História Vitalício - Capítulo 30


Escrita por:

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Advogado, Bangtan Boys, Bts, Jikook, Jimin, Jungkook, Lemon, Minkook, Namjin, Romance, Top!jimin, Vhope, Yaoi
Visualizações 178
Palavras 3.132
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Festa, Fluffy, Lemon, LGBT, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shonen-Ai, Slash, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


VOLTEI AAAAAAAAAAA
Cara, que saudade daqui!
Eu sei que foi só uma semana a mais do que o normal, mas foi muito estranho não postar semana passada, mesmo eu tendo trabalho até o pescoço no último final de semana.
Mas finalmente o dia de postar chegou ❤
Quero agradecer a todos pela compreensão e pelas mensagens me desejando boa sorte, vocês são incríveis!
Eu tenho os melhores leitores e ninguém pode me dizer o contrário <3333

Preparem os lencinhos, pois acredito que todos sabem bem o que vai acontecer nesse capítulo :(((

PS: Eu estou com alguns comentários faltando responder de capítulos anteriores, me desculpem, anjinhos, as coisas estão um pouco corridas, mas logo eu respondo!
Mas eu li todos e muito obrigada ❤

Capítulo 30 - Goodbye (Pt.2)


 1, 2, 3, você me abandonou

Mas ainda escuto sua respiração de algum lugar

Mais uma vez, 4, 5, 6, caem lágrimas vermelhas

Sinto falta do seu cheiro à minha volta

Você disse que tudo era para mim, como uma mentira, você friamente se foi

Por quê? Por quê? Você se foi

Comeback Home – 2NE1

 

— Já apreendemos o seu filho, Sr. Park.

— Muito bem, logo farei a transferência conforme o combinado.

— Obrigado.

— Garanta que ele fique detido o máximo que puderem. Jimin sabe bem dos seus direitos e aposto que não vai demorar para uma advogada representá-lo. Ela é esperta, tomem cuidado. — HeeSoon avisou, já que o filho estava nos Estados Unidos sabia que a filha mais nova dos Jung iria se meter naquilo, e se a fama da moça fizesse jus à ela, logo Jimin sairia.

— Não se preocupe, faremos nossa parte.

E tratem meu filho como se deve, lembre-se que ele não é um criminoso, então o quero longe de qualquer um.

Pode deixar.

Sorriu ao desligar a ligação. Conhecia Jimin, sabia que ele entenderia a mensagem.

— Deu tudo certo? — perguntou seu secretário.

— Sim, Jimin vai tirar umas férias forçadas por alguns dias. Acabou que eu posso tirar dois proveitos disso.

— Dois?

— Sim, primeiro eu fiz por questão pessoal. Jimin precisa entender que ele não pode ir contra mim, se ele quer conhecer a extensão dos meus contatos, eu mostrarei a ele. Fora que, vai ser ótimo ele longe daquele pirralho bem nesse momento. — sorriu. — De quebra, eu ainda posso arrumar mais um aliado para me ajudar a mostrar qual é o lugar daquele moleque.

 

[...]

 

— Ao menos eu posso saber o porquê de eu precisar sair do avião? — Jimin indagou para um dos policiais que já se aproximava para prendê-lo.

— Você está sendo preso por posse de drogas. — o policial respondeu pegando as algemas para prender as mãos do acinzentado.

— O que? — o advogado perguntou totalmente confuso com o que ouvira. — Está acontecendo um terrível engano aqui.

— Você terá toda a chance de tentar se explicar na delegacia. — respondeu, já colocando as algemas na mão do passageiro. — Agora vamos.

Jimin respirou fundo tentando manter a calma, precisava voltar para Seul urgentemente e simplesmente não conseguia. Não tinha muito o que fazer a não ser segui-los e atrasar mais um dia seu retorno. Saiu do aeroporto escoltado pelos dois policiais que o levaram para a delegacia.

— Você tem ideia do problema que se envolveu, rapazinho?

— Não, não tenho, isso tudo é uma imensa confusão.

— Ah, sério? Se eu ganhasse um dólar para cada vez que escuto isso, eu estaria rico agora. — um dos policiais que estava interrogando-o falou. — Como então você explica os trinta quilos de droga encontrados na sua bagagem?

— O que? Não existe a menor possibilidade...

— Não é o que essa sua mala aqui nos diz. — o policial disse, apontando para uma que estava em cima da mesa.

— Primeiro que essa mala não é minha, a minha é preta e não cinza. — Jimin respondeu ao olhar para a bagagem.

— Você vai precisar de uma desculpa mais convincente para sair dessa. Como você me explica seus dados na etiqueta?

— E eu que vou saber? Eu despachei uma bolsa com roupas e, como eu disse, preta. Essa não é minha. — falou o acinzentado, imaginando a confusão que aquilo o traria. — Não é por falar nada não, mas eu sou um advogado, tem ao menos alguma lógica eu traficar drogas? Sendo uma pessoa que vive a vida trabalhando para lei?

— Se existe policial corrupto, por que não existiriam advogados traficantes?

Jimin bufou, tentando manter sua calma e não ser grosseiro.

— Olha, policial... — o advogado tentou olhar o crachá da camisa do interrogador.

— Harry.

— Então, policial Harry, não é querendo me gabar, mas além de advogado eu sou uma pessoa com uma boa condição financeira, dinheiro nunca foi um problema desde que eu nasci, então por que raios eu iria vender drogas e me meter em uma furada dessas?

— Isso você que deveria nos dizer. Fora que, ainda tem a opção de consumo.

— Ah claro, eu iria consumir trinta quilos de sei lá o que tem nessa mala. — ironizou o advogado.

— Cocaína, não que você não saiba. — Jimin queria bater a cara daquele policial na parede e arrumar um real motivo para prendê-lo. — Que tal você facilitar as coisas para gente, e principalmente para você, confessando?

— Não vou confessar algo que eu não fiz. Como eu vejo que dialogar com vocês não vai ser o suficiente, pois vocês se convenceram que eu sou o culpado e não devem pretender buscar provas do contrário, eu tenho direto a uma ligação e de permanecer em silêncio até a chegada do meu advogado. Então, por favor, me encaminhem até um telefone.

 

[...]

 

HeeSoon achava que aquela situação poderia ser bem vantajosa para si se as coisas saíssem como estava planejando. Para aquilo, precisaria de uma ajudinha extra de alguém que tivesse voz na editora. Ouvira que o presidente estava planejando colocar Jungkook como o representante mais importante da empresa e não aceitaria que aquele moleque assumisse aquela posição. Aquele bastardo não podia ser mais do que deveria. Era algo bem pessoal já que não aceitara a maneira que o pirralho falara com ele. Quem ele achava que era? Jamais iria permitir aquela situação e se eles não queriam terminar por bem, faria terminarem por mal.

— Não esperava receber uma ligação sua.

— Acredito que não, mas será do seu interesse.

— Estou ouvindo. — HeeSoon sorriu ao escutar.

— Infelizmente soube das notícias sobre Woo Sung. Você já pensou o que a morte dele pode significar?

— Como assim?

— Jeon Jungkook. — falou o nome com desgosto.

— O que tem ele?

— O que você acharia sobre ele virar o novo presidente?

Não existe essa possibilidade.

— Não tenha tanta certeza disso. Mas estou oferecendo a minha ajuda para evitar que isso venha a acontecer. — Não seria nada interessante para HeeSoon o pirralho ter uma posição tão importante no grupo Jung, seria mais trabalhoso destrui-lo. Não iria permitir que ele atrapalhasse seus planos e continuasse se relacionando daquela maneira imprópria com seu filho mais velho. E ali, sem a proteção de Woo Sung, as coisas seriam mais fáceis para si.

Não acho que você faça o tipo de pessoa caridosa, o que você iria querer em troca?

Realmente eu não faço, mas isso também é do meu interesse e, como prova, posso te dizer que eu já comecei a mexer os pauzinhos garantindo que meu filho não volte tão rápido para Coreia, já que ele é o advogado pessoal do Woo Sung. Estou te dando um tempo para preparar as coisas do seu lado.

 

[...]

 

No quarto do hospital de Woo Sung estavam sua esposa e seu filho mais velho. Os avós de Jungkook até tinham tentado ficar, mas haviam sido convencidos pelo presidente a voltarem para casa. Tentara fazer a mesma coisa com Jeon, mas o rapaz recusara-se a sair do seu lado. Yang não gostara nada de ter que ficar no mesmo ambiente que o enteado, mas estava cansada demais para discutir; ainda mais com o marido naquela situação. Jungkook só a vira sair por alguns instantes para atender um telefonema, mas logo voltara ficando ao lado do presidente.

— Filho... Yang.... — Woo Sung chamou-os, sentia que sua hora estava chegando. Não sabia explicar o motivo, apenas sentia. — Muito obrigado, Yang — falou ao ter os dois próximos de si; um de cada lado da cama. —, por ter sido minha companheira durante todos esses anos, e me desculpe se eu não fui o melhor marido do mundo.

— Você foi ótimo, Woo, você foi o melhor tanto como marido quanto como pai. — Yang respondeu com uma voz chorosa, era difícil para ela ver o companheiro de tantos anos ali naquela cama prestes a morrer a qualquer momento. Ela amava-o e não queria nem imaginar uma vida em que ele não estaria incluído.

— Diga para o JinGoo que eu o amo e que sinto muito por qualquer coisa.

— Não fale como se você estivesse se despedindo, Woo. — o presidente não respondeu, apenas sorriu e aproximou-se para depositar um selo em seus lábios. — Eu os amo mais do que tudo. Lembre-se que todas minhas decisões são visando o melhor para vocês. — disse ao separar-se da mulher. — Jungkook — virou o rosto na direção do mais novo. —, apesar de não ter visto você crescer e só ter te conhecido quando já era um homem feito, não pense que eu o amei menos por isso. Você é meu filho amado e quero que seja muito feliz e que a sua pessoa amada o faça muito feliz. Fale que se for o contrário eu volto para puxar as pernas dessa pessoa. — Jeon segurava as lágrimas que queriam ser derramadas, era tão dolorido. Seu peito doía a cada palavra pronunciada pelo Sr. Jung, a cada uma sentia que se aproximava a hora em que ele não falaria mais nada.

— Eu sei, pai. Eu também o amo. — tentou mostrar seu melhor sorriso.

— Me desculpem, mas está difícil me manter acordado, estou cansado. — murmurou o mais velho com a voz fraca e os olhos quase se fechando.

— Tudo bem, meu amor, descanse. — disse Yang, passando a mão em seus cabelos.

 

Jungkook saiu um pouco para respirar um ar puro do lado de fora do hospital, aquele ambiente o fazia mal, sentia-se sufocado a cada segundo que permanecia lá dentro. Não tinha boas lembranças daquele tipo de lugar.

Quando voltou, encontrou o quarto com a porta aberta e o médico junto de algumas enfermeiras em volta da cama do progenitor. Sentiu seu peito doer e começou a colocar mais esforço na respiração. Obrigou-se a entrar no ambiente, apesar da clara relutância. Sentia seu corpo enfraquecendo a cada passo que dava para dentro dali. Quando o médico o viu, não disse nada, apenas deu um aperto em seu ombro e balançou sua cabeça negativamente. As lágrimas que tentara segurar ao máximo começaram a ser derramadas, em abundância, caiu de joelhos no chão, perdendo a força nas pernas.

Mais uma vez a vida tinha sido cruel e tinha tirado seu pai de si. Tudo a sua volta parecia estar desmoronando. Colocou tudo para fora naquele choro. Aquela situação era tão dolorosa, agoniante e torturante. O pior de tudo era se sentir de mãos atadas, não tinha nada que ele pudesse fazer; seu progenitor havia morrido e ele só podia chorar e questionar as razões de a vida ser tão difícil de ser vivida.

Juntou todas suas forças e levantou-se para aproximar-se do presidente, para quem não sabia da situação, diria que estava apenas dormindo. Sua madrasta encontrava-se deitada em cima do peito do marido na mesma situação que a sua; chorando compulsivamente. Sentia-se perdido como se estivesse em um túnel sem fim e sem qualquer chance de encontrar uma luz. Tivera tão pouco tempo ao lado do mais velho, mesmo assim tinha sido o suficiente para adquirir carinho e amor por ele. Nunca pensara que teria que se despedir tão cedo.

Em pouco tempo os familiares já tinham sido avisados sobre o ocorrido e logo seus avós, seu irmão e seu primo estavam lá. Como filho mais velho ele sabia que seria o responsável pelo velório. Quando ocorrera o de WooBin, ele não tinha participado, pois estava em coma no hospital.

Assim que Yoongi e Taehyung souberam, voltaram imediatamente para o hospital e, vendo Jeon, correram para abraçá-lo. Não tinha o que falarem para tirarem aquela dor do amigo, então apenas mostraram seu apoio incondicional por ele, provando que estariam ali ao seu lado para tudo como sempre tinham estado. E, apesar de tudo, aquilo era o suficiente para Jungkook. Saber que ele tinha pessoas para se apoiar naquele momento tão difícil era o que o ajudava a enfrentá-lo.

 

[...]

 

Jiwoo fora totalmente surpreendida quando recebera a ligação de Jimin informando que estava preso. Correra imediatamente para lá para tentar tirar o amigo o mais rápido possível daquele lugar.

— Você tem alguma ideia do que pode ter acontecido?

— Não, eu apenas despachei minha bagagem como sempre e fui surpreendido antes da decolagem com dois policiais me acusando de tráfico de drogas.

— Vou pedir para puxarem as gravações de você chegando e pedir também para resgatarem as imagens dos funcionários envolvidos no check-in e transporte de malas. — Jiwoo falou.

— Sim, e, ah, eles apreenderam meus pertences pessoais. Dentro da minha carteira tem um documento com a etiqueta que foi colocada na minha mala. Eles falaram que tinha trinta quilos de droga, e minha pesagem não passou de nove quilos, isso já é uma prova.

— Eles não conferiram isso? — perguntou a mais velha não acreditando que a polícia teria deixado uma informação importante como aquela passar.

— Não me parece que eles estão muito dispostos a provar minha inocência, muito pelo contrário. — O acinzentado disse mais baixo na intenção de apenas a amiga escutar.

— Não se preocupe, eu farei eles trabalharem. — piscou para o mais novo que concordou. Sabia que estava em boas mãos e não tinha com o que se preocupar.

— Outra coisa, Jiwoo. Eu preciso falar com Hobi e passar algumas informações para ele.

— Claro, vou arrumar essa ligação para você.

 

Assim que conseguira falar com Hoseok explicara rapidamente o que estava acontecendo, deixando para depois que a irmã o contasse melhor com mais calma.  

— Eu acredito que logo esse mal-entendido será resolvido, mas caso alguma coisa aconteça e vocês precisem, o testamento do Sr. Jung está no lugar em que você sabe que eu costumo guardar documentos importantes. Você sabe que sou desconfiado e não acredito que estou aqui por acaso.

— Você acha que armaram para você?

Pode ser paranoia da minha cabeça, Hobi, mas meu sexto sentido diz que não.

Seu sexto sentido não é de falhar.

— Exatamente. — concordou. — Eu só peço que vocês cuidem do Jungkook e eu vou fazer o máximo para voltar o mais rápido possível. Não conte para ele o que aconteceu, Hobi, só vai servir para ele ficar mais preocupado e tudo que ele não precisa agora é de mais coisa na cabeça.

— O que eu falo para ele?

— Fala que houve problemas com meu passaporte e eu estou tendo que resolver, qualquer coisa do tipo, só não o deixe descobrir que estou preso.

 

✤✤✤

 

Já era o segundo dia do velório do pai de Jungkook, era um pouco mais de cinco da manhã. Dias anteriores Jeon, junto com a família, cuidara de todos os preparativos para o funeral que durava três dias. Já se encontrava desgastado física e psicologicamente. Ele tinha que ficar na sala do altar para receber todos os cumprimentos.

Os amigos haviam explicado que Jimin tinha tido alguns problemas com o passaporte e por causa daquilo ainda não tinha voltado, mas Jungkook estava achando tudo muito estranho, pois nem se comunicar com ele estava conseguindo. Queria ouvir mais uma vez sua voz, dando-o forças para enfrentar tudo aquilo. Queria-o ali com ele, principalmente quando tivera que lidar com a visita de HeeSoon. Tudo que não precisava era ver aquele homem outra vez tão cedo. Ele encarava-o de forma soberba e com o mesmo desprezo que sempre tinha no rosto. Sua vontade era de expulsá-lo dali, mas nem força de vontade tinha para aquilo, sentia-se enojado só pelo fato de estar no mesmo ambiente que ele. Assim que saíra, ainda tivera a petulância de lançá-lo um sorrisinho, sentira seu sangue ferver, mas mantivera-se firme, não desviando o olhar — apesar de que estar acabado daquele jeito tivesse feito o outro sair mais satisfeito.

Tivera ainda duas crises de hiperventilação, mas Yoongi ou Taehyung sempre estavam ao seu lado para ajudá-lo com aquilo. Aquela situação deixava-o muito fraco emocionalmente. Ninguém lidaria com a morte de um ente querido de maneira fácil, mas para Jeon aquilo envolvia muito mais. Muitas emoções eram afloradas por aquele clima. Ele lidava com a perda do irmão e do pai, mas nunca tinha realmente superado, apenas aprendera a se acostumar com o vazio deixado por eles. Cada pessoa tinha seu modo de agir e enfrentar, e o do castanho não tinha sido o melhor na época.

Em meio aos seus devaneios percebeu uma movimentação estranha na entrada da sala que estava ocorrendo o velório do progenitor. Resolveu levantar-se e verificar o que estava acontecendo.

— O que você pensa que está fazendo aqui? — Yang perguntou ao ver SoMin tentando entrar no local.

— Ver você que não é. — rebateu, sabia bem quem era aquela mulher, seu filho já tinha falado de Yang para si. — Agora com licença que irei ver meu filho.

SoMin recebera a notícia do que acontecera poucas horas atrás pela televisão. Assim que soubera, saíra imediatamente de casa e pegara a primeira passagem que tinha para Seul, precisava ver como seu filho estava. Seu coração de mãe não parava de doer só de imaginar que seu bem mais precioso estava passando por tudo aquilo outra vez. Imaginava que Jungkook não tinha avisado-a para evitar que se preocupasse com ele, mas não tinha como ela não estar ao seu lado. Não existia a menor possibilidade.

— Mãe. — Jeon disse ao avistar a mais velha.

— Meu amor... — SoMin foi até o castanho rapidamente e abraçou-o apertado. Só de vê-lo sabia como estava acabado por dentro. Era seu menino, ela o conhecia como ninguém. Não precisava de palavras para saber como ele estava. Já vira aquele olhar vazio, triste e carregado de sofrimento no filho. Imaginava que aquela situação tivesse desencadeado várias lembranças e sentimentos dolorosos. Se ela conseguia sentir aquelas lembranças tão vívidas em si, imaginava então como Jeon estaria se sentindo. — Estou aqui e ficarei ao seu lado durante tudo isso.

— Você-

— Deixe-os em paz, Yang. — A vó de Jungkook intrometeu-se.

— A senhora sabe quem ela é?

— Como eu não saberia, Yang? Por isso mesmo. Ela é a mãe do meu neto e tem todo o direito de estar ao lado dele. Respeite o seu marido e não arrume qualquer atrito neste local. Vai apoiar o JinGoo como a SoMin está fazendo com Jungkook. — Yang não disse mais nada e fez apenas o que a sogra tinha dito.

O segundo dia foi finalizado e logo chegara o terceiro. E quando tudo finalmente acabou, Jungkook estava esgotado em um nível extremo e só se perguntava aonde raios o namorado estava que não conseguia uma notícia sequer dele. Assim que foi deixado pelos amigos em casa, resolveu que iria tirar a verdade deles, pois sabia que estavam escondendo alguma coisa, e se realmente estavam, era por ser grave.

— Hoje vocês não vão me enrolar. Eu quero a verdade! — Jeon exclamou já exausto pelas poucas informações sobre Jimin. — Eu vou perguntar outra vez e espero que não tenha que repetir. O que aconteceu com o meu namorado? — O mais novo indagou e os amigos sabiam que não tinha mais como enganá-lo; teriam que contar a verdade.


Notas Finais


Como vocês chegaram até aqui?
Eu chorei horrores escrevendo como o Jk ficou diante de tudo isso :(((

Só uma informação para caso alguém tenha ficado confuso sobre o velório.
Na Coreia as coisas são bem diferentes daqui do Brasil, lá tem uma duração de três dias. Eles fazem até refeições no local. Eu já sabia mais ou menos como funcionava por causa dos doramas, mas eu procurei no google para entender mais. Indico a pesquisa para quem se interessar em saber mais como funciona.

Ah outra informação, o caso do Jimin foi baseado em um caso REAL! Mano foi um casal de brasileiros ainda que aconteceu isso. Quando eu escrevi esse capítulo eu fui pesquisar no google como funcionava as coisas se fosse pego com uma mala com drogas ai eu achei esse caso e fiz a mesma coisa com o Jimin. Se alguém ficar curioso, coloca assim no google que já aparece a reportagem: "Casal tem etiqueta de mala trocada para bagagem com drogas".

Muito obrigada a todos os comentários e favoritos ❤
FALTA ASSIM MUITO POUCO PARA VITALÍCIO CHEGAR EM 500 FAVORITOS E EU TO TREMENDO!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...