mais, foi me tirando vagarosamente da boca. Após, levantou-se e mordiscou minha orelha.

"Você queria tanto me ter de joelhos aos seus pés e passou a maior parte do tempo de olhos fechados e com a cabeça para trás." Reclamou entre dentes.

"Eu não imaginava que seria do jeito que foi. E não estou entendendo porque tu parou bem no meio, quando eu estava prestes a gozar."

"Acontece."

"Não, não acontece. Continua, não me faça insistir." Disse eu, curiosamente já implorando.

"Você está me usando para algum tipo de prazer próprio? É um tipo de vingança?"

"Não. Que tipo de pessoa tu acha que eu sou?" Ele conseguiu quebrar o clima entre nós. "Me acusou de estar traindo alguém e agora de estar fazendo isso por vingança. Desculpa se eu não me rendi em seus braços assim que tu surgiu na minha frente ou se não me desestabilizei o suficiente no palco a ponto de atrapalhar todo um projeto de meses e se até agora eu não disse que te amava apenas porque eu me tornei uma pessoa desconfiada." Olhei-me desnudo. "E por estar debatendo isso dessa forma, não era o almejado."

"Não coloque a roupa." Ele pediu quando me abaixei para levanta-las. "Eu mereço sua vingança, mesmo que você não esteja fazendo isso. Eu não quis te insultar, eu quis me insultar." Seu dente mordiscou minha clavícula. "Você parece distante."

"Eu só estava..." Me pausei e arfei quando sua mão pressionou-me com desejo. "Era isso que eu estava fazendo."

"O que você quer de mim?"

"O que tu quer ser para mim, Felipe?"

"A pessoa que está disposta a deixar o mundo para trás se isso for necessário para poder segurar a sua mão."

"No momento tu está segurando outra coisa." Brinquei o indicar sua mão envolta em meu membro, me masturbando lentamente.

"Eu tenho a outra livre." Ele disse, entrelaçando a outra mão em minha mão. "E você, o que você quer que eu seja para você?"

"Para mim tu sempre foi suficiente do jeitinho que tu é, do jeitinho que tu era. Claro, sem a parte da advoga..."

"Não fale sobre isso."

"Quero você por cima." Sussurrei entre gemidos enquanto sua boca se lançava ferozmente contra meu pescoço. "Acho que estamos esperando por isso a muito tempo."

Ele não disse nada, me puxou pela cintura e caminhou comigo lentamente até ter certeza de que eu estava próximo do sofá. Me jogou nele e sem perder tempo se sentou em meu colo. Ele sorriu quando minhas mãos tentaram encontrar seu membro ainda coberto por roupas e eu notei seus olhos nublados de prazer.

Eu estava disposto a retribuir o prazer que ele havia me proporcionado, mas ele não queria que eu fizesse aquilo, estava desejoso e excitado demais e ainda queria mais de mim. Levantou-se e se livrou de todas as peças com rapidez e agilidade, também retirou minha blusa, me deixando tão exposto quanto ele e pegou uma camisinha em sua carteira, a colocando em meu membro.

"Que marca é essa na sua cintura?" Perguntei atônito ao notar uma cicatriz nela.

"Não liga para isso, é só uma das muitas cicatrizes que ganhei naquele lugar. Algumas internas, outras externas. Mas eu não quero falar sobre isso agora."

Voltou se posicionar em meu colo e minha mão instintivamente repousou com firmeza em seu quadril. Ele estava focado posicionando meu membro que estava prestes a invadir seu corpo enquanto eu chupava com vontade seu mamilo.

Ele arqueou o quadril quando eu movimentei o meu para auxiliar na penetração e gemeu baixinho quando me sentiu por completo dentro dele. Selou meus lábios e iniciou os movimentos rápidos e profundos. Minhas unhas cravavam nas suas nádegas e isso o fazia jogar o corpo para trás contemplando inteiramente o prazer que lhe era proporcionado.

Grunhia descaradamente, me fazendo gemer vendo seus olhos revirarem e fazendo sua carne me pressionar com força. Eu dava leves mordidas em seu peitoral, tapas em sua bunda e não pude evitar o gozo, algo que fez ele jogar com força seu corpo para frente.

"Já?" Resmungou puxando o ar com força.

"Não tenho culpa se tu faz isso com maestria." Respondi com minhas mãos percorrendo o corpo suado dele.

"Vou ter que me aliviar sozinho e ir embora querendo mais."

"Está supondo que eu não aguento um segundo round?"

"Estou supondo que alguém pode vir aqui e nos atrapalhar a qualquer momento. Estamos no teatro, não se recorda?"

"Não me recordo, até porque quando eu estou contigo eu estou no paraíso, seus gemidos são harpas tocando no fundo e tu é o próprio anjo."

"É uma sensação recíproca." Ele respondeu, saindo de cima de mim.

"Tem mais alguma camisinha?" Perguntei.

"Na carteira. Eu coloquei em cima da penteadeira."

Achei a carteira e abri a procura do objeto. Entretanto, me deparei com minha própria foto dentro dela, estava com várias marcas, como se já tivesse sido dobrada diversas vezes e de diversas maneiras diferentes.

"Ei, o que é isso?" Questionei, mostrando a foto para ele.

Ele pareceu contrariado por ter sido tirado do momento de alívio que se proporcionava com as próprias mãos e olhou para mim um pouco irritado. "Sua foto."

"Isso eu sei, mas por que ela está aqui?" Insisti.

"Por que não deveria estar? Ela me fez companhia durante cinco anos, seria injusto eu descartá-la agora."

"Você ficou com uma foto minha por todo esse tempo?"

"Você nunca deixou de me fazer visitas."

"Ei!" Me ajoelhei na frente dele. "Desculpa por ter sido covarde e ter apenas escrito uma carta quando eu podia ter ido conversar contigo."

"Não precisa pedir isso, você estava quebrado, eu estava quebrado. Não ia adiantar muita coisa."

"Eu nunca deixei de pensar em ti desde aquele dia. No começo fiquei muito mal, com muita raiva, eu seria capaz de te sentenciar a morte se eu tivesse esse poder. Mas depois... Depois eu só contemplava as lembranças de um modo bom. Claro que eu fiquei receoso de te ver aqui porque eu não sabia como tu reagiria e ser rude foi o modo que eu encontrei para me proteger. Além do mais, eu não tive coragem de te procurar."

"Você vai cumprir a promessa dessa vez?" Sua mão aconchegou-se em minha bochecha e eu me deitei sobre ela.

"Eu não vou te deixar, Felipe!" Respondi, me levantando para beijar seus lábios. "Eu te amo."

"Eu também te amo. Agora coloca a camisinha porque eu ainda te quero dentro de mim." Ele ordenou.

"Eu já tinha esquecido o teu nível de romantismo." Revirei os olhos e peguei a camisinha para colocar.

"Eu já disse que vou acampar com você?" Ele fez uma carinha pensativa. "Acho que isso é uma prova de amor, não é? Sabe, se embrenhar no mato com mosquitos e..."

"Oh, fica quieto, Felipe." Resmunguei. "Só me beija."


Notas Finais


Fim.


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